Notas iniciais
❤HISTÓRIA CONCLUÍDA✔ Olhe eu aqui novamente. Sou eu, Denise Reis. Bem, neste meu capítulo, como foi o primeiro, eu usei um tema da minha própria imaginação. Rick Castle, um famoso escritor de best seller, que segue a sua bela musa, a Detetive Kate Beckett, sempre está no caminho dela, ajudando, atrapalhando, perturbando, colaborando, mas uma coisa é certa: Eles são amigos. Mas algo vai fazer com que a Kate fique desesperada. O que será? Leiam e espero, sinceramente, que vocês gostem. Por favor, deixem a timidez de lado e comentem. Adoro receber comentários, nem que seja curtinho, tipo "gostei" ou "não gostei"... Ai, gente, cadastrem-se, comentem e recomendem... kkkk Beijinhos açucarados. Denise ............................................................ Apesar de eu utilizar nomes dos personagens da série de tv, CASTLE, a história desta fic e o tema são inteiramente meus. PLÁGIO É CRIME, portanto, não copie. O crime de plágio está tipificado no art. 184 do Código Penal e viola direitos de autor.

Kate tentava concluir o relatório. O caso foi encerrado com êxito. A tarde tinha sido agitada na Delegacia e mais ainda na cabeça da Detetive Kate Beckett, pois ela não aguentava mais ter o escritor no seu pé. Richard Castle, o famoso escritor de best seller, amigo de muitas pessoas influentes, inclusive do Prefeito de Nova York, que, a pedido do escritor, determinou que o Capitão Montgomery o aceitasse como colaborador civil, na 12ª Delegacia de Homicídios e o colocasse para ser parceiro dela, em todos os seus casos.

Ele era um grande cara-de-pau e não podia ser mais intrometido porque era um só, e isso não o impedia de enlouquecê-la um pouco a cada dia. Na opinião de Beckett, ele não se contentava em ser somente ele o louco. Castle queria que todos ao seu redor também ficassem loucos, com todas aquelas teorias malucas que ele desenvolvia e insistia em compartilhar. Se bem que essas suas teorias muitas vezes ajudavam a solucionar os casos. Contudo, uma coisa que ela nunca poderia contestar é que ele não só o era seu escritor favorito como também era o homem mais bonito que já vira na face da terra, não só o seu rosto, mas também o seu porte, o seu jeitão divertido, atrapalhado e ao mesmo tempo tão gentil com ela, mesmo que tivesse acabado de levar uma bronca dela como se fosse um garotinho de nove anos... Aahhh! E aqueles olhos. Nossa Senhora! Que olhos azuis lindos! E o pior de tudo é que ela tinha se apaixonado por ele e isso nunca poderia ter acontecido. Sabia que ele tinha atração por ela. Ela sentia isso. Sabia também que ele era mais gentil, mais atencioso, mais cuidadoso e mais preocupado com ela do que com qualquer outra pessoa naquele distrito. Sabia também que ele não estava mais andando com dezenas de mulheres penduradas nele como fazia no passado. Ela percebia que rolava uma química formidável entre eles, mas ela não alimentava essa situação, pois eram pessoas de mundos totalmente diferentes. Ele era um escritor bilionário, mundialmente conhecido e ela uma simples Detetive de polícia. Mas todas essas qualidades e todas estas informações ela nunca confidenciaria para ninguém, nem mesmo para sua melhor amiga, Lanie, a Médica Legista daquele distrito, muito menos para o próprio Castle. Jamais!

Kate estava tão concentrada nos seus próprios pensamentos que não notou que estava com os olhos fixos em Castle, mesmo que ela não estivesse realmente prestando atenção no que ele estava fazendo naquele exato momento. Ela estava com o pensamento longe, com um sorriso bobo nos lábios, típico de uma mulher apaixonada. Não atinou também que Castle tinha percebido o seu olhar e estava falando com ela. Aliás, ele estava tentando falar com ela, contudo, Kate não ouvia, pois estava realmente viajando nos seus próprios pensamentos.

— Kate. – ela estava distante e não o ouvia. – Kate.

Depois de alguns instantes, após ouvir bem longe o som do seu nome, ela finalmente o escutou. Ela piscou os olhos várias vezes, como para espantar os pensamentos e olhou fixamente para ele.

— Kate. – Castle falou novamente, desta vez com um sorriso malicioso.

— Haamm!?? – ela retornou ao presente, meio que assustada, tentando disfarçar sua desatenção. — O que é, Castle. O que é que você quer? – ela respondeu com outra pergunta, torcendo os lábios e revirando os olhos, demonstrando impaciência, partindo do pressuposto que a melhor defesa era o ataque.

— Que coincidência, Kate! Essa era a mesma pergunta que eu estava fazendo para você, mas você parece que estava viajando nos seus pensamentos. – ele sorriu – Eu estava te perguntando “O que é que você quer?”. Você estava olhando tão fixamente para mim, que eu queria saber se você deseja tirar uma foto minha para poder guardar. Não que eu esteja reclamando de você ficar me apreciando. – ele sorriu exalando sensualidade.

— Haamm!!?? Tirar foto sua? Você só pode estar maluco. Do que é que você está falando, Castle? – ela até que tentou disfarçar, mas não conseguiu. Por isso, preferiu mudar de assunto, o que o deixou sorrindo, divertido com aquela situação.

— Você não consegue parar de me olhar, né detetive? – ele disse sorrindo, insistindo no assunto. – É muita beleza num só homem, né? – falou todo convencido, porém de forma tão divertida que ela não conseguiu deixar de sorrir com aquele comentário.

Ainda rindo, ela complementou – E muita modéstia também numa só pessoa, né, Castle? – foi irônica, fazendo ambos sorrirem, o que deixou o ambiente mais leve.

Neste momento, os detetives Javier Esposito e Kavin Ryan se encostaram à mesa da detetive e o Espo foi logo perguntando – Huummm! Estou sentindo o ambiente leve, vocês dois sorrindo feito bobos. Perdemos alguma coisa, chefinha?

Kate parou imediatamente de sorrir e respondeu de pronto, de forma incisiva – NÃO!

E o Castle, mais bonachão, ainda sorrindo, respondeu no mesmo momento que Kate – SIM!

Espo, olhou de um para o outro, e, divertido, mas com a cara de quem estava confuso com as respostas divergentes, falou – Papai e mamãe têm que se decidir: SIM ou NÃO? – e sorriu.

Kate o olhou com cara de poucos amigo – Esposito! Não estou achando graça. – e para mudar de assunto, pois aquele estava tomando um rumo perigoso, Kate falou – E aí, meninos, o caso foi difícil, mas já foi encerrado. – Kate consultou o relógio – São 17 horas e vocês já estão liberados. Eu só vou concluir o relatório. Podem ir. Boa noite.

Os meninos não esperaram uma segunda ordem, cumprimentaram Beckett e Castle. Despediram-se e rapidamente e deixaram o distrito.

Assim que Kate ia retomar sua atenção para seu relatório, ela percebeu que Castle ainda estava sentado na sua própria cadeira que ficava localizada ao lado da sua mesa e estava olhando fixamente para ela.

— Castle, o que você ainda está fazendo aqui? Você também deveria ir para sua casa. O caso já foi encerrado. Todos já foram embora, inclusive o Capitão. Boa noite. – Kate retornou à papelada à sua frente.

O escritor não se moveu do lugar e continuava a olhar para ela, o que a irritou. – Castle, eu não vou conseguir prosseguir com o meu relatório se você ficar aí me olhando como se estivesse registrando cada parte de meu rosto.

Com um sorriso galanteador, Castle falou – Kate, eu não preciso te olhar para gravar sua aparência, pois eu já a tenho na minha mente. – ele piscou para ela e sorriu. – Perfeita! Você é perfeita, Kate.

Meio que sem graça, tímida com aquela revelação, Kate falou — Então, já que você tem minha aparência guardada na sua mente, Castle, porque você não para de ficar me olhando, vai embora de uma vez e me deixa em paz? – falou chateada, já sem paciência. Ela amava ser o centro da atenção dele, mas tinha receio que ele percebesse.

— Você é muito bonita, detetive. E digo mais, você é belíssima, e fica tão linda quando está irritada, Kate. Você não faz idéia.

— Quem não faz idéia é você, Castle, que eu posso te matar se você continuar me irritando. Você está lembrado que eu ando armada, não é? – Falou quase soltando fogo pelo nariz.

Persistente, Castle falou — Kate, já está tarde e este relatório você pode deixar para fazer amanhã. – ela olhou para ele como se estivesse vendo um ET, não acreditando no que ouviu. Mas Castle não se intimidou e continuou ponderando – Kate, eu fiquei aqui porque quero convidá-la para jantar. – ele notou que a pegou desprevenida, pois ela não esperava aquele convite. – Vamos Kate, nós nem almoçamos hoje porque o caso não nos permitiu. Fizemos aquele lanche bobo. Eu estou com fome e garanto que você também está. – ele notou que ela estava pensativa — Abaixe a guarda, Kate. Aceite.

Beckett ficou sem ação e sem palavras diante dos argumentos de Castle. Por mais que sonhasse em sair para jantar sozinha com ele, ela, nem por sonho, esperava por este convite. De repente, ela analisou o assunto e resolveu aceitar, porque não achava nada demais, afinal de conta, Castle era seu parceiro de trabalho e não sabia que ela era apaixonada por ele. Resolveu arriscar. Olhou para ele e sorriu, vencida – Então tá, Castle. Você me convenceu. Eu vou jantar com você.

Desta vez quem ficou sem ação foi ele, pois por mais que ele ansiasse em jantar com ela, não imaginava que ela aceitaria o convite. Mas Castle não deixou que ela percebesse seu espanto. – Então vamos, detetive. Estou esperando. – sorriu.

Kate finalizou as atividades do seu computador e começou a guardar todos os papéis na pasta própria. Pegou seu sobretudo e disse – Vamos, Castle. Realmente estou com fome. Vamos?

Ambos levantaram-se e dirigiram-se ao carro de escritor, pois o dela estava em manutenção, pois foi danificado durante aquele caso.

Foi uma noite agradável. Jantaram num restaurante muito charmoso e fino que ela não conhecia. Tomaram vinho e Castle sugeriu o prato de Beckett. Ela não se arrependeu de ter aceitado, pois estava uma delícia. Durante a refeição, apesar da tensão sexual que os envolvia, conversaram sobre diversos assuntos e ela ficava extasiada pelo fato de ele ser tão inteligente e tão divertido. Era uma combinação perfeita.

Apesar de estar envolvida na conversa com o Castle, ela estava fascinada com tudo o que ele era e em tudo o que ele dizia e fazia. Beckett também não deixava de pensar como ele, além de ser um homem muito bonito, era um ótimo filho, excelente pai e era ainda uma companhia maravilhosa. Perfeito! Pena que não desfrutavam desses momentos a sós mais vezes, pois, quando saiam, era sempre após a conclusão de um caso e na companhia dos meninos e de Lanie e sempre em confeitarias, cafeterias ou no bar que ele havia adquirido, o “The Old Hunt”. O que ela sonhava mesmo era em poder participar da vida dele não só como parceira na delegacia. Ela queria que ele fosse seu parceiro na vida. Ela o queria como namorado, noivo... marido. Sim. Ela sonhava com o Castle e esperava que um dia esse sonho se tornasse realidade. Mas enquanto isso não ocorria, o que acreditava que nunca aconteceria mesmo, ela se contentava em trabalhar junto com ele. Ela não podia se iludir. Tinha que ter os pés no chão. Ela sabia que óleo não se mistura com água.

Castle também, mesmo concentrado nos assuntos que estavam conversando durante o jantar, não parava de pensar um só minuto na sorte que teve ao ter encontrado Beckett. Ela era tão linda, tão inteligente e dedicada ao trabalho, uma filha que todo pai gostaria de ter. E, pensando em tudo isso, ele não parava de pensar em como ele gostaria que ela fosse sua namorada e depois sua esposa, somente sua, para sempre. Mas sabia que ainda não era o momento de tocar neste assunto, pois tinha receio de acabar com aquele entrosamento que compartilhavam. Iria dar mais um tempo para ela perceber que ele não estava participando dos casos como seu paraceiro apenas para ter assunto para seus livros, pois já tinha material suficiente para escrever mais de mil livros. O que ele tinha em mente é que ser seu parceiro já não bastava. Ele queria mais.

— Castle, já está tarde. – Kate interrompeu seus pensamentos.

— Então vamos pedir uma sobremesa maravilhosa. Eu sugiro Petit Gâteau. E aí, você concorda?

— Ai, Castle. Eu amo Petit gâteau. – ela sorriu.

Depois de se deliciarem com a sobremesa a noite chegou ao fim. Ele a levou até a porta do seu prédio, mas não subiu até o apartamento dela, e, apesar da ansiedade de ambos, ele se despediu dela apenas com um aceno de cabeça. Castle combinou de passar na manhã seguinte para buscá-la a fim de irem juntos ao trabalho, já que ela estava sem carro.

Ambos dormiram pensando na noite maravilhosal que desfrutaram e, como era de se esperar, um sonhou com o outro. Sonhos românticos com uma forte dose de sensualidade e erotismo.

Na manhã seguinte quando se encontraram para irem à delegacia, Kate ficou afogueada ao entrar no carro de Castle, pois se lembrou de cada detalhe do sonho erótico que tivera com ele. Seu coração batia acelerado, seu rosto e seu peito ficaram em brasa só em pensar nas cenas calientes.

O rosto rubro dela não passou despercebido para Castle. Ele até ficou temeroso, pois parecia que a detetive estava lendo o que se passava na mente dele, pois, ao ollhar para Kate, lembrou-se dos detalhes picantes do sonho que tivera com ela. Mas, para descontrair, ele não perdeu a oportunidade de brincar com ela. – Kate, você está com o rosto vermelho. Em que está pensando?

Ela respirou fundo e arregalou os olhos, pois ficou sobressaltada com aquela pergunta. Será que eram tão óbvios os seus pensamentos e seus sonhos libidinosos? Disfarçando, ela respondeu divertida – Bom dia para você também, Castle. – ela sorriu para descontrair e se acomodou no assento do carro – Que pergunta é essa, Castle? Eu não estou pensando em nada. Se eu estou com o rosto vermelho deve ser porque estou agitada. Só isso.

— É mesmo, detetive? – Castle usou um tom como se não estivesse acreditando uma só palavra dela.

— É sim, Castle e não me irrite logo cedo, ok? O elevador estava demorando muito e, para não te fazer esperar mais, eu desci correndo as escadas. – mentiu. Mudou o rumo da prosa antes que acabasse se complicando – Deixa de conversa fiada, Castle. Vamos. Já estamos muito atrasados. – como ele não falou nenhuma gracinha sobre isso, ela disse – Castle, como os meninos não telefonaram anunciando algum homicídio, que tal pararmos naquela cafeteria que nós gostamos? Estou louca por um café. – ela sorriu.

Mesmo não acreditando muito naquela resposta dela, percebeu que por mais que ela adorasse tomar café – aliás, o liquido negro encorpado que ambos amavam — ele deduziu que ela queria apenas mudar de assunto. Ele não mencionou mais nada sobre o rosto vermelho dela – É, né? Então está tudo OK. Também estou desejando tomar um café especial. Vamos. Eu vou pedir para você um café latte, aquele que eu sei que você adora, com uma quantidade generosa de espuma de leite no topo. – eles se entreolharam e sorriram.

Chegaram à delegacia por volta das nove horas e encontraram o ambiente carregado e perceberam uma agitação além do normal. As fisionomias estavam tensas.

Castle, como um bom escritor, adorava bisbilhotar e foi logo perguntar aos meninos qual o motivo daquele burburinho. Kate o acompanhou.

— Bro, o que é que está acontecendo aqui? – perguntou Castle para Esposito.

Com a fisionomia perturbada, Espo falou — Onde é que vocês estavam? Tentei falar com vocês e as ligações caíram em caixa postal.

Tanto Kate quanto Castle consultaram seus aparelhos smartphones.

— O meu está normal – disseram Kate e Castle, simultaneamente. Ambos se encararam e sorriram diante do sincronismo costumeiro.

— Pronto, começou... – brincou Esposito. – Vocês ensaiam falar ao mesmo tempo quando estão fora daqui, é?

— Não perturba, Esposito. – falou Beckett. – Conta logo o que é que está acontecendo.

Esposito começou a falar — Calma Beckett, Eu não tenho nada que ver com isso. Nem olhe para mim... Eu...

Neste momento, Esposito interrompe o que ia dizer, pois percebeu que o Capitão chegou à porta da sua sala. Montgomery, sério, vê que Beckett havia chegado e a convoca. – Beckett, venha à minha sala. – Ele percebe que ela titubeou e complementou – Agora!

O silêncio tomou conta da delegacia.

Montgomery fala firme – Beckett, eu falei “agora”!

Kate olha para os meninos e para Castle e vai em direção à sala do Capitão.

Castle faz mensão em acompanhá-la, mas Esposito diz brincalhão – Cara, seu nome é Beckett? O Capitão chamou somente ela. Ele não falou “Beckett e Castle”.

Castle parou e encarou os meninos e fez cara de cachorro perdido na mudança – Mas ela é minha parceira.

Ryan, com olhar preocupado, virou-se para Espo, depois para Castle e falou — Ele não a chamou para falar sobre um caso de homicídio, cara. Vá por mim. O assunto é outro.

— O que foi? Estou preocupado. O que foi que aconteceu com ela? – Castle estava realmente aflito. O que será que tinha acontecido para o clima estar assim tão carregado e o Capitão falar em particular com a sua musa.

— Bro, é exclusivamente com ela. Mas eu não vou te falar nada. Depois, se ela quiser, ela fala com você.

Castle de preocupado passou também a ficar chateado – É assim que vocês são meus amigos? Vocês perceberam que eu estou aflito, não é? Eu não gosto de ver a Kate passando por isso sozinha. Eu preciso ajudá-la.

Os meninos olharam para Castle, deram de ombros e Ryan falou – Somos seus amigos, mas não podemos falar de assunto que não nos compete. – Seguiram para a sala de descando. Foram tomar café, deixando Castle a meditar.

Castle foi à mesa de Beckett, mas estava aflito demais para sentar. Ficou encostado na mesa olhando a cadeira vazia que pertencia à detetive.

Depois de quase meia hora e ouvindo a voz exaltada de Kate por várias vezes, mesmo não entendendo nenhuma das palavras que ela dizia, ele a viu saindo da sala do Capitão e dirigir-se ao elevador. Castle foi atrás dela. Ele chegou ao lado dela no momento exato em que a porta da cabine foi aberta e ambos entraram. Kate estava irritada – Castle eu quero ficar sozinha.

Ele não deu atenção — Eu te levo para casa. Você está sem carro. – ele argumentou.

— Eu vou de taxi. – Kate continuava seca e aflita.

Quando chegaram à rua, Castle, gentilmente, pegou-a pelo braço e a conduziu até a sua Mercedes prata. Chegando ao lado do veículo, ela puxou seu braço com força. — Por favor, me deixe só, Castle. Eu preciso pensar. Que você me siga nos casos de homicíos, ainda vá lá, mas me seguir na minha vida pessoal, aí já é demais, Castle. – Seus olhos estavam vermelhos.

— Kate, você pode me agredir, falar o que quiser, mas eu não quero, não posso e não vou te deixar sozinha no estado em que você se encontra. Conte para mim o que aconteceu. Eu sei que você confia em mim. Eu preciso saber. Quem sabe eu posso te ajudar?

Exaltada, ela disse entredentes, mas bem baixinho para ninguém mais ouvir, somente ele — Você vai me ajudar como? Você vai fazer um milagre ou vai fazer mágica? – Kate o olhou com desespero.

— Como assim? – Castle estava sem entender nada — Que história é essa de “milagre” e de “mágica”? Não estou entendendo, Kate. Explica para mim.

Kate respirou fundo, fechou os olhos, mordeu o lábio inferior esquerdo e olhou fundo nos olhos de Castle e viu que ele estava transtornado. Ele queria ajudá-la. Ele queria ouví-la. Kate respirou fundo e se deu por vencida. – Ok, Castle. Você quer saber? – ele fez que sim com a cabeça. Kate, comovida, falou baixinho – Então eu aceito sua oferta. Leve-me para casa que eu te conto. Mas só vou falar quando chegarmos lá. Mas no caminho, por favor, me deixe quieta que eu necessito raciocinar. Preciso analisar cada palavra que o Capitão falou. Não faço a mínima idéia de como sair desta situação.

Seguiram silenciosos em direção ao apartamento dela e no caminho ele viu que ela, ao avaliar os fatos de olhos fechados, não conseguia mais reter as lágrimas. Elas rolavam livres.

Guiando o carro, Castle pegou seu lenço no bolso do paletó e com a mão direita, o colocou sobre as mãos dela que estavam juntas sobre suas pernas. Ainda de olhos fechados e chorando, ela recebeu o lenço e o segurou com a mão direita, o levando ao rosto para enxugar as lágrimas e, rapidamente, sem que ele esperasse, com a mão esquerda livre Kate afagou a mão direita dele, fazendo-a de suporte e a apertou, como era costume deles, sempre um dando apoio ao outro. Era um sinal claro que ela estava aceitando seu apoio.

Castle sentiu seu coração apertar. Apertou e afagou a mão de sua amada e ficaram assim, as mãos dadas e apoiadas na perna dela, de forma que ela sentisse que não estava sozinha, como se com aquele carinho, ele pudesse transmitir que ele estaria ao lado ela para o que ela precisasse.

Chegaram. Ele estacionou na vaga de garagem do prédio dela. Ele a ajudou a sair do caro e, com as mãos nos ombros de Kate, eles subiram até o apartamento. Assim que entraram, ela desabou no sofá. Castle percebeu que se ele não tomasse a dianteira no assunto, talvez ela não o iniciasse. Ele sentou-se ao lado dela e a puxou, fazendo-a sentar junto de si.

Castle respirou fundo e falou — Então, Kate. Conte para mim.

Fraca, mas de uma só vez ela desabafou — Eu vou sair da polícia, Castle. – Ela falou com um fio de voz, tão baixo que ele quase não a escutou e suas lágrimas voltaram a descer.

Ele voltou a pegar e afagar a mão dela e, lentamente, quase sussurando, falou – Kate, olha para mim. Eu sei que você está arrasada. Mas tente organizar seus pensamentos e diga o que foi que aconteceu para você ter que sair da polícia. Eu não estou entendendo. – Castle calou-se, mas logo em seguida continuou. Kate!? Porque você quer sair da polícia? O que foi que te levou a tomar esta decisão? Conta para mim, Kate. – Ele a trouxe para si, abraçando-a forte. Ela chorava no peito dele. Ele sentiu sua camisa umedecer, diante das lágrimas de sua amada e isso lhe cortava o coração. Ela era tão forte, mas diante de situações como esta, ela se desmontava.

Soluçando, ainda com o rosto contra o peito dele, ela continuou — Eu não quero sair da polícia, Castle. Eu estou sendo forçada a tomar esta decisão. Aliás, esta decisão nem é minha, mas é o que vai acontecer.

Aí foi que ele ficou mais confuso ainda. Genilmente, ele a afastou um pouco, pegou seu queixo apenas para olhá-la nos olhos. Com muito carinho ele continuou – Kate, você, por favor, pode me explicar o que aconteceu? Ainda não entendi nada. Está tudo muito confuso. Não atropele seus pensamentos. Fale uma coisa por vez e conte desde o início para ver se eu vou compreender.

Kate respirou fundo, passou o lenço mais uma vez pelo seu rosto, limpando os vestígios das lágrimas com cuidado, passando nos olhos onde sabia que poderia estar borrada a maquiagem. – Eu devo estar horrível, né? Minha maquiagem deve está toda manchada.

Ele sorriu e disse – Não se preocupe, você está linda. Não são estas lágrimas que farão você ficar feia. – ele sorriu para animá-la e ela sorriu de volta, ainda lacrimejando, dando um murro de leve no braço dele, de brincadeira.

— Ah, Castle, não brinque porque o assunto é sério. – ela falou dengosa e mesmo soluçando ela sorriu levemente.

Castle tentou animá-la — Não tenho culpa se mesmo chorando você é tão linda, Kate. – ele pegou o lenço das mãos de Kate e passou nos olhos dela, de forma a tirar alguns borrões da maquiagem. – Pronto, agora você está impecável. Linda! – sorriram. – Agora me conte.

Depois que ele conseguiu descontrair o ambiente, ela começou a falar ainda com a voz baixa, contudo um pouco mais firme – O Capitão informou que, por ordem da Corregedoria da Polícia, não poderá mais ter em Nova York qualquer detetive solteira. Para ser detetive tem que ser casada, o que não é o meu caso. Eu não...

— Isto não é possível, Kate. É inconstitucional. – Castle a interrompeu.

Soluçando, Kate continuou – Eu sei. Mas deixe eu terminar, Castle. Aconteceram fatos, que o Capitão não pode me relatar, pois correm em segredo de justiça, que levaram a Corregedoria a tomar esta atitude. Segundo o Capitão, tudo está dentro das normas da Polícia. Então, como eu não quero mais voltar a ser policial na rua ou ficar no trânsito, eu prefiro sair. Eu gosto mesmo é de ser detetive. O Capitão disse que é para eu não tomar nenhuma atitude precipitada, então como eu tenho um período de férias para usufruir, ele disse que a partir de amanhã eu estou de férias e em trinta dias eu tenho que retornar para informar para ele qual a minha decisão: Se eu vou ser policial de rua ou se eu vou sair da polícia. Mas não tem jeito, Castle, eu vou ter que sair. Eu sei que com a minha saída da polícia eu vou receber uma indenização boa que vai me sustentar até eu encontrar outro trabalho. O pior é que eu não terminei a faculdade de Direito. Não posso atuar como advogada. Quando minha mãe morreu, eu interrompi o curso de Direito e optei pelo curso de Justiça Criminal na NEW YORK UNIVERSITY (NYU), mas é um curso específico para quem quer trabalhar na polícia, ou seja, minha área de atuação é restrita.

— Kate...

— Eu vou elaborar um Curriculum Vitae, mas nem sei para onde mandar.

Pausadamente, Castle falou – Kate, você não acha que está sendo muito precipitada? – Com a ponta dos dedos, Castle, carainhosamente, levantou o rosto dela para que ela olhasse nos olhos dele.

— Não, Castle. Eu não tenho saída. Como é que eu posso casar se nem mesmo namorado eu tenho? Meu último namorado foi o Josh e ele está na África, tentando salvar o mundo. Mas mesmo se ele estivesse aqui eu nunca o amei nem mesmo para continuar namorando quanto mais para casar.

Só em ouvir o nome do médico, Castle respirou fundo, morrendo de raiva e ciúmes. – Percebendo que Castle a olhou diferente, Kate questionou — Você quer que eu faça o que, Castle, coloque um anúncio no jornal: “PROCURA-SE UM MARIDO”? É isso que eu tenho que fazer? É isso que você quer que eu faça? Muito obrigada, mas eu prefiro ficar desempregada a fazer uma maluquice desta natureza, além do que eu nunca me casaria sem amor. Casamento para mim é coisa séria.

Ouvindo aquele desabafo, contente por ela ter confessado que nunca amou o Josh, Castle falou- Minha querida, óbvio que eu não quero que você coloque um anúncio deste tipo. Nunca! Kate, você não precisa colocar nenhum anúncio no jornal para se casar. – Castle sorriu.

— Claro que eu não vou colocar o anúncio no jornal, Castle. Você acha que eu sou maluca? – ela agora não chorava mais. Era incrível como ele conseguia tirá-la do sério – Mas me diga o que eu tenho que fazer. Vá. Você que é tão esperto, diga para mim. — ela ironizou — Prossiga! Eu agora estou ouvindo qualquer plano, mesmo que seja maluco, mas não significa que eu vá aceitar.

— Muito simples e muito fácil. E fique você sabendo, mocinha, que eu sou muito esperto mesmo e este meu plano caiu feito uma luva, porque isso foi o que eu sempre quis falar com você. – Castle falou.

— Agora sou eu que não estou entendendo, Castle. Explique. – ela falava com a expressão de desconhecimento total do assunto.

— Eu vou direto ao ponto, afinal você não tem muito tempo. A minha proposta é a seguinte: Katharine Houghton Beckett, você me daria a honra de casar comigo? Simples.

Kate afastou-se dele rapidamente e o olhou como se estivesse diante de um ser de outro planeta. – O que? Como assim, Castle? Você está louco?

— Não Kate, eu não sou louco. Sou apenas um homem apaixonado. Eu te amo. Apesar de ver que você está em apuros, não consigo deixar de pensar em como estou adorando a ideia de propor casamento a você. E eu te garanto que se você aceitar, eu vou fazer o possível e o impossível para fazer você me amar. E quando estivermos casados, eu te dou o tempo que você precisar para que possa realmente me conhecer e quem sabe, se eu tiver sorte e sucesso na minha conquista, você possa se apaixonar por mim. E se eu conseguir que você me ame pelo menos a metade do amor que eu sinto por você, eu serei o homem mais feliz da face da terra. – ele sorriu.

Kate não acreditava no que estava ouvindo. Ela afastou-se de Castle, endireitou-se no sofá, abaixou um pouco a cabeça e a sustentou com suas duas mãos. Em seguida voltou a encará-lo, espantada, e mordeu o lábio inferior. Em segida, com os olhos semicerrados, falou. – Não estou acreditando no que estou ouvindo.

— Kate, eu não quis ofendê-la. – ele falou preocupado. — A única coisa que eu disse foi que podemos resolver esta situação. Podemos nos casar. Mas eu só propus isso, porque eu te amo, sempre te amei, desde o primeiro momento em que pus os olhos em você. Naquele dia eu sabia que havia encontrado a mulher da minha vida. Eu quero me casar com você e farei o possível e o impossível para você me amar. Eu não estou propondo casamento para te fazer favor ou caraidade. Eu vou repetir, Kate: eu proponho casamento para você, unicamente porque eu te amo. Só isso. Eu sonho com isso há anos.

— Eu pensei que você fosse mais esperto, Castle. – ela falou olhando para ele, e as lágrimas retornaram aos seus olhos.

— Não Kate. Por favor, me perdoe se eu a magoei com esta proposta. Magoar você não foi a minha intenção. Juro! Então esqueça, mas, por favor, não fique chateada comigo. Vamos pensar em outra solução, mas não me peça para eu me afastar de você. – ele estava aflito.

Ela pegou no rosto dele com as duas mãos, parecendo que estava lidando com uma criança desobediente, já inquieta porque ele não parava de falar, e o direcionou para si. — Castle, você, por favor, quer me deixar falar? – ela foi enérgica e enfática.

Ele arregalou os olhos e focou nela – Tudo bem. Estou ouvindo. Você tem toda a minha atenção. Fale. – mostrou-se atento.

— Quando eu disse que pensava que você era mais esperto, Castle, é porque você não percebeu que eu também te amo. Sempre te amei, mas pensava que era um amor impossível porque somos de mundos diferentes.

Estas palavras o pegaram de surpresa e, sorrindo, ele rapidamente a pegou e a sentou no seu colo e a abrçou forte, como se estivesse com receio dela desaparecer. – Não, Kate, não somos diferentes; pertencemos ao mesmo mundo. Somos ambos de carne e osso e o principal, temos amor. – ele afagou o rosto dela com as duas mãos como para ter certeza que era real e lentamente, encostou levemente seus lábios nos dela, num beijo rápido e suave. Afastou-se e a olhou novamente. Contornou o rosto dela com as pontas dos dedos, como se precisasse memorizara cada traço daquele rosto lindo, acariciando por fim os lábios rosados e entreabertos e, em seguida a trouxe novamente para si, desta vez num beijo urgente, onde ambos extravasaram todo o amor que sentiam um pelo outro e que ficou aprisionado por muito tempo. Cada segundo que passava o beijo se tornava mais apaixonado. O beijo já não bastava, Castle já buscava a pele de Kate. Procurava seus seios. Pouco a pouco foi desabotoando a blusa dela a jogando longe, ficando em êxtase quando a viu de sutian, mas abaixou suas alças e o tirou. Parecia não acreditar no que estava vendo. Apalpou, beijou, sugou e mordiscou seus seios como se dependesse deles para sobreviver. A esta altura, Kate, com desejo a flor da pele, sem saber como o fez, já havia conseguido tirar a camisa dele e o acariciava, o excitando ainda mais.

— Kate, eu sonho com você todos os dias e todas as noites. Sonhava em tocá-la e beijá-la, sonhava com o toque das suas mãos em mim, seu beijo, o gosto dos seus lábios, dos seus seios, da sua pele. Ansiava ouvir você dizer que me amava. Parece um sonho. Ah, eu te amo. Kate, eu quero você. – ele acariciava seu rosto, seus cabelos, seus seios. – Você quer casar comigo? Você aceitaria ser minha esposa e a mãe de meus filhos?

— Nem acredito que você está me propondo casamento. Oh! Castle, eu também te amo e aceito me casar com você. Não sabia o que era amor até te encontrar. E nunca senti esta emoção que eu sinto agora, esse arrepio e esta sensação maravilhosa e quente que me consome por dentro. Eu não conhecia esta sensação até você me tocar e acariciar. Castle, eu preciso de você. Preciso muito. Eu também te quero, Rick. Agora.

Sem esperar mais, Castel levantou-se do sofá e a trouxe junto a si e juntos dirigiram-se para o quarto dela. Ainda, ao lado da cama, ele a olhou como se quisesse registrar cada milimetro do seu corpo e, em seguida se abraçaram e se beijaram. Um beijo quente, apaixonado, carregado de sensualidade e de erotismo, onde as línguas se degladiavam, as mãos se apalpavam e, neste momento, Castle, rapidamente, desabotoou a calça dela e a tirou, deitando-a na cama e como num passe de mágica, estava deitado com ela, já sem nenhuma roupa, nem mesmo a boxer. A partir daí, a calcinha dela também foi dispensada e a magia do amor, do erotismo e da sensualidade foi tomando o corpo deles, onde mais nada era desconhecido, pois tudo já estava sendo desvendado. A excitação deles explodiu em gozo, espalhando uma fantástica corrente elétrica no corpo de ambos.

Depois que extravasaram a paixão que sentiam e desta explosão de felicidade e de amor, ambos estavam cansados. Ainda estavam ofegantes. Precisavam recobrar a energia. Ainda estavam sob o efeito extraordinário do orgasmo. Kate se aconchegou ao corpo dele. Um lugar onde sempre desejou estar.

Só que a sede de dar e receber prazer que tanto Castle e Kate sentiam ainda não havia se dissipado, não conseguiram ficar sem se tocar, sem se acariciar, então prosseguiram a viagem não mais em busca do desconhecido, e sim em busca de novas formas de deleite que os levassem ao cume, uma maratona de amor, de sexo e de prazer recém-descoberto onde os dois subiriam ao pódium.

Na manhã seginte, Castle foi o primeiro a acordar e rapidamente olhou para o lado e a viu. Sorriu. Respirou tranquilo. Não foi um sonho. Ela estava ali, ao seu lado. Fechou os olhos e sentiu seu coração apertar no peito, tanta era a sua emoção. Silenciosamente, agradeceu a Deus pela dádiva de ter finalmente conseguido conquistar o coração de sua musa. Estava vivendo a mais linda realidade que podia desejar. Sentou-se na cama e ficou a admirá-la e pode perceber que ela conseguia ser ainda mais linda pela manhã, principalmente depois de uma noite de amor ardente e com os cabelos espalhados pelo travesseiro. Ainda dormindo, ela se movimentou um pouco e sua mão tocou no corpo de Castle, fazendo com que ela despertasse, meio que assustada com o obstáculo. Assim que o viu, sorriu, pois se lembrou de tudo que acontecera com eles. Ainda sonolenta, ela o puxou e o fez deitar junto a si e aconchegando-se a ele, sorriu. – Oi, amor. – falou dengosa — Você está acordado! Já amanheceu ou você perdeu o sono?

Castle sorriu – Hei, dorminhoca. Bom dia! – ele beijou levemente seus lábios — Com a canseira que você me deu, eu dormi feito uma pedra. Sem chance de perder o sono. – sorriram.

Uma Kate carinhosa, percorrendo o peito dele com as pontas dos dedos, falou baixinho – Pois é. Eu digo a mesma coisa de você, Castle. – ela suspirou feliz. — Estou cansadinha. Não! Antes que você me pergunte, eu não estou reclamando. Você é um espetáculo! – ela sorriu – Eu adorei cada segundo da nossa noite.

— É bom saber. Porque agora estamos juntos e vamos nos casar vamos ter noites ardentes iguais a estas. Mas também poderemos ter “dias” e “tardes” quentes também. – ambos sorriram – e ele a trouxe mais ainda para junto de si. – Nem adianta se arrepender, mocinha. Pode dar adeus a sua vida de solteira.

Ela levantou a cabeça e o olhou com os olhos semicerrados – Oi? O que foi que você falou? Quem disse que eu vou me arrepender. Jamais, querido! Você agora não me escapa, bonitão. Já era. Você é que pode ir dando adeus à vida de farras com todas as loiras, morenas e ruivas do mundo. A todas as Agentes, Especialistas em roubo ou recuperação de jóias, Atrizes, Aeromoças, as Solteiras nº 3 ou qualquer outra que apareça, ENTENDEU ou quer que eu desenhe, Rick? – sorriu e se aconchegou mais ainda nele.

Amando que ela estava acomodada nos seus braços, ele sorriu e falou — Eu digo a mesma coisa para você, amor. Pode dar adeus aos Médicos, aos Detetives e aos Agentes e a qualquer outro homem que tente atravessar o meu caminho. Você é só MINHA, para sempre. Eu não ando armado, mas dou um jeito de acabar com quem chegue perto de você. – ambos sorriram. — Sem chance de eu deixar você escapar. Aproveitando o momento, antes mesmo de levantarmos para tomar banho, ou comer ou fazer qualquer outra coisa, eu quero dizer que como o Prefeito é meu amigo, com certeza ela vai conseguir que a nossa licença de casamento saia em tempo recorde. Uma semana. Em uma semana providenciamos tudo, inclusive uma cerimônia religiosa e um cerimonial a altura do nosso amor. Maravilhoso! E antes que você diga qualquer coisa, não se preocupe com as despesas, porque eu resolvo tudo. Nem tente me impedir, futura Sra. Castle, ou esta vai ser a nossa primeira briga depois de estarmos juntos. – ele a abraçou e sorriram. — Utilizaremos o restante das suas férias na nossa lua-de-mel, ok?

— Eu estou achando ótimo, Castle. Nem estou acreditando que isto está mesmo acontecendo. Só acho que as pessoas vão estranhar com um casamento assim tão rápido. Meu pai, sua mãe, Alexis, seus amigos, meus amigos, Ryan e Espo, o Capitão Montgomery. Você não acha? Eu acho que eles vão pensar que eu vou casar com você só para não sair da polícia.

Continuando a abraça-la ele falou — Kate, não estou interessado muito menos preocupado com o que os outros vão pensar. O importante é que nós dois sabermos que o que sentimos um pelo outro. O importante é que nós nos amamos e isso eu acho que com o tempo, eles vão notar pelo nosso modo de agir. Acho que vai estar estampado na nossa cara – ele deu um selinho nela. — Claro que com os nossos pais e Alexis teremos uma conversa mais íntima, pois são da nossa família. Para eles teremos que falar com todas as letras que finalmente nos acertamos e que existe amor entre a gente. Quanto aos outros, meu amor, é como eu acabei de dizer, eles vão perceber que não foi um casamento de conveniência apenas para você continuar na polícia. Você vai ver. Eles vão entender que entre nós existe amor. Mas, um momento... Quando você falou sobre as pessoas que iriam estranhar nosso casamento, você não citou a Lanie. Porque? – Castle indagou.

— Ah, Castle. – Kate fez uma cara de descaso e sorriu. – Você sabe como é a Lanie, né, Castle. Ela é uma figura! Ela é uma pessoa maravilhosa! Eu a amo muito e eu sei que ela me ama também. Ela é a melhor amiga que uma pessoa podia ter, mas, é como eu canso de dizer para ela: ela se intromete muito na minha vida e é metida a sabichona. E, aliás, ela é muito esperta mesmo, pois percebeu que existia amor entre você e eu, antes mesmo de eu admitir para mim mesma. Acredite! – Kate sorriu. — Ela vivia dizendo que você me amava e que eu te amava, ela dizia que eu era uma idiota por não enxergar um palmo diante do meu nariz, dizia que eu era detetive para os casos de homicídio, mas que para a minha própria vida eu não sabia decifrar nada... Ela vivia infernizando a minha paciência, dizendo que eu devia me declarar para você, que eu devia prestar mais atenção em você, que eu devia parar de ser tão dura com você, blá, blá, blá, blá, blá, blá e eu só fazia brigar com ela. Era só ela começar a falar deste assunto e eu a mandando calar a boca. Então, Castle, para a Lanie não vai ser novidade, entendeu?

Ambos começararm a gargalhar com o comentário de Kate.

— Entendi. A partir de hoje eu gosto mais ainda da Lanie. Quer dizer que ela percebeu que eu te amava. Ela queria que você se declarasse para mim, né, mocinha? Huuummm!!! Taí, gostei! – sorriram — Então acho melhor nos apressar. Eu vou telefonar para o Prefeito, e vamos pegar todos os nossos documentos porque antes mesmo do que você pensa já será a Sra. Castle. Katherine Beckett Rodgers-Castle ou se voce preferir, Katherine Houghton Beckett Rodgers-Castle.

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Exatos trinta dias após do evento ocorrido no Distrito, Kate, que agora era a Sra. Castle, foi junto com o marido, para o seu primeiro dia de trabalho após as férias.

Assim que estacionaram o carro, ela disse ao marido que ia primeiro ao Necrotério para ver a amiga. Castle queria ir junto, mas ela disse que iria sozinha. Depois eles se encontrariam na delegacia. – ele ficou meio chateado, mas aceitou.

— Castle, será que vamos brigar logo no nosso primeiro dia de trabalho? – ela sorriu para o marido.

Ele a puxou e a beijou rapidamente, aproveitando que não havia ninguém por perto. – Não, Sra. Castle, não vamos brigar. Vá lá ver a Lanie. Eu vou indo para o andar da 12ª DP. Mas não demore porque senão vou ficar com saudades. – sorriu.

— Meu Deus, que marido é esse! – sorriu e deu um selinho nele. – Se você se comportar, eu te recompensarei à noite, Rick. Que tal?

— Aí a coisa melhorou. Então vá lá. Eu te amo.

— Eu também te amo, Rick.

Então a Kate foi para o Necrotério e o Castle foi para a 12ª DP.

Assim que Lanie e Kate se encontraram, ambas se abraçaram – Sra. Castle, que maravilha! Até que enfim, amiga. Nem acredito. Eu estava morrendo de saudades desta minha amiga. – Lanie falava toda contente.

Conversaram muito, deram muitas risadas e a médica ficou ouvindo Kate falar toda feliz – Amei a minha festa de casamento, amiga. Adorei que todos da delegacia foram. Foi tudo lindo, e teve tudo que eu sempre sonhei, sem exageros, porém tive um pouco de trabalho apenas para controlar as ideias extravagantes da Martha. Mas fui com cautela e tive que ceder um pouco para não ficar mal com ela, pois ela é um amor. Mas eu e Castle ficamos satisfeitos com o resultado.

— Foi tudo lindo, amiga. Parecia casamento de uma princesa. Um sonho de contos e fadas. Mas diz aí, Kate. E a lua de mel? Conta ai, menina. – Lanie estava curiosa. – Quero detalhes.

— Lanie não vou entrar em detalhes sobre estes assuntos tão íntimos, amiga. Helooo!!! E também porque eu estou com pressa, pois ainda não me apresentei na delegacia. Vou resumir. – Lanie arregalou os olhos. – Não Lanie, eu não vou contar da minha intimidade com o meu marido, tá bom? Vou contar sobre a viagem. – ambas sorriram. – A nossa lua-de-mel foi linda. Eu e o Rick estamos muito felizes. Primeiro fomos à França, especificamente em Paris. A noite de Paris, com todas aquelas luzes, encantam qualquer casal apaixonado. Fomos também ao Vale do Loire, onde ficamos hospedados num “castelo”, para fazer jus ao nosso sobrenome. – ela sorriu – Lanie nem acredito que agora eu sou Kate Castle. Bem que você falava que ele me amava e eu nunca te dei ouvidos. E o pior, você tentava fazer com que eu aceitasse que eu o amava... Veja como são as coisas. – ambas sorriram felizes. – Sim, continuando, depois fomos à Itália. Passamos alguns dias em Roma e também em Florença, e passamos um dia inteiro em Veneza. Ah! Muito romântico, amiga. E, por fim fomos à Grécia, e curtimos momentos mágicos em uma das ilhas mais lindas, Santorini. Incrível como as águas são transparentes. Lanie, não tem como o dia não ser lindo e romântico em Santorini. Depois te mostro todas as fotos. Podemos marcar um sábado para você ir lá no loft que eu te mostro tudo e conversamos muito mais. Ah, Lanie, nós também visitamos Acrópole e vimos as ruínas. A Grécia é linda, amiga. Lanie, estou ainda meio que sob efeito da magia da minha lua de mel.

— É, né, amiga. Estou notando... E estou muito feliz em ver você assim. Para quem não queria acreditar que havia amor entre você e o menino-escritor, a senhorita, ou melhor dizendo, a senhora está muito feliz. Ainda bem que abriu os olhos a tempo. – sorriram. – Graças a Deus!

O celular de Kate toca e ao olhar a foto de Castle na tela, falou sorrindo, toda boba de amor – É ele. – atendeu. – Oi, amor... Já estou indo.

Lanie falou alto para que Castle pudesse ouvir — Nossa! Que marido é esse! Não deixa a esposa nem visitar a amiga! Ela não vai fugir, Castle. – Sorriu.

— Oi, amor. Diga a Lanie que eu ouvi – ele sorriu – Diga a ela que depois eu dou pessoalmente uma resposta para ela, e só não vou brigar com ela porque ela identificou o nosso amor antes de nós e também porque ela foi madrinha no nosso casamento. Só por isso.

— Tá bom, amor. Eu digo para ela. – Kate sorria toda boba e feliz.

— Kate, venha logo que o Capitão quer falar com você.

— Tô indo.

Kate se despediu de Lanie e foi logo para a delegacia.

Chegando lá, ela cumprimentou todos com um aceno e abraçou e beijou Ryan e Esposito. Conversaram um pouco, deram umas risadas e se dirigiu para sua mesa.

Sentiu o ambiente muito descontraído, diferente de tudo que sempre viu lá. As pessoas estavam sorrindo mais do que o normal. Ela chegou perto de Castle e perguntou toda confusa – Hei, amor, o que é que está acontecendo por aqui? É festa? Tô sentindo algo estranho no ar.

Falando baixo ele respondeu – Não sei. Também senti este mesmo clima. Perguntei aos meninos e eles não me falaram nada. Disseram que depois eu iria saber. Fizeram o mesmo mistério, igual aquele dia em que você saiu daqui chorando, lembra? No dia em que o Capitão te deu aquela notícia que graças a Deus, nos uniu. – Ele sorriu para ela e recebeu dela um sorriso igual.

— Como é que eu ia esquecer, bonitão? – ela sussurrou para ele, sorrindo. – Eu saí daqui toda triste sem imaginar que a tristeza se transformaria em tanta felicidade.

Neste momento, o Capitão chegou à porta da sua sala e fala – Seja bem vinda Detetive Beckett, ou eu devia falar Detetive Castle? – todos naquela imensa delegacia sorriram, sem se preocupar em disfarçar como aquilo tudo era divertido. – Feliz retorno Detetive Kate Castle. Então, hoje é o grande dia.

De repente, quem passou ao lado dela foi a jovem e linda Detetive Mary Newman e isso chamou a atenção de Kate, pois, mesmo sem ter qualquer intimidade ou amizade com ela, pois nunca trabalharam juntas, ao que Kate sabia, a Mary era solteira. E se Mary era solteira, como é que continuava a trabalhar na delegacia como Detetive!!? Sim, como detetive, porque ela não estava usando fardamento de policial. E aquela exigência estúpida da Corregedoria? O que é que estava acontecendo? Ela precisava descobrir. Mais rápido que pode, Kate chamou a colega e a cumprimentou – Olá, Detetive Newman.

Mary parou, sorriu e olhou para Kate – Olá, Detetive Beckett, ou melhor, Detetive Castle. – Mary sorriu como se soubesse de algo... e isto não passou despercebido de Kate. – Como devo chama-la agora?

— Tudo bem, Detetive Newman, eu não sei ainda. Pode me chamar Detetive Castle, afinal de contas estou casada com o Castle. – sorriu – Não me leve a mal, Mary, eu não sou bisbilhoteira, mas estou precisando saber uma informação muito íntima da sua vida. Desculpe, eu invadir sua privacidade, mas estou precisando saber se você casou ou continua solteira? Esta pergunta é meio estranha partindo de mim, né, que nunca me meti com a vida de ninguém, mas você pode, por favor, me responder?

Mary sorriu e respondeu – Eu não me casei, Kate. Ainda continuo solteira. Estou saindo com um detetive da Furtos e Roubos, mas ainda não é nada sério. Nem mesmo estamos namorando, muito menos pensando em casamento. Estamos apenas nos conhecendo para ver até onde é que vai dar. – Mary olhou para o Capitão e depois olhou para Kate. – Só isso, Kate?

— Sim, Newman. Obrigada. Mais uma vez, me desculpa a intromissão.

— Tudo bem, Kate. Ah, felicidades na sua nova vida de casada. – Mary prosseguiu andando.

Kate olhou para o marido, torceu a boca e revirou os olhos e foi imediatamente para a sala do Capitão, que ainda se encontrava na entrada da sala, junto à porta. – Capitão, como é que o senhor explica isso? Há exatos trinta dias, o senhor me comunicou que a Corregedoria não aceitaria mais que nenhuma Detetive de Nova York fosse solteira. Disse também que não poderia entrar em detalhes sobre o assunto porque era um caso que corria em segredo de justiça, tanto que eu nem procurei me informar a respeito. Eu acreditei no senhor. E agora eu encontro a Detetive Mary Newman, que continua solteira, e ela não me pareceu nem um pouco abalada ou preocupada em perder o emprego ou algo do tipo. Ao contrário de mim, que fiquei mortificada só com a ideia de não poder mais exercer minha atividade de Detetive de polícia. Ainda bem que eu e o Castle nos entendemos e compreendemos que existia amor entre nós e aí ele me pediu em casamento. E agora estou aqui, casada, feliz, mas nem por isso posso deixar de buscar explicação para o que está acontecendo ou para o que aconteceu. Não estou entendendo, Capitão.

— Kate, eu posso te explicar. Eu vou tentar fazer você entender.

— Tente, Capitão. Eu estou esperando. Se preferir eu posso entrar na sua sala para o senhor me explicar.

— Minha querida Kate. Eu vou te explicar. Mas a explicação que eu quero dar, eu posso falar aqui mesmo. – Ele olhou para todos da delegacia. – Com exceção de você, do Castle e da Lanie, todos aqui já sabem. – Montgomerysorriu e ela o olhou confusa, olhou para os colegas e para o marido. Todos estavam olhando para ela. O Capitão continuou — Muito me admira, Kate, que você aceitou aquela determinação estúpida. Muito me admira que você não a tenha objetado. Logo você, que sempre foi contestadora, sempre gostou de ver tudo preto no branco, que sempre é de ir atrás daquilo que acredita. Logo você que detesta injustiça. Logo você que é tão estudiosa e saberia que aquela determinação é inconstitucional. Muito me admira que você tenha acreditado e a tenha aceitado.

Incrédula, e com cara de poucos amigos, Kate andou um pouco para trás, encarou o Capitão e falou – O que o senhor está querendo dizer? Que tudo aquilo que o senhor me falou não passou de uma farsa? O senhor teve coragem de fazer isso comigo, mesmo depois de convivermos por tantos anos? – Kate estava irritada. Ela olhou para Esposito e Ryan com os olhos soltando fogo. — Vocês dois, vocês são meus amigos e trabalham comigo há mais de dez anos. Sabiam de tudo e viram o estado em que eu saí naquele dia e não me falaram nada? Foram incapazes de me alertar! Não estou acreditando.

— Gente, vocês fizeram isso mesmo? – Castle estava sério, mas não estava chateado, afinal de contas, aquela brincadeira, mesmo que tenha sido de muito mal gosto, serviu para ele se acertar com Kate. Por isso, não podia reclamar, então achou melhor não falar mais nada. Iria ficar calado.

Esposito e Ryan levantaram as mãos para o alto e os dois falaram quase que ao mesmo tempo – Culpado.

Ryan falou – Kate eu não podia falar. Desculpa.

— Chefinha, foi para o seu próprio bem. Acredite. – disse Esposito, sorridente.

— Não estou acreditando no que estou ouvindo. Castle, diga que eu não estou maluca.

— Kate... – Castle ia falar alguma coisa, mas o Montgomeryo interrompeu.

— Kate – o Capitão falou – O que eu fiz e combinei com o pessoal da delegacia para participar comigo, foi para o seu próprio bem. Acredite. Ninguém aqui na delegacia aguentava mais ver você e o Castle juntos, apaixonados um pelo outro, mas brincando de esconde-esconde como gato e rato ou brigando um com o outro feito cão e gato, tudo por causa desta incrível química que vocês têm, mas não queriam aceitar ou acreditar que o que vocês possuem de mais bonito e mágico não era somente a química e sim, amor. Você ouviu, Kate?

— Sim. Mas ainda não entendi aonde o senhor quer chegar. – Kate estava pasma.

— Kate, você é inteligente. Eu a tenho em grande conta. Não se subestime. O que eu pretendia aquele dia é que você e o Castle se acertassem. E eu acertei em cheio. Eu tinha certeza que assim que saísse da minha sala com aquela notícia bombástica que eu te dei, você ficaria muito triste e arrasada e, conhecendo o Castle como eu conheço, eu tinha certeza que ele não deixaria você ir para casa sozinha. Eu tinha certeza que ele iria te apoiar, pois, apesar de vocês estarem sempre brigando, ele nunca foi de ficar chateado com você, muito pelo contrário, ele sempre foi paciente, acolhedor e muito gentil com você, porque estava na cara dele que ele era louco por você. Estava na cara dele que ele te amava e por isso, ele não iria deixar que você sofresse naquele momento. Então, “bingo!” — o Capitão sorriu – Eu tinha certeza que ao apoiá-la num momento tão difícil, vocês finalmente iriam se acertar. Vocês iriam finalmente se dar conta que se amavam e não deu outra. Vocês se entenderam, aceitaram o amor que sentem um pelo outro e hoje estão casados e felizes.

Kate ainda estava boquiaberta com o plano mirabolante do Capitão. Ela olhou para todos que estavam naquela sala, demorando ainda mais ao olhar bem no fundo dos olhos dos dois detetives que trabalhavam diretamente com ela, Ryan e Esposito. Depois olhou para o marido que, ao encontrar os olhos dela, sorriu e fez uma expressão no rosto como quem diz, “ele acertou, não foi?”.

Ela respirou fundo, olhou novamente para o Capitão e falou – Capitão, eu quero que o senhor saiba que estou muito chateada, muito chateada mesmo, porque o senhor me fez de tola perante todos deste distrito. Contudo, apesar de todo o sufoco que eu passei, eu agradeço imensamente por ter me unido ao Castle. Sim, nós percebemos o que vocês todos já sabiam. Nós nos amamos. Nós nos casamos por amor. Estou feliz como nunca fui em toda a minha vida e tenho certeza que ele também. – Ela olhou para o marido, sorriu para ele e recebeu um sorriso maravilhoso, cheio de amor, que a fortalecia e a encorajava. Também não posso negar que se não fosse por esse seu “jogo” – ela fez um gesto de aspas com as mãos — talvez eu e o Castle ainda nem estivéssemos namorando, muito menos casados. Não sei. Não temos como saber. Sei também que apesar de ter sido uma brincadeira de muito mau gosto, foi boa o bastante para mim e para o Castle. Portanto, mais uma vez eu repito: Estou muitíssimo chateada por terem me feito de tola. Mas, apesar de tudo isso, apesar de terem me feito de boba, eu só tenho a agradecer. Então, pessoal, muito obrigada. Se para eu e o Castle entendermos que existia amor entre nós foi preciso que eu passasse por isso, eu me rendo. Eu realmente não tenho palavras para agradecer a vocês. Kate agora sorria. Um sorriso espontâneo que traduzia toda a sua felicidade. Ela abraçou o Capitão e em seguida deu um beijo estalado no seu rosto.

A comoção foi geral no distrito. Todos respiraram aliviados e aplaudiram. Kate foi em direção ao marido que a abraçou e beijou sua testa e falou baixinho somente para ela ouvir – Estou aliviado que você não vai pedir o divórcio, amor, e também porque não atirou em todos aqui dentro deste distrito e melhor ainda, não deu um tiro certeiro no Capitão, em Ryan e no Espo.

— Com aqueles dois eu me acerto depois. – Ela falou baixinho e sorriu. Em seguida, Kate o abraçou e o beijou, sem nem mesmo se importar que estavam dentro da delegacia. Isso só serviu para todos aplaudirem novamente o casal.

Quando o beijo terminou, Castle, que mantinha Kate junto a si, falou alto para todos ouvirem – Então, para celebrar a felicidade da minha mulher e a minha eu quero convidar todo o distrito para irem hoje, às 19 horas, ao “The Old Hunt”. Vai ser por minha conta. Eu e a Kate estaremos lá esperando. – Houve mais aplausos — Um momento! Um momento! – Castle controlou o pessoal. – Capitão eu vou aproveitar esta oportunidade para também agradecer a todos vocês. Também quero falar uma coisa. Por mais que minha imaginação de escritor seja fértil, por mais que eu tenha sempre aquelas minhas idéias maravilhosas, mas que vocês chamam de “teorias malucas” – todos riram — eu preciso admitir uma coisa perante você, Montgomery: Eu não conseguiria bolar um plano melhor do que este para finalmente ter a Kate para mim. Parabéns!

Todos deram risada com aquela confissão do Castle e Kate o olhou toda derretida e mais uma vez deu um beijo nele perante todos e, ao final, piscou para ele e sussurou – Eu te amo.

Neste momento, Castle todo sorridente, de mãos dadas com a Kate, vai em direção ao Capitão – Montgomery, eu sei que você é muito sensível e esperto, portanto já percebeu que a Kate, apesar de muito feliz, ficou muito abalada com todos esses acontecimentos, com toda esta novidade, com toda esta “brincadeira” que fizeram com ela. Então, com certeza você não vai se importar de ela não ficar para trabalhar hoje, afinal de contas, por mais inteligente e capaz que ela seja, ela não tem condições nenhuma de comandar uma investigação de homicídio hoje. Ela precisa se recuperar.

Montgomeryolhou para Castle e para Kate e ficou desarmado, com cara de “paisagem” e ficou sem palavras. Tentou falar – Haammm!... É?... Então tá. – O Capitão não esperava esta reação por parte do Castle, mas logo em seguida se recuperou e, sorrindo, brincou com o escritor. – Castle, você se casou com a melhor e a mais bonita Detetive de Nova York, mas não pense que vai tirá-la daqui, você está entendendo? – sorriu. – Está bem, Castle. Leve sua esposa para se recuperar desta brincadeira, mas amanhã esperaremos por vocês. – Todos deram risada e acompanharam, com os olhos, Kate e Castle irem de mãos dadas em direção ao elevador.

Já no interior da cabine do elevador, assim que as portas se fecharam, Kate olhou duro para o marido e disse – Senhor Richard Castle, desde quando V. Sa. tem autorização para decidir por mim se eu posso ou não posso trabalhar? Se eu tenho ou não tenho condições de trabalhar? Estou esperando uma resposta, Castle.

Sem se intimidar com a valentia da esposa, ele sorriu, a abraçou apertado, deu um selinho nela e respondeu – Kate, Kate. – sorriu. – Desde que eu vi ali uma excelente oportunidade para nós ficarmos mais um dia em casa bem juntinhos, curtindo a nossa lua de mel. E nem me venha com aquela história de tentar me assustar dizendo que você anda armada. Não vai colar! E também não venha tentar puxar minha orelha ou apertar meu nariz, porque, querida, já chega, né? – ambos sorriram – E te digo mais, eu estou com um desejo tão grande de te agarrar e fazer amor que você não tem ideia. – ele sorriu para Kate e ela que imediatamente o enlaçou pelo pescoço e o beijou apaixonadamente.

Ao soltá-lo ela falou sorrindo – Amor, eu amei esta sua ideia! Você é um gênio! E tem mais; eu adoro esse seu fogo. Eu também estou com muita vontade de fazer amor com você. Vamos logo.

Assim que chegaram à rua, ela caminhou em direção ao carro. De repente ela parou e viu que ele não estava ao seu lado e sim estava um pouco mais atrás, parado só a admirando.

Então, sorrindo, cheia de amor e desejo, Kate se dirigiu sensualmente para ele – Então, Castle, você não vem?

FIM

Notas finais
Aaaiiinnn!!!!Esperam que tenham gostado de ler como eu gostei de escrever.Comentem, please!!!!Estarei esperando nos comentários, viu???E não se esqueçam: indiquem temas para serem abordados nos próximos capítulos.Beijinhos açucarados. Denise