Molla Tempesta

2 Fulmine - Capitolo due


Notas iniciais
Mais um capitulo!

Bem esqueci de falar no 1° capitulo que eu me baseio no mangá.

Espero que gostem.

E eu estou achando esse Gokudera muito bonzinho.

Nota: quando eu disser que o Gokudera esta tocando algo no piano eu gostaria que voçês imaginassem os sentimentos que a musica transmite a Haru.

Quando o rapaz sumiu das vistas de Haru, está continuou lá parada olhando pelo espaço que ele desaparecerá. E se passaram 10 minutos até ela resolver sair dali, a blusa do Gokudera chegava aos seus joelhos, praticamente do comprimento da saia e manteve os braços cruzados da frente do corpo. Caminhou rápido, mas sem correr de volta para casa, talvez ela não quisesse ou simplesmente não conseguisse parar de pensar no amigo, da blusa vinha um cheiro forte, mistura de fumaça do cigarro com o perfume do rapaz que a fez espirrar, mas talvez fosse por causa do provável resfriado que pegaria.

E enquanto ela caminhava distraída tentando colocar os pensamentos em ordem, resolveu parar no parque em que estava em frente, não tinha reparado nele no caminho de ida. “Ah! Nos estávamos discutindo...” Era um lugar bonito, todo florido, com a grama molhada da chuva brilhando como cristais. Havia crianças brincando por ali, aproveitando o sol que voltava a brilhar, e também um casal sentado sobre um banco debaixo de uma arvore. A moça reclamava com o namorado que não queria sentar-se no banco úmido enquanto ele insistia que ele estava seco, mas por final essa novelinha acabou com ela sentando no colo dele. Aquela cena fez com que Haru refletisse, nunca teve a certeza de gostar do Tsuna, ele era um bom rapaz sempre bonzinho e a ajudando quando estava em algum perigo, mas exceto esses momentos ele parecia ter uma certa reversão por ela, e simplesmente tinha enfiado em sua cabeça que gostava dele quando a salvou no rio de se afogar. Talvez fosse o sonho de ser salva por um príncipe e se casar com ele, mas se fosse assim tanto Gokudera quanto Yamamoto já a tinham tirado de encrencas.

Era isso ela não gostava do Tsuna, não como ela imaginava pelo menos, não irria mais irritá-lo com a historia de se casar com ele, como era burra por que não tinha reparado antes que de quem ele realmente gostava era da Kyoko-chan e não dela. Gokudera estava certo ela era uma idiota.

O resto do seu dia foi pensar o quanto era tonta em inventar sentimentos que ela não tinha, apesar de tê-los achados bem reais. A única coisa que mudava era o aperto no peito toda a vez que lembrava do Gokudera, ainda não havia tirado sua blusa de fria. A mãe da garota havia implicado com ela por ter tomado chuva e pegou roupas de outra pessoa e ainda mais por se tratar de um menino, mas Haru não se importou ao contrario do que sempre fazia, pois o que a mãe lhe falava era sempre uma ordem. Pelo tanto que espirava logo pegaria uma gripe.

— x —

Gokudera não foi para a escola na manhã seguinte. Tsuna começava a achar estranho, o amigo nunca faltava às aulas mesmo as odiando e nem havia aparecido em sua casa de tarde. Mas pensando bem seria uma folgada da cara de bravo do amigo. Mama tinha levado Lambo e I-pin para o mercado, Reborn havia desaparecido aquilo de algum modo o perturbava, sempre que o professor sumia, coisas ruins aconteciam depois. E Yamamoto havia ido treinar. Seria paz e sossego se a campainha não tivesse acabado de tocar.

Tsuna desceu as escadas quase dormindo, se demorasse bastante talvez à pessoa fosse embora, não, seria sorte demais, talvez fosse a Kyoko-chan, menos possível ainda. Quando estava no final da escada a campainha voltou a soar. Abriu aporta e deu de cara com Haru, a garota estava diferente, parecia desanimada, vinha abraçada com um pano dobrado e ficava olhando para ele, estava tão diferente que demorou a perceber que a porta em sua frente havia sido aberta.

- Haru? – Tsuna teve de chama-la.

- Hahi! – a garota levantou o rosto de sobressalto com o rosto se iluminando com um leve sorriso — Tsuna-kun o Gokudera-kun está?

- Não, eu não vi o Gokudera-kun hoje. – o sorriso da Haru foi desaparecendo aos poucos – Ele nem foi à escola.

- Obrigada Tsu-kun. – ela se virou indo a direção à rua, mas parou — Ah! Desculpa a Haru se atrapalhou o Tsuna-kun e a Kyoko-chan.

Tsuna não sabia o que fazer, as palavras ditas pela Haru demoraram a serem processadas e quando pessoa em dizer algo a garota ele não tinha mais ela em vista. Alguma coisa havia acontecido com ela e o Gokudera-kun, mas não seria naquele dia que Tsuna irria perceber isso. E demoraria muito mais para descobrir o que era.

- x -

Haru tentou refazer o caminho do dia anterior até a casa do amigo, não foi fácil, pois na maior parte do caminho eles haviam discutido e agora só se lembrava de alguns trechos o que fez com que ela se perdesse varias vezes. Por fim depois de quase uma hora chegou a frente da casa do amigo. O portão estava aberto e de lá de dentro vinha uma melodia tocada no piano algo que fez com que o peito da garota doesse mais ainda era uma agonia gigantesca. Ela entrou apertando cada vez mais a blusa em seus braços, a sala estava em um estado muito pior do que no dia anterior havia restos de cigarro por todos os lados, no sofá uma maracá de queimado bem aparente no tecido claro do móvel. Passo pela porta que dava acesso a sala do piano sem fazer o mínimo de barulho, pouco a pouco a musica estava se tornando mais suave, com tons mais agudos e alegres, o piano ficava de frente para uma janela que mostrava um jardim florido, era o começo da primavera que ainda era acompanhada do vento frio do inverno.

O rapaz de cabelo prateado sentado ao piano de costas para porta, não viu a garoto entrar muito menos que esta agora estava se aproximando cada vez mais. Gokudera parou de tocar, o silencio voltou a tomar o lugar era tudo que ele menos queria, seus dedos doíam, mas isso pouco lhe importava, havia tocado a manhã inteira logo depois de descobrir que nenhuma musica que possuía fazia sentido, mesma melodia triste que agora havia se tornado alegre, mas logo voltaria a ser o que era antes.

- ...porra...

Xingar havia se tornada parte de sua vida e agora, usava disso simplesmente por usar. Alguém dava um passo atrás dele. Pousou a mão na dinamite que estava ao seu lado, essa era outra parte de si. Ele virou o tronco para trás encarando invasor, enfiaria a dinamite garganta abaixo daquele desgraçado que ousava entrar em sua casa. Mas quando seus olhos furiosos se encontraram com o olhar assustado da garota que estava quase encostada na parede, fez uma careta de desagrado torcendo a boca. Soltou a dinamite e virou o resto do corpo para poder ficar de frente com a garota.

- O que esta fazendo aqui?

- Hahi! A Haru veio devolver a blusa do Gokudera-kun...

Gokudera estendeu a mão para ela endireitando o corpo, Haru não ousou se aproximar dele, o rapaz tinha o olhar de uma fera, parecia querer pular nela a qualquer momento, mas no fundo sabia que ele não faria nada. Nunca havia reparado em como eram verdes os olhos do amigo.

- Vai ficar parada ai ou vai me entregar essa merda logo.

- humm... gomen.

Ela se aproximou o que era necessário para que o outro alcançasse a blusa em sua mão. Depois de colocar a blusa dobrada no banco ao seu lado, Gokudera voltou a tocar o piano ignorando completamente a garota. Agora a musica parecia uma animada dança com algumas notas graves dando tons sombrios algumas vezes. Haru ainda estava lá parada junto à parede. Depois de um longo tempo o rapaz vez uma pausa, precisava fumar. Mas ela ainda estava lá.

- Pensei que tinha ido embora.

- A Haru queria ouvir o Gokudera-kun tocar.

- Já ouviu, agora saia daqui. — ele se aproximava dela com aquele mesmo olhar de antes porem agora tinha um ar diferente, não era mais doce, nem calmo talvez um toque de presunção.

- Gokudera-kun... – enquanto ele se aproximava ela recuava cada vez mais praticamente entrando na parede – a Haru queria saber onde estão os pais do Gokudera-kun...

- Eu não preciso daquele velho filho da puta! – as palavras saíram quase como um rosnado fazendo Haru se assustar ainda mais – Se era só isso então suma.

- Hahi!

- Vai logo menina some daqui!

- Mas a Haru queria ouvir o Gokudera-kun tocar mais um pouco...

A essa altura ele já estava com a mão apoiada na parede, seus olhos tinham perdido todo o encanto que a garota havia imaginado e ele não passava de um garoto idiota mandando ela embora enquanto esta queria que ele tocasse para ele.

- Eu não vou tocar mais sua idiota!

- A Haru não é idiota!

- É sim!

- A Haru não é!

- Para de falar de si mesma em segunda pessoa!

- A Haru não para, a Haru gosta assim!

- Parece mais idiota ainda falando desse jeito!

- A Haru não é idiota! O Gokudera-kun que é!

A garota estava nas pontas dos pés e enquanto ele se curvava com os rostos a milímetros de distancia um berrando para o outro. Os olhos da garota brilhavam um deleite para o rapaz, na boca vermelha havia um bico de desagrado. Como algo tão bonito poderia ser tão burro como ela? Seus olhos foram se fechando aos poucos enquanto a garota o xingava como uma criança, até mesmo a vaca estúpida xingava melhor do que a garota, então ele a beijou. Os olhos da garota se arregalaram de surpresa perante a ação do rapaz. Foi algo rápido, mas que teve um profundo choque nos dois.

- Pelo menos ficou quieta assim. Hum!

Então voltou a beijá-la. A garota retribuiu, era como se o nó em seu peito tivesse apertado tanto que se partira e agora sentia um alivio enorme. Mas que raios ela estava fazendo? Empurrou o garoto para o lado, quase não teve efeito, mas ele estava relaxado então a força que ela tinha foi suficiente. Agarrou a blusa sobre o banco do piano e saiu correndo em direção a rua. Gokudera não entendeu nada, garota idiota. Sentou-se ao piano e voltou a tocar aquela maldita melodia que agora insistia em ficar alegre.

Notas finais
Mandem reviwes, perguntas, sugestões, opinões, problemas de vida, pedidos de Fic, numero do telefone eu aceito qualquer coisa, mas mandem.

Bjim q espero que tenham gostado. =*