Money
49 Verdades Disfarçadas
As férias estavam sendo inteiramente dedicadas à investigação. Luna e Noah passavam os dias entre pastas, arquivos antigos e encontros com pessoas que, supostamente, teriam informações úteis. E, curiosamente, Henrique sempre aparecia com a próxima “pista”.
Dessa vez, ele sugeriu que visitassem um antigo galpão onde documentos antigos do banco haviam sido armazenados. Ele mesmo conseguiu o “acesso especial”.
— Vocês devem olhar tudo com calma — disse Henrique, sorrindo, enquanto entregava as chaves. — Talvez encontrem alguma pista esquecida por lá.
Luna agradeceu, mas algo em seu tom estava mais contido. Quando Henrique foi embora, ela olhou para Noah.
— Tudo é fácil demais. Chaves, arquivos, contatos… parece que ele sempre sabe o que precisamos, antes da gente precisar.
Noah balançou a cabeça, pensativo.
— Ele quer que a gente siga um caminho… e a gente está indo, porque parece certo. Mas talvez... não seja.
De volta à casa de Noah, enquanto revisavam papéis espalhados pela mesa da sala, Théo apareceu com um carrinho de brinquedo nas mãos e uma camiseta do Capitão América que já estava curta demais.
— Vocês ainda estão com esses papéis chatos?
— Ainda — Noah respondeu, rindo. — Vai lá brincar, pequeno.
Théo olhou para os papéis com desinteresse… até que apontou para uma foto antiga, de um grupo de funcionários do banco.
— Esse moço já veio aqui. Ele trouxe bolo uma vez, lembra? Mamãe disse que ele era muito legal.
Noah e Luna se entreolharam. O homem da foto era um dos envolvidos em um “caminho sem saída” indicado por Henrique.
— Tem certeza, Théo? — perguntou Luna.
— Tenho! Eu tava desenhando na mesa e ele falou que eu devia fazer um desenho pra minha mãe. Ele me deu chocolate também.
Théo saiu pulando, como se nada tivesse acontecido.
Noah olhou para Luna, a voz baixa:
— Isso significa que Henrique conhece ele pessoalmente. Talvez há mais tempo do que deixou parecer.
Luna se levantou, sentindo o coração acelerar.
— A gente precisa parar de seguir tudo que ele entrega. Vamos começar a investigar o que ele não quer mostrar. Silenciosamente.
Naquela noite, Noah escreveu em seu caderno escondido, um título em letras grandes:
“O que Henrique nunca mencionou.”
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