Monster - EM REVISÃO
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Engoli em seco, quando pareceu que finalmente minhas palavras estavam sendo absorvidas por ele. Sasuke virou pra mim e fez a mesma coisa de antes, inclinou a cabeça de lado, fazendo uma expressão confusa, me analisando e seus lábios se esticaram para um canto, fazendo um sorriso zombeteiro.
– Você é uma medrosa – disse.
Arqueei as sobrancelhas, como ele pode dizer algo assim sem nem mesmo me conhecer? Irritei-me e soltei seu braço.
– Você não me conhece. – minha voz transmitia toda minha raiva
– Exatamente – sua voz grossa e sombria me fez arrepiar por completa – esse é o problema.
– O que quer dizer? – perguntei desafiante
– Não nos conhecemos. – me deu as costas novamente e começou a andar.
– Mas eu quero. – parou a ouvir minhas palavras.
Outro vento ainda mais gelado que o anterior rompeu ali, Sasuke se virou pra mim com o rosto transbordando ódio. Andou rapidamente até mim, segurou-me pelos quadris e sustentou meu peso em seus braços, apoiando na árvore, minhas pernas instintivamente enlaçaram sua cintura e eu respirava ofegante.
– O-o que você está fazendo? – perguntei, a cada segundo sentia que meu coração iria sair pela minha boca. Ele cheirava meu pescoço e roçava os lábios, me fazendo arrepiar e suspirar. Meus olhos reviraram quando sua língua quente raspou em minha pele sensível.
Eu não sabia se alguém podia nos ver ali, eu não estava ligando para o que ele estava fazendo, meu corpo me denunciava e a cada momento eu queria muito mais do que ele poderia me oferecer. Apertou mais seu corpo de encontro ao meu, entrelacei os dedos em seus cabelos, os puxando pra trás, o que o fez se libertar de meu pescoço e me olhar, seus olhos eram pura agonia e desespero.
Suas mãos apertaram minhas cochas e eu gemi de dor, um calor insuportável subiu entre minhas pernas, apertei minhas pernas em sua volta e o prendi ali. Inclinei minha cabeça pra trás e mordi o lábio inferior. O que estava acontecendo comigo?
– Não consegue se controlar não é? – não respondi, mas ele estava certo, eu estava descontrolada – eu não posso me descontrolar. Fica longe de mim – disse entre dentes.
– E-eu não posso eu quero...isso – me odiei por estar tão entregue a ele daquela maneira, mas tudo que eu dizia era verdade.
Sasuke enterrou a cabeça, no espaço entre meus seis, e grunhiu. Suas mãos subiram para minha cintura e apertou levemente ali, gemi involuntariamente. Ouvimos o sinal do termino do intervalo soar, olhei em volta e percebi que era impossível alguém nos ver ali, ou nos achar. Sasuke olhou pra mim e refez sua mascara impenetrável, ou quase, já mais controlada Sasuke me colocou no chão, minhas pernas enfraqueceram e eu fui deslizando até o chão, ficando sentada, o olhou de baixo.
– O quanto? – perguntou e eu fiquei confusa, ainda mais.
– O que?
– O quanto você quer isso? – engoli em seco, entendendo sua pergunta e eu mesma me fiz ela. O quanto eu queria isso?
– Muito – respondi, guiada por uma força que eu desconhecia que eu tinha e a vontade incontrolável de sentir seu aperto e abraço forte, seu jeito grosseiro e sem delicadeza sobre meu corpo.
– Me encontra às uma da manhã. – me deu as costas e começou a andar.
– Mas aonde? – perguntei exaltada.
– Talvez o ladrão ainda esteja no mesmo lugar – sorriu de canto, vi seus dentes brancos perfeitos. Fiquei ali, sentada, o vendo desaparecer, como no dia do assalto, petrificada e invalida.
Fiquei ali durante uns cinco minutos, pensando que aquele dia estava sendo tudo que eu queria e o que eu jamais sonhei em querer, levantei-me do chão, passei as mãos nos cabelos, os ajeitando caso estivessem emaranhados, passei a mão no local onde Sasuke havia passado a língua e estava arranhado, mas eu não me lembrava dele ter me mordido ou passado a unha ali.
Andava as pressas pelos corredores, indo pra minha sala, bati algumas vezes na porta, sentindo meu rosto corar e engoli em seco quando o professor a abriu me olhando espantado.
– Onde estava senhorita Haruno?
– Me desculpe, não estava me sentindo bem e estava na enfermaria – menti, mas não acho que ele iria verificar.
– Está se sentindo melhor? – perguntou desconfiado
– Sim senhor, era só uma dor de cabeça, mas já me liberaram e eu me sinto bem melhor – tentei força um sorriso. Ele assentiu e permitiu que eu entrasse na sala.
Ao entrar na sala olhei pra Sasuke que manteve a cabeça baixa, anotando algo em seu caderno e como de costume, com os fones de ouvido. Fui até meu lugar e me sentei, o professor continuou com a aula e Ino foi a primeira a falar.
– Onde esteve? – sussurrou
– Eu estava com dor de cabeça – menti novamente. Sei que ela era uma de minhas melhores amigas, mas eu não poderia me arriscar na vez que tudo estava finalmente fluindo.
– Sei... – olhou-me desconfiada, vi Hinata me encarar, mas depois voltou a olhar o que o professor falava.
Quando a aula terminou Sasuke foi um dos primeiros a sair, sem nem ao menos me lançar um olhar. Algo dentro de mim necessitava que ele me olhasse daquele jeito raivoso de novo, para acreditar que tudo aquilo havia sido real e eu não estava tendo outro de meus sonhos malucos, mas que pelo menos se aquele foi um sonho, foi o melhor de todos.
Suspirei, guardei meu material, Ino e Hinata me convidaram para ir ao shopping, mas as disse que precisava ir pra casa, pois meu pai entraria na internet e iríamos conversar pela web. De fato aquilo não era mentira, meu pai iria ligar naquela noite. Ai já devia ter ido embora e eu poderia surtar em casa sozinha e pensar no que me aguardava às uma da madrugada, no beco em que fui quase assaltada, mas sentir aquelas sensações, ver Sasuke e talvez conversar com ele valia qualquer risco.
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