Notas iniciais
Ooie, já faz um tempão que eu nao escrevo nada, então me perdoem se a fic não estiver tão boa... Acho que estou um pouco destreinada. Enfim, essa ideia foi pedido de alguém (desculpe, não lembro quem) e espero que gostem. P.S.: nao tive tempo para revisar, entao desculpem os erros.

Lentamente, a consciência foi tomando conta de Kate, mas ela não abriu os olhos. Hoje era um dia especial, e sabia muito bem que Rick sempre gostava de acorda-la com beijos e café na cama.

Já podia imaginar o calor dos braços dele, os beijos leves e macios depositados no pescoço, que a fariam suspirar, e as palavras sussurradas ao pé do ouvido dizendo como ele a amava.

Sorrindo com o pensamento, ela ficou mais alguns minutos deitada na cama, abriu os olhos duas ou três vezes para tentar descobrir o que tinha ao seu redor, mas tudo estava normal.

E por que Rick estava demorando?

Levantou-se, percebendo que tudo estava em silencio.

Provavelmente na cozinha aprontando alguma coisa. Pensou, enquanto colocava uma das camisas dele sobre o corpo nu.

Sonhava com um copo de café e as panquecas felizes. Ela nunca iria admitir, mas aquelas panquecas realmente a deixavam mais feliz.

Sorrindo, porém estranhando o silencio, ela caminhou até a sala, depois foi para a cozinha, e durante todo o caminho não via e nem escutava nada. Somente quando chegou ao lado da maquina de café, viu o pequeno bilhete.

"Bom dia, amor.

Tenho uma reunião hoje e não sei se avisei antes, mas vai ser daquelas chatas e, provavelmente, durará quase o dia todo. Mas eu prometo ligar assim que possível.

Com amor,

"

Não pode deixar de ficar triste e desapontada, esperava passar aquele dia ao lado dele. No ano anterior tinha feito exatamente isso, passado o dia inteiro com ele, e tinha sido maravilhoso.

É claro que, esse ano ela trabalharia, mas mesmo assim já podia sentir o desamino atingindo-a.

Suspirando, Kate voltou para o quarto a fim de se arrumar para o trabalho. Tomou um banho rápido, escolheu a roupa e o seu par de sapatos preferido. Saiu de casa e, no caminho para a delegacia, parou em uma confeitaria para comprar um café e um bolinho especial.

–Feliz aniversário, Kate. -Disse para si mesma antes de morder o bolinho de baunilha.

Estava delicioso, o café não era o mesmo que tomava todos os dias, já que Castle comprava em outro lugar, mas também era bom. Ela só sentia falta de uma coisa.

Castle.

Mas é claro que ela não diria isso à ele, o ego já era muito grande.

Voltou a fazer seu caminho para a delegacia, o transito não estava tão lento quanto costumava estar a essa hora da manhã, o que deixou Beckett feliz. Em pouco menos de quinze minutos ela estava estacionando o carro na sua vaga do subsolo. Pegou o elevador direto para o quarto andar, onde trabalhava.

Era sexta feira de manhã, e muitos policiais estavam sentados em suas mesas fazendo os relatórios da semana. Os assassinos pareciam ter uma regra não oficial de tirar folga nas sextas, e isso geralmente deixava o distrito calmo, como estava sendo naquela semana.

Beckett logo notou sobre sua mesa uma pilha de pastas. Os piores e mais complicados casos do distrito geralmente caiam em sua mesa, e em tantos anos de trabalho ela ainda não tinha decidido qual a pior parte. Cansativas horas correndo atrás de assassinos ou desanimadoras horas fazendo papelada.

Com Karpowski presa em alguns casos de drogas, Ryan e Esposito trabalhando em conjunto com outra dupla de policiais que, aparentemente tinham os mesmos suspeitos, e Castle em reunião o da todo, só restava para Beckett a pilha de papéis.

E café.

A manhã se resumiu a isso. E nessas horas ela agradeceu por todos os papeizinhos de anotações que fazia durante o caso, facilitando o desenvolvimento do relatório e dessa forma ela não teria problemas esquecendo dos detalhes importantes.

Por alguns instantes ela até esquecia que era seu aniversario, mas então a saudade de seu noivo batia e ela voltava a lembras por que ele não podia estar com ela, naquele dia.

Estava chateada, mas não brava, e muito menos com ele, afinal era seu trabalho e ele já gastava muito tempo com ela todos os dias.

A verdade é que os dois não entendiam por que as pessoas diziam que passar muito tempo juntos estragava o relacionamento. Para eles, passar o tempo juntos era ótimo e só ficava melhor a cada dia, era tão fácil conviver com o outro e, por vezes, sentados no sofá a noite, quando Castle estaria escrevendo e Beckett estudando algum caso, eles quase não prestavam atenção no outro, era como se estivessem em mundos diferentes, mas por estarem um ao lado do outro sentiam uma paz interior que era inexplicável.

Kate foi tirada de seus pensamentos pela porta da sala de Gates se abrindo.

–Detetive Beckett, já tem algo concluído? -Perguntou como de costume, sem esboçar se estava impaciente ou não.

–Sim capitã, aqui está. -Kate sorriu, entregando uma pasta para ela.

–Obrigada.

Gates retornou para sua sala e começou a ler o relatório. Kate suspirou e se levantou, precisava de mais café. Mas quando viu a hora, desistiu. Já estava quase na sua pausa para o almoço.

Pegou o celular para ligar para sua amiga, Lanie com certeza gostaria de almoçar com ela, e conhecendo bem a mulher, Kate já sabia que ela perguntaria quais eram os planos para a noite com o escritor. Sorrindo, Kate fez a ligação, mas a resposta que recebeu a deixou surpresa.

Lanie estava de folga e no meio de uma grande faxina no seu apartamento, seria impossível sair para encontrar Kate. Mas o que mais deixou a detetive surpresa foi que a amiga nem seque havia tocado no assunto aniversario. Geralmente ela estaria animada durante toda a semana e, nos últimos anos ela e Castle competiam para ver quem dava os parabéns primeiro.

Então, como num passe de mágica, Kate lembrou de algo. Ninguém tinha comentado nada naquela semana sobre seu aniversario, nem na semana passada e muito menos na outra. Será que eles tinham.... Esquecido?!

Como todos tinham esquecido o dia do seu aniversario? Isso explicaria por que ninguém tinha comentado nada, mas era... Improvável, não era?

Sentiu uma mão tocar seu ombro, e quando se virou encontrou um jovem rapaz.

–Detetive Kate Beckett? -Ele perguntou, lendo em um bloco de anotações.

–Sou eu.

–Entrega para você. -Disse estendendo a mão.

Kate pegou a rosa vermelha. No caule da flor havia um pequeno bilhete impresso com uma breve mensagem.

"Eu nunca esqueci de você!"

Perguntou de quem era, mas o rapaz disse que seu único trabalho era entregar. Kate agradeceu e ficou contemplando a rosa. Era de um vermelho forte e brilhante, bonita, mas não sua flor preferida, então assumiu que não era de Rick nem de seu pai. A cor lembrava... Sangue.

Só me falta ser de um louco assassino que eu prendi e agora quer vingança.

Balançou a cabeça, rindo de seu próprio pensamento. Deixou a rosa sobre a mesa e se preparou para ir almoçar.

Seu pai e Martha estavam viajando juntamente com outras "crianças", como Martha gostava de chamar a turma da terceira idade. Quando os dois anunciaram que fariam a viagem juntos, já que tinham alguns amigos em comum que também viajariam, Castle e Beckett ficaram surpresos, mas acabaram gostando da ideia. No mínimo os dois voltariam com divertidas histórias.

Mas a ultima ligação feita por eles no dia anterior tinha sido para avisar que tiveram algum problema com a reserva do hotel e toda a turma tinha pago a viagem para dois dias a mais do que o planejado, então todos ficariam por lá até o final desse período.

Por isso, Kate almoçaria sozinha em um restaurante perto da delegacia no seu aniversário.

(...)

Chegou em casa cansada do dia chato na delegacia. Como previsto, nenhum caso apareceu.

Mas o que a deixou triste foi o fato de não ter falado com Castle o dia todo. Ela estava um pouco preocupada, pois já era noite e a reunião já deveria ter acabado.

Tentando afastar os pensamentos ruins, ela resolveu preparar a banheira para tomar um relaxante banho enquanto aguardava a ligação dele. Mas não teve tempo de muita coisa, pois logo seu celular tocou.

Correndo para a sala onde havia deixado o aparelho, ela já sorria ansiosa para conversar com o noivo.

A chamada era da delegacia.

Suspirando decepcionada, ela atendeu de forma profissional.

Minutos depois já estava se preparando novamente para sair de casa. Tinha um novo caso.

Só eu que tenho essa sorte. Pensou, enquanto dirigia para o centro da cidade, até o endereço que estava na dela do celular.

Deixou sua mente vagar pelos acontecimento do dia, ou a falta deles.

Castle não tinha dado noticias, Lanie não tocou no assunto sobre o aniversario, seu pai e os meninos não ligaram...

Eles esqueceram!

Não era uma divida, era um fato. Seus amigos e sua família haviam esquecido o dia do seu aniversario. E Kate estava triste.

Na verdade não sabia como reagir ao fato de ser esquecida. Estava tão acostumada com Castle perturbando-a durante meses sobre seu aniversario, todos os anos, fazendo planos e dando ideias de lugares para onde os dois podiam fugir sozinhos. E esse ano ele tinha esquecido, justo agora que eram noivos.

Richard Castle não era o tipo de homem que esquecia uma data como essa, e algo estava estranho.

Mas Kate logo chegou ao local do crime e já pode ver os carros da policia a e fita amarela cercando o salão de festas.

Morte em uma festa? São as piores, centenas de pessoas para investigar e...

Seus pensamentos foram interrompidos novamente por um dos policiais que veio na sua direção.

–Detetive Beckett, um homem deixou isso para você. -Ele disse entregando outra rosa vermelha.

"Nossos caminhos se cruzaram no passado, e agora estamos ligados para sempre."

O bilhete era como o de mais cedo, e fez Kate pensar na sua teoria sobre um assassino querendo vingança. Seria possível?

Não. OU assim ela esperava.

Agradeceu o homem e caminhou ara dentro do salão, onde deveria estar o corpo.

Mas tudo estava escuro, ela não via peritos, médicos ou policiais por ali, apenas ela, a escuridão e o silencio.

Até que escutou um ruído alguns metros ao seu lado. Puxou a arma rapidamente, já prevendo que podia ser o assassino.

–Quem está ai? -Gritou para a escuridão, podia ouvir os passos da pessoa se aproximando, mas agora estava confusa. Não sabia mais de onde vinha o som.

–NYPD, largue a arma e apareça. -Ela gritou novamente.

Alguns instantes em silencio e então sentiu braços envolverem sua cintura. Ela se virou bruscamente para a pessoa, acertando um golpe no rosto de quem quer que fosse.

–Aaii! -Castle gritou, levando uma mão até o local do golpe.

–Castle?! -Ela perguntou, abaixando a arma confusa.

–Por que me deu um soco? -Ele fez beicinho, se aproximando dela novamente.

As luzes acenderam, e Espo começou a rir.

–Cara, eu disse que ela ia te golpear.

Kate olhou confusa a sua volta. Estavam todos lá, o salão estava arrumado e em uma das grandes paredes havia balões e um letreiro desejando feliz aniversario.

–Surpresa. -Martha disse, vendo o olhar da detetive.

Eles não tinham esquecido. Eles estavam lá, planejando uma festa surpresa para ela.

–É, eu estou surpresa. -Ela admitiu, olhando para o noivo.

Rick sorria para a mulher a sua frente, era com certeza a mulher com quem ele amaria passar todos os dias de sua vida.

–Então... Feliz aniversário Kate.

Os próximos minutos foram gastos com Kate recebendo cumprimentos e abraços de todos. E então, finalmente ela teve um momento para falar com Rick.

–Oi. -Ele beijos os lábios dela.

–Desculpe pelo soco. -Kate disse, envergonhada. Ele tinha feito tudo aquilo e ela havia socado seu rosto.

–Não, tudo bem. -Ele riu.

–Eu achei que fosse um assassino, você sabe... querendo me matar. -Kate falou, passando a ponta dos dedos pela região avermelhada.

–Eu pereço um assassino para você?

–Rick, você já perguntou isso anos atrás e eu já respondi, minha resposta é a mesma. Sim, você mata minha paciência.

–Eu te amo. -Ele riu, dessa vez beijando-a mais profundamente.

–Bom, porque eu também te amo.

Durante o resto da noite, Kate pode relaxar e, toda a tristeza do dia sumiu em poucos minutos. Ela ficou sabendo da história por trás da surpresa e, claro, era tudo ideia de Castle.

Jim e Martha contaram algumas histórias divertidas, e contaram que já estavam na cidade desde o dia anterior.

Tudo estava maravilhoso, além da família e amigos próximos, estavam ali alguns policiais e duas tias de Kate, um primo e seus dois filhos.

Conversaram sobre vários assuntos ate que entraram no tema flores e Kate resolveu falar sobre as rosas que tinha recebido.

Contou que não sabia de quem eram, mas ela tinha uma teoria. Contou sua teoria, rindo junto com os colegas. Castle sorriu amplamente e se levantou, puxando-a para um beijo animado.

–Oh meu amor, eu sempre acreditei em você, sabia que um dia você teria sua própria teoria maluca de conspiração. Somos o melhor casal de detetives da história.

Kate não disse nada, apenas revirou os olhos e ficou olhando para ele esperado uma explicação.

–As rosas eram minhas, eu enviei para despertar sua curiosidade, e eu realmente quis dizer o que eu disse nos bilhetes.

–Você não tem jeito. -Ela riu, retribuindo o abraço dele.

–E ainda assim você me ama.

–Sim, eu te amo. -Kate disse, beijando levemente a bochecha avermelhada.

–Isso quer dizer que você vai escrever um livro de conspiração comigo? -Perguntou animado.

–Não, Castle.

Notas finais
Gostaram? Algum pedido?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!