Notas iniciais
ooooooe é a KBecks e hoje é minha vez de postar aqui situada em algum momento da 3 temp, e vamos fingir que o Josh no existe kkkkk espero que gostem, nos vemos nas notas finais

Era mais uma noite chuvosa em NY, a detetive de homicídios havia acabado de chegar em casa e tudo o que ela queria era tomar um bom banho e descansar do longo e cansativo dia que teve. Estava trabalhando em um caso complicado, cheio de pontas soltas e as teorias do escritor não estavam ajudando em nada, a não ser, deixar a detetive ainda mais irritada.

Mas agora ela esqueceria tudo, esqueceria do caso, do escritor, se possível se desligaria da vida do lado de fora do seu apartamento. Não seria uma coisa fácil, mas ela achou que depois de um bom banho e uma taça de vinho, ela conseguiria. Grande engano.

Depois de tomar um longo e relaxante banho, Kate foi até a cozinha a fim de pegar uma taça de vinho, não iria conseguir dormir de imediato, portanto torcia para que estivesse passando um bom filme na televisão. Pegou sua taça, a encheu o suficiente e seguiu em direção ao sofá, zapeou pelos canais até encontrar um filme que parecia interessante, algo como uma comedia romântica, ela não queria nada relacionado a tiros e policiais, ao menos não agora.

Procurou relaxar, o filme não era dos mais interessantes, mas Kate não se importou, revisava entre prestar atenção ao filme, e a ouvir o barulho da chuva que caia do lado de fora. Era um barulho que ela particularmente gostava, as gotas d’agua batendo de forma feroz castigando os telhados, era reconfortante, depois de um dia cheio.

Sua intenção quase deu certo, ela estava relaxada e até achou graça de uma piada do filme, mas o toque da campainha a fez voltar ao mundo real. Estranhou que alguém fosse a encontrar um hora dessas, então, para prevenir, pegou a arma que estava em sua estante e olhou pelo olho mágico antes de abrir a porta.

– Isso deve ser uma brincadeira – ela revirou os olhos.

Abriu a porta minimamente, só para poder olhar e ser vista pelo sua visita inconsequente.

– Castle, o que você esta fazendo aqui?

– Foi um dia cansativo e...

– Exato, Castle, foi um dia cansativo, e tudo o que eu quero agora é ficar sozinha e poder dormir para continuar com o meu trabalho amanha.

– Eu posso te ajudar a relaxar – falou mexendo as sobrancelhas.

Aquilo já era demais para a detetive, ela revirou os olhos e tentou fechar a porta, mas, Castle não permitiu.

– Espera, Kate – ele pediu, esperou ela abrir a porta novamente e continuou – sei o quanto seu dia foi cansativo e também sei que fui um pouco irritante hoje.

– Um pouco...

– Talvez muito – ele cedeu – eu queria me desculpar.

– Okay, esta desculpado, Castle, eu apenas quero descansar.

– Eu trouxe um bom vinho, comida italiana e um filme. Se bem te conheço você não comeu nada, então...

– Você não vai embora, não é?

Ele negou com a cabeça, fazendo Kate revirar os olhos e abrir a porta para ele entrar.

Sorridente, ele apontou para a cozinha e para a sacola que tinha em mãos, ela deu de ombros e murmurou um “é toda sua” e voltou a sentar-se no sofá. Enquanto ela tentava voltar a sua atenção para o filme, Castle arrumava a comida e pegava uma taça para si. Foi até a sala e sentou-se ao lado da detetive, entregando-lhe o seu jantar, apesar de relutante, ela aceitou, não havia como negar comida italiana depois de um dia estressante como aquele.

Comeram em silencio, apenas com o som baixo da TV e o vento acompanhado da chuva do lado de fora.

– O que te fez sair de casa nessa tempestade só para se certificar de que iria comer algo, Castle?

– Pode não parecer, detetive, mas, apesar do meu jeito irritante, eu me preocupo com você, e ficaria muito mal em saber que fui o motivo de sua greve de fome.

– Menos, Castle – ela falou tentando esconder um sorrisinho – eu não havia comido nada pois estava cansada, mas não que tenha sido por sua causa.

– Então não fui tão irritante.

– Há – ela revirou os olhos.

Castle limitou-se a sorrir um pouco e voltou sua atenção para a sua comida, enquanto observava Kate saborear a sua.

– Kate – ele a chamou,agora um pouco mais serio – eu sei que as minhas teorias as vezes te deixam irritada, mas eu faço isso, porque, apesar de ver que você se irrita, sei que tem uma parte de você que também se diverte, mas, Kate, eu prometo que paro, se você achar que estou sendo invasivo demais.

– Richard Castle admitindo que suas teorias são só para me irritar, eu deveria gravar esse momento – ela sorri.

– Estou tentando me redimir, não me faça perder a coragem – ele sorriu também.

– Castle – ela colocou sua comida de lado e então olhou para ele – sim, suas teorias me deixam irritada e eu tenho vontade de atirar em você as vezes. Porem, muitas vezes isso se torna uma distração, eu tenho um trabalho difícil, e é bom descontrair as vezes.

– Eu sabia – ele riu convencido.

– Só não exagere – revirou os olhos.

Ele sorriu para ela e assentiu, terminaram de comer em poucos minutos e então Castle levantou-se, a fim de pegar o filme na sacola.

– Agora que esta bem alimentada, que tal descontrair com um bom filme? Porque esse que você estava assistindo... vamos combinar – ele caçoou.

Sem mais cerimônias ele colocou o filme no aparelho de DVD e pegou o controle.

– Não acha que esta muito folgado, não?

Ele se fez de magoado, mas sorriu para ela. O filme começou e Castle tinha razão, era um bom filme e Kate encontrava-se fixada na tela da TV. Em algumas partes de suspense, ela via, pelo canto de olho, que Castle se encolhia minimamente no sofá. Ela sorriu e se aproximou um pouco dele, pegando sua mão.

– Não precisa se assustar, eu tenho uma arma comigo – brincou.

Foi tirar sua mão da dele, mas ele não permitiu, segurando a mão da detetive na sua. Apesar de estranhar a atitude do parceiro, ela não relutou, era confortável ter a mão dele ali. O resto do filme perdeu um pouco do interesse, para ambos. Eles estavam concentrados na sensação que apenas um encostar de mãos causava no corpo deles.

Eram três anos de parceria, três anos de amizade, três anos de um sentimento escondido que deixava ambos sem saber como reagir em determinadas situações.

Sim, ele era irritante. Sim, ela era complicada. Mas que graça teria se fosse tudo fácil? Em algum momento toda aquela tensão sexual entre eles passou a ser algo diferente, algo que Kate tinha medo, que de algum modo Castle também tinha, afinal, esse era um sentimento novo para eles. Mas ele estava disposto a lutar por esse sentimento, e ela a cada dia sentia que não conseguiria mais fugir.

O filme perdeu totalmente a importância, só se deram conta que terminou pois um relâmpago iluminou o apartamento e ouviram a musiquinha que indicava o fim do filme.

– É um filme realmente bom – Kate falou sem graça, recolhendo a mão que ainda estava na dele.

– Eu sei escolher filmes – brincou – mais relaxada?

– Sim, obrigada – sorriu.

– Sempre.

Aquela palavra. Tão pequena e tão cheia de significado.

– Bom, detetive, vejo que cumpri minha missão, acho que esta na hora de ir embora. Afinal, temos uma caso a resolver amanha.

– Oh, sim, mais uma vez, obrigada.

Ele sorriu e então levantou-se, ela o seguiu até a porta a abriu para ele.

– Até amanha, Kate – sorriu e beijou o rosto da detetive.

– Até amanha, Castle.

O escritor ficou a encarando por um tempo, como se esperando uma reação da detetive, mas não obteve reação nenhuma, então sorriu e deu as costas para ela.

– Castle, espere – ela chamou quando ele havia passado pela soleira da porta.

– Hum? – disse virando-se para a detetive.

Os olhos dela continham um brilho que ele não conseguia descrever, mas gostou de vê-los assim. Parecia que ela estava travando uma batalha dentro de si, então o escritor resolveu ajudar, aproximou-se um pouco mais da detetive.

– Você quer me falar algo, Kate? – sussurrou.

Ela negou com a cabeça e puxou o rosto do escritor para o seu, selando seus lábios em um beijo que começou urgente, o corpo dele respondia aos toques dela, e em algum momento era o corpo dela que respondia aos toques dele.

– Sabe – ela falou ofegante, beijando o pescoço do escritor – esta caindo um temporal feio lá fora. Será que não gostaria de esperar passar?

Ambos continham um sorriso malicioso e divertido no rosto.

– Não precisa perguntar duas vezes – sorriu e voltou a beijá-la.

Adentrou o apartamento da detetive e fechou a porta com o pé. Os lábios provando-se, as línguas acariciando-se em uma dança que não parecia ter fim, que não queria ter fim.

Kate se afastou por um momento, pegou o rosto do escritor em suas mãos, os olhares se encontrando, aquele brilho de desejo e algo mais estampado nos olhos deles. Ela ainda tinha medo, mas o sentimento falara mais alto nessa noite, e ela voltou a beijá-lo.

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Ele acordou no outro dia sentindo-se muito bem, sentiu que aquela cama era diferente da sua, sorriu. Virou-se para o lado, afim de abraçá-la, mas ela não estava ali. Assustando, ele sentou-se na cama rapidamente, de repente sentiu-se com medo de ter ido fundo demais.

Varreu o quarto com os olhos e parou ao chegar na porta. Lá estava ela, vestida com uma camisola fina e branca, escorada no caixilho da porta, encarando-o, sua mão estava em frente a boca.

– Bom dia – Castle falou, estava apreensivo, não conseguia distinguir o que aquilo representava.

– Bom dia – ela sorriu.

Nesse momento, Castle soltou uma respiração que ele nem sabia que segurava, um sorriso brotando em seus lábios.

– O que faz ai?

– Estava te observando – ela começou a andar até ele – você faz um biquinho fofo enquanto dorme.

– Me admirando, então – ele tocou o ombro dela, afim de tirar a alça da camisola dela de seu ombro.

– Você é convencido – ela revirou os olhos.

– Bom, na verdade você que disse que eu era bom – ele sorriu malicioso – e sim, isso me deixa convencido.

– Como se só eu tivesse gostando – ela o desafiou, aproximando sue rosto do dele.

– Oh não, isso eu posso garantir, não foi só você que gostou – ele passava a mão pelo braço dela, a alça da camisola agora no braço.

Kate sorriu e fechou a distancia entre eles, beijando-o.

– Você parecia preocupado quando acordou – Kate disse, entre beijinhos.

– Achei que iria...

Ele não continuou, não era preciso, ela conseguiu entender aquelas poucas palavras e também a expressão de seu rosto.

– Você não vai se livrar de mim tão fácil, escritor.

– Otimo – ele a puxou mais para si – porque eu não pretendo me ver livre.

Selou seus lábios aos dela, em um beijo urgente e quente, as mãos passeavam no corpo um do outro, tocando em partes que sabiam que deixaria o outro arrepiado.

– Ainda é cedo – Kate sussurrou, sendo beijada no pescoço.

– Podemos ficar mais um pouco aqui, até o seu despertador acabar com a nossa alegria.

– Oh, com certeza – ela o puxou para mais um beijo.

Notas finais
e então? espero que tenham gostado aaah, e nao esqueçam de deixar comentarios com ideias para as fics futuras nos vemos nos comentarios beijos