Moi Et Mes Voisins Gangsters
5 Téméraire
Notas iniciais
Desculpa a demora, amores. No cookies for me. u.u
Sabe quando você está dormindo e te acordam te jogando no Box do banheiro e ligando o chuveiro, ao invés de simplesmente chamarem seu nome? Era assim que eu me sentia. Não, não. Tenho um exemplo melhor. Vou mostrar que melhorei em analogias.
Segunda tentativa: Sabe quando você está assistindo filmes do Quentin Tarantino e você sabe que muita gente vai morrer, porque é assim que sempre acontece. Mas no fim você sempre tem esperança, e deseja do fundo do coração que os personagens mais cativantes tenham um final feliz. Aí quando tudo está dando certo e todos os nazistas estão morrendo em “Bastardos Inglórios” ele mata a mocinha.
A mocinha! A bela loirinha que sofreu a porra do filme inteiro porque a família foi assassinada, e agora tramava um plano diabólico pra queimar Hitler vivo. Essa mocinha loirinha morre, com um tiro!
Não me acho à mocinha do momento, afinal mocinhas não são stalkers, os vilões é que são. Mas ainda assim, eu sou a apaixonada! Não conta? Não. Porque minha paixão beira a obsessão, e isso é coisa de lunáticos... eu sei que lunáticos nunca se dão bem nos filmes. Tirando os interpretados pelo Johnny Depp, né? Mas ou não sou tão excêntrica, ou charmosa o suficiente pra ser avaliada na escala dele.
Bom, voltemos a minha trama pessoal. Tudo bem que eu não sou a mocinha que desmaia ao descobrir que o belo loiro, para o qual ela guardava o seu coração fazia parte de um grupo de elite que praticava atos não tão honestos ou moralmente corretos.
Eu sempre soube que tinha algo de errado, sou meio atrapalhada e avoada ás vezes, mas ainda tenho meu orgulho universitário e meu raciocínio sagaz. Certo, talvez não tão sagaz assim. Mas eu ainda tenho a parte do orgulho e não sou uma completa estúpida... não a todo o tempo pelo menos.
-Tout va bien? – Ouvi uma voz perguntar de repente com um tom preocupado. – Isa! Tout va bien?
-Hã... – Murmurei voltando a realidade, agora tinha saído do mundo cinematográfico fitando o quarto vintage da mansão Chevalier.
-Está tudo bem com você? – A mesma voz feminina perguntou e eu percebi o que ela estava perguntando por todo esse tempo.
De repente eu dou esses lapsos, que apesar de estar consciente eu estou completamente fora da realidade. E com uma noticia como aquela... quem também não ficaria?
-Eu estou bem... – Respondi olhando-a se acalmar e suspirar. Não fazia aquilo intencionalmente. Simplesmente acontecia.
-Fiquei preocupada... – Paola confessou sentando ao meu lado. Meus minutos de silêncio pareciam ter deixado ela realmente atordoada. – Achei que fosse desmaiar.
-Tá tudo bem. – Falei mais certa que da ultima vez, até acompanhando com um sorriso. Posso até estar um pouco confusa e surpresa ainda, mas a pobre garota estava em agonia por minha causa. – Eu só estou um pouco surpresa.
-Surpresa com o quê? – A loirinha parecia realmente intrigada, ela nem suspeitava que eu não fazia a mínima idéia de nada, até que depois de alguns segundos ela começou a contorcer a feição angelical.
-Não me diga que você não sabia sobre...
-Não. – Completei logo finalizando o raciocínio dela.
A pobrezinha pulou da cama com ambas as mãos sobre a boca. A expressão dela atingiu um branco extremamente exagerando mesmo pra um europeu, e eu sentia que ela podia perder o ar e perder os sentidos a qualquer segundo.
-Mon Dieu! Je suis mort! Oui, Oui! Je suis mort! – Ela repetia várias e várias vezes em completa agonia enquanto eu buscava o olhar desesperado dela que só fitava o chão, as mãos balançando em desespero e eu podia não saber o que ela estava dizendo, mas dava pra ter uma idéia.
-Paola, tá tudo bem. – Acalentei estupidamente, sei que visivelmente nada estava bem. Nada estava bom pra mim, e agora nem pra ela. Mas por fim eu só queria confortá-la por que dava pela uma figura tão fofinha com uma feição de horror como aquela.
-Estou morta, brésilienne. Morta.
Agradeci por finalmente entender o que ela estava falando, apesar disso não se tratar exatamente do contexto? Ela se sentia mal por ter me contado afinal? Tudo aquilo por isso?
-Por ter me contado? – E o prêmio mister óbvio vai pra mim, mas sintam o desespero do momento, por favor. Nenhuma sinapse nervosa funciona direito.
Eu ainda me pergunto como podia me preocupar tanto com o bem-estar dela, era a irmã caçula de Oliver. Era a menos ameaçada naquele quarto, levando em consideração que dependendo do ângulo eu podia me considerar uma vítima de seqüestro pela máfia. Meus pais teriam um ataque do coração, e eu teria conteúdo pro meu primeiro livro.
A caçula afirmou com a cabeça e eu suspirei me jogando na cama. Não podia deixar que brigassem com ela só por ter me contado, e ela percebeu no que eu estava pensando já que seu olhar abandonou a agonia e se tornou suplicante. Então ela pegou no ar que eu estava pensando em ajudá-la? Mas eu tinha que me preocupar mais comigo certo?
-Talvez se nós... – Tentei ainda pensando em algo que podíamos fazer pra ela mudar aquela expressão.
-Seria a menina mais feliz do mundo se não dissesse nada.
Ela nem esperou que eu desse a idéia. Acho tenho queda por menininhas fofinhas e em confusão por falar demais. Não teve jeito. A próxima cena que eu me dei conta eu acenava positivamente e ela me agarrava e repente.
-Somos todos bons e simpáticos. – Ela afirmou como se me confortasse depois de me soltar do abraço, que eu claramente correspondi.
-Eu ainda...
Batidas na porta me interromperam e ela engoliu seco, provavelmente temia o que viria a seguir. Sendo que eu devia ser o cordeiro ameaçado por estar na caverna dos lobos ali, não ela, afinal a pequena era uma lobinha, certo?
A figura masculina de Jean apareceu assim que a porta foi aberta, pra alegria de Paola, e pra mim... a essa altura eu não conseguia interpretar direito nada do que acontecia, imagina o que eu sentia.
-Copain! – Ela gritou pulando nele que agarrou ela também parecendo habituado com aquele tipo de cumprimento por parte dela.
-Je ne suis pas ton conpain. – Ele respondeu com um sorriso que quase desfez o dela.
-Oui, oui... pas encore!
-Preciso comprar um dicionário francês-português... – Murmurei na intenção de interromper mesmo, quem sabe até onde eles levariam aquela conversinha?
-Desculpa... – A pequena murmurou sendo acompanhada por um sorriso simpático dele.
-Estou indo, então vim me despedir.
Tive a intenção de sorrir pela gentileza dele, até associar aquela cena as minhas novas descobertas. Seria Jean um mafioso? Ele tinha uma beleza agradável de mais pra fazer o papel figurão. Mas quem garante que figurões mafiosos de seriados são como os reais? A Família Soprano era um reality show! Eles deviam ser reais... é se fosse levar eles como exemplo nem o Oliver seria da máfia e isso eu já sabia que não correspondia a realidade.
-Isa? – A voz masculina chamou e eu voltei atenção aos dois a minha frente.
-Ah, é. Valeu. – Agradeci balançando as mãos incontroladamente. – Por passar, então.
Só eu acho que ás vezes não falo exatamente o que eu devia falar, em cada ocasião?
-Por nada. – Jean respondeu olhando de volta pra Paola que sorria de orelha a orelha. – Não importune a garota Paola.
-Oui, oui conpain. – Ela respondeu fazendo a figura masculina revirar os olhos, ok, agora sim eu estava começando a ficar irritada em não interagir na situação. Precisava mesmo aprender francês.
Jean deixou o quarto e fechou a porta e Paola lançou um olhar doce como se agradecesse pelo meu comportamento. Nossa, o que eu faria agora? Fingiria com todos que encontrasse que eu não sabia de nada? Que eles ainda eram os meus vizinhos lindos com manias suspeitas?
-Conpain? – Perguntei ignorando todos os meus pensamentos. Melhor só pensar quando fosse extremamente necessário. E o que mais eu ia fazer? Nem dinheiro eu tinha pra voltar ao Brasil. E se eles fariam alguma coisa se descobrissem que a Paola tinha falado, imagine o que fariam comigo quando se dessem conta que eu sabia.
-Não sei. – Ela respondeu dando os ombros, gesto que ela sempre fazia quando não conseguia traduzir uma palavra.
-Tudo bem... – Murmurei agora demonstrando um pouco do meu estresse? Que relevância uma palavra em francês teria na minha vida agora afinal? Exceto por máfia, que todos sabemos que tem grande importância.
-Roméo et Juliett, Léo et Rose… — Ela explicou com todos os gestos de sempre como se conversasse com uma criança. – Eu et Jean. – Ela finalizou sorrindo e eu finalmente entendi.
-Casal apaixonado... – Comentei sorrindo com os pensamentos da menina com relação ao charmoso francês, amor juvenil, sempre fofo e de muito bom gosto.
-Oui. – Ela respondeu e eu olhei pra cama pensando em como eu precisava dormir. Era o que eu sempre fazer pra manter o controle nas mais diversas e extremas situações de estresse. Se bem que nunca tinha chegado a aquele ponto. – Vou te deixar descansar agora.
Paola saiu do quarto sorrindo antes de me deixar e eu me joguei na cama sem pensar muito. Não ia demorar até que eu me afogasse em um turbilhão de pensamentos, e esperasse eles cessarem por alguns segundos, que seria exatamente quando eu cairia no mais profundo sono.
Minha mãe sempre dizia que o mundo sempre pareceria melhor depois de um bom cochilo, um bom banho quente e uma torta de pêssego. E como ela sempre tinha razão meu objetivo agora era tentar o primeiro passo. O que mais eu faria? Sair correndo no meio de um inverno europeu gritando que estava sendo mantida presa por mafiosos?
De uma maneira de outra eu tinha escolhido estar ali, desde o primeiro dia que colocara meus olhos enormes, nos olhos castanhos do Ollie. Fazer o quê? Eu também não disse não a viagem a Paris, e até tinha aceitado pacificamente o quarto e talvez até agradecido. Estava de acordo com tudo aquilo, de um jeito ou de outro.
E a pior parte disso tudo é que ao invés de medo, a merda do sentimento que corroia e esquentava por dentro, era a mais pura excitação. Depois de alguns minutos com minha mente vagando pelas infinitas possibilidades sobre o que aconteceria na minha vida a seguir, eu apaguei. Nem me lembro por quanto tempo.
Depois de longas horas de sono, que felizmente todos naquela casa me deixaram tirar. Acordei bem melhor, não que tudo agora fizesse sentido e que eu não me sentisse mais em perigo. Mas não sei, eu estava calma e pelo menos ignorava tudo por alguns segundos.
Observei todas as extremidades do quarto por alguns segundos antes de ter coragem de levantar, a esquerda da cama estava a minha mala, e á direita um belo guarda roupa. Não sou tão preguiçosa assim, porque eu até cogitei por alguns segundos desfazer as malas da viagem. Mas ai minha barriga roncou me dando uma consciência de prioridades na vida.
Suprir minhas necessidades básicas era essencialmente mais importante.
Sai do quarto ainda cambaleando. Com a mesma roupa que usava desde que sai do Brasil. Completamente amarrotada, e eu nem me dei ao trabalho de olhar o estado do meu cabelo. Como eu disse antes, a fome era a maior necessidade no momento.
Atravessava o corredor tranquilamente, se eu conseguisse chegar ao final dele reconheceria o salão e seguiria o caminho contrário ao meu quarto (eu sou muito espaçosa mesmo, né não?) e encontraria a cozinha.
Até que uma figura masculina me fez parar a vagarosa caminhada, olhando tranquilamente um livro no grande salão, que era o primeiro cômodo que qualquer um via na casa, estava um homem alto, de cabelos negros conhecidos.
Pelo fato dele não ter me visto ainda me senti em certa vantagem, olhei pro lado em busca de qualquer objeto que me ajudasse nos próximos passos. Dois passos a frente tinha um vaso com figuras persas por toda sua extensão. Parecia caro? Mas eu sempre fiz o tipo impulsiva, certo?
Não pensei antes de pegar o vaso e avançar em direção a ele. Acertei o vaso na cabeça da minha vítima, e antes que ele se desse conta do que estava acontecendo eu saltei nas costas dele. Chave de braço não é algo fácil pra alguém do meu tamanho, certo? Então o negócio era inovar mesmo.
Ele murmurou algo que eu não entendi e logo depois tentava arrancar meus braços do pescoço dele. Quando estava prestes a matá-lo sufocado, eu estava mesmo que fique bem claro, senti um par de mãos agarrarem minha cintura e me tirar de cima dele na maior tranqüilidade.
-O que acha que está fazendo?! – Nem precisei virar o rosto pra reconhecer a voz do Oliver com o tom que ele sempre usava pra falar com o Bruno. Momento coração partido.
-Ele quase me matou! – Retruquei apontando o homem que massageava a cabeça. – Só estava tentando matar ele de volta!
-O que?! – Oliver perguntou confuso olhando pra mim e pros cacos do vaso no chão. – Ia matá-lo com um vaso persa e se agarrando ao pescoço dele?
-Eu estava quase conseguindo!
-Eu avisei pra deixar ela lá! – O descarado de cabelos pretos teve a coragem de dizer depois de quase morrer em minhas mãos, tem gente que não tem noção do perigo.
Oliver balançava a cabeça negativamente enquanto o agora conhecido como Filippo olhava pra mim praguejando algo em francês, e eu bem pensava no que dizer, mas estava levando um tempinho maior ao me tocar do que eu tinha feito. Ah é, fiz um leve corte na testa do cara e quebrei um vaso que pagaria minha faculdade por mais de um ano.
-Vai chamar alguém na cozinha pra limpar isso. – Oliver finalmente comentou olhando pra mim. – Porque se alguém vai morrer aqui é você se a minha mãe vir algo assim.
Mãe? Não sei por que eu me senti tão surpresa ao ouvir algo assim. Afinal todo mundo tem uma. Porém o ponto agora, é que eu já tinha alcançado o desgosto da minha sogra antes de conhecê-la, essa sim era uma ótima forma de começar sua primeira noite em Paris.
-Isabella. – Ouvi meu nome e Oliver me olhava mais sério que geralmente. – Vai logo.
Acenei positivamente e segui no corredor que acreditava que daria na cozinha. Ainda não consigo entender como o Oliver me faz ser tão passiva na nossa relação, mas de qualquer jeito eu sentia que tinha feito algo tão estúpido. Apesar de não me arrepender. Assim que Filippo baixasse guarda de novo, lá estaria eu na espreita.
Cheguei até a cozinha ficando mais surpresa do que em qualquer cômodo. Era enorme e completamente moderna. Milhões de aparelhos que eu não tinha a mínima idéia de pra que serviam, mas antes de vagar lembrei um Oliver nada feliz na sala.
Uma mulher que aparentava ter uns quarenta anos cozinhava algo, enquanto um adolescente limpava o que me lembrava um aparelho Polishop. Viram? O ócio que era a minha vida pra conseguir fazer esse tipo de associação.
-Onde tem uma vassoura? – Perguntei. O Oliver disse pra achar alguém pra limpar, mas eu fui criada em cidade pequena. Onde mamãe sempre diz pra limpar a merda que você faz.
-Comment? – O garoto perguntou e a senhora virou a atenção pra mim também.
-Vassoura... – Murmurei fazendo gestos como se limpasse o chão.
Os dois me olhavam perdidos e eu comecei a ir pesado na mímica. Projetei mentalmente uma pá e uma vassoura e passei alguns segundos limpando cacos imaginários, até que ouvi um riso abafado atrás de mim.
Bruno me olhava com um deboche evidente e eu não pediria ajuda a um babaca como ele. E mais uma vez eu desejava mais que tudo um dicionário bilíngüe básico pra não me sentir completamente inútil.
-O que você quer? – Ele perguntou me surpreendendo, mas eu não gostava dele. Já tinha me tratado muito mal pra transformar nossa relação do dia pra noite.
-Não preciso da sua ajuda.
-Por mim. – Ele respondeu dando os ombros. Um filho da puta egoísta, porque ele não insistiu em me ajudar? Porque é um idiota. Aff, já to bufando sozinha de novo.
-Ces’t la brésilienne... – O adolescente murmurou pra mulher que afirmou com a cabeça voltando minha atenção a eles, Bruno já tinha entrado na cozinha e sentado em uma mesa enorme que ficava em um canto da mesma.
-Oui... – A senhora respondeu ainda olhando pra mim, e eu tentando evitar olhar pro Bruno que parecia minha única opção no momento.
-Eu... – Murmurei tentando me concentrar pra pedir algo pra ele. Maldito orgulho. – Eu preciso de...
Ele finalmente me olhou, com uma expressão tão provocativa que eu ao consegui nem terminar de falar. Maldito babaca. Virei de costas e sai da cozinha o mais rápido que consegui. Pode ser infantil e o Oliver ia ficar puto. Mas foda-se, nem em um milhão de anos eu cederia e pediria ajuda ao Bruno. Idiota.
Quando voltei à sala murmurando palavrões e pensando no que dizer ao Oliver um jovem já limpava o chão. Ótimo. Tudo por nada, e ainda estava irritada por nada. Minha primeira noite estava mais que desastrosa.
O Filippo não estava mais na sala e o Oliver me olhava curioso, nossa, ali vinha provavelmente um sermão e uma dose de responsabilidade pela minha personalidade imatura. Mas eu ainda não me arrependia.
-Eu sei que ele não foi nada simpático como você – Ele começou com aquele tom de quem fala com uma criança. – Mas não pode sair por ai quebrando vasos e atacando pessoas, certo?
Pensei em discutir, mas enfim, lá estava eu acenando positivamente. Magia Oliver, é como eu interpreto.
-Ele se arrepende do que fez, não acontecerá novamente. – Ollie continuou sereno como sempre. – E você também não pode fazer de novo. E sobre o vaso, nunca comente que foi você quem quebrou perto de mais ninguém dessa família.
-Tudo bem... – Murmurei enquanto sentia um frio na espinha ao imaginar no resto da família. Era muita tensão no ar.
-Meus pais não sabem sobre o que aconteceu no Brasil com você e Filippo. E seria ótimo se continuasse assim. – Aí foi quando eu pensei em discutir de novo, mas ele continuou ates de eu conseguir abria a boca. – Bom pra vocês dois, afinal você também não estava tão certa.
Engoli seco. Seria melhor pra mim que os pais dele não soubessem o que eu fiz... porque... não importava. Ultimamente a palavra máfia latejava muito na minha mente, se assim era melhor, então assim seria.
-Mon frére! – Ouvi uma voz aguda conhecida soar e logo depois a figura feminina loira se revelava agarrando a cintura de Oliver. – Papa et maman me laisser aller demain.
-Que bom. – Ele murmurou e eu agradeci por pelo menos ele perceber minha presença e respeitar minhas limitações lingüísticas.
A pequena Paola pareceu me perceber também e sorriu como se fosse um pedido de desculpas.
-Vou ao baile amanhã! Papai e mamãe deixaram! – Ela comentou feliz largando Oliver e se aproximando de mim. – Vai também, não vai?
-Eu não acho que...
-É claro que vai! – Ela me interrompeu impaciente e esperançosa.
-Ela que decide se vai ou não Paola. O que eu disse sobre incomodar as visitas? – Oliver falou olhando seriamente pra ela que fechou a expressão.
-Eu, eu posso pensar... – Comentei fazendo o sorriso voltar, eu e minha queda por pirralhos mimados. Eles sempre me venciam.
Agora ali estava eu vendo os cacos do vaso persa que eu quebrei sendo jogados no lixo. Oliver me olhar com a expressão enigmática de sempre, e Paola sorrir por acreditar que me levaria a um baile que só teria família de mafiosos potencialmente ricos.
Tudo indo completamente como o planejado.
Um dia o sarcasmo ainda me consome por completo.
Notas finais
Mon Dieu! Je suis mort! Oui, Oui! Je suis mort! – Meu Deus! Eu estou morta! Sim, sim! Eu estou morta!
Copain! – Namorado! (Eu sei que a Paola não traduziu da melhor maneira, mas foi bonitinho, né?)
Je ne suis pas ton conpain. – Eu não sou seu namorado.
Oui, oui... pas encore! – Sim, sim... não ainda!
Ces’t la brésilienne... – Essa é a brasileira.
Mon frére! – Meu irmão!
Papa et maman me laisser aller demain. – Papai e mamãe me deixaram ir amanhã.
Aí estão as traduções e aaaah, o que acharam do capítulo??? Bom queria dizer uma coisa... em vários reviews vcs comentam que não sabem se o Oliver é o melhor pra Isa e tudo mais... algumas preferem o Enzo e outras até o Bruno! Mas só quero deixar bem claro que nada em nenhuma história minha é definido.
Nunca disse que a Isa ficaria mesmo com o Ollie, disse? É como na vida, existe amor e paixão de todos os jeito e de todas as cores... e muitas vezes quem sente é quem pior consegue definir o que está acontecendo com os próprios sentimentos.
Então não se preocupem, e podem dar quantas sugestões quiseres, até o Jean não é carta fora do baralho... apesar que a Paola ficaria puta, né? Mas bem... veremos!
Bjooooo e eu nem tenho palavras pra agradecer todas as reviews e todo o apoio de vocês. E se tiverem um tempinho indiquem a história tb (Faça uma autora feliz :D)
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