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7 Aproximações


Notas iniciais
Luna começa a se adaptar à nova escola e se aproxima aos poucos de Noah. Entre silêncios confortáveis, conversas suaves e olhares discretos, nasce uma conexão tranquila, mas significativa. Ainda sem entender, ambos encontram no outro um espaço de calma que vai se tornar essencial.


Parte 1 – Luna


As aulas passaram rápido. Talvez porque eu estivesse distraída demais tentando entender como tudo funcionava ali. A escola era grande, cheia de gente com histórias entrelaçadas que eu ainda nem imaginava.


Emily continuava sendo gentil. Me apresentou a outras meninas, me incluiu nas conversas sempre que possível. Eu ainda não me sentia parte daquilo, mas... era menos desconfortável do que imaginei.


Na hora do intervalo, voltei ao parque. Havia algo naquele lugar — o silêncio, a sombra das árvores, o cheiro de folhas secas — que me acalmava. E, como no dia anterior, ele estava lá.


Noah.


Sentado no mesmo banco, fones nos ouvidos, caderno no colo. Quando me viu, tirou um lado do fone. Não disse nada, mas moveu-se um pouco para o lado. Um convite discreto.


Sentei.


Por alguns segundos, nenhum de nós falou. Mas o silêncio com ele era diferente. Não me fazia sentir sozinha. Era como se estivéssemos no mesmo lugar por um motivo que nenhum dos dois sabia explicar.


— Você sempre escreve? — perguntei.


Ele olhou o caderno. — Tento.


— Posso perguntar o quê?


— Pensamentos. Coisas que não consigo falar.


— Isso soa... familiar.


Ele sorriu de lado, discreto. E voltou a escrever. Fiquei ali, olhando as folhas, o céu por entre os galhos. Quando o sinal tocou, nos levantamos quase ao mesmo tempo.


— Obrigada pelo banco — brinquei.


— Tá liberado... só hoje.


E, por um instante, algo leve passou entre nós. Não era flerte. Não era amizade ainda. Mas era... conexão.



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Parte 2 – Noah


Ela voltou.


Parte de mim achava que era só uma coincidência. Mas, quando Luna sentou ao meu lado como se aquele lugar fosse nosso, percebi que talvez eu tivesse esperado por isso.


Ela não força conversa. Não invade. Só... está ali.


Me lembrei de Alex. Ele dizia que algumas pessoas entram na nossa vida em silêncio, mas fazem barulho quando vão embora. Não sei por que pensei nisso, mas pensei.


Enquanto ela olhava para o alto, anotava no meu caderno:


> “Tem gente que a gente conhece como quem reconhece. E nem sabe o porquê.”




Luna olhou de lado, leu, e apenas sorriu.


Eu gosto do jeito dela ouvir o mundo. É diferente. Quieto. Mas cheio de vida.


Quando o sinal tocou, andamos juntos até o corredor. Não lado a lado, exatamente, mas perto o suficiente para eu ouvir seus passos.


Talvez... ela entenda. Quando o momento certo chegar, talvez ela seja a primeira pessoa a realmente entender.