Molla Tempesta

3 Tempesta - Capitolo tre


Notas iniciais
desculpem a demora muitos trabalhos de escola pra fazer, e esse capitulo ficou pequeno, mas já estou escrevendo o 4º.

Haru corria como nunca antes, nada a perseguia há não ser o medo, obrigava seu corpo a se mover na direção contraria a que queria ir. Não foi para a casa, não queria ouvir sua mãe falar-lhe para parar de andar com o Sawada e seus amigos delinqüentes, ainda mais o estrangeiro drogado, pensar nisso deixou seus olhos inundados de lagrimas, por que sua mãe dizia a verdade, era impossível negar eles parecia sempre machucados e aos olhos de quem não sabia a verdade pensava que era um bando de bagunceiros, bem ele pertenciam à máfia, mas não era esse tipo de pessoa. Esse mundo obscuro poderia ser perigoso mesmo eles tomando cuidado e sendo boas pessoas, ela poderia perdê-lo... Foi nesse ponto que seu coração se apertou mais e uma torrente de lagrimas encheu seus de tal modo que mal podia ver por onde ia.

-X-

- Alô...?

- Gokudera-kun eu só liguei pra saber se você viu a Haru?

- Não...

A voz do rapaz foi diminuindo aos poucos, já havia se passado uma semana desde a ultima vez que vira a garota, mal ia a escola, ficava a maior parte do tempo em casa e se você olha-se para cima poderia ver a fumaça acumulada próxima ao teto. O Guardião da Tempestade levantou-se, ficara fitando aquele maldito piano por dias inteiros.

- 10º o que aconteceu com aquela idiota?

- Hum... Não sabemos direito... Parece que ela fugiu... Não temos certeza... A mãe dela veio aqui em casa e fez o maior escândalo perguntando o que nós tínhamos feito com a filha dela o Yamamoto-kun tentou acalmar ela, mas não deu certo... Bem já faz um tempo que ela está estranha... Gokudera-kun você não sabe de nada, não é?

-... Não, não... Eu vou atrás dela...

O 10º Vongola não conseguia entender as ultimas palavras do amigo, que saíram em um murmúrio, e mal teve tempo de perguntar o que ele havia dito o telefone foi desligado.

Gokudera se espreguiçou colocando em seguida o telefone celular no bolso. Tinha uma aparência horrível, profundas olheiras repousavam sob seus olhos verdes, estava com os cabelos desgrenhados.

Ao contrario da garota não havia derramado uma lagrima se quer apesar disso sua dor parecia infinitamente maior, como queria ter falado para ela sobre seus sentimentos, mas era obvio para ele que Haru amava seu chefe e isso nunca poderia mudar mesmo ela sendo uma idiota. Teria de se acostumar com seus sentimentos e abafá-los dentro de si como sempre fizera.

Não fazia idéia de onde ela poderia ter ido por isso procurou em toda a Nanimori e em torno dela, foi então que percebeu que nada conhecia da garota, não sabia onde as amigas dela moravam, nem as lojas que gostava de ir, o pouco que sabia era que morava perto do 10º, que comia bolo de uma loja no centro e que estudava em uma escola feminina que era a única da cidade.

O garoto de cabelos prateados estava agora sobre uma ponte que unia os dois lados da cidade dividida pelo rio de Nanimori, ele se sentou na grade de segurança com as pernas dependuras sobre o rio, acendeu seu sei lá qual cigarro do dia¹. O sol se punha banhando o rio com uma luz dourada e tingindo o céu com um vermelho alaranjado. O guardião deixou seus olhos vagarem pela margem, nela um grupo de rapazes conversava animadamente hora rindo hora xingando. Gokudera teve a impressão de já ter visto o grupo rondando a escola, mexendo com algumas garotas, brigando com alguns moleques e provavelmente apanhando do Presidente do Comitê Disciplinar. Eles desceram um pouco mais o barranco do rio aproximando-se de uma pessoa que ali estava sentado o dos rapazes pousou a mão sobre o ombro deste fazendo-o se exaltar, a touca que lhe cobria a cabeça caiu revelando os cabelos castanhos compridos, o grupo que a rodeava soltou uma risada de satisfação, a fizeram se levantar puxando-a pelo braço então arrastaram a garota até debaixo da ponte.

Um ódio súbito vez o rapaz se levantar da amurada, correndo para o inicio da ponte na margem em que os filhos da puta agarravam a Haru, não teve paciência de contornar a grade então a pulou, logo que pousou ao chão agarrou pela cintura fazendo este cair, outros dois se aproximavam enquanto o quarto tentava abusar da garota que lutava com unhas e gritos, Gokudera quase parou o ataque só pra fazer Haru se calar, não poderia usar suas dinamites acabaria destruindo a ponte e ferindo ela, teria de derrotá-los apenas na força, o primeiro ainda arfava no chão, acertou uma seqüência de socos em um deles enquanto isso um outro lhe aplicou uma gravata, o que tentava abusar da garota a soltou visando ferir o rapaz que aproveitou o aperto no pescoço aplicou uma voadora. Agora o único que sobrara de pé lhe apertava o pescoço com mais força, Gokudera se lembrará de uma pequena bomba, está quase não faria mal algum, pegou o isqueiro e ascendeu o explosivo, não demorou mais que 5 segundos até que esta explodisse ao guardião da tempestade não fizera dano algum só as roupas queimadas e um pequeno machucado no braço já o oponente estava estirando ao chão.

- Você está bem?

Haru atônita nada disse apenas pegou a mão que lhe era estendida.

Notas finais
1- de tanto que ele fumou até eu perdi a conta XP

Espero que tenham gostado logo eu posto e desculpem novamente. "