Molla Tempesta

1 Pioggia - Capitolo uno


Notas iniciais
isso era pra ser um 8059, e eu acabei confundindo os numeros 5986 então pra vocês.

Chovia forte e ninguém ousaria sair de casa sem um guarda-chuva, quer dizer, uma pessoa se atreveu a fazer isso. O garoto de cabelos prateados descia a rua com as mãos enviadas no bolso e a cabeça baixa. Porque tinha esquecido o guarda-chuva justo hoje, mas também quem poderia imaginar que choveria com o sol que tinha feito pela manhã.

Caminhava rápido pensou até em correr, mas seria burrice, pois acabaria se molhando mais ainda. Havia acabado de sair da casa do Tsuna, estava a dois quarteirões de lá, poderia voltar porem acabaria dando mais trabalho ao 10° que já tinha de cuidar do Lambo e da I-pin. A chuva aumentava e ele começava a praguejar, xingado até mesmo Yamamoto, associando a culpa por ele ser o Guardião da chuva. Para acabar com o som irritante da água batendo contra o asfalto, resolveu colocar os fones de ouvido, não gostava muito deles, o incomodava, mas era isso ou aquele som infernal. A musica lhe invadiu os ouvidos abafando o antigo som. As pesadas gotas pararam de lhe atingir os ombros, ergue a cabeça olhando em volta até fixar o que lhe cobria, seu coração irradiou, o 10° foi ajudá-lo.

- Juu... Ah! É você! – uma garota de cabelos castanhos segurava a sombrinha sobre ele e ela, mas ainda mantinha o máximo de cuidado para não se encostar ao rapaz – Idiota vai se molhar desse jeito!

- Hahi! A Haru não é idiota!

- Então fica debaixo dessa porra de guarda-chuva! – ele empurrou a sombrinha de volta para ela deixando a chuva atingi-lo novamente.

- Gokudera-kun vai se molhar desse jeito.

- Eu já estou molhado.

O Guardião da tempestade começou a andar deixando a garota para trás. Quando chegou a esquina sentiu algo segurando o seu braço direito e novamente a chuva parara de cair sobre sua cabeça. O rapaz abriu a boca para protestar, mas foi logo interrompido pela garota:

- A Haru não quer que o Gokudera-kun fique resfriado.

Ele fechou a boca não ia adiantar em nada discutir com ela, se tinha alguma coisa que os dois se pareciam era na teimosia. Era até que bom ficar ali, Haru não abrirá a boca desde então, a chuva não atingia mais nenhum dos dois, mas as roupas molhadas incomodavam o rapaz, ocasionalmente eles se esbarravam e Gokudera podia sentir o corpo quente da garota em contraste com sua pele fria por causa da chuva.

Haru estava perdida, não sabia o caminho, nem se quer sabia para onde estavam indo, talvez seria melhor perguntar ao amigo. Não, ele responderia de maneira rude seria melhor deixá-lo levá-la. Eles andaram quase meia hora, dobrando esquinas seguindo em línguas retas, até que ela não agüentou mais e perguntou:

- Gokudera-ku aonde agente está indo?

- Eu vou para casa, mas antes tenho de passar em um lugar. Você devia estar indo para a sua casa!

- A Haru vai com o Gokudera-kun!

- Humpf!

- A Haru vai ficar com o Gokudera-kun!

- Ta! Ta bem! Acho que tem um mercado por aqui...

Gokudera puxou a garota para a esquerda, havia um mercadinho ali, eles entraram e percorreram as prateleiras pegando algumas coisas aleatórias. O garoto passava tanto tempo na casa do amigo que mal tinha tempo de cuidar da própria casa. Fizeram praticamente compras para um mês, de papel higiênico a enlatados.

A chuva agora era só uma garoa fina. O guardião abraçou 4 embrulhos , calculando como levaria o 5°, mas este não durou muito sobre o balcão da loja, o rapaz olhou em volta procurando o pacote, que agora jazia nos braços da Haru, a garota tinha um sorriso estampado no rosto, como sempre diga-se de passagem, Gokudera soltou um muxoxo não irria conseguir se livrar dela tão cedo.

- Já parou de chover. –foi o que ele disse fazendo sua ultima tentativa.

- Não, e a Haru vai te ajudar a levar isso aqui.

- Vai pra casa! Eu já te disse, sua idiota!

- A Haru vai te ajudar!

- ... idiota...

Ele murmurou quase que inaudível, sabia que se ela ouvisse eles discutiriam novamente. Não se importou em pegar aquela garoinha chula, mas Haru insistia em querer dividir o guarda chuva com ele e por esse motivo tornaram a discutir e ambos seguiram emburrados até a chuvinha parar. Parecia ter chovido oceanos de tanta água que descia pela sarjeta. Quando finalmente estavam atravessando a ultima rua um carro passou acelerando sobre a enxurrada molhando os dois da cabeça aos pés. O garoto praguejou xingando o motorista do carro a plenos pulmões, enquanto a garota mal se movia e só se moveu mais rápido quando o outro a chamou incluindo um palavrão que vez corar.

A casa não era nada modesta, parecia uma pequena mansão. Entraram pela sala, um jogo de sofás e uma estante com o melhor que a garota conhecia de Tv e som. Gokudera largou os embrulhos sobre uma mesinha de centro.

- Leve para a cozinha... por favor... – as ultimas palavras saíram de mau gosto enquanto ele apontava para um corredor que deveria dar na cozinha.

O guardião entrou por uma porta e subiu as escadas que levariam aos quartos. Não sabia qual o motive que lhe fazia tentar tratá-la bem, talvez a gentileza que ela lhe fizera? Mas ela o irritava, como podia ser tão idiota a ponto de não perceber quando as pessoas não a querem por perto? Será que ela não vê?

Chegou ao quarto e tirou as roupas amontoando-as em um canto depois cuidaria delas, se vestiu com roupas limpas e quentes. Teria de arrumar alguma coisa para a garota colocar, ela tinha se molhado de certa forma por culpa dele. Pegou uma tolha, calças, uma camiseta e um moletom.

Desceu as escadas pensando seriamente em passar mais tempo em casa, está parecia abandona. Era bom ter amigos e ficar com o 10°, mas vivera tanto tempo sozinho que as pessoas o incomodavam, ele não entendia os sentimentos delas, mal entendia os próprios, e acabava magoando-as de alguma forma. Mas voltando ao assunto da casa, os únicos cômodos habitados eram a sala, o quarto, um cômodo onde ficava o velho piano. Os outros pareciam mais depósitos de explosivos. Quando chegou a sala está estava vazia, tentaria a cozinha.

- Eu te... – este cômodo também estava vazio -... Trouxe roupas... – a casa tão vazia, deu-lhe um nó na garganta e tomando o maximo de fôlego que conseguiu grito enquanto as peças de roupas caiam ao chão – GAROTA IDIOTA!!!!!!!!!!

Haru teve a leve impressão de ouvir a palavra “idiota” ao chegar na esquina. Gokudera sim que era um idiota, sempre a xingando e tratando mal, mas não consegui a deixar de gostar dele, um sentimento que ela jurava ser pura amizade, não consegui deixar de imaginar como o garoto se deveria ser sozinho. Deveria ser esse o motivo do comportamento do amigo e seu coração se apertava cada vez mais, e um súbito pensamento de voltar de dizer a Gokudera que nunca o abandonaria passou por sua cabeça, mas isso foi deixado de lado junto com o pensamento da resposta do moço. As lagrimas relaram por seu rosto.

- Hei! Sua idiota vai pegar um resfriado assim!

A garota virou-se assustada, a uns 3 metros dela Hayato estava parado segurando um bolo de panos na mão, a camisa estava botada de qualquer jeito e dos ombros pendiam uma toalha. Ele jogou o que segurava em direção a ela e quase a acertou no rosto, Haru desfez o bolo de roupa e viu que era um moletom pesado.

- Coloca isso e vai pra casa sua idiota!

- A Haru não é idiota! – ela disse enquanto colocava a blusa fechando o zíper.

- Ãham! E pare de chorar isso não combina com você.

- Hahi!

Gokudera meteu as mãos no bolso e foi em direção a casa, sumindo da vista da garota ao atravessar o portão. Sentou-se na soleira da porta e ascendeu um cigarro soltando uma longa baforada.

-... idiota...

Notas finais
Mandem reviews! Onegai!