Notas iniciais
AVISO: O QUE VIER COM UMA NOTA MÚSICAL E EM ITÁLICO, SÃO CENAS NO PASSADO.

Você partiu sem um adeus, nem uma única palavra foi dita
Nenhum beijo final para selar qualquer pecado
Eu não tinha ideia do estado em que estávamos
Eu sei que tenho um coração inconstante e amargurado me um olhar errante, e um peso na mente.
DON'T YOU REMEMBER | ADELE

ALISSA LUDBROOK

24 de Fevereiro de 2018. – Nova York.

Ao entrar no Starbucks, observo o local a medida em que me direciono a minha mesa favorita. Era um pouco afastada das demais, mas em compensação tinha uma enorme janela da qual era possível observar as pessoas passando enquanto apreciava meu frappuccino de caramelo, que o atendente sempre esquecia de finalizar o chantilly com a calda e eu nunca voltava para pedir que colocasse.

Sou a única pessoa que está sozinha. Enquanto meu computador liga, eu olho as pessoas que passam — aquela era uma das manias que eu não havia conseguido me desvencilhar desde que me mudei para NY—, umas olhavam seus relógios ao mesmo tempo que apressavam ainda mais seus passos, outras andavam tranquilas, aproveitando a brisa fria típica da manhã e seu café.

Eu amava o cheiro de café e tudo isso me faz lembrar as manhãs preguiçosas dos finais de semana em que meus pais estavam em casa, e meu pai lia ou assistia algum jornal e concordava com o que mamãe falava a respeito de como tinha sido incrível a energia das pessoas nos shows que faziam sem ser em turnê.

Volto minha atenção quando meu computador faz o barulho indicando que havia ligado; abro meu e-mail e ali estava, aquele sem dúvidas era o último e-mail que eu imaginei receber algum dia.

Los Angeles, Califórnia, 20 de Fevereiro de 2018.

É com grande satisfação que lhe proponho trabalhar como assessora pessoal na equipe da banda Thirty Seconds to Mars, começando em 11/03/2018. A banda confirmou turnê em suporte do novo álbum (que está previsto para ser lançado dia 06 de Abril, mas permanece sem título) intitulada The Monolith Tour.

Estou enviando por e-mail uma cópia do contrato, caso aceite é só entrar em contato com o número que está no documento. Aguardo ansiosamente trabalhar com você.

Atenciosamente, Jared Leto.

O e-mail está lá, escancarado, zombando de mim. E só de lê-lo já fico com a sensação de ter levado um soco no estômago, causando-me uma falta de ar repentina, e uma dor de cabeça ameaça se fazer presente. Fecho os olhos com força — como se o conteúdo fosse desaparecer em um passe de mágica assim que eu os abrisse novamente—, então o faço e desejo que ele tivesse desaparecido mesmo.

Meu estômago se contorce incontrolavelmente.

"Aguardo ansiosamente trabalhar com você.

Atenciosamente, Jared Leto."

Merda, eu precisava parar de ler isso. Porque esse nome ainda mexia comigo.

"Atenciosamente, Jared Leto."

O nome percorre meu corpo como fumaça e me causa um calafrio na espinha. Pensei que depois de todos aqueles anos fosse impossível sentir qualquer outro tipo de sensação — que não fosse raiva— por causa do astro de Hollywood.

Tentei mantê-lo morto e enterrado, junto com as lembranças de sete anos atrás. Era assim que me forcei a seguir em frente.

Ele te quer na equipe de sua banda, Alissa. O que você vai fazer em relação a isso?

Apenas pelo fato de pensar que ele ainda se lembra de mim, me faz ficar com uma careta sombria.

— Quem morreu? — pergunta minha melhor amiga, Diarah, que sentou-se na minha frente, seguida por Jordan, meu melhor amigo — vamos reformular essa parte—, meu melhor amigo, namorado, e irmão da morena à minha frente.

Tínhamos o costume — para não falar preguiça—, aos finais de semana, de tomar café da manhã no Starbucks que tinha do outro lado da rua, na frente do nosso prédio para ser mais exata.

— Não tem jeito, eles esquecem sempre de finalizar com a calda. — o moreno murmura enquanto estende em minha direção meu tão amado e preferido frappuccino de caramelo, e um croissant quentinho.

Bufo frustrada, não sei ao certo se é por causa da falta da calda, ou por causa do maldito e-mail, e viro meu notebook para eles. Rapidamente, a música de estreia do novo álbum passa pela minha cabeça; por um tempo ela tocou em todas as estações de rádio do país, foi até trilha sonora de um comercial do Super Bowl, o que me fez abominar música com todas as forças do mundo.

Que inferno. Só de pensar nisso já consigo sentir a raiva borbulhar dentro de mim de novo.

Quando deixou o café na mesa, minhas mãos estão trêmulas. Minha melhor amiga me lança um olhar cauteloso ao mesmo tempo que expressa toda sua preocupação, e recebe como resposta um suspiro. Desde que vim morar em Nova York, sou vizinha dela e de seu irmão.

Lembro como se fosse ontem do dia em que Jordan, e eu nos conhecemos.

♬

Fazia alguns dias que tinha me mudado para Nova York, ainda estava em fase de adaptação com a cidade agitada e também em teste a respeito de compras de mercado. Eu estava me virando nos 30 para equilibrar as quatro sacolas de papelão do supermercado entre meus braços e meu corpo e rezava para que aguentasse um pouco mais, ao mesmo tempo que equilibrava o celular entre o ombro e a orelha para ouvir a voz de Emma do outro lado da linha.

— Se cuide, Alissa. Eu não estou aí para lhe socorrer caso aconteça algo ou se meta em alguma encrenca. — lembrou-me pela centésima vez.

Suspirei involuntariamente diante de sua cautela em relação a me deixar sozinha, sendo que vivia praticamente do mesmo jeito na Califórnia.

— É sério, Alissa Ludbrook! Nova York não é Los Angeles.

— Eu sei, mãe. — resmunguei, dando um pulinho fazendo com que as compras parassem de escorregar e se firmassem aos meus apertos.

A mulher do outra lado da linha parecia agitada demais e não pretendia encerrar a ligação tão cedo, então ela continuou a tagarelar:

— Nada de sair a noite, muito menos se for pra chegar tarde em casa.

Murmurei algum som que pareciam concordar com suas ordens que eu já sabia de cor e salteado, pois a mesma frisou todas as vezes desde que contei que queria ir para NY até o último momento comigo antes que eu entrasse no avião.

Do outro lado da porta, pude escutar os miados manhosos da nova inquilina adotada há apenas dois dias, Prada. Como eu não sabia se ficaria em casa durante a tarde, optei por adotar uma gata adulta, assim eu poderia deixar comida e água para ela aguentar a minha ausência e não ficaria tão preocupada em deixa-la sozinha. Mas confesso que por pouco não adotei junto com ela, outra gatinha sendo filhote.

— Não esqueça de se alimentar direito, e nada de trocar as refeições principais por lanches rápidos e muito menos por doces. — Ela disse, fazendo-me automaticamente torcer o nariz.

Por sorte, depois de muito esforço, encontrei a chave de casa. Um barulho de um molho de chaves ao longe da ligação alcançou meus ouvidos, se não fosse minha mãe chegando em algum lugar, poderia ser meu pai. A confirmação veio por causa de um beijo estalado que escutei, seguido de um risinho apaixonado da mulher.

— Está falando com a mia? — Tom murmurou no fundo da ligação.

Girei a chave na fechadura e rodei a maçaneta, foi quando um vulto marrom passou pelas minhas pernas; esbravejei um gritinho enquanto permanecia paralisada, pois se eu resolvesse fazer qualquer movimento brusco, as compras iriam direto ao chão.

— Por acaso essa bolinha de pelos é sua? — Em meio ao caos que estava do outro lado da linha entre Emma afim de saber o que aconteceu e meu pai perguntando o que houve para ela, uma voz não tão grossa teve toda a minha atenção, virei cautelosamente para as compras não escorregarem de vez.

Ao meu lado, um garoto magro, entre seus 1,83 de altura; os fios castanho-escuros estavam bagunçados e caiam preguiçosamente para o lado esquerdo, as sobrancelhas não eram grossas, seu nariz era fino, o maxilar demarcava perfeitamente seu rosto oval em direção ao queixo longo e liso, sem pelos. Segurava a Prada com uma das mãos, ao mesmo tempo que a outra acariciava a cabeça dela. Não sabia dizer se ele estava chegando ou saindo, mas trajava um moletom preto e portava consigo uma mochila, e uma câmera pendurada pela alça em seu ombro.

Não sabia identificar a cor de seus olhos por trás dos óculos redondo, talvez fosse um azul ou castanho escuro, mas eles brilhavam em minha direção, um sorrisinho sem mostrar os dentes surgiu em sua boca grande e rosada — entregava a sombra de uma covinha no canto da boca—, me fez questionar se estava achando graça da minha falta de jeito para segurar as compras e equilibrar o celular.

— Mãe, eu preciso ir. — eu disse, em um sussurro. — Ligo mais tarde.

Não esperei por uma resposta vindo do outro lado da linha, com muito esforço — e muito me contorcer—, conseguir alcançar o celular encerrando a chamada, e logo depois joguei-o dentro de alguma das sacolas.

— Sim. Essa espertinha é minha. — respondi voltando minha atenção ao garoto que não fazia a mínima ideia de quem fosse.

Ele permanecia em pé ao meu lado, acariciando a traidora da Prada que ronronava de olhos fechados um som aprovando totalmente o carinho que recebia.

O cheiro do perfume do estranho me atingiu em cheio e eu inspirei mais fundo apreciando o aroma gostoso.

— Onde posso deixar essa fujona? — questionou desviando seus olhos de mim, para a bolinha de pelos marrom.

— Pode deixa-la perto do sofá. — eu disse, e cautelosamente me coloquei dentro do apartamento, pra que ele adentrasse no ambiente.

Percebi uma breve hesitação do garoto, mas ele rapidamente passou por mim e a deixou próximo onde indiquei. Ele veio em minha direção e pegou duas sacolas dos meus braços.

— Obrigada. — agradeci acompanhando-o até a ilha na cozinha americana, e coloquei as duas sacolas que restaram presas em meu aperto em cima do mármore branco.

O acompanhei silenciosamente até a porta.

— Bem, obrigada por segurar a Prada. Não sei o que iria fazer com tantas sacolas em meus braços e tendo que correr atrás dela. — forcei um sorriso em sua direção enquanto segurava a porta.

O estranho passou pela mesma para fora do meu apartamento e girou os calcanhares para mim, com um sorriso doce que preenchia os lábios com todos os dentes brancos; o jeito como seus olhos se apertavam ao sorrir e as covinhas apareciam nitidamente no canto da boca o tornava fofo.

— Se precisar de alguma coisa, não hesite em bater na porta ao lado. — apontou com o indicador para a porta ao lado esquerdo do meu.

Concordei com a cabeça e me preparei para fechar a porta, quando o garoto me interrompeu, fazendo-me puxar a maçaneta de volta e esconder metade de mim, enquanto a outra metade permitia sua visão da minha pessoa.

— Sou Jordan. — confesso que achei bonitinha a forma como arrumou os óculos no rosto, sem a necessidade de fazê-la, e foi suficiente para me fazer abrir um amplo sorriso.

— Sou Alissa.

Desse dia em diante, nos esbarrávamos no corredor do nosso andar, algumas vezes no elevador, mas principalmente nos fins de tarde nas nossas respectivas varandas.

Todos os dias quase no fim da tarde, era de lei passar no Starbucks e comprar uma bebida quente ou fria, variava muito durante os dias, dependia do clima também, e me sentava na sacada e apreciava à vista privilegiada de fim de tarde, na companhia de Jordan.

No início, a cada encontro com ele, eu me fechava cada vez mais, desviava de suas perguntas em relação a minha vida pessoal, mas após perceber que estar com Jordan me fazia esquecer por um breve momento o real motivo de estar em NY, me fazia ser apenas uma garota normal, sem uma condição psicológica conturbada, sem um passado doloroso, permitir que meses mais tarde me levasse para conhecer a tão famosa ponte do Brooklyn onde posei para ele em algumas fotos para um trabalho da sua faculdade.

Toda Sexta-feira à noite, ele aparecia no meu apartamento com um bom sushi ou o meu prato preferido: yakisoba, e assistíamos alguma série e finalizávamos a noite com um bom vinho e boas risadas ao relembrar histórias da infância. E foi em um desses nossos encontros caseiros, que conheci a tão famosa Diarah.

Eu havia ido até seu apartamento depois de um dia cansativo não conseguir a resistir a tentação de não comer o yakisoba que Jordan tinha comprado apenas para mim, comemos e tomamos metade uma garrafa de vinho enquanto assistíamos e comentávamos um episódio de The Vampire Diaries; depois de boas histórias contadas por ele, e de um beijo calmo e quente ao mesmo tempo, acabei por pegar no sono no sofá mesmo.

Na manhã seguinte, acordei me sentindo leve, até pensava que estava sendo engolida pelas nuvens de tão bom que o colchão era, inclusive fiz uma lista mental que eu precisava de um colchão como aquele, foi quando me toquei que não estava em casa.

Puta que pariu. Foi a primeira coisa que pensei no segundo seguinte que me dei conta que não havia dormido na minha cama.

Quando abrir os olhos dei de cara com o moreno dormindo serenamente ao meu lado. Claramente sai de fininho do quarto e quando fechei a porta cuidadosamente, trombei com uma garota, que era alguns poucos centímetros mais alta que eu; seu cabelo, ao contrário do irmão, era todo cacheado e volumoso, mas era da mesma cor que o dele, o rosto dela era diferente ao dele, era fino e pontudo, mas ela também tinha o maxilar bem demarcado e as sobrancelhas não eram grossas. A morena gritou surpresa, e acabou acordando o irmão que abriu a porta no impulso e quase me atropelou. Após uma análise meticulosamente da mesma, ela sorriu maliciosa, e eu percebi que assim como o garoto atrás de mim, ela também possuía covinhas nos cantos da boca, só que ela também tinha nas bochechas, por fim soltou um: você deve ser a vizinha gata que meu irmão vive suspirando e falando.

♬

Volto ao presente quando uma onda fria atravessa meu corpo. Jared Leto me quer na equipe de sua banda. Desde o pior dia da minha vida, jurei a mim mesma que jamais me envolveria em algo que ele tivesse relacionado.

Minhas mãos estão suando quando viro o computador de volta pra mim. Leio mais uma vez o bendito e-mail, lentamente, tentando absorver ainda mais aquela proposta. E me vejo clicando para responder.

— O que você vai fazer? — Jordan aponta o queixo na direção do computador, se referido ao e-mail.

Não sei por que, mas por um instante, imagino-me indo ao tal escritório descrito no próprio e-mail, imagino-me cara a cara com "O maior babaca do mundo". Não sei o que estou fazendo — sabe sim—, meu consciente julga.

— Ainda não decidir, mas tenho duas semanas para pensar.

Jordan assente com a cabeça, mas sei o que está pensando, sei exatamente o que está passando pela mente de ambos, e de repente meu estômago se contorce.

Já fazem sete anos desde a última vez que o vi. Setes anos sem ver aquela imensidão azul que são seus olhos, sem o toque de suas mãos, sem aquele sorriso que me fazia perder qualquer linha de raciocínio.

Oh merda.

A lembrança de quando transamos pela primeira vez ainda está tão fresca em minha mente. Minha virgindade foi arrebatada por aquele corpo, e aquela não foi a única vez que nos vimos. Dias, semanas e meses nos encontramos e fizemos amor como dois loucos.

Eu tinha que concordar com o ditado que diz que o proibido é mais gostoso, principalmente quando é difícil. É a mais pura verdade. O fato de mantermos segredo do que estava rolando entre nós deixava as coisas ainda mais quentes, a adrenalina de estar fazendo algo considerado errado aos olhos de terceiros dava mais excitação em querer seguir a diante.

Na penúltima vez que nos encontramos, ele me pegou de surpresa quando perguntou se eu o amava, claro que amava, ele sabia disso. Por fim perguntou-me o que eu faria se alguém descobrisse sobre nós e acabasse nos afastando, só de pensar na possibilidade daquilo acontecer me deixava frustrada, com vontade de chorar e, eu não sabia o porquê me bombardeava com elas, não soube responder, afinal ambos tínhamos consciência do que iria acontecer.

Ele foi bem claro quando começamos a sair, disse que se tivesse que escolher entre mim — uma adolescente rebelde— e sua banda, ele escolheria sua carreira. Agora, sete anos depois, sei o porquê das perguntas e o mesmo também sabia de algo quando as fez.

Ele me beijou intensamente, mais intensamente do que nunca e, o nosso beijo teve o gosto das minhas lágrimas. Foi um beijo doloroso, urgente, como se quisesse me avisar que algo estava acontecendo. Parecia que eu não conseguia me recompor depois de me desmanchar para ele do jeito que fiz durante os vários orgasmos. Podia ouvir sua respiração se misturar à minha conforme ele descia e subia uma mão pelas minhas costas. Eu tinha 18 anos na época, e ele era tudo pra mim. Quando me chamou para sair, pensei que ele quisesse tudo o que eu tinha para oferecer, mas ele foi embora. Idiota. Babaca.

Leto era um segredo, o meu segredo. Ele foi o relacionamento mais íntimo que tive com alguém na época, mas era um segredo — e um erro que eu pretendia levar comigo para o caixão— e, com exceção dos meus dois melhores amigos, ninguém mais poderia descobrir. Principalmente Emma, minha mãe.

Ele sabia disso.

Eu sabia disso.

Mesmo correndo o risco de Emma nos flagrar juntos, o desejo falava mais alto e sempre dávamos um jeito de nos encontrar. Mentíamos, nos escondíamos, ríamos das desculpas esfarrapadas que eu inventava muitas vezes para meus pais. Quando estávamos juntos esquecíamos por um breve momento das preocupações que nos rondava, éramos eu e ele presos em uma bolha só nossa. Até onde eu sabia ele era o melhor pra mim, e eu achava que era o melhor para ele. Uma idiota de carteirinha eu era.

Meu mundo caiu quando ele me olhou parecendo que eu não era nada, agindo como se não se importasse nem um pouco com o que iria acontecer comigo dali para frente, suas palavras me machucaram quando deixou claro que não queria mais nada comigo, que ele escolhia sua carreira e que tudo o que tínhamos acabava ali.

Notas finais
EU DEFINIR QUE VOU PUBLICAR CAPÍTULO DUAS VEZES NA SEMANA, QUARTA E SEXTA. EU DEFINIR O HORÁRIO DE POSTAGEM ÀS 14:00 HORAS, HORÁRIO DE BRASÍLIA. NÃO ESQUEÇAM DE VOTAR, CURTIR E COMENTAR OS CAPÍTULOS, ME AJUDA DEMAIS, E CLARO, DIVULGEM MONOLITH. UM BIG BEIJO, E ATÉ SEXTA, MAH.