Moeda sem valor
1 Capítulo 1
A noite era seu horário preferido, a escuridão era seu manto e a lua sua aliada, as estrelas suas companheiras, sentia um pouco de pena por não estar encima de um telhado aproveitando a noite como sempre, mas essa noite ele beberia até esquecer o próprio nome. Havia conseguido pegar uma bolsa bem gorda de moedas enquanto caminhava pelo distrito comercial, digamos que é o segundo lugar mais difícil de se assaltar nessa cidade, primeiro lugar estar a Moradia nobre, lugar muito bem guardado por soldados, porem ele não sentia ameaçado pois no passado aquele lugar já foi sua área de caça de tesouros.
Sentado em uma cadeira em um bar no distrito da moradia central, lugar onde fazia fronteira com a favela e o distrito comercial, belo local para encontrar uma taverna que acolha qualquer tipo de pessoa. Já estava em sua segunda garrafa, sua barba estava suja com a cerveja que estava tomando porem não se importava mais em limpar, possuindo uma barba completa que ele tinha orgulho de ter cultivado, cabelos castanhos que chegavam a o sem ombro oleosos por não lavar alguns dias, seus olhos escuros encaravam a sua caneca que fazia refletir se seus trapos marrom eram digno para um ladrão que sentou na mesma mesa que nobres e depois passou a perna neles. Virou toda a bebida que tinha na caneca goela a baixo e tornou a rir, lembrando dos bons tempos quando trabalha em grupo.
Enquanto enchia sua caneca novamente reparava no barulho vindo de fora da taverna já que ali dentro não havia ninguém além dele e o taverneiro que estava sentado numa cadeira lendo. Diversos passos podiam ser escutados vindo de longe, passos pesados para se escutado de tão longe que estavam se aproximando de pressa, o que deixava ele preocupado devia ser algum tipo de patrulha de soldados, ficou tranquilo pois não tinha feito nada de errado.
Foi então que os passos pararam na frente da taverna, um grupo de marinheiros vindo tomar uma boa rodada de cerveja, a porta então se abriu e ele lembrou que não havia porto na cidade, virou a cabeça lentamente e viu uma criatura verde que passava de dois metros, podendo se considerado uma montanha de musculo, suas presas saiam da boca e ainda bufava como uma fera raivosa, analisou sua roupa possuindo um pano vermelho com desenho de quatro espadas cruzadas, o pano envolvia o ombro esquerdo preso com um cinta de couro que passava pelo peito ia para um cinto. Então identificou que era um general do grupo “Espada vermelhas”, um dos quatro grupos que dominava a cidade, tendo as Moradia Norte e a moradia central como território, voltou a tomar sua cerveja porem a criatura parou bem atrás.
—Sebas- A criatura suspirou forte, como tivesse com raiva
—Esse é meu nome- Sebas abriu um sorriso, sua noite estava arruinada
—Onde está meu dinheiro?- Resmungou com ódio
—Se eu ganhasse uma moeda a cada pessoa que me diz isso eu teria dinheiro suficiente para pagar alguém- Sebas se levantou segurando um garrafa
—Só quero meu dinheiro-Retirou a garrafa de sua mão com força- Tem dinheiro pra beber e não tem para me pagar
—Ei, vamos conversa civilizadamente- Sebas lentamente contornava a mesa deixando ela entre os dois-Podemos chegar num acordo não acha?
—Acordo você me da o dinheiro ou eu te mato- O orc socou a mão na mesa- Agora
—Ou eu posso te pagar depois, vamos todos beber como amigos- Sebas colocou as duas mão na borda da mesa enquanto sorria para o Orc que estava furioso
—Sem enrolação, dinheiro agora ou morra!- O orc estendeu a mão para outro orc que estava atrás dele, pegando um machado.
—Meu cara colega que eu não lembro o nome, A vida nos ensina constantemente, primeira lição a se aprender: Não cobre dinheiro de mim- Nisso Sebas sorriu e virou a mesa encima do Orc
Sebas não perdeu tempo, apenas correu pelo bar até chegar a uma saída no fundo da taverna, ouviu o Orc gritar e barulho de madeira quebrando julgando que o taverneiro agora tinha uma mesa a menos. Correndo pelos beco do distrito das moradia central, desviava do lixo que estava no chão pulando por cima de caixas e latas de lixo que haviam espalhado pelo local, passos raivosos e pesado vinham se aproximando pelas costas, virou para a cabeça um pouco para trás e viu que o General Orc vinha correndo espumando de raiva enquanto era seguido por uma legião de Orc, voltou sua cabeça para frente e se concentrou no trajeto a sua frente, pois o trajeto atrás só traria morte.
Conhecia bem a cidade, não era como sua palma da mão porem sabia alguns atalhos e lugares bons para se esconder, mas os orc estavam tão determinado que não conseguiria achar algum trajeto bom suficiente para se livrar deles, então tomou uma decisão arriscada virou em um beco sem saída, tomou folego, aumentou o pique na corrida colocou o pé encima de uma caixa dando impulso para o salto, chegando até uma janela segurando com as duas mãos, virou as costa para trás olhou um cano que levava até os telhados, respirou fundo novamente colocou toda força nas pernas e saltou em direção ao cano segurando com as duas mãos porem calculou mal, bateu o peito no cano perdendo o equilíbrio em desespero tentou agarrar o cano teve sucesso porem escorreu cano a baixo. Com força nas mãos e entrelaçando as penas no cano conseguiu parar de cair, os orc estavam se acumulando logo a baixo, um machado voo logo ao seu lado, batendo na parede e caindo novamente isso tinha sido motivo suficiente para Sebas começar a escalar o cano com velocidade. Colocando os pés na parede segurando o cano conseguiu subir até os telhados e começou correr pelas telhas pensando “Segunda lição da vida: Ninguém consegue me pegar vivo” entre risadas escutou um barulho alto nas telhas, como elas estivessem quebrando e viu o General Orc que berrou alto.
Sebas havia lembrando da terceira regra da vida, “nunca comemorar vitória antes do final” começou a correr com um leve desespero, pois o orc já estava se aproximando o suficiente para causar algum tipo de estrago em seu lindo corpo. Correram tanto que percebeu que tinham chego no distrito comercial, quase chegando no distrito moradia nobre, correndo saltou de uma telhado para outro e começou a correr olhando para trás vendo que o orc se mantinha determinado, então bolou um plano, que fugir não levaria a lugar nem um, chegando até a rua principal do distrito comercial, um rua muito ampla e longa ligava as moradia nobre passando pelo meio do distrito comercial chegando no distrito das indústria, puxou uma corda que na ponta havia um gancho, enquanto se aproximava da beira do telhado jogou o gancho com força no chão pretendo ele, segurou na corda e pulou do telhado, estava usando um luva de couro que ajudava a deslizar pela corda sem se machucar, havia esquecido que a corda era curta de mais conseguindo apenas chegar na metade da queda segurando com a corda o resto do caminho foi em queda livre, caindo de ombro encima de uma carroça com várias caixas, quebrando algumas delas vendo que havia tecidos dentro dela, amaldiçoou a vida por não ser apenas tecidos espalhado na carroça, sentindo dor se levantava lentamente.
O orc caiu em pé ao lado da carroça, fazendo um enorme barulho ao cair foi suficiente para a dor de Sebas sumir, rolou para o lado oposto do Orc caindo de pé, e logo em seguida abaixou a cabeça deixando o machado do Orc passar direto atingindo a parede, o orc correu para o lado de onde Sebas estava , onde ele segurou na parte de baixo da carroça e deslizou por baixo ouvindo o Orc gritar de raiva, onde ele novamente correu para o lado de Sebas, que rapidamente puxou uma pequena bomba de fumaça jogando na cara do Orc criando uma pequena cortina de fumaça no rosto do Orc que balançava os braços aleatoriamente tentando dissipar a fumaça porem foi inútil, Sebas sacou sua adaga presa na cintura enfiando no pescoço do Orc passando para o lado degolando o Orc que começou a vomitar sangue e se afogar no proprio sangue.
Vendo o Orc cair no chão e se debatendo em agonia e aos poucos diminuindo os movimento até a vida não habitar mais seu corpo, Sebas olhou para os lado e saiu correndo mexendo na sua pequena bolsa presa no lado esquerdo do cinto, possuía três bolsas, as três se localizavam no lado esquerda, porem uma ficava na frente a que estava mexendo ficava no extremo lado esquerdo e a ultima se mantinha nas costa uma do lado da outra. Passou uma meia hora um homem com sobretudo preto com cabelo penteado para trás usando muito gel chegava a brilhar o cabelo, sua barba estava penteada de forma formal e muito bem simétrica, sendo escoltado por cinco guardas, o nobre estava ofegante correndo e apontando, até chegar no local onde o General estava, onde agora estava lotado de orc envolta de outro orc deitado no chão encima de uma poça de sangue.
—Ali, foram eles ali- O nobre apontava para os orc enquanto falava com um guarda- Foram eles!
—Vocês ai! Parados! – O guarda sacou a espada e apontou para os Orc que começaram a ficar desesperado.
Quatro orcs pegaram o corpo do chão e todos saíram correndo ignorando os guardas que berravam seguindo-os, o nobre retirou o sobretudo jogando para o lado passando a mão no cabeço descabelando todo enquanto corria para a parede, retirou alguns pedaços de barba guardando numa bolsa no cinto no lado esquerdo. Sebas sorriu lembrou da quarta regra da vida “Todo cobre pode virar ouro” começou a escalar a parede enquanto sorria, a situação tinha virado a seu favor de uma forma que nem ele acreditava lidar com a sorte podia ser algo hilariante ou apocalíptico, então ele ria nas duas situações para não saber qual estava no momento.
Seguindo os guardas por cima do telhado, a atenção deles estavam nos orc que corriam desesperadamente não ligavam para quem estava no telhado, seu sorriso em nem um momento sumiu de seu rosto a situação se mantinha boa de mais para ser verdade, a rua que de manha era lotada de pessoas andando de um lado para o outro agora estava vazia, apenas os dois grupos que se mantinham. Nem viu o tempo passar e já tinham chegado no distrito nobre, onde chegaram até uma pequena fortaleza nobre, haviam cinco dessas no distrito nobre, onde lordes moravam com suas famílias, três delas não era habitadas pelos lordes em si, tinham terras próprias onde moravam para administra as terras e as fortalezas ficavam para o resto da família e um lugar para ficar quando precisava visitar a cidade. A fortaleza que estavam agora era da família Klasen, onde o lorde habitava o local com sua família, os Orc estavam na frente do portão olhando para os lados sem decidir o que fazer, durante o caminho mais guardas se juntaram a perseguição, então os números jaziam iguais. Uma batalha feroz começou, Sebas sentou na beira do telhado e observava a luta violenta que acontecia, com o passar do tempo os Orc estavam levando a vantagem por serem mais forte, os guardas da fortaleza vendo isso abriram os portões e se juntaram a batalha, assim os Orc começaram a ter uma certa dificuldade, até que um deles puxou uma trombeta e assoprou, que ecoo muito alto, em questões de minutos mais orc chegaram se juntando a batalha.
Aproveitando que a batalha tinha praticamente virado uma guerra, a analisou a fortaleza que pertencia a família Klasen, uma família razoavelmente rica, puxou da sua bolsa que ficava na parte de trás um punhado de corda, dessa vez ele analisou e calculou a distancia para ver se havia corda suficiente para lançar até a muralha, amarrou as duas ponta em dois ganchos, prendendo na beira do telhado, começou a girar a corda pegando velocidade em seguida lançou o gancho com a corda até a muralha, não conseguiu de primeira respirou fundo e puxou a corda novamente, novamente girou o gancho e lançou conseguindo prender na muralha. Como a muralha era mais baixo que a casa que estava, puxou uma segunda corda passando por encima da que estava estendida se lançando segurando as duas pontas, deslizando do telhado até a muralhada, parou o movimento com os pés na parede, sentindo a dor do impacto contorcendo o rosto de dor e segurando para não resmungar, olhou para baixo vendo a batalha acontecendo poucos metros para o lado, diversos corpos de guarda jaziam no chão e poucos de orc.
Subindo encima da muralha, retirou o gancho que estava preso e começou a balançar forte da corda, conseguindo desprender do outro lado logo em seguida puxou a corda enrolando-a no braço e guardando dentro da bolsa começou analisar a situação nem um guarda na muralha por perto, os que estavam na muralha estavam encima do portão auxiliando seus companheiros no chão. Olhou para a fortaleza notando que era bem grande, sua largura era pouca porem em altura era de se admirar, começou a procurar por janelas abertas e viu que a que estava mais alta, julgando que devia ser de algum quarto, as mais baixa nunca tinha nada de interessante, seus anos de experiencia estavam de prova.
Caminhou por cima de um pequeno edifício que havia dentro da fortaleza que estava ligada na muralhara e na fortaleza, usando os mesmos ganchos que usou nas cordas, utilizou para escalar a parede com rumo a janela. Nem parou para olhar como a briga estava indo, se concentrou na sua escalada como a parede era um pouco lisa tinha um pouco de dificuldade tendo que usar um pouco a mais de força para prender os ganchos. Depois de subir a parede conseguiu chegar até a janela, colocando apenas metade da cabeça olhando o local, um longo corredor com apenas uma porta, e no final do corredor virava para direita, sem avistar nem um tipo de guarda julgado que seria um quarto sem importância ou todos tinham descido para a batalha. Entrou pela janela com furtividade sem causar nem um ruído, agachou antes de fazer qualquer outro movimento, pretendo os ganchos na sua corda novamente, não sabia qual seria seu meio de fuga, mas manter um plano caso tudo de errado era sempre bom.
Andando lentamente cuidando para que cada passo fosse mais furtivo possível, se manter em um local que não conhecia todo cuidado era pouco estava alerta cuidado cada barulho que ouvia, os sons da batalha podiam ser escutado da onde estava porem estava muito baixo isso deixava ele um pouco preocupado, poderia confundir os barulho da batalha com de algum guarda se aproximando. Chegando na frente da porta verificou se estava trancada por sorte não estava, abriu lentamente olhando para dentro vendo diversas cômodas muito bonitas e aparentemente caras, havia tido sorte achou um quarto importante. Abrindo o suficiente para entrar analisou o quarto melhor, com apenas a luz da noite não conseguiu ver com detalhes, no meio do quarto tinha uma cama muito grande com um coberto cor de rosa, onde havia alguém dormindo, conseguiria identificar quem estava deitado se levantasse porem preferiu manter-se agachado, no lado da cama havia duas cômodas pequenas com alguns pentes e escovas encima, olhou para a parede oposta que a cama estava vendo as mobílias que viu assim que abriu a porta, um armário pequeno com três gavetas e logo encima havia um pequeno baú, abrindo um grande sorriso ao ver. Se esgueirando devagar chegando até a frente a cômoda, se levantou o suficiente para ver a fechadura do baú, porem não precisou destrancar por já estar aberta, ficou surpreso com a confiança das pessoas que moravam no local por não trancar nada.
Enquanto olhava dentro do pequeno baú, pegou um colar com diversos rubis na volta e uma grande joia presa, arregalou os olhos ao ver tal colar podendo vender isso e pagar duas noites de bebedeira sua. Enquanto guardava o colar na bolsa da frente no seu cinto escutou barulho na cama, de alguém bocejando e resmungando algo, viu que era uma jovem mulher devia ser três anos mais jovem que ele com longos cabelos dourados, seu rosto tinha uma beleza única mesmo com cara de sono conseguia manter essa beleza, de primeira ela não entendeu o que estava acontecendo em seguida ficou com uma cara de surpresa.
—Quem é você? — Arregalou os olhos, olhando para um lado e outro- Vou chamar os guardas!
—Mas isso você não pode- Se levantou e começou a caminhar pelo quarto como se fosse algo natural-Você vai estar cometendo um grande erro.
—Erro? Como assim erro? – Sua expressão mudou para medo e confusão puxando a coberta para cima como se fosse um escudo
—Está escutando esse barulho, pois é- Foi até a janela se apoiando nela- Está acontecendo uma batalha na frente do sua pequena fortaleza
—Batalha como assim? — Ela agora estava com medo completo cobrindo metade do rosto com o coberto
—Como podemos ver- Olhou pela janela e viu que a frente do portão estava coberta com corpos de guardas e os orc correndo pelo pátio, haviam poucos, alguns estavam encima da muralha, começou a julgar que os orc estavam tomando a fortaleza para si- Agora deu merda
—Oque ?- Sua expressão estava muito confusa, ficou com um pouco de vergonha quando Sebas olhou para ela
—Temos que sair daqui- Quando estava se aproximando da cama dois guardas entraram no quarto.
—Lady você esta bem?!- Os guarda pararam estendo a espada para Sebas- Quem é você?
—Eu sou um guarda das sombras- Sebas começou a falar qualquer coisa que veio a sua mente- Eu sou um a gente especial contratado pelo lorde para proteger a lady em segurança pelas sombras, tive que agir diretamente sabendo da situação com os orc
—Sério, isso existe?- Os guardas entre olharam confusos
—É claro que existe!- Enquanto berrava balançava os braços furiosamente apontando para a porta -Não podemos perde tempo temos que tirar a lady e levar para um lugar seguro
—Sim, claro que sim- Os guardas saíram do quarto fazendo um gesto para a jovem seguir ele
—Vamos lady, eu irei te proteger- Sebas estendeu a mão para ela, que hesitou em pegar nela.
—Tudo bem, eu acho- Ela pegou em sua mão e foi puxada para fora do quarto por Sebas
Haviam mais dois guardas além do que tinha entrado no quarto, esses guardas estavam mais longe fazendo gesto com a espada para que seguissem, quando todos começaram a se mover três orc surgiram esmagando os guardas os guardas com seus martelos, o guarda que sobrou começou a lutar com os orc, o seu companheiro que estava próximo de Sebas correu para ajudar enquanto o outro ficou próximo a lady. Em um pensamento desesperado puxou a jovem para próxima a parede, olhando para trás observando que os guardas levavam a pior, puxou sua corda prendeu na borda da janela e jogou corda para fora deixando pendurada, retirou as luvas entregou para a jovem.
—Vista isso rápido-Enquanto a jovem vestia a luva sem questionar, Sebas virou para o guarda- Homem tens que atrasar os orc enquanto eu tiro a Lady daqui em segurança, nosso senhor ficara muito feliz em saber de seu nobre ato, sobreviva ao ataque que eu vou dizer pessoalmente sua bravura e será recompensado com diversos prêmios
—Sim, com certeza- O homem levantou a espada enquanto gritava- Pela vida da Lady.
—Desça pela corda agora!- Sebas estava frustrado por ninguém dizer o nome da mulher.
—Mas, eu se eu cair- A mulher estava com bastante medo
—Mas se você não cair?- Ele olhou no fundo de seus olhos- Você vai viver! Agora desça.
—Ta eu vou- Ela foi lentamente segurando na corda colocando uma perna depois da outra para fora da janela, em segundos sua cabeças desceu rapidamente, o que deixou Sebas preocupado.
—Você esta bem- Olhou para fora da janela e viu que ela estava descendo pela corda porem sem controle nem um, enquanto gritava- Dos males esse é menos pior.
Olhou para trás uma ultima vez vendo o guarda ir para cima dos orc com vigor e energia, Sebas estava surpreso como todas suas mentiras estavam dando certo, estava começando a acreditar nas próprias mentiras, seguiu para fora da janela segurando na corda, vendo que a jovem estava encima do telhado olhando para os lados desesperados. Mordeu os lábios e começou a deslizar pelas cordas com as mãos nuas, no inicio foi um pequeno incomodo, entretanto da metade para baixo começou a queimar sua mão segurou o máximo que pode em seguida largou a corda caindo de encima do telhado, de olhos fechado sentido dor na palma da mão ouvindo um pequeno grito assustado na sua direita. Lentamente abriu os olhos vendo a jovem de olhos azuis agachada ao seu lado, balançou a mão como tentasse dissipar a sensação de queimação.
Levantou rapidamente pegando na corda, enquanto tentava balançar para que ela soltasse, mas viu que o soldado que tinha motivado estava à beira da janela onde ele soltou o gancho jogando para baixo, fez um sinal para que seguissem, Sebas até sentiu um pouco de pena do rapaz, havia se apegado a sua bravura. Enrolou a corda no braço colocando no ombro, em seguida pegou na mão da jovem e começou puxar ela em direção a muralha havia orc mais afastados que avistaram os dois e começaram a correr em sua direção, Sebas viu que o portão estava trancado e notou uma pilha de corpos logo a frente, os orc tinha feito uma barreira com todos os corpos para que dificultasse a entrada de mais soldados. Chegando próximo a muralha jogou a corda para baixo e mandou que a jovem descesse por ela, dessa vez ele não teve tempo de prender o gancho em lugar nem num apoio os calcanhar no borda da muralha segurando a corda com as mãos enquanto a jovem descia, soltou uma baforada notando que tinha julgado mal o peso da jovem que estava acima do que imaginava. A corda ficou muito mais leve julgando que já tinha chegado no chão, olhou para o lado viu que um orc furioso estava próximo, então saltou para o chão sem pensar duas vezes, chegando no chão efetuou um rolamento conseguindo aliviar a queda, o orc que estava encima da muralha ficou apenas observando os dois. Sebas segurou novamente na mão da jovem e saiu correndo levando-a por dentro de um beco.
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