Notas iniciais
Leiam essa fic: http://fanfiction.com.br/historia/161140/Prioridade_Vermelha_-_O_Romance

Ela é demais e muito bem escrita, vocês vão amar. Primeira fic original que eu leio e simplesmente amei cada palavra escrita, por isso divulgo e agradeço desde já quem deixar review lá para estimular a escritora a postar mais. Obg.

Sem ao menos olhar na direção dele, eu fui me levantando lentamente e me apoiando na parede, bati na calça, tentando tirar qualquer vestígio de poeira. Fui olhar pra frente e lá estava ele, encostado na parede do outro lado com um dos pés na parede e os braços cruzados me analisando, pela sua postura e seu rosto indiferente parecia que ele estava ali há muito tempo, mas caso estivesse eu teria notado, ele era algo que não passava despercebido por ninguém.

- Vamos. – desviou os olhos de mim e foi andando na direção da saída do beco. Acho que aquela atitude era algo que na pudesse discutir, então comecei a segui-lo, discretamente, numa distancia considerável, eu não queria ultrapassar o limite, talvez de fato eu tivesse medo do desconhecido. Mas de uma coisa eu tinha certeza, eu não era medrosa, caso contrario não estaria ali.

Andávamos parecia ser sem direção, hora ou outra ele olhava para os lados, como eu fiz há alguns minutos atrás quando estava indo de encontro a ele, certificando se alguém me surpreenderia ou se estava sendo seguida, mas no caso dele não parecia esses os motivos, parecia querer certificar que ninguém estava nos vendo ou que estávamos sendo passados despercebidos e a olhar por um lado se esse fosse o plano dele estava dando certo.

Já não havia muitas pessoas mais nas ruas, raramente passava uma ou duas, em sua maioria homens bêbados e carros. Chegamos a um bairro luxuoso, havia casas enormes e algumas eu podia dizer que eram mansões. Todas com mais de um andar, com a entrada toda gramada, duas entradas para carros, jardins espetaculares, sem muros, apenas cercas dividindo uma casa da outra, já as que eu julgava mansão, eram mais modernas, muito bem elaboradas, os muros deviam ter mais de três metros, mas os portões de grade me permitiam ver como eram por dentro, lindas e elegantes.

Paramos em frente a uma bela casa branca, com muros altos e o portão de grade, como era assim nas casas aparentemente mais caras. Sasuke foi até o portão trancado por uma corrente e um cadeado gigante e o abriu com uma chave, desenrolou a corrente das grades e empurrou o portão, assim o abrindo. Passou na frente, mas logo depois olhou para trás, pra mim sério, mas de forma interrogativa.

- Você não vem? – perguntou maliciosamente, colocando aquele sorrido no canto de seus lábios.

- Há sim – assentiu meio incerta, se deveria ou não entrar naquela mansão com ele. Não estaríamos sozinhos, certo? Pra cuidar daquela casa deveria ter muitas pessoas, não é?

Sasuke voltou para fechar o portão e passou-lhe a corrente entre as grades novamente, finalizando com o cadeado. Voltou a passar minha frente, enquanto ele ia na minha frente, meio entediado e parecia ansioso ao mesmo tempo, eu aproveitei para olhar o local em que estava. O caminho de pedras que fazia entre a entrada gramada e a abertura para carros estava meio rachadas, como se fosse antiga, a grama não parecia muito boa também, alguns lugares não havia grama alguma, as arvores que tinham ali estavam quase sem folhas.

- Vai ficar olhando ou vai entrar? – perguntou ele me despertando.

- Desculpe – abaixei a cabeça envergonhada e adentrei a casa. Estava tudo escuro lá dentro, somente a luz dos postes da rua iluminavam ali parcialmente, mas durou pouco tempo, pois Sasuke fechou a porta, eu só pude ouvir o som da porta sendo trancada.

Automaticamente senti um frio na barriga, sabendo que provavelmente estávamos sozinhos naquela mansão escura. Minha respiração estava acelerada e meu coração batia como um tambor lento e constante, senti dedos frios deslizarem por meu rosto e fechei os olhos ao toque, eram macios, mas aos mesmo tempo eram precisos, como se soubessem exatamente o que estavam fazendo; causavam uma corrente elétrica pela minha pele, deixando-a arrepiada por completa.

Abri os olhos lentamente e vi velas acesas, mas franzi as sobrancelhas confusa, elas não estavam daquela maneira quando cheguei e Sasuke não poderia ter acendido elas sem que eu percebesse.

- Estranho não é? – perguntou ele zombeteiro, estava a três metros de distancia de mim, com sua expressão sombria de sempre.

- Co-como? – perguntei confusa

- Você não é a sabe tudo? Adivinha...- inclinou a cabeça de lado e sorriu. O sorriso de canto que tanto me deixava descompassada.

- Isso é impossível de explicar. – sussurrei

- É questão de percepção, você é meio alienada. – ele destacou sua mão direita e estalou o dedo, assim uma das chamas que queimavam na vela de apagou. Engoli em seco, aquilo só podia ser algum truque ou uma brincadeira dele. Não é? – Não é truque – respondeu entediado a pergunta que eu fiz a mim mesma. – Você é tão absurda. – suspirou.

- O que você quer de mim? – perguntei irritada. Mas isso não era certo, já que eu mesma quis estar aqui e ele apenas estava fazendo minha vontade.

- Ora, você não queria respostas?

- Mas ainda não as tenho, você fica...dando uma de mágico.

- Mágico? – perguntou divertido – não sabe o que está dizendo garota. – o sorriso desapareceu de seus lábios do mesmo jeito que apareceram.

- E o que está esperando?

- Estou dando suas respostas. – voltou a sorrir novamente, mas o sorriso não era o que me deixava excitada, nem o divertido, era um de...ódio.

Deu passo em minha direção e tirou a camisa lentamente, engoli em seco e deu um passo para trás, mas eu não tinha nem espaço, fiquei presa a parede. Sua pele tão pálida e aparentemente tão macia, mas nem de longe seu abdômen definido se mostrava frágil, minha boca salivou quando me peguei admirando as ondulações salientes de seu tronco.

- Gosta? – perguntou, sua voz era irritada. Despertei-me de meu transe particular e o encarei. Apesar de tudo, aquele misto de medo, raiva, prazer e satisfação me deixava feliz de certa forma...mais...viva.

- Nada demais – sorri desafiante. Ele sustentou meu sorriso e dessa fez seu sorriso voltou a humor de antes, mas sem deixar um pouco do ódio aparente.

Sasuke caminhou em minha direção rapidamente, pegou em minhas pernas e me suspendeu no ar, apoiando minhas costas na parede e como sempre suspirando em meu pescoço. Suas mãos envolta de minhas coxas eram firmes e fortes, e a cada segundo parecia que ele as apertava mais.

- Você tem medo de mim? – perguntou em sussurro

- Sim e não – respondi ofegante. Permiti-me ousar e assim percorri minhas mãos sobre suas costas definidas, eram tão...fortes e não pareciam nada frágeis, prensou o corpo mais ao meu e eu pude notar que seu corpo frio agora estava começando a esquentar, junto ao meu. – Sasuke – chamei baixinho em seu ouvido, enquanto minhas mãos iam à direção de sua nuca, até seus cabelos, os puxei levemente e assim tive atenção dos olhos de Sasuke, que pareciam estar ganhando uma cor diferente, meios...prateados, estranhamente prateados. – O que você que? – perguntei, sem deixar me abalar pela mudança de sua face excitada, para assassina.

- Te matar. – sorriu, maquiavelicamente, mostrando seu sorriso perfeito e sombrio, mas junto com duas presas aparentemente muito afiadas.