Monster - EM REVISÃO
9 Queimando
Suas “garras” arranhavam meu braço e podia jurar que sangravam um pouco, meus olhos estavam inchados e eu chorava muito, minha cabeça doía e podia sentir a cada segundo meu corpo ficando mais pesado e frio. Minhas forças estavam esvaindo a quase não tinha forças pra gritar e suplicar que ele me deixasse em paz, eu queria nunca ter ido lá, mas algo ainda me empurrava e esse “algo” desejava veemente está ali, sofrendo e sentindo dor. Meus olhos pesaram e senti a escuridão me domar de vez.
Tentava abrir os olhos e constatar que tudo aquilo não havia passado de um terrível pesadelo. Aos poucos fui conseguindo, mas o cansaço ainda tomava meu corpo, já não tinha muitas forças, minha garganta estava seca, tentei engolir minha saliva para assim melhorar aquela sensação de desconforto, mas nada desceu isso somente arranhou minha garganta, passei a língua em meus lábios, esses estavam ressecados e frios, na verdade todo meu corpo estava. Minha visão estava meio turva, ainda não me dava conta de onde eu estava, mas eu via luzes se mechando e o lugar estava pouco iluminado, mesmo com as luzes dançantes por toda parte.
Aos poucos minha visão foi ganhando foco e assim eu ficava mais desperta de certa forma. As luzes dançantes eram na verdade velas, e havia varias delas por todo lugar. Eu estava encima de almofadas grandes e escassas, estavam meio manchadas e o cheiro de mofo denunciava que estavam ali há muito tempo. Tentei me levantar, mas meu corpo parecia uma gelatina de tão fraco e mole, minha cabeça rodava e doía. Olhei para meu corpo, eu ainda estava com a calça e as botas, e ainda usava meu sutiã, pelo menos eu não fui molestada, eu acho.
Ouvi o som agourento de madeira rangendo e olhei na direção, uma porta estava sendo aberta lentamente, engoli em seco, temendo quem estava por ali, não que fosse algum segredo, mas mesmo assim que não temeria tudo aquilo? Sasuke em sua forma “normal” e com seu semblante frio e calmo que demonstrava na escola, passou pela soleira da porta e a fechou logo em seguida, mas sem esquecer-se de trancá-la no final.
Ele continuava sem camisa, aquele fato fez novamente despertar meu corpo com a visão de seu tórax perfeito e eu me odiei por isso. Ele não sorria nem tinha a face sádica de antes, somente caminhava até mim, sem palavras, gestos ou emoção.
Meus olhos estavam vidrados nos seus e ele sustentava, desviei, olhando ao redor, forçando a vista ainda um pouco embaçada, mas somente havia uma janela ali e pequena, eu não poderia nem cogitar a idéia de passar ali, e mesmo que tentasse Sasuke me alcançaria facilmente ou me pegaria antes mesmo de eu tentar. Voltei a olhar para ele e ele estava sorrindo levemente, como se tivesse ouvido meus pensamentos ou concordado com ele, isso me deixou irritada. Sobressaltei-me quando o vi tira os tênis do pé e fui chegando para trás à medida que ele os jogava no chão de qualquer jeito. Começou a caminhar até mim, sem tirar os olhos dos meus e sem desfazer o sorriso malicioso e debochado dos lábios. Virei apresada de costas, pronta para correr, mas como previsto foi em vão, ele me pegou pelo pé e me puxou bruscamente, bati com o peito no chão e gemi de dor pelo impacto.
- Me larga – gritei, ainda constando minha voz quase insistente. Tentei puxar meu pé, mas ele apertava com força, novamente meus olhos começaram a marejar, eu já quase não tinha forças para lutar – me solte, por favor – supliquei. Ouvi uma risadinha abafada e minhas botas sendo puxadas lentamente, uma por uma, logo depois as meias.
- Oh – ele fez um som manhoso – mas agora que está ficando interessante. – Meu corpo foi virado para cima bruscamente e minha cabeça bateu levemente no piso de madeira, meus olhos já não tinham mais direção. Quando dei por mim, minha calça jeans estava sendo tirada, desesperei-me, pois temia o que talvez ele tinha em mente, tentei não deixá-lo prosseguir,mas ele era mais forte que eu e logo fiquei apenas com roupas intimas tapando o que nunca havia mostrado a homem nenhum.
- Me mate – pedi baixinho e já começando a chorar – me mate – pedi novamente. Minhas mãos estavam postas uma em cada lado do meu corpo, meus braços já fracos e cansados, meus dedos estavam doloridos e suas pontas dormentes, frios como cubos de gelo.
- Ainda não é o momento – disse indiferente, dando de ombros. Senti-o espirar meus pés e a beijar meus dedos. Remexi-me, minha cabeça estava doendo muito e quase não tinha consciência do que estava acontecendo.
Sua boca foi subindo dos meus pés até minha panturrilha, meus joelhos, onde deu uma leve mordida e chegando a minhas coxas. Meu interior acendeu-se em questão de segundos ao sentir os lábios frios do monstro a me tocar, novamente me odiei por não ter controle de mim mesma e me entregar daquela forma, mesmo inconsciente.
- Quero ouvir você suplicar por mim – disse. Sua língua percorreu a parte inferior de minha coxa e inclinei a cabeça pra trás, gemendo nitidamente. As palmas de minha mão viraram para o chão e minhas unhas gravaram na madeira, meu corpo estava levemente inclinado devido às almofadas. – Isso não é o suficiente – sua voz começou a ficar mais rouca e meu corpo se arrepiou por completo, temendo que ele voltasse sua forma de antes. Senti suas unhas rasparem em minha pele, indo do meu quadril, passando por minha barriga e chegando até meu seio esquerdo, onde apertou com força. Fechei os olhos pela dor e dei um gritinho, sua mão abriu novamente, seus dedos se contraíram, mas senti pontas afiadas me arranharem, eram suas unhas, eu tinha certeza, seus dedos estavam se fechando ao redor de meu seio novamente, mas ele fazia o processo bem lentamente, parecia que suas unhas encravariam em minha pele, eu gritei pela dor e mais lagrimas saíram de meus olhos, não eram arranhões, eram cortes e ardiam muito.
- Pare – pedi em meio às lagrimas – eu não agüento mais – confessei
- Mas estamos apenas começando. – minha respiração começou a ficar acelerada, mas logo falhou quando ouvi o som da renda do meu sutiã se rascando em suas garras. O elástico cortou um pouco minha pele, pela força com que ele puxou e gemi de dor. Ele começou a acariciar meus seios, agora livres do pano, mas tinha certa delicadeza agora, parecendo apreciar a textura de minha pele. Continuou beijando a parte inferior de minha coxa, mas aos poucos foi subindo os beijos até minha intimidade e depois até meu quadril, onde raspou os dentes levemente. Ele parou subitamente e se levantou de cima de mim, isso me deixou um pouco confusa, não por ele finalmente ter parado de me torturar, mas sim por ter parado, pois essa era uma possibilidade que eu jamais pensaria ser possível. – Sabe. Tem uma coisa que eu sempre quis fazer – olhei pra ele de forma interrogativa, já que não fazia idéia do que ele estava fazendo e eu temia saber – As coisas vão esquenta – sorriu, pensei em me pronuncia, mas senti um calor insuportável percorrer meu corpo, como se minha pele estivesse queimando. Comecei a gritar desesperadamente, meus braços ficaram contorcidos e minhas unhas cravaram na madeira do chão. O calor não era algo doloroso, o calor que queimava em minha pele, fazia com que eu sentisse uma excitação descontrolada, eu gritava porque eu queria que minha necessidade fosse saciada.
- Pa-pare com i-isso – gritei, mas meu grito saiu como um gemido. Minhas pernas curvaram e eu abri minhas pernas, curvei a cabeça pra trás quase enlouquecendo de desejo. Minha intimidade parecia está em chamas, eu queria, eu o queria, queria de todas as formas. Lagrimas começaram a descer pelas laterais de meu rosto e minha respiração ficou estável, meu peito subia e descia em ritmo acelerado e eu não conseguia parar de dar gritinhos e gemer. Era algo inexplicável, eu necessitava tanto daquilo, eu precisava que ele me tomasse, mesmo sabendo que aquilo não estava sendo algo voluntario, eu estava sendo forçada a sentir essa sensação.
- Isso me enlouquece – ele fechou os olhos e girou a cabeça, extasiado – musica para os meus ouvidos, não sabe como isso me deixa louco – ele começou a abrir o botão de sua calça lentamente, sem tirar os olhos dos meus, os olhos de monstro, assustadores. Meu corpo não para de se contrair, eu não tinha nenhum controle sobre ele, Sasuke ficou nu por completo e se ajoelhou diante de mim, suas garras ainda estavam à mostra e eu podia ver suas presas reluzindo em seu sorriso zombeteiro – somente minha agora. – levou as mãos até o elástico de minha calcinha e a rasgou grosseiramente, seu rosto numa velocidade inumana parou entre minhas pernas e ele começou a me lamber intimamente, sua língua era quente, suas mãos estavam segurando minhas coxas e eu oferecia meu quadril em sua direção. A sensação de prazer que eu sentia era maravilhosa, o poder que ele tinha sobre meu corpo era inexplicável, o tesão e a loucura era o que predominava ali, as lagrimas não paravam de sair de meus olhos, mas eu não conseguia parar de sentir aquilo. Começou a beijar minha virilha e eu senti sua presa perfurar minha pele, gemi de dor e isso só fez com que ele apertasse seus dentes ainda mais em minha pele – grite pra mim – exigiu ele.
- Pare, por favor. – chorei.
- Suplique por mim – colocou seu rosto em minha intimidade novamente e começou a sugá-la veemente, como se fosse à coisa mais saborosa de todo o mundo, o sabor perfeito para ele – vamos – gritou. Novamente inclinei meu corpo pra frente pelo prazer que estava sentindo e o calor insuportável.
- Nã-não. Não – gritei derrotada – Não pare, não pare. – totalmente contraditória e entregue as sensações de luxuria e a ele.
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