Molly & Arthur
10 Sorvetes e Sanduíches
Notas iniciais
Capitulo 10:
31 de Julho de 1963
Eles se sentaram numa das mesas da parte externa da Sorveteria Florean Fortescue. Logo foram atendidos pelo dono que apareceu com duas taças trazendo o pedido dos dois que se tratava de sorvete de pistache com creme de amendoim para a moça e pêssego com geleia de amora para o rapaz.
Eles por um tempo ficaram em silencio enquanto comiam talvez pela falta de assunto que de repente surgira então sendo resolvido pela ruiva que se voltou para o rapaz a sua frente e perguntou.
_ Quais são as aulas extracurriculares que você escolheu para tomar este ano, Arthur? — perguntou Molly.
_ Eu escolhi Estudo trouxas – falou Arthur.
_ Naturalmente — interrompeu Molly sorrindo discretamente enquanto tomava seu sorvete.
_ E eu também optei por Trato de Criaturas Magicas – terminou Arthur ao que a ruiva lhe olhou surpresa então ele deu de ombros antes de levar uma colherada à boca – meus irmãos tomaram esta matéria e me disseram que é divertido.
_ me parece perigoso isso sim – falou Molly.
_ talvez, mas não haja tantas ocorrências assim de alunos sendo mandados para a ala hospitalar por conta desta aula – disse Arthur – já o professor é outra historia, você o conhece não? Professor Silvanus Kettleburn.
_ só de nome – falou Molly.
_ me contaram que ele é um bom professor apesar de ser meio descuidado e inconsequente já que perdeu alguns membros durante as aulas para as criaturas que estava demonstrando para a classe – disse Arthur ao que Molly lhe olhou espantada.
_ isso é terrível – respondeu Molly escandalizada – bem, isto só conta pontos negativos para a matéria ainda bem que eu não a escolhi.
_ e quais foram suas escolhas? – perguntou Arthur.
_ eu estava pensando em Estudo de Magia Domiciliar – falou Molly ao que o rapaz franziu a testa sem compreender.
_ não conhecia a existência deste curso – confessou Arthur – do que se trata?
_ nós aprendemos feitiços domiciliares, você sabe? – disse Molly animada — Do tipo que serve para limpar, lavar, tricotar, cuidar do jardim, cozinhar e até umas aulinhas básicas de primeiros socorros que segundo falaram são bem uteis.
_ e tem este curso em Hogwarts? – perguntou Arthur ainda surpreso – se não fosse você dizer acho que eu não saberia.
_ foi sugerido a todas as meninas – disse Molly – não sei se algum garoto vai estar interessado a fazer este curso – ela mexia com sua colher no sorvete o levando aos lábios.
_ oh, com toda a certeza de que não vão estar – riu Arthur – mais me diz o que te faz querer fazer algo assim? Parece que você já sabe algo sobre isto e até poderia aprender mais sozinha.
_ não sei, acho que seria uma boa experiência até porque Mary Elizabeth falou que iria fazer também quando eu contei que estaria interessada – disse Molly – é importante para ela já que nasceu trouxa e desconhece este tipo de coisa.
_ ela ira entender se você quiser fazer alguma aula diferente como Estudo dos Trouxas, por exemplo – falou Arthur tentando soar delicado.
_ não, eu quero esta matéria apesar de Andrômeda ter me dito que não faria por achar um machismo descarado aconselhar este tipo de aula para as alunas – disse Molly — e para mim também é importante até porque eu terei uma família um dia além de que pode ser uma boa experiência.
_ tudo bem – disse Arthur mantendo os olhos em seu sorvete – se você quer assim – um silêncio surgiu entre eles novamente em que apenas o som das colheres sendo arrastados nas taças foi escutado.
_ Se me recordo bem Estudo de Magia Domiciliar é no mesmo horário que Trato de Criaturas Magicas – falou Molly – acho que vou preencher o meu tempo extra que esta faltando com Estudo dos Trouxas.
_ Então, você vai tomar Estudo dos Trouxas comigo? – falou Arthur ao que a garota lhe olhou sorrindo levemente colocando os cotovelos apoiados na mesa.
_ sim, é isto que estou dizendo – respondeu Molly fazendo o garoto sorrir então se voltando para sua taça e pousando a colher no seu interior vazio.
_ legal – foi apenas isto que disse Arthur apesar de que se podia ver em sua expressão o quão importante era aquela decisão tomada por ela – você vai gostar pode ter certeza.
_ você bem que poderia me dizer algumas coisas sobre os trouxas — falou Molly após tomar um pouco de seu sorvete — para que eu não passe vergonha nas aulas.
_ bem, talvez se você quiser me ouvir – disse Arthur dando de ombros – Billius diz que eu consigo ser maçante quando começo a falar sobre os trouxas porque segundo ele eu fico tão empolgado que perco a noção de que as vezes algumas coisas acabam soando chatas.
_ bem eu não me importo – falou Molly sorrindo e ele fez o mesmo de um jeito mais discreto enquanto ajeitava os óculos no nariz – então, o que acha que seria mais interessante para eu saber inicialmente sobre os trouxas? – ela continuara tomando seu sorvete enquanto o ruivo arrastara a sua vazia para o lado e apoiando os cotovelos na mesa e as mãos sob o queixo.
Arthur falou um tempo sobre os trouxas e a ruiva ficou lhe escutando parecendo bastante interessada e atenta. Ele lhe disse o modo como àquelas pessoas conseguiam viver sem magia e descreveu alguns aparelhos deles na aparência e como funcionavam mesmo que Arthur achasse por algumas vezes ela não deveria estar prestando muita atenção afinal o que o rapaz estava falando era simplesmente contando coisas que havia descoberto espionando os vizinhos e vasculhando suas latas de lixo. Porém esta ultima parte decidiu deixar de fora afinal ela certamente iria olhar para ele de modo estranho caso soubesse.
O ruivo poderia ter parado de falar se quisesse, mas toda a vez que pensava nisso ao olhar para aquela garota a sua frente parecendo tão focada nele de um modo que nunca antes pensou ter ocorrido apenas fazia com que ele quisesse que o tempo se estendesse cada vez mais.
Então quando estava bem no meio descrevendo como os trouxas usavam um sistema de correios em que usavam pessoas em vez de corujas para entregar correspondências foi que o casal foi interrompido pelo dono da sorveteria que viera até a mesa deles.
_ desculpe interrompe-los – disse o Sr. Fortescue se aproximando – mas nosso horário de fechar está próximo então se não for muito incomodo para vocês.
Arthur olhou ao redor e pode notar que haviam acabado por serem os únicos clientes ainda presentes e lá fora o sol se punha o que fez com que o ruivo se perguntasse o quanto tempo haviam ficado ali. Molly parecia ter notado a mesma coisa ainda mais se levando em consideração que seu sorvete havia acabado há algum tempo.
_ oh, sim senhor Fortescue – falou Molly levando a mão aos bolsos das vestes – quanto lhe devemos? – ela retirara sua bolsa de dinheiro das vestes e foi naquele momento que Arthur não sabia onde colocar a cara especialmente quando o bruxo a sua frente parecia encara-lo esperando alguma atitude dele.
_ oh, bem... – disse Fortescue tossindo tentando disfarçar o desconforto ao que parecia ele esperava que Arthur fosse interromper a garota e se oferecer para pagar algo que o ruivo gostaria de fazer se tivesse dinheiro para fazê-lo — são dois galeões e cinco sicles pelas duas taças.
_ certo, está aqui o dinheiro – falou Molly deixando cair às moedas na mão do sorveteiro que guardou nas vestes – seus sorvetes estão maravilhosos como sempre – o bruxo sorriu — obrigado por tudo senhor Fortescue.
_ eu que agradeço – disse Sr. Fortescue – espero que voltem e mande lembranças a seu pai por mim Molly – a ruiva assentiu enquanto o bruxo saia de perto levando as taças vazias de sorvete em uma bandeja.
_ ele te chamou pelo nome – falou Arthur – você costuma vir sempre aqui? – ele começou a se levantar de seu lugar a mesa.
_ meu pai trabalha no Beco Diagonal – explicou Molly — então às vezes em que o acompanhávamos até a loja – ela começou a se levantar acompanhando o ruivo a sua frente – e nós costumávamos vir aqui para tomar sorvete.
_ e por que pararam? – perguntou Arthur e a garota lhe olhou confusa – digo, você disse que costumavam vir aqui o que quer dizer que já o não fazem a algum tempo e deve ter um motivo para isso.
_ bem, nós continuamos a vir só que não todos – disse Molly de um jeito hesitante num tom de voz meio baixo – só que agora é mais raramente porque não é a mesma coisa de antes.
_ era um programa em família – disse Arthur pesadamente percebendo ter tocado em um assunto delicado afinal tinha entendido seu erro – não era apenas seu pai que vinha com você e seus irmãos – ele abriu a porta e ambos saíram da sorveteria.
_ não – respondeu Molly – minha mãe costumava vir também.
_ desculpe ter perguntado – falou Arthur arrependido – não queria ser indelicado e fazê-la lembrar disto – a ruiva passou a mão no rosto do rapaz uma atitude que o fez se arrepiar, porém ele não disse nada.
_ tudo bem Arthur – respondeu Molly – não me sinto tão mal por me lembrar da minha mãe quanto pode parecer porque acho que eu devo fazer isso do contrario pode ser que eu me esqueça dela.
_ certo – suspirou Arthur tentando mudar de assunto – você viu o modo que o Sr. Fontescue me olhou quando viu que não era eu que iria pagar a conta? — a garota acenou negativamente – é suspeitei porque você estava pegando o dinheiro.
_ como foi o olhar? – perguntou Molly rindo levemente.
_ ele estava me julgando – falou Arthur – eu te disse que é norma do cavalheirismo pagar as coisas quando se esta com uma dama – ela começou a rir mais intensamente ao que o ruivo continuou falando parecendo embaraçado ainda mais — e agora o que deve estar pesando de mim? Certamente que sou um folgado por não pagar a conta.
_ eu pago sorvete para meus irmãos – disse Molly – acho que ele não ia dar muita importância achando que você deve ser alguém da minha família.
_ certamente ele não me confundiu com seus irmãos a menos que tenha algum que eu não saiba que é maior que você – falou Arthur enquanto eles se encaminhavam pela rua.
_ não – respondeu Molly parecendo se divertir pois estava rindo tanto que seu rosto estava ficando corado — eu não tenho – ela se controlou antes de continuar – mas pode ter pensado que você era algum primo meu porque nós dois somos ruivos.
_ oh, sim isto melhora muito as coisas – falou Arthur sarcástico – e não somos tão parecidos para sermos confundidos como da mesma família pelo menos é o que acho.
_ está tão incomodado com o fato de eu ter pagado a conta? – falou Molly arqueando a sobrancelha e colocando as mãos na cintura enquanto ambos paravam enfrente a Floreios e Borrões – por Merlin, Arthur eu pensei que você fosse mais mente aberta e não iria ter seu orgulho ferido só porque eu fiz algo que geralmente são os homens que fazem.
_ eu só fiquei incomodado – respondeu Arthur que se apoiou na vitrine da loja – queria ter pagado a conta – acertou os óculos novamente no nariz — porque queria que tudo saísse bem afinal você estava comigo e é nossa primeira vez que saímos juntos então...
Arthur se interrompeu deixando sua voz morrer então levando o olhar para a garota a vendo lhe encarar com uma face que não soube identificar apesar de achar que fosse algo entre surpresa e outra que desconhecia.
_ se é tão importante assim – falou Molly depois de alguns segundos em silêncio apenas lhe olhando – da próxima vez deixarei que você pague a conta – e riu fazendo o garoto reparar em algo num dos cantos de sua boca – o que foi?
_ tem um pouco de sorvete – disse Arthur então se aproximando e com a ponta dos dedos limpou o cantinho da boca da ruiva onde restaram algumas gotas de creme – pronto já não tem mais – a garota pareceu desconcertada passando a mão em seu rosto aonde a momentos atrás ele estivera com os dedos.
_ acho que nós estamos perdendo tempo aqui fora – falou Molly num sussurro com a voz nervosa e então suspirando – vamos? – ele assentiu e então a vendo passar a seu lado e entrar na loja pela porta.
1° de Setembro de 1963
Arthur foi acordado pelo relógio despertador que havia trabalhado no conserto durante os últimos dias de férias. Não era tão difícil quando se sabia o que fazer até porque teve sorte em encontrar um que havia sido jogado fora com o manual de instruções.
Ainda meio sonolento se arrastou na cama até próximo da beirada da janela onde se encontravam seus óculos que rapidamente colocou então parando o despertador que segundos depois tornou a tocar novamente. Ele tentou mais uma vez e ocorreu de novo dele despertar segundos depois e pela quarta vez foi à mesma coisa. Então suspirando foi que o ruivo pegou o objeto que vibrava enquanto ainda batia seu sino eufórico e o colocou dentro da gaveta do criado mudo.
Ele se encaminhou até o alçapão no chão de seu quarto e abriu então descendo a escada. Logo Arthur estava no corredor e se dirigiu até o banheiro onde começara a escovar os dentes sendo que acabou por ver seu irmão mais velho parado na passagem da porta o olhando.
_ bom dia Artie – disse SJ para o irmão caçula – é hoje que vocês vão retornar para a escola não? – o garoto assentiu enquanto se abaixava para limpar a boca na agua corrente – menos mal isto facilita um pouco as coisas para mim.
_ o que quer dizer? – questionou Arthur enquanto secava a boca com a toalha então passando a lavar o rosto na pia.
_ para eu tomar alguma atitude sobre o que aconteceu ontem – disse SJ suspirando enquanto passava a mão na nuca — o Billius descobriu sobre a Danielle.
_ eu nunca falei nada para ele sobre a sua namorada – respondeu Arthur enquanto guardava sua escova e pasta no armarinho do banheiro — como ele conseguiu descobrir?
_ o intrometido do nosso irmão deve ter suspeitado de algo porque ele conseguiu interceptar uma das cartas que a Danielle me mandou – falou SJ franzindo a testa em desgosto por aquela lembrança – então ontem ele me questionou sobre ela foi surpresa para mim porque foi apenas uma tirada de sarro e zoação nada como o que eu estava esperando.
_ e o que você esperava? – riu Arthur e o mais velho deu de ombros – afinal esse tipo de brincadeira é bem dele fazer.
_ sei lá — respondeu SJ — algo mais chamativo talvez por isso mesmo que acho que ele esta planejando alguma coisa porque ainda não falou aos nossos pais.
_ então diga antes que ele possa – disse Arthur.
_ é o que estava pensando em fazer – falou SJ – do contrario eu não quero pensar o que Billius poderia fazer talvez armar alguma coisa para eu como chamar ela aqui quando eu não estiver e apresenta-la aos nossos pais até mesmo pode ser que ele venha a querer tirar proveito e me chantagear.
_ eu não acho que ele poderia ser tão baixo assim – respondeu Arthur – chantagem esta fora de cogitação de acontecer até porque vocês são irmãos e isso é algo errado que se mamãe ou mesmo papai descobrissem ia ser pior – ele então enxugara o rosto na toalha.
_ sim – falou SJ – pode ser.
...
Arthur desceu ao lado de SJ para a sala de estar conversando sobre como são as aulas de Trato de Criaturas Magicas com o mais velho dando alguns conselhos bastante uteis ao caçula e lhe alertando sobre algumas peculiaridades do professor.
Eles então irromperam na cozinha logo vendo que havia ali alguém mais que não era da família algo que fora uma surpresa para ambos apesar de que no caso de SJ fora mais um choque a expressão que poderia descrever melhor sua face.
Danielle Clearwater se encontrava ali sentada na cadeira que geralmente era ocupada por visitas. A aparição de ambos fez os olhares se desviarem para eles a conversa que parecia estar sendo agradável entre Cedrella e Danielle fora interrompida. Septimus desviara os olhos do Profeta Diário enquanto pousava sua caneca na mesa e se voltava para encarar os filhos.
_ finalmente acordaram – disse Septimus – estávamos achando que teríamos de ir chamá-los – ele indicou as cadeiras à mesa – sente-se para tomar o café da manhã.
_ Danielle? – falou SJ parecendo encontrar voz quando caminhava até ela sendo que a garota se levantou assim que ele estava próximo o suficiente.
_ Bom dia – respondeu Danielle Clearwater – sua mãe estava me contando sobre a época dela em Hogwarts ao que parece ela estudou na mesma turma de um tio meu.
_ sim – falou SJ tentando processar o que acontecia — mas o que você faz aqui?
_ desculpe-me pela indelicadeza do meu filho Danielle – falou Cedrella olhando seriamente para o filho quando colocava na mesa um prato com panquecas – acho que alguém se esqueceu de que tinha convidado a namorada para tomar café da manhã e apresenta-la aos pais.
_ oh, sim... – falou SJ parecendo compreender as coisas enquanto tomava seu lugar ao lado da namorada na mesa – bem, eu acho que realmente me esqueci.
_ compreensível é o stress do trabalho – disse Septimus – Danielle nos contou que trabalham na mesma área, agora que estou me lembrando de que eu acho que já vi vocês algumas vezes juntos conversando no ministério.
_ Bom dia família – disse Billius entrando na cozinha parecendo cantarolar alegremente – mais quem é essa bela visão que temos aqui? – ele sorriu ao notar Danielle – como esta Clearwater? Há quanto tempo.
_ é bom vê-lo também Billius – respondeu Danielle enquanto o rapaz tomava uma cadeira de frente para o namorado dela – soube dos seus resultados nos N.O.Ms.
_ impressionante não é? – disse Billius se servindo de panquecas – é claro que o que fiz é pouco comparado ao seu namorado este sim mostrou que não há apenas beleza na nossa família – ele então parecera procurar algo na mesa – será que você poderia me passar o leite SJ?
_ claro – disse SJ numa face que transparecia o quanto ele não estava muito feliz com tudo aquilo acontecendo – aqui esta – ele passou a jarra de leite ao irmão.
_ Arthur volte lá para cima e troque de roupa – falou Cedrella chamando a atenção do caçula que até então estava nos dois mais velhos – você esta me escutando?
_ hã? – falou Arthur despertando.
_ vá se trocar – disse Cedrella e o caçula então notou que ele ainda vestia pijamas e por terem visitas era uma falta de educação tomar café da manhã ainda mais pelo que pode ler no olhar da mãe o garoto soube que ela queria causar uma boa impressão na nova nora.
_ eu já volto – disse Arthur tornando a subir as escadas agora não podendo conter o riso ao perceber a situação que Billius criara para SJ.
...
Arthur desaparatou com os pais num beco próximo a estação de King Cross logo soltando o braço da mãe. Eles então saíram daquele lugar se encaminhando rapidamente pela calçada rumo à estação de trem sendo que no caminho todo Cedrella falou sobre a visita que haviam tido aquela manhã ao que parecia ela havia aprovado a garota que o filho tinha escolhido para namorar.
Logo que chegaram à estação os rapazes conseguiram os carrinhos para suas bagagens. Arthur então se dirigiu a barreira entre as plataformas nove e dez enquanto empurrava o carrinho de malas. Seus pais ficaram olhando para os lados para se certificarem de que não havia ninguém olhando na direção em que estavam.
Com um aceno discreto o pai dos rapazes acenou positivamente então os dois entenderam o sinal como a autorização de passe e assim eles cruzaram a parede. Num segundo, os dois atravessaram a que pela visão era uma solida parede de metal e os dois saíram na plataforma 9 ¾ .
Seus pais surgiram logo depois e a família se encaminhou na direção do Expresso de Hogwarts, um grande trem vermelho que naquele momento liberava baforadas de fumaça. Os quatro tiveram de mover entre os bruxos que haviam ido embarcar seus filhos.
Billius e Arthur saíram andando até os últimos vagões do trem e passando por algumas cabines cheias logo encontraram uma vazia em que deixaram suas bagagens então retornando a descer para que pudessem se despedir dos pais.
Cedrella beijou os filhos e os abraçou pedindo para que se comportassem algo que não era muito para Arthur já que ele dificilmente fazia algo que pudesse ser considerado errado. Ao se separar do abraço sua mãe passou as mão no rosto do filho e lhe ajeitou os cabelos.
_ cuide-se querido – disse Cedrella sorrindo para o caçula que fez o mesmo.
Após se despedirem do pai foi questão de poucos segundos que o apito do trem soara. Arthur e Billius embarcaram e correram para a porta da cabine e o mais velho a abriu se afastando para que o irmão pudesse entrar e logo fazendo o mesmo. Os dois abriram a janela e se debruçaram para acenar para os pais até o trem fazer uma curva e o casal desaparecer de vista.
_ ah, finalmente rumo a Hogwarts – falou Billius se deitando no banco – e ai animado com o novo ano? – o caçula assentiu enquanto cruzava as pernas sobre seu assento.
_ sim por conta das aulas novas – disse Arthur – estou ansioso para as aulas de Estudo dos Trouxas tanto que li o livro algumas vezes durante as férias.
_ algumas? Esta sendo modesto – riu Billius – você devorou aquele livro pelo menos uma dezena de vezes que eu sei se duvidar acho que deve até ter memorizado alguns trechos.
_ como pode ter certeza? – questionou Arthur.
_ ora, simplesmente porque eu convivo com você a minha vida toda Artie – falou Billius cruzando os braços debaixo da cabeça – eu sei que estudar sobre trouxas é algo que faz parte de um de seus principais interesses.
_ falando em interesses – disse Arthur – qual foi o que levou você a fazer aquilo hoje?
_ seja mais claro comigo irmãozinho – respondeu Billius – sobre o que você esta se referindo?
_ você chamou a namorada do nosso irmão para tomar café com a família – falou Arthur – sendo que ele ainda não havia dito nada a respeito dela para os nossos pais.
_ ah, e você sabia não é? Seu safado – disse Billius se sentindo traído – ele te contou que estava namorando a Danielle e você ficou na sua nem para me dizer algo a respeito disto.
_ ele pediu que eu guardasse segredo – respondeu Arthur – SJ não estava preparado então tive de respeitar seu pedido e esperar que chegasse a hora em que nosso irmão diria sobre ela.
_ e há quanto tempo você sabe? – questionou Billius.
_ há algum tempo já – disse Arthur achando que seria melhor não falar que tinha conhecimento desde o inicio – mas me diz ai como você conseguiu fazê-la vir?
_ fácil se você quer saber – respondeu Billius – ela estava meio que chateada com isto dele não querer contar para nossa família então eu propus para colocarmos um fim nisto sem precisar esperar para alguma atitude do SJ.
_ então vocês dois armaram tudo? – perguntou Arthur
_ foi isso que te falei não? – disse Billius se apoiando nos cotovelos para olhar para o terceiranista – não é como se eu a tivesse enganado apenas decidimos que estava na hora de acontecer e acredite fiz isto pelo bem dele porque se ele continuasse assim talvez perdesse a garota.
_ é você tem razão – respondeu Arthur – você sabe que agora mamãe vai falar para você que deveria arrumar uma namorada fixa não é? Sabe que ela não aprova que fique saindo com varias garotas ao mesmo tempo.
_ seria maldade com a população feminina de Hogwarts se minha pessoa se prendesse a uma garota apenas – disse Billius – mamãe vai ter que se contentar com uma nora apenas por enquanto até você encontrar uma que te fisgue o que acredito que não demorara muito.
_ ao que se refere? – perguntou Arthur ao que o rapaz riu.
_ não se faça de inocente Artie – disse Billius – só vou te dizer que se demorar em agir pode acabar se arrependendo a menos que queira uma ajuda o que você sabe que sempre pode contar comigo para dar um empurrãozinho.
Então o som de batidas na porta foi escutado e Arthur se levantou para ver quem se tratava ao abri-la encontrou parada ali Molly que trazia seu malão em uma das mãos enquanto na outra para estranhamento inicial do ruivo havia uma gaiola em que se encontrava um gato.
_ oh, alô Molly – disse Arthur fechando a porta atrás de si – quer falar comigo?
_ oi Arthur – disse Molly soltando à gaiola e o malão no chão — bem, não na verdade – ela colocou uma mexa de seu cabelo para trás da orelha — será que poderia ficar aqui com vocês? É que eu não encontro às garotas e o resto do trem esta cheio.
_ claro, sem problemas – falou Arthur estendendo as mãos para pegar as coisas da garota.
_ você não precisa fazer isto – disse Molly – posso muito bem me ajeitar sozinha.
_ não se preocupe não me importo de poder ajuda-la – respondeu Arthur ajeitando os óculos antes de pegar a gaiola com o gato – pode entrar se quiser – ele indicou a com a cabeça a porta.
_ quem está ai fora Artie? – perguntou Billius abrindo a porta apenas para que sua cabeça pudesse aparecer e dando de cara com a garota então esbanjando um sorriso – oh, olá Molly — ele terminou de abrir a porta – então você vai ficar com a gente na nossa cabine?
_ se não se importar – disse Molly.
_ ah, até parece que nós não iriamos querer você aqui – respondeu Billius então dando passagem para a garota e fazendo uma reverencia — será um prazer tê-la com a gente.
A garota entrou e os rapazes instalaram as bagagens dela no bagageiro. Arthur tomou o lugar ao lado de Molly na cabine e agradeceu mentalmente por seu irmão ter a decência de não deitar novamente no banco dele o que pensou que caso visse a garota fosse repreendê-lo ou dizer algo a respeito.
_ não sabia que você tinha um gato – falou Arthur assim que se sentou em seu lugar.
_ nós temos o Sr. Bigodes — disse Molly — mas ele ficou em casa porque ele é preguiçoso demais e papai já o estragou a algum tempo ao lhe dar algumas coisas não tão próprias para um gato comer o que certamente o impediria de não querer vir comigo para a escola.
_ seu pai não sabe que não se pode dar comida humana para animais que isto faz mal a eles? – perguntou Arthur – quero dizer pelo menos é o que meus pais dizem.
_ eu já lhe alertei sobre isto – respondeu Molly — mas ele diz que sabe o que esta fazendo.
_ então quem nós temos aqui? – falou Arthur olhando ainda para o felino que lhe encarava em sua gaiola com os grandes olhos amarelos.
_ aquela é minha gata – disse Molly – a ganhei de meu tio Ignatius a algumas semanas em uma das visitas em que ele e a esposa foram lá em casa – ela fez uma pausa para se ajeitar no lugar – ele me falou que qualquer estudante de Hogwarts precisa de um animal para lhe fazer companhia do contrario as coisas podem ser bem solitárias.
_ seu tio parece ser legal – respondeu Arthur.
_ ele é bem bacana só que o que realmente não entendo é como pode ser casar com uma mulher como aquela — respondeu Molly – digo não é uma pessoa tão ruim assim a minha tia apenas que acho que poderia ter escolhido uma pessoa mais agradável.
_ é aquele seu tio que se casou com uma Black? – questionou Arthur.
_ esse mesmo – disse Molly.
_ então entendo o que quis dizer sobre ele ter escolhido uma pessoa mais agradável – falou Billius que até então estava em silêncio apenas fitando a paisagem através da janela – nossa mãe não fala nos Black, mas pelo que sabemos através do papai e das outras pessoas eles não são flores que se cheiram – tornando a se voltar para encarar a janela.
Silêncio reinou por alguns segundos depois daquela frase até que a garota o quebrou tentando mudar o rumo da conversa. Molly se virou para Billius chamando a atenção dele que novamente se desviou da janela para lhe encarar.
_ Você já esteve em Hogsmeade não é? – perguntou Molly interessada – conhece muita coisa sobre lá? – o sextanista riu levemente do que havia escutado.
_ vai me dizer que não esteve lá antes nem mesmo com sua família? – questionou Billius – é acho que conheço bem o lugar – ele cruzara as pernas e se apoiou no encosto do banco.
_ eu nunca estive lá porque papai sempre esteve ocupado demais para nos levar – respondeu Molly – mas e ai como é? – ela parecia entusiasmada.
_ é um vilarejo bem legal – disse Billius como quem não queria nada — só não me peça para guia-los durante o primeiro passeio de vocês.
_ e por que não? – perguntou Molly.
_ porque uma das partes boas da primeira visita é vocês mesmos visitarem o lugar sem companhia de veteranos – disse Billius – mas posso lhe garantir que é um lugar bem legal.
_ já esteve lá antes Arthur? – perguntou Molly se voltando para o rapaz a seu lado.
_ não – respondeu Arthur – também estou ansioso para conhecer o vilarejo.
_ papai me contou que é soube que é o único povoado inteiramente bruxo da Grã-Bretanha – falou Molly – também li em um livro que tem uma estalagem que foi o quartel-general da Revolta dos Duendes de 1612.
_ deve ser – respondeu Billius – não sou muito ligado nesta de Historia da Magia até porque o professor nosso não ajuda muito afinal aquelas aulas são um tédio que até estou feliz de me livrar dessa matéria este ano.
_ eu quero conhecer a Dedosdemel – falou Arthur então vendo a cara de confusão da ruiva completou – é uma loja de doces que é a melhor de todas que existem – ele pareceu se empolgar — já provei alguns que os meus irmãos me mandaram quando eu ainda não estava na escola e depois quando eles visitavam o vilarejo.
_ a conversa esta muito boa só que este papo de doces esta de dando um pouco de fome – falou Billius se levantando e indo até a porta — acho que vou atrás da senhora do carrinho para ver se ela não me vende alguns mesmo estando ainda um pouco cedo para isto – então saiu.
_ ele saiu tão depressa que nem tive a chance de dizer que não precisava sair porque eu trouxe aqui alguns sanduiches – falou Molly se levantando e indo até o seu malão – odeio estes bagageiros são tão altos.
Molly sempre foi uma garota de estatura baixa desde seu primeiro ano e parecia que não iria crescer muito mesmo já apenas havia ganhado alguns centímetros nos últimos tempos. Ela não conseguia alcançar o bagageiro mesmo que tentasse ficando na ponta dos pés ao que Arthur teve de disfarçar o olhar quando ela fez isto já que estava de saia e inconscientemente o garoto aproveitou a situação para olhar as pernas dela.
_ deixe que eu te ajude – falou Arthur se aproximando dela e tirando o malão ao que a garota se afastou para que ele pudesse pousá-lo no chão – pronto aqui esta – enquanto ela se abaixava tomando cuidado por estar de saia.
_ acho podem ter amassado alguns – respondeu Molly tirando um embrulho do malão – mas tecnicamente ainda é comestível então esta de bom tamanho – ela se voltou para olha-lo – vai querer do que? Eu tenho aqui de carne enlatada, geleia de amora com manteiga de amendoim, queijo e atum.
_ ah, o que você me sugere? – perguntou Arthur enquanto eles tornavam a se sentar no banco e a garota fazia o mesmo ao lado dele.
_ tome pegue esse é de carne enlatada – falou Molly passando ao garoto um deles embrulhado cuidadosamente – espero que goste – ele rasgou o papel que o envolvia e deu uma mordida.
Era um pouco seco talvez amargo mesmo por ser de carne enlatada fosse esperado que fosse. Porém Arthur mesmo mastigando lentamente não sentia que era algo ruim mesmo que não fosse um grande fã de comidas que vinham em latas. Ele deu outra mordida e o gosto pareceu melhorar um pouco talvez por conta dele já tiver se acostumado com o estranhamento inicial.
_ então? – falou Molly se ajeitando em seu lugar e se aproximando mais dele – o que achou?
_ é... Muito bom mesmo – respondeu Arthur de boca cheia o que pode perceber pelo olhar da garota que não lhe agradara muito que o fez engolir o que mastigava antes de continuar – me desculpe.
_ não, tudo bem para mim – respondeu Molly – eu já tinha visto você comendo assim antes não é algo que precisa se preocupar – ela ajeitou uma mexa do cabelo — é só que não estou muito acostumada com isto.
_ é, eu achei que não – disse Arthur – acho que ninguém da sua casa fala de boca cheia.
_ mamãe era bem rígida sobre isto de nós termos bons modos à mesa – respondeu Molly – papai também meio que tentou manter as coisas do mesmo jeito porque ele também acha isto importante.
_ eles estão bons – falou Arthur indicando os sanduiches – dê lembranças ao seu pai por tê-los preparado – a garota riu enquanto estendia um novo embrulhado para o ruivo.
_ para ser sincera – disse Molly enquanto ele aceitava o que ela lhe estendia — não foi ele que fez – o rapaz sorriu enquanto rasgava o embrulho.
_ eu sei – respondeu Arthur – estava brincando apenas era obvio que foi você quem fez – ele deu uma mordida – estão ótimos acho que já pode casar.
_ só por que eu fiz sanduiches? – riu Molly — Oh, claro quem dera fosse tão fácil assim.
Eles conversaram por tanto tempo que nem notaram que o trem já se aproximava da estação. E teriam continuado conversando se não fosse por Billius retornar dizendo que era a hora deles colocarem as vestes escolares porque logo a viagem chegaria a seu fim. Arthur saira para que a garota pudesse se trocar e ficou aguardando do lado de fora com seu irmão.
_ onde esteve? – perguntou Arthur – você demorou pensei que fosse apenas comprar alguns doces – o sextanista deu de ombros então olhando para o mais novo.
_ e eu fui – respondeu então tirando um sapo de chocolate do bolso e o arremessando para o irmão que o pegou – boa pegada — ele puxou uma varinha de alcaçuz e deu uma mordida – você devia tentar o posto de artilheiro este ano.
_ quadribol não é para mim – disse Arthur – e você não pode basear meus talentos por conta de eu conseguir pegar um doce que você arremessou.
_ só estava sugerindo porque seria legal jogar com alguém da mesma família – falou Billius – já joguei com alguns dos nossos primos quando estava no meu segundo ano e foi uma boa experiência talvez com um irmão fosse melhor.
_ então por que demorou para voltar? – falou Arthur tentando mudar de assunto.
_ eu encontrei alguns amigos meus – disse Billius – Mundungus Fletcher conseguiu trazer uma garrafa de whisky de fogo no malão dele sem que a mãe visse – o caçula olhou espantado para o irmão.
_ você bebeu Billius? – falou Arthur parecendo não acreditar no que ouvia — Sabe que mamãe lhe falou que a próxima vez que soubesse que você tinha bebido algo mais forte que uma cerveja amanteigada... – ele foi interrompido antes que terminasse.
_ eu iria ter sérios problemas – completou Billius – não é como se eu não tivesse feito isto antes quero dizer não é só porque uma vez eu passei dos limites que vá parar de beber até porque todos no quinto e sexto ano bebem sendo que alguns até fumam.
_ só tenta pegar leve – aconselhou Arthur ao que o mais velho riu e lhe levou a mão aos cabelos desfazendo o penteado do caçula com um cafuné.
_ não se preocupe – respondeu Billius — eu irei.
A porta se abriu com Molly já devidamente vestida nas suas vestes novas de estudante que ela havia encomendado naquela vez em que Arthur estivera com ela no Beco Diagonal. A garota parecia corada e meio descabelada, porém não fazia muita diferença para o terceiranista que ficou alguns segundos lhe olhando antes de dizer algo.
_ tem alguma coisa errada? – perguntou Arthur.
_ nada demais – respondeu Molly sem folego — fora que eu não consegui pegar a gaiola naquele estupido bagageiro.
Os garotos entraram e Arthur se encaminhou até o bagageiro. Ele esticou o braço e puxou a gaiola com a gata de Molly sendo que o bicho lhe arranhou o fazendo deixa-la cair com um grito de susto.
_ algum problema? – falou Molly se aproximando – ah, ela te arranhou? – a ruiva havia pegado a mão e agora encarava os três pequenos cortes distintos que se encontravam vermelhos – pode deixar que eu vou dar um jeito nisso – ela puxou um lenço do bolso e envolveu a área do arranhão – pronto só que acho que deveria procurar a ala hospitalar para que possam fechar isto com magia.
_ obrigado – disse Arthur ainda olhando para ela desconcertado – ah, olha aqui a gaiola.
_ oh, sim – falou Molly pegando a gaiola com a sua gata que naquele instante lambia as patas – muito obrigada foi muita gentileza de sua parte como sempre é.
_ não foi nada – respondeu Arthur — pelo menos há alguma vantagem em estar espichando tanto – ela riu do comentário dele enquanto aparecia alguém na porta da cabine.
_ olá Molly – falou Andrômeda – nós estávamos te procurando.
_ já estou indo – respondeu Molly então se voltando para o ruivo – bem então nós nos vemos no jantar em Hogwarts – ela então se aproximou e deu um beijo rápido na bochecha do garoto – até mais.
Molly saiu rapidamente antes que o garoto tivesse chance para dizer alguma coisa apenas ficara ali parado sentido seu rosto começar a queimar. A garota simplesmente saiu acompanhada pelo corredor e sumindo de vista antes que ele conseguisse murmurar uma até logo. Billius então apareceu em cena e se encostou à porta tendo no rosto um sorriso maroto então começando a rir levemente ainda olhando fixamente para o irmão.
_ parece que as coisas estão indo bem – disse o mais velho – quem falou que Billius Weasley não sabe quando é para sair de cena? – ele riu ainda mais então entrando na cabine – vamos nos trocar irmãozinho e talvez com sorte possa conseguir um lugar na mesa ao lado dela – e piscou passando por ele e lhe dando um tapinha no ombro.
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