Dia seguinte da festa, caminhava pelos corredores da fortaleza junto com Silicia, a passos lentos enquanto esfregava a cabeça com a mão, uma dor de cabeça havia surgido desde que tinha retornado seus braços e perna doía e a fadiga parecia não ir embora nunca, mesmo com muitas horas de repouso. Estava tão envolta de adrenalina durante o seu plano de ir à festa, acabou não sentindo todo cansaço a qual a escalada podia proporcionar.

Retirou a mão da testa e começou analisar os curativos feito por causa da intensa escalada, passava o dedo sobre eles sentindo um pouco de dor. Mesmo estando nessa situação não conseguia sentir nem um arrependimento, sentia uma leve palpitação de diversão em seu peito.

Não demorou muito para ser despertada dessas lembranças ao escutar passos se aproximando, olhou para frente com certo desanimo e cansaço não esperava nada de bom naqueles passos firmes e altos. Seu pai vinha em sua direção, sua cabeça doía de mais para aguentar qualquer tipo de sermão vindo dele, contudo ignorar seria muito pior, cerrou o punho apertando mais forte que conseguia. A dor correndo pelas suas mãos sobressaia da sua cabeça levantou o rosto olhando diretamente nos olhos de seu pai, e como sempre carregava um semblante de raiva.

Observou como ele vinha lentamente, com seu uniforme militar para se aparecer para todos a sua volta de como ele era um líder sempre preparado para a luta, como aquilo deixava com raiva. Parou em sua frente olhando de cima a baixo, sempre via esse gesto como algo comum, mas agora percebia como isso era para diminuir a sua pessoa e todos, nunca viu ele olhar de forma diferente para qualquer pessoa. Silicia ao seu lado fez uma reverencia, seu pai mal olhou para ela, mas ela continuo naquela posição demonstrando todo respeito.

—Você ainda está doente? – Seu olhar opressor cada vez dominava o ambiente, sentia cada segundo a sua presença crescia- Já não faz muito para essa família, ainda tem coragem de ficar doente, fazendo todo meu planejamento ser arruinado.
—Eu já estou melhorando, estou apenas cansada e com dor de cabeça- Logo após termina de falar, cerrou os dentes olhando para baixo sua cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento, apertava tanto a sua mão sentindo as suas feridas doerem como nunca.
—Cansada de ficar o dia todo deitada?- Bateu o pé no chão fazendo o som ecoar pelo corredor sua voz havia ficado mais ameaçadora como um caçador encurralando sua presa, não conseguia ver meio de fugir daquela situação, sem força nos braços para uma briga ou energia para iniciar uma discussão- Poderia me responder como isso é possível?
—Eu estou assim... – As lagrimas corriam pelo seu rosto, encarava o chão como fosse o único lugar existe no momento, então levantou o seu rosto olhando diretamente nos olhos de seu pai- Porque eu estou me esforçando por essa família, fazendo de tudo para ter minha utilidade e meu lugar de direito entre meus irmãos- Pela primeira vez viu seu pai mudar sua expressão, sua raiva estava misturada com confusão, estava tudo indo como ela queria- Estou doente de tanto estudar, cansada de tanto estudar, com as mãos machucadas de tanto estudar- Mostrou a palma da mão, os olhos dele se arregalaram, as lagrimas não escorriam mais contudo ele não percebeu isso- Agora se me de licença eu tenho que repousar, amanhã já estarei pronta para voltar a rotina normal.

Saiu caminhando, passando pelo seu pai deixando para trás com aquela expressão de surpresa e raiva, queria emoldurar esse momento para todo sempre, dar risada de como o seu pai ficou confuso com a situação. Silicia seguiu a passos ligeiros, não tinha percebido porem ela tinha ficado muito mais surpresa que seu pai. Ao fundo escutava os passos deles se afastarem, de repente não pareciam tão altos ou assustadores, apenas passos.

Puxou um lenço do bolso limpando as lagrimas do rosto, concentrando para voltar a seu humor antes dessa súbita explosão, nunca tinha feito algo desse tipo, antigamente era só abaixar a cabeça e escutar, com as lições aprendida por Sebas como simular emoções podia enfrentar seu pai. Colocou a mão na boca pensando nessa possibilidade, quantos caminhos se abriram na sua frente, com o seu pai acostumado a todos abaixando a cabeça perante a presença onipotente que criou durante os anos, não estava acostumado com alguém a qual podia mudar o jogo contra ele apenas com lagrimas ou risadas inesperadas. Vira o rosto para Silicia demonstrando um sorriso malicioso e ambicioso

—Silicia minha querida amiga, amanhã quero que me acompanhe na aula- dobrou o lenço gentilmente, guardando dentro do seu bolso no vestido.
—Com todo prazer minha senhora- Curvou para frente, notou a empolgação na sua amiga, seria possível que ela tenha adivinhado os seus pensamentos? Aos poucos a empolgação e diversão que sentira antes retornava para o seu peito, como uma chama queimando em seu coração.

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Se distraia facilmente olhando a pela janela da carruagem enquanto estava indo em direção a casa de Sebas, as rotas nunca eram as mesmas, sempre havia uma rua para virar ou esquina diferente para escolher. Isso fazia sua atenção se prender muito fácil, tentando adivinhar qual rota o cocheiro seguiria, nunca conseguia acerta, mas o jogo a divertia mesmo assim.

Desperta pelo som de sapato batendo no chão, olhou para a sua amiga um tanto nervosa sentada na sua frente, olhava para todas as direções com um olhar preocupada, podia entender ela um pouco apesar da situação ter sido um pouco mais estranha para o seu lado. Levantou a mão para tentar chamar sua atenção mesmo não sabendo o que dizer, foi interrompida pela parada da carruagem com o cocheiro dizendo “chegamos”.

Silicia abriu a porta saindo primeiro, seu nervosismo sumiu de uma hora para outra, estendeu a mão para auxiliar a sua descida. Por um momento esqueceu que ainda era sua empregada, fez tudo que a etiqueta demandasse, segurou sua mão levantou um pouco o vestido para conseguir usar as escadas. As duas andaram uma do lado da outra até a porta, sem perde tempo a porta já se abriu com Sebas comendo uma maça, sua aparência não estava como de um nobre e sim comum de mais, contanto que não fosse visto pelos demais na rua estaria tudo bem. As duas entraram, então Sebas fechou a porta.

—Mas quem é essa empregada? – Sebas mordia a maçã olhando seriamente para Silicia- Não lembro de permitir trazer ninguém.
—Por lliira Sebas! – Colocou as mãos na cintura, franzindo o cenho- Você não presta atenção no que eu falo, você é tão esquecido que não duvido, que já esqueceu seu nome- Aponto o dedo para ele com raiva- Não lembra da noite da carruagem, uns míseros dias atrás?!
—A claro!- Arregalou os olhos, depois sorrindo- Claro que me lembro, apenas te testando- Se aproximou lentamente de Silicia, colocou a mão direita na sua bochecha com o dedão tocando no seu pescoço- Você me parece muito familiar, seus traços eu me refiro, você possui irmão ou algum parente?
—Desculpa lhe decepcionar, mas eu sou apenas uma órfã com sorte de arrumar um emprego com uma família tão maravilhosa- Colocou os braços para trás fechou os olhos e abriu o sorriso mais gentil que Natasha jamais havia visto, ficando um pouco emocionada a o escutar sobre ser “maravilhosa”.
—Muito bom, conseguiu enganar a nossa princesa ali, mas devo lhe dizer a sua pressão aumenta quando você mente- Natasha mudou de humor ao ver o tom sério de Sebas, estava tão diferente não conseguia ver a sua expressão por estar de costas, mas notou que Silicia arregalou os olhos fazendo uma mistura de pânico com seriedade.

Tudo aconteceu rápido, mal notou Silicia dando um tapa na mão de Sebas, puxou uma adaga das costas, girando pelo lado esquerdo indo em direção em sua direção. Natasha não teve reação vendo Silicia vindo tão rápida, mal conseguia erguer suas mãos enquanto ela executou diversos movimentos, seu coração começou a acelerar, seus braços a tremer, aquele olhar no rosto de Silicia carregava intenções assassinas, no fundo de sua alma sabia disso.

Fechou os olhos com medo, apenas sentiu algo tocar seu peito empurrando para trás, confusa abriu os olhos novamente, Silicia encostava suas costas em seu peito empurrando para trás afastando-a de Sebas. Adaga apontava para sebas com a outra mão segurando a cintura de Natasha.

—Quem é esse cara e de onde você conhece? — Sussurrava para Natasha, notou que a mão segurava adaga tremia.
—Fique calma- Sebas levantou as duas mãos- Abaixe essa adaga, eu não sou uma ameaça – Lentamente colocou a mão no bolso, retirando uma moeda, com um X marcado no meio, Silicia abaixou a adaga e soltou Natasha. Sebas jogou a moeda na sua direção, seus reflexos eram afiados pegando no ar com sua mão esquerda, analisando a moeda – Você deve me conhecer como “Ouro”.
—Mas isso é impossível – Cerrou os punhos apertando a moeda, balançou a mão com raiva- Meu tio falou sobre você, os rumores apontavam que você tinha se exilado a muitos anos.
—Os rumores são equivocados – Deu com os ombros como não se importasse – Além do mais, são rumores não fatos, não tem como dar chilique por isso. Me diga agora quem é você?
—Eu...- Cerrou os dentes, estava nervosa tentou fugir desse tipo de pessoas a sua vida toda, agora foi arrastada para a toca do leão- Meu nome realmente é Silicia e eu sou sobrinha do “Electro” – Colocou a mão dentro do bolso no seu vestido puxando uma moeda de Electro com um X no meio, uma moeda de Electro era pouco usada no comercio sendo uma liga de ouro e prata para criar a moeda. As moedas mais usadas sendo cobre, prata e outro. As menos usadas seria Electro e Platina – O antigo membro do seu grupinho.

Natasha podia ver a expressão sombria no rosto de Sebas, não entendi metade do assunto, por que estavam usando nome de moedas, por que estavam puxando moedas com um sinal nelas. Seu mestre antes alguém descontraído estava carregando um olhar tenso, sua melhor amiga alguém gentil falava tão triste e nervosa.

—Onde o Electro está?
—Eu não sei onde ele está – Guardou a adaga em um bolso falso na parte de trás da cintura – Ele me treino para ser uma informante depois me colocou para trabalhar como uma empregada, para não ter que me envolver nessa vida do submundo.
—Não faz sentido – Caminhou em sua direção, chegando na sua frente deu de ombros- Mas a vida dele era muito secreta e obscura, mas acredito em você, a semelhança dos traços físicos e a posição para defender um colega é exatamente igual a dele, me deu até nostalgia- Passou pelas duas, Natasha podia ver que sua expressão voltava ao normal aos poucos- Vamos para o escritório temos que dar um resumão para sua nova amiga.

Depois de uma hora de conversa, explicando toda a situação desde a invasão dos orc até a festa no final de semana. Observava Silicia olhar confusa para Sebas enquanto ele contava tudo, seu olhar ia muito além do simplesmente “o que está acontecendo aqui?” de vez enquanto olhava para Natasha para ter certeza, única coisa que podia fazer para responder seu olhar era confirma com a cabeça.

Sebas parou de falar e olhou para Silicia seriamente, esperando alguma resposta, mas ela apenas passou a mão no rosto e foi em direção a Natasha, a qual estava sentada de pernas cruzada, ficou nervosa ao ver Silicia se aproximar. Assim, apenas se inclinou para frente.

—Mas por que tudo isso? Isso tudo é uma grande loucura- Seu rosto estava próximo, conseguia sentir o nervosismo em sua voz.
—Entenda Silicia- Cerrou os punhos apertando muito forte, as unhas quase perfuravam a mão, lembrando dos sentimentos e dos momentos que passou dentro da fortaleza- Estou cansada, não quero mais ser submissa ao meu pai, não pretendo ser mais um objeto de troca a qual ele usa pra negociação. Eu busco uma nova forma de viver. Me ajude nisso Silicia, me ajude a sair das algemas do meu pai, dentre os dois mundos a única que eu posso chamar de amiga é você- Queria muito chorar só de lembra daquele sentimento de vazio, era como estar num quarto escuro e frio, onde você apenas existe lá dentro esperando alguma coisa. Contudo segurou as lagrimas, pois agora sentia algo, sentia empolgação para viver, se fosse derramar uma lagrima seria de alegria.

Ergueu a cabeça tirando o olhar dos punhos cerrados observando Silicia que estava emocionada, lentamente ela erguia os braços envolvendo em volta de seus ombros.

—Obrigado pela confiança Natasha- Sentiu ela aperta o seu abraço, mas era algo muito gentil e reconfortante- Eu jurei servi você como uma empregada agora eu irei seguir você como uma amiga.

Depois de alguns minutos abraçando Silicia trocando olhando e sorrisos, Natasha sentia uma ligação de verdade entre elas duas. Antes sabia sua proximidade com Silicia era mais que serva e mestra, havia uma certa amizade, mas agora era bem diferente, sentia confiança nela, sentia que podia confiar o mundo para Silicia que a mesma não a trairia. Ouviu Sebas pigarreando, despertando desse mundo só delas duas, queria pode aproveitar o momento para conversa, contar coisas, mostrar lugares tantas coisas vinham na sua cabeça, os assuntos que não acharia impossível de conversa agora sentia uma vontade enorme de contar a ela. Mas eles estavam no meio de uma situação muito delicada, sentia uma irritação com as ações de Sebas, mas essa era compreensível.

—Odeio estragar momento emocionantes- Sentando em sua poltrona, jogando sua moeda para cima pegando ela no ar- Temos que discutir o próximo passo do plano, o nobre convidou a nossa querida Talita para um encontro, mas antes eu quero saber sobre você- Pegou a moeda no ar enquanto apontava para Silicia- Me conte suas habilidades
—Eu sei um pouco de tudo- Sua postura ficou muito mais relaxada, Natasha via Silicia regulamente mas nunca viu ela de uma forma diferente, ela parecia igual ao Sebas, ergueu a mão tocado nos dedos enquanto listava suas competências- Sei um pouco de combate, me isqueiro fácil pelos locais, o básico para ser um ladina, porem o foco da minha especialidade é de conseguir informações, já que essa era a especialidade do “Electro”.
—Quase um canivete- Sorriu para Silicia- Muito bom, você é praticamente o Electro so que muito melhor, já que ele não sabia nada além de conseguir informações- Ajeitou na cadeira cruzando os braços- Agora o plano é seguinte, Talita aceitou o convite do encontro de Robert, assim daqui algumas horas Rolf vai leva-la até a mansão dos Tay- Apoio o cotovelo na mesa ficando muito sério, Natasha olhou para Silicia que estava seria igual, ela transparecia um ar de conforto, como tivesse visto momento assim sempre- Quando estiver com ele, você deve fazer todo procedimento de nobres se encontrando, conversas fúteis e tudo mais. O objetivo é conseguir primeiro pergaminho de pagamento, você não pode pedir para ele diretamente, ele pode achar que você está só interessada no dinheiro.
—Um bom plano, iqual aos planos de uma criança- reparou como Silicia balançava os braços enquanto falava, algo a qual nunca fazia, sempre com as mãos para trás quando era sua empregada- Podemos depois correr até o castelo do rei, entrar nele roubar o dinheiro e sair que tal? Não temos mapa da mansão do nobre? Quantos guardas? Empregados importante para tentar tirar informação.
—Muito bem observado querida...
—Não me chame de querida, não lhe dei liberdade- Interrompeu ele na mesma hora, notou a diferença de personalidade da Silicia de agora para a sua empregada, alguém alegre e tímida para uma pessoa mais firme e segura de si mesma, gostava mais do jeito verdadeira dela.
—Me desculpe- Levantou a mão e abaixou a cabeça em pedido de desculpa, parecia deboche, mas Sebas sempre agia assim, talvez seja assim que ele realmente se expressa.- A falta de tempo não permite saber tanto, mas eu andei procurando no deposito e por acaso eu tenho mapa da mansão dele, como de muitas outras- Colocou a mão no queixo coçando a barba- Si não de todas- Esta aqui para vocês memorizar.
—Agora eu posso começa a confiar nesse plano maluco- Silicia se aproximou da mesa enquanto Sebas desenrolava o mapa- Vamos criar uma rota de fuga.
—Eu comecei a pensar nisso- Enquanto Sebas falava e apontava pra planta da mansão, aproximou da mesa olhando o mapa. Uma típica casa de nobre, dizia casa por que para as outras espalhada pela cidade era até que humilde. — Podemos posicionar Rolf nessa rua...
—Melhor não- Interrompeu Sebas, concentrada encarando o mapa reconhecia cada sala da mansão, era bem clichê. Realmente era uma família voltada para assuntos militares, notava isso pela formação da casa ser muito comum entre os nobres. Contrataram algum arquiteto qualquer e um decorador muito sem criatividade- Ele provavelmente vai me levar pra essa sacada, foi feita para receber convidados.
—Típico- Sebas revirou os olhos.
—Realmente- Silicia concordou com sua desaprovação, mas não compreendia da onde isso tudo vinha-
—Como assim?
—É bem obvio que ele levaria você para esse local, estou ficando enferrujado por não notar isso.
—Meu anjo- Silicia tocou em seu ombro, ela tinha notado que ainda estava confusa- Esse tipo de lugar, fica ao lado do quarto e escritório dele, então essa área não foi feita para receber qualquer convidado, e sim um tipo de convidado.
—Ah...- Isso foi o necessário para entender, e fazer refletir. Sempre foi o tipo de convidado especial, então nunca notou esse tipo de tratamento diante os outros nobres- Vamos deixar isso de lado, posicione Rolf nessa rua, pois dessa sacada conseguimos saltar para o pátio, correr até o muro e pular por ele assim chegaremos mais perto de Rolf.
—Muito bom- Ficou em silencio por alguns segundos olhando para o mapa- Mas você sabe que se saírem dessa área a rota de fuga vai ser pouco viável.
—Eu pensei nisso- Sentiu orgulhosa de si mesma- Não pretendo sair dessa área, então os únicos momentos que não vou estar ai será quando estiver indo para o local e quando sair do local. Quando estiver saindo do local Rolf vai provavelmente me esperando na entrada da mansão para irmos embora.
—Realmente você pensou em tudo dessa vez- Olhou no fundo de seus olhos e sorriu- Você está de parabéns, conseguiu progredir muito em pouco tempo, mal posso ver quando mais pode crescer.
—Obrigada- Demonstrou sorriso raro, pois sentia o coração bater alegremente preenchendo seu corpo com energia, olhou em seguida para Silicia a qual devolveu um sorriso igualmente caloroso. Não conseguia lembrar quantos momentos ela viu isso das pessoas a sua volta, reconhecimento, mas se lembrou como gostava desse sentimento.
—Muito bem então, vamos nos preparar- Silicia puxou a moeda de Electro do bolso colocando encima do mapa- Assim que vocês faziam? Meu tio me falou.
—Isso me traz muita nostalgia- Puxou a sua moeda de Ouro e colocou ao lado da moeda de Silicia- Eu não tenho permissão para fazer isso mas por enquanto você vai ficar com essa- Sebas abriu uma gaveta e mostrou uma moeda de Prata marcada com X no meio dela, entregando para Natasha. – Essa moeda pertenceu a uma antiga membra agora aposentada, ela era a melhor atriz dentre nos cinco além de ser uma ótima acrobata.
—Por lliira?!- Pegou a moeda confusa, mas sentia uma grande importância vinda dela. Quando pegou tudo indicava ser uma moeda de prata comum, mas ela passava imagem tão importante- Não posso aceitar isso!
—É temporário- Sebas pegou a moeda de seus dedos colocando no centro da sua palma e fechando as mão dela- Só um mestre da moeda pode passar moeda para o próximo, por enquanto carregue a de prata pois um dia você vai ser a mestre da moeda de Ouro. – Segurou as lagrimas, isso foi tão inesperado, atingindo de surpresa, ela nunca imaginou Sebas se importa tanto assim, achava que seria apenas um treinamento sobre atuação, mas ele pretendia treinar ela para ser uma sucessora. Abriu a mão pegando a moeda colocando ao lado das duas encima da mesa.
—Agora vamos mostrar a capacidade da “Moeda Sem Valor”