Moeda sem valor
13 Capitulo 13
Rolf conduzia a carruagem pela rua principal, Natasha olhava pela janela tentando se acalmar um pouco, não entendi muito bem por que estava nervosa, antes tinha escalado a sua fortaleza e invadido uma festa e não entendia por que ainda sentia nervosismo. Aqueles momentos estavam muito mais nervosos, então estava progredindo, acendendo a esperança do dia que não sentiria mais tal sentimento.
Outro fator contribuinte para a sua segurança era a Talita seu alter ego, onde devia ser determinada a força, isso fazia se mais confiante. Olhou para Silicia analisando o seu disfarce, tentando achar a verdadeira Silicia dentro do disfarce, seus cabelos costumam sempre estar solto, mas agora estavam presos em coque com tranças no lado da cabeça, deixando muito bonita. A maquiagem dava a impressão do seu rosto estar um pouco mais redondo, já que o rosto era mais fino além, ficava impressionado com o trabalho que Rolf e Sebas podia fazer, além da Silicia ter ajudado na preparação da maquiagem auxiliando tudo parecia muito natural, esses eram seus rosto e sempre foram. Puxou o espelho analisando a sua própria maquiagem, ali estava Talita onde estaria Natasha no meio disso tudo.
Isso fez questionar, poderia ela conhecer as pessoas de verdade. Olhar para Silicia e ver outra pessoa, ela estaria falando com a sua verdadeira personalidade ou a Silicia estaria em um disfarce do disfarce, Sebas demonstrava conhecer muito disso, poderia ele ser ele mesmo. Lhe restava entregar uma confiança cega e sentir confortável entre eles, ou andar com a guarda levantada e sentir sempre insegura entre eles.
—Está bem difícil lhe reconhecer com esse disfarce- Não queria perde todos os sentimentos bons daqueles momentos de realização. Sentia que era real, por que seus olhares eram reais, reconhecimento, felicidade, quando direcionado para ela demonstrava tão verdadeiro. — Eu sinto um pouco estranha não me reconhecendo
—Então está funcionando perfeitamente- Sorriu de volta, cruzando os dedos- Eu já não estranho mais. Meu tio me ensinou a importância desses disfarces para sobreviver.
Começa a entender como tudo isso estava funcionando, para deixar tudo mais real tinha que focar em transparecer o mais verdadeiro olhar do sentimento a qual tinha de demonstrar. Além da diferença entre o submundo e o mundo dos nobres. Enganavam e traiam não pode sobrevivência, mas sim por poder, mesmo um nobre indo à falência podia vender muitos das coisa de sua mansão comprar uma casa simples e ainda ter oque comer, mas no submundo isso era diferente, as palavras que os dois mundo usavam eram diferente, nobres diziam poder, conquistar, ganhar mais. Do outro lado se ouvia sobrevivência, submeter, não perde, aos poucos ia ficando claro como os dois mundos eram próximos e tão distantes ao mesmo tempo, e nessa proximidade que pessoas como Sebas trabalhavam. Não seria uma falsa confiança, seria uma confiança verdadeira era preciso apenas entrar no mesmo barco deles e sobreviver junto a eles. Sua linha de pensamento foi quebrada quando Silicia segurou a sua mão, olhou para ela que estava com um sorriso gentil.
—Está nervosa?
—Não mais- Devolveu o sorriso, com um olhar realmente verdadeiro.
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A carruagem diminuindo de velocidade demonstrava a chegada na mansão, olhou pela janela analisando o local. Seus cálculos sobre o local estavam certo, uma típica mansão nobre, famílias muito ricas e poderosas gostavam de fazer suas mansões diferente umas das outras com configurações cada vez mais complexas e detalhadas, contudo as famílias nobres porem não tão poderosas apenas copiava o estilo das mais poderosas. Então essa mansão já era algo comum, isso dizia muito sobre a família onde o dinheiro estava focado nos negócios e não para trazer luxo e se mostrar diante para as outras famílias.
Apertou a mão de Silicia, contando o número de guardas, percebeu qual a desvantagem ir contra uma família com foco em comercio militar, era o quão bem equipados eles estavam. Aliais isso era como uma propaganda, qualquer um que vinha a sua casa para fazer negócios podia ver como era os seus produtos apenas olhando para seus guardas. Suas armaduras grandes e cheia de placas brilhosas com desenhos entalhado no próprio metal, suas lanças afiadas reluziam o sol podendo cegar seus inimigos. Não entendia dessa área então não conseguia julgar a qualidade, apenas que eram realmente bonitas, mas diante a sua situação de invadir e roubar a casa do senhor dela, pareciam ser tão intimidadora, antes em suas visitas a casas de nobres como Natasha eram apenas um fator ali, demonstravam segurança, mas agora os valores tinha se invertido.
Apertou mais ainda a mão de Silicia, sentiu o toque de sua outra mão no ombro. A porta da carruagem se abriu, Rolf estava em pé ao lado da porta com a mão estendida, por um breve momento havia esquecido o que deveria fazer. Respirou fundo e levantou, soltou a mão de Silicia, pegando de Rolf desceu da carruagem como Talita, seu rosto estava levantando, um sorriso confiante e alegre, olhando para tudo com admiração, Silicia veio logo atrás. Pegou em sua mão e apontou para um guarda falando em um tom médio, para que o empregado de Robert escutasse.
—Olha essa armadura tão bela, seus adornos são tão incríveis, será que podemos dar uma armadura cerimonial para o meu pai- Olhou em seus olhos com empolgação como se fosse uma criança vendo um brinquedo novo.
—Minha senhora seu pai ficaria muito feliz, mas devemos nos concentra no nosso compromisso- Devolveu o sorriso com um meio sorriso, apontando para o mordomo logo a sua frente.
—A me desculpes- Riu envergonhada estendendo a mão para o mordomo- Eu achei a decoração muito incrível, não tem nada parecido da onde eu venho.
O mordomo segurou a sua mão dando um beijo nela. Em vistas de nobres, quem receberia a visita sempre era o mordomo ou a emprega pessoal do nobre, o ato de entrar a mão demonstraria o andamento do encontro, um beijo significa que ele esta esperando alegremente até mesmo ansiosamente, se segurar e guiar para dentro um encontro formal provavelmente vai ser curto, ou se segurasse e falasse sobre o nobre não estar em casa, significava que ele estava em casa mas não queria receber ou cancelou o encontro. Tudo não passava de passar uma mensagem de comportamento no encontro, aquela mensagem dizia sobre como Robert queria ver ela.
Sendo guiada pelo mordomo pelos corredores, sabia exatamente o caminho por lembrar da planta do local, então sabia como o mordomo optou pelo caminho mais longo para que pudesse ver o local. Podia chegar na escada para o segundo andar apenas seguindo reto e virando à esquerda encontrando a escada, seguir reto novamente e virar a direita chegando a sacada onde Robert provavelmente estaria.
Passando por vários cômodos, vendo uma sala de jantar muito bem decorada, sala de estar, biblioteca até observa uma sala de armas, mas não uma comum onde os guardas vão para guarda ou trocar de equipamento, era um local muito bem organizado e limpo, diversas armaduras diferente uma das outras. Outra coisa que notou é foi sobre não ter armaduras e armas só naquele quarto e sim por todos os corredores, não imaginava a variedade dessas coisas fossem tão grandes. Mas admirava as cores em vermelho e vinho, seus quadros retratavam guerras do antigo império, mesmo sendo representação de obrar originais ainda sim eram belas.
Depois de muito caminhar pela mansão, finalmente foi levada a sacada, onde possuía uma mesa redonda branca no centro dela com um guarda sol no centro criando uma sombra diretamente nas duas cadeiras logo ao lado da mesa. Robert estava sentado em uma delas. Levantou ao notar a sua aproximação, abriu um sorriso ao vê-la, olhando encima a baixo notando no seu olhar um pouco mais que uma simples felicidade, sentiu um pouco desconfortável com aquilo.
—Seja bem vinda a minha nobre casa lady Talita- Estendeu sua mão- Espero que tenha sido bem recebida.
—Foi muita gentiliza da sua parte me convidar para um encontro nessa mão muita bela- Segurou sua mão e observou ele dar um beijo ela. Juntou com ele caminhou até as cadeiras e sentou- A decoração é muito criativa, gostei bastante de seus quadros, apesar de não conhecer muito sobre as batalhas a quais elas representam.
—Vou confessar que algumas eu também não conheço suas histórias, mas a maioria eu sei todos os fatos e curiosidades.
—É mesmo? Qual sua favorita? — apoio os cotovelos na mesa colocando uma mão no rosto, com a outra fez um gesto dispensando Silicia.
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Caminhando pelos corredores da mansão, achando todo o local um pouco opressivo, o estilo excessivo em guerra lhe trazia um mal-estar. Silicia sentia assim por causa de seu tio, e de suas histórias e ensinamentos sobre guerra e como os espiões trabalhavam nela. Sempre achou tudo um pouco bárbaro de mais, um informante podia usar informações para desencadear uma guerra ou para ajudar aqueles que precisam.
Nesse conflito que vários pensamentos começaram a vir a tona, como a sua missão com Natasha, seu tio martelou tanto na ideia dela ficar longe desse mundo, usar seu conhecimento não para participar desses jogos e sim para evita. Sentia muito mal quebrar as regras do mentor e tio, mas duvidava se era isso mesmo que desejava, seu tio nunca lhe deu uma escolha muito aberta sobre participar, ela também nunca foi contra isso, pois sabia sua opinião e como reagiria se fosse contra, então nunca tentou a sorte para descobrir. Mas se não fosse para se envolver para que exatamente aprendeu tudo isso, aprendeu técnicas e conhecimentos muito específicos e coisas situacionais a qual não precisaria aprender para evitar esse mundo, seria um desperdício ter tais conhecimento e não utilizar para nada, sentia também a necessidade de seguir Natasha pelo seu vinculo com ela, a primeira amiga. Nunca lhe tratou mal e era diferente de outras Lady a qual tinha trabalhado.
Natasha tinha sido gentil e carinhosa, permitindo ser mais Silicia do que a empregada que deveria ser, então seguir ela não parecia errado além de utilizar seus conhecimentos para ajudar, era como acerta dois coelhos com uma cajadada só. Ajudar amiga e não desperdiçar seus poderes, caminhando perdida em pensamentos, conseguia se sentir um pouco melhor apesar das falas do tio ainda estarem na sua cabeça como sussurro, dizendo para fugir.
Passou por uma sala com a porta aberta, notou uma emprega de mesma altura que a sua limpando alguns vasos, isso lhe deu uma ideia. Entrou dentro da sala e fechou a porta, a empregada ali dentro parou de passar o pano no vaso e olhou confusa, Silicia sorriu para ela indo em sua direção.
Chegou em seu objetivo com seu novo disfarce, roupas de empregada costumam ter um padrão, contudo esse padrão possuía certas variações de nobre para nobre, fazer seu plano usando o disfarce anterior seria complicado, mas com a nova Silicia poderia infiltrar entre as empregadas mais facilmente. Era uma pequena sala com algumas cadeiras e uma mesa velha no centro, outras empregadas sentavam entre elas e conversavam, aparentemente elas estavam em um pequeno intervalo ou matando tempo fugindo do trabalho. A situação estava a seu favor pois tinha um costuma de estar nessa posição então poderia fazer o que quisesse.
—Limpar esses vasos são um saco, como pode algo tão liso conseguir juntar poeira na volta- Puxou uma cadeira entrando na conversa- Meus dedos estão me matando.
—Não me diga – Uma delas bufou, logo em seguida esticou os braços- meus cotovelos doem, meus braços doem não entendo pra que tanta coisa pra lustrar todo dia.
—Além da decoração ser péssima, tantas armaduras chega a ser entediante, você está num corredor e ver armadura e espada, vira no outro corredor e olha só quem diria, outra armadura e espada- Não notou a presença de uma empregada em pé encostada na parede de braços cruzado, ela era a mais jovem dentro todas- O dinheiro que gastam com cera e pano e algo inacreditável.
—Exatamente, e eu soube que eles nem poderia fazer isso- Uma empregada mais velha se inclinou para frente falando com entusiasmo- Escutei que estão tendo problemas financeiros
—Financeiro?- Despertou a sua curiosidade- Pra alguém que gasta tanto com produto de limpeza não parece estar com problema.
—Exatamente por isso!- Ela respondeu com mais empolgação, a julgar pelo modo que falava devia ter descoberto isso recentemente e queria contar a alguém a todo custo- Eles estão mantendo a aparência, dobrando o numero de coisas pela casa, deixando duas vezes mais limpas, para esconder a falta de dinheiro. E eu também escutei que isso vem pelo surgimento dos seguidores de Lliira.
—Mas oque uma coisa tem haver com a outra, vendemos armas e eles são religiosos de uma deusa da felicidade- Ficou bem confusa com essa informação, julgado a mulher de louca ou esta escutando algo errado.
—Os seguidores estão irando uma força militar aos poucos, escutei isso diretamente do lorde Tay em uma de suas conversa, então outros nobres não estão comprando mais com eles, pois todos estavam desesperados investindo nesses tais seguidores.
—Mas eles deveriam ser um grupo pacifico- As chances disso serem verdade eram baixas, mas de fato esses seguidores andaram ganhando visibilidade não só na cidade e sim na parte lesto do reino, o que deixava preocupada.
—Mas isso não é interessante- A mais jovem interrompeu a conversa- Vamo falar dessa lady, eu vejo dois gatinhos desesperados por proteção- Ela soltou uma risada, e as outras riram junto, Silicia para não sair do personagem riu junto.
—Sim, mas ela sabe a furada que esta se metendo- Um empregada sentada complementou- Vai entrar nessa relação tendo que sustentar a familiar, e não duvido que a mesma esteja pobre também, para ter se agarrado ao primeiro homem em uma festa.
Sentiu uma raiva crescer dentro do seu peito, não so por estarem falando mal de sua amiga, mas por tais pensamento controversos. Podia ser um pensamento ingênuo, mas se houvesse amor entre eles dois, seria errado se entregarem tão cedo? No caso Silicia sabia as intenções de Natasha, mas não podia deixar de estar sentindo mal, além que uma Lady era livre para escolher quem sairia ou não.
—Inclusive um nobre veio falar com o lorde da casa justamente sobre essa nova e mistério lady Talita- ela confirmava com a cabeça- Surgiu do nada, participou de uma festa onde conhecia ninguém, tudo misteriosamente.
Essa sincronia de um nobre vim falar de Natasha justamente quando ela foi convidada parecia muito estranho. Se levantou da cadeira espreguiçando os braços e pernas, e saiu dando um aceno com leve sorriso como estivesse feliz por fofocar entre amigas, todas elas deram um aceno suspeitando de nada. Caminhando nos corredores sendo surpreendida por dois guardas fortemente armados, suas armaduras pesadas e espada longa presa na cintura, os dois encaravam Silicia com nervosismos e raiva. Fechou os olhos colocando a mão nas costas segurando a sua adaga, respirou fundo e abriu os olhos encarando os guardas olhando diretamente em seus olhos.
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Ria alegremente colocando a mão na boca transparecendo uma vergonha de rir tão alto, notou que ela ficava empolgado quando fazia isso, dava a impressão dele ser bem divertido, não concorda com isso, suas piadas e historia estavam começando a se repetir e ser previsível, tudo era como as tropas andam na lama, montanha e floresta. Falava como se tivesse diferença, mas tudo parecida como andar em terrenos diferente, ir para frente e não ficar para trás.
—Então minha senhora- O seu sorriso era gigante, podia ver uma lagrima de felicidade escorrer pelo seu rosto. Isso fez Natasha sentir um pouco triste, estava empenhada a entrar nisso, mas ela teria que destruir felicidades assim?- Como andam os negócios de sua família?
—Minhas historias não são comparadas a suas- Cruzou os dedos encarando eles- As coisas não andam muito bem, o transporte de alguns vinhos estão demorando de mais e temos o medo de serem saqueados ou até mesmo dispensado pelos depósitos na minha antiga cidade.
—Sinto muito minha cara- Colocou a mão sobre a sua, parou de olhar seus dedos e concentrou em olhar para os olhos de Robert- Tem algo que eu possa fazer para ajudar?
—A não- Virou o rosto envergonhada- Não posso pedir sua ajuda, não poderia pedir ajuda no primeiro encontro.
—Eu insisto em te ajudar- sentiu que ele segurou sua mão um pouco mais forte, algo reconfortante- Farei tudo para te ajudar não sinta vergonha em me pedir as coisas ou me contar.
—Eu sei que eu posso mas é uma favor muito grande- Segurou a mão dele com as duas, ficando um pouco emocionada.
—Sua bondade não tem limites – ele da um sorriso e continua insistente em saber qual favor era- Pode me contar.
—A para você aceitar algo desse nível o único jeito de eu pagar de volta é cansando com você- Deu uma risada, foi uma brincadeira arriscada, mas ele provavelmente sentiria intimidado e pararia de insistir. Oque não deveria ser o caso, seu plano era justamente tirar dinheiro dele, seu improviso estava começando a sair de controle. Isso era inviável tinha que manter o controle da situação, começou a pensar em algo para contorna a situação enquanto ele ficava surpreso com a piada.
—Eu aceito, nunca fui pedido em casamento- A surpresa foi tanto que engasgou com a própria saliva tossindo, ele colocou a mão nas suas costas olhando preocupado. Não esperava que fosse aceita tão facilmente, além de que não a costuma de lady pedir casamento a um nobre. – Está tudo bem?
—Está sim eu sou estou surpresa- Sorriu para ele- Você é muito gentil
—Sou mais que gentil, sou o cara perfeito para você
—Sendo assim eu não posso resistir- Recostou na cadeira, tossindo um pouco- Estamos com problema financeiro para pagar o transporte necessário suficiente para trazer todos os vinhos além de outras coisas, como nossos quadros e esculturar maiores.
—Não vamos perde tempo- Estalou os dedos, depois fazendo gesto para chamar o mordomo- Traga o documento encima da mesa- Mordomo se aproximou mas parou e já se virou, sumindo na porta- Ainda bem que eu estava cuidando de uns negócios então já tenho alguns documento preparado.
Seu coração começou a bater mais rápido, suas mãos estavam soando muito mais que o normal, colocou elas encima da coxa para esconder o nervosismo. Forçou um sorriso, passou apenas alguns segundos e sentiu como se fosse horas, seu objetivo estava logo ali mas parecia tão impossível, sua respiração estava aumentando ficando um pouco tonta. Pressão começou a baixar, Robert olhava para o jardim com um sorriso calmo e um olhar sereno, aproveitou a brecha para olhar para o chão, controlou a respiração, tinha que se acalmar. Primeiro controlo a situação e começou a pensar em coisas positivas, era como qualquer momento de negocio e encontro que passou quando era Natasha. Isso que ela era a Natasha em um encontro casual de negócios.
Estava funcionando, conseguiu ver o mordomo chegar e entregar o documento sem entrar em desespero, passou a palma da mão no vestido secando um pouco do soar. Apoio a mão encima da mesa sorrindo para Robert assinando o documento.
—Quando será necessário? — Seu tom lhe trazia segurança, como que ele podia ficar tão confiante dando dinheiro para algum recém conhecido. Pensando melhor ele aceito casar com um recém conhecido.
—Não muito- Pensou em inúmeros valores para dizer, mas havia muito a pensar, não conhecia toda a extensão do dinheiro dele, se fosse o seu pai, um valor alto não seria problema, mas Robert era um nobre não tão rico, então um valor alto poderia fazer ele recuar e adiar a entrega, uma valor baixo seria duvidoso já que em sua historia dizia precisar de muito dinheiro, achar o meio termo em poucos segundos estava sendo um tortura para sua mente, o nervosismo estava voltando, pensamentos de ser pega agora invadiam sua mente- Eu acho...- Não podia fraquejar agora, chegou muito longe e arriscou muito para perde nesse momento, escalar sua fortaleza, ir numa festa sendo outra pessoa até mesmo enfrentar seu pai tinha sido um desafio maior- Cinco mil moedas de ouro, eu sei que é pouco, não quero me aproveitar de sua bondade mas essa quantia poderá mostrar para os dono dos deposito que vamos pagar os transporte.
—Tudo bem então- Viu ele escrever o valor, fazer mais algumas anotações e assinar no final- Está aqui.
Pegou o documento com firmeza, como se isso depende-se de sua vida, olhou para ele como um tesouro, oque realmente era, cinco mil moedas para nobres era uma quantia baixa, mas para o submundo podia ser algo muito grande, além de simbolizar sua vitória, ela possuía o documento agora só bastava chegar em casa.
Juntou o ar para agradecer, sendo interrompida por passos pesados, olhou para a porta tomando um susto ao ver Silicia estar ao seu lado pegando em seu pulso. Como ela tinha atravessado a porta até onde estavam em tão pouco tempo, ou por que suas roupas estavam diferentes, estava suja e soada. Olhou para Robert procurando alguma resposta, ele parecia perplexo tentando compreender tudo aquilo, empregada com uniforme da mansão interrompendo a sua reunião de forma tão brusca.
—Temos que sair daqui- Estava ofegante, sua respiração um pouco acelerada, seu cabelo desarrumado, mas o que lhe assustava era o olhar de preocupação em seu rosto- Mais rápido possível!
—Mas que insolência é essa!?- Robert eleva sua voz, indo em direção a Silicia- Como ousa tratar nossa convidada assim?
Quando ele vai tocar em seu ombro, Silicia gira seu braço batendo a palma da mão em seu peito afastando-o. Natasha sua confusão não impedia de achar o movimento dela impressionante, Robert deveria ser um guerreiro hábil e muito forte, e foi afastado com dois golpes facilmente.
—É trabalho dos religiosos queimar os hereges...- Um homem velho usando um chapéu largo de bigode, em uma armadura branca lustrosa, chega com dois guardas de armadura pesadas-...Então é trabalho dos nobres caçar dos ratos.
—Pai? – Robert que estava se apoiando na mesa para não cair de vez pelo empurrão de Silicia, fala com surpresa e medo- Não estou entendo, o que esta acontecendo?
—Filho incompetente-Enquanto o nobre olhava para seu filho Silicia vira de costa para Natasha, empurrando ela para trás com cuidado- Ronnin me avisou sobre essa rata de esgoto, juntos investigamos sobre e descobrimos a sua farsa- Robert olhou para Natasha surpreso, em seguida passou para um desprezo, algo como sempre soubesse que era uma farsa- Agora nos iremos entregar esses ratinhos para os seguidores de lliira.
O nobre apontou para a sua direção, então os guardas foram marchando com passos largos e pesados, suas armaduras faziam barulho alto e sacudiam. Ouviu Silicia gritar “Corra!”. Seu pedido não foi suficiente para tirar ela do pânico a qual se encontrava, suas pernas tremiam e pesadas, seus braços só fizeram o movimento de se encolher para próximo o corpo. Única coisa que podia fazer era observa Silicia pegar uma faca de corta pão encima da mesa e arremessar no olho do guarda a esquerda, enquanto chutava o segundo em baixo do queixo. Novamente puxou as memorias dos tempos mais difíceis, lembrou como havia sido forte no passado e como deveria ser agora, se virou correndo em direção a sacada, sua ultima visão foi Silicia chutar a barriga de Robert que se aproximava pelo lado. Saltou sem pensar ou medir a altura, passou pelo parapeito. Seu coração estava acelerado, enquanto caia sentia suas pernas e corpo ficarem leves, ficou em pânico por não pensar o suficiente sobre como saltar do segundo andar era perigoso.
Aterrissou com os pés no chão, sentindo seus ossos e músculos doendo, como fosse uma correndo começando na sola do pé indo até sua cintura, ficou alguns segundos com de joelhos com a mão no chão, sua visão ficou turva, a dor quase fez perde a consciência. Adrenalina fez levantar e dar um passo em seguida viu Silicia aterrissar ao seu lado, porem ela fez um movimento estranhando quando atingiu o chão, rolando imediatamente para frente, sua chegada era a força que precisava. Silicia puxou seu pulso e juntas saíram correndo em direção ao muro poucos metros à frente.
—Minhas pernas doem muito- Enquanto falava uma lagrima escorria pelo seu rosto, cada passo parecia que suas coxas iriam explodir.
—Está tudo bem? Consegue continuar correndo? — Silicia olhou no fundo de seus olhos preocupada.
Ouviram apenas gritos vindo da sacada, guardas surgiam de dentro da mansão, Silicia puxava cada vez mais forte seu pulso. Tocando a mão no muro ouvindo a poucos metros os passos de armaduras, estava pensando como conseguiria pular sentindo toda essa dor, antes de qualquer movimento sentiu duas mãos em sua cintura levantando para cima. Silicia fazia uma careta, que se não fosse a situação seria engraçada, usando todas suas forças levantar. Esticou os braços e segurou no topo do muro, agradeceu pelo o muro não ser tão grande, fez força para conseguir levantar, mas apenas seu rosto passou pelo muro. Em poucos segundos os guardas estariam ali, porem Silicia deu um passo para tras saltou, colocando um pé na parede se impulsionando para cima. Ela sentou no muro, com as pernas entre eles puxando-a. Segurou no seu cabelo e na gola do vestido.
As duas caíram do outro lado do muro. Estavam no beco previsto para estarem, se caminhassem em linha reta e virassem a direita chegariam na carruagem, o problema agora ela lidar com a dor nas perna e no braço direito, a qual caiu por cima. Sua vontade era de ficar ali mesmo, mas vez esforço para ficar de joelhos, Silicia levantou em um salto apenas puxando pelo pulso novamente, sentia as força lhe abandonando, o mundo a volta ficava cada vez mais escuro, as vozes do guarda através do muro eram muito baixa, a voz de Silicia do seu lado era baixa, a visão começou a ficar cada vez mais escura. Com sua ultima visão sendo a carruagem, e tudo ficou preto.
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Deitada no em um sofá no corredor no esconderijo, abriu os olhos vendo suas pernas elevadas encima do encosto do sofá, vendo dois pares de mão na sua coxa passando uma espécie de óleo, olhou par ao lado notando Silicia ajoelhada.
—Como isso foi acontecer? — Sebas estava logo atrás sentado em um banco comendo uma maça.
—Foi como o planejado- Silicia, parou de esfregar as suas pernas para pegar algumas ataduras- Não foi planejado que ela não saberia cair, então a dor deve ter feito sua pressão cair.
—Coitada- Levantou e foi em sua direção- Vejo que a princesa já acordou, estou aliviado que esteja bem.
Muito cansada para falar, mas não para ir no bolso do seu vestido e puxar o pergaminho entregando para Sebas confuso. Demora alguns segundos lendo, enquanto isso Silicia terminava de enfaixar suas duas pernas.
—A missão foi um sucesso- Puxou suas ultimas energias para dizer essas palavras.
Sebas olhou para seu rosto com um sorriso largo.
—Meus parabéns, Agora podemos começar a segunda parte do treinamento.
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