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35 A Dúvida e o Instinto
Naquela noite, Luna tentou dormir, mas o nome Henrique não saía da cabeça. Ela revirava o cartão de visitas nas mãos. Havia algo familiar, mas ela não sabia o quê. Sua mente insistia que aquele rosto já tinha cruzado o dela antes.
Noah, por outro lado, não disfarçava a inquietação. Mandou uma mensagem para um antigo contato do irmão, um programador que ajudava Alex em tarefas de segurança digital. Ravi, discreto e leal, respondeu em poucos minutos.
> “Se você tiver algo concreto, eu posso dar uma olhada.”
Noah escaneou o cartão de visitas de Henrique e mandou para Ravi.
Enquanto isso, Luna conversava com Emily, sentada à beira da cama. Emily contou como a mãe dela havia citado esse tal de Henrique, tempos atrás, como alguém “discreto” que auxiliava em contratos da fundação que o pai de Luna mantinha.
— Mas isso foi há anos — Emily disse. — E nunca mais ouvi falarem dele.
Luna guardou isso na mente, sentindo que havia mais.
Na manhã seguinte, Ravi respondeu a Noah:
> “Esse nome é limpo. Mas o número de registro do cartão pertence a uma firma que foi encerrada há 3 anos. Algo está errado.”
— Ele está usando credenciais falsas — Noah murmurou.
— E se ele estiver tentando manipular a gente? — Luna perguntou, já com o coração acelerado.
— A gente vai descobrir o que ele quer — disse Noah, sério. — Mas com calma. Discretamente.
Enquanto os dois tramavam a próxima etapa, Henrique observava de longe, de dentro de seu carro escuro, com um leve sorriso.
Eles estavam começando a desconfiar.
Era hora de colocar outras peças no jogo.
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