Notas iniciais
Hey õ/ Meio que atrasei esse capítulo, gomen. Eu tive uns probleminhas de falta de criatividade, mas seguindo o conselho do meu amigo, forcei e foi isso que saiu. Espero do fundo do meu coração que tenha ficado pelo menos razoável. Eu passei a manhã inteira tentando escrever, inclusive deu dor de cabeça. Aliás, eu estou ignorando-a para poder postar isso aqui. Me desculpem pelo capítulo curto :x Enjoy ~

Vergil já havia batido pela décima quinta vez quando a porta finalmente deslizou. O quarto estava escuro e gelado, como da última vez que ele estivera ali, a diferença era que desta vez Fleur estava minimamente vestida. Ela usava um moletom azul que só deixava os dedos e as unhas expostas e, estranhamente, shorts. Só de olhar pro rosto dela ele teve certeza de que ela acabara de acordar e um sorriso presunçoso surgiu em seus lábios ao vê-la ainda meio cambaleante.

– Precisava bater tanto? – a voz delatava que ainda não estava cem por cento acordada.

– Não. – ele deu ombros.

– Acidez nesse nível logo cedo? – ela indagou. – Acho que faz mal. E vem cá, por que você fez o favor de me acordar de madrugada mesmo?

– São quase onze da manhã.

– Exatamente. O dia começa depois das uma da tarde. – esse comentário o fez revirar os olhos de uma maneira debochada, o que ela claramente ignorou.

– Você me pediu para vir, esqueceu? – ele continuava debochando dela enquanto podia.

– Ah, esqueci que prometi te dar aulas. Para o caso de você estragar tudo acidentalmente. – ela deu ombros.

– Como se eu fosse fazer isso. – ele rebateu.

– A probabilidade de você saber atuar bem é tão inerte quanto a do Josh me apagar numa competição alcóolica. – ela zombou. – Aposto minha coleção de lingeries que você parece um robô. – ela se jogou na cama. – Comece quando quiser.

– Meu nome é Anthony Carter, tenho vinte e cinco anos e me casei há pouco mais de um mês. – ele recitou mecanicamente. Fleur estalou a língua e balançou a cabeça em sinal de desaprovo.

– Com essa, você me deve duas. Com mais emoção! As pessoas não vão acreditar em você assim. – ela criticou enquanto fazia um rabo de cavalo com o cabelo ainda um pouco bagunçado. – Tente assim. – ela endireitou-se, falando calma e gentilmente. – Prazer, me chamo Lilian Carter, tenho vinte e três anos e sou a mulher mais feliz do mundo a exatos um mês e onze dias.

Ela dera um sorriso tão gentil e acolhedor, que se ele não a conhecesse há seis anos, teria realmente acreditado em sua atuação. O incrível era que apesar de seus dezessete, ela conseguia realmente parecer mais velha. Ele nunca chegaria a admitir em voz alta, mas ela era uma excelente atriz.

*

– Não mesmo. – Risuka falou com convicção. – Prefiro assistir um documentário sobre a vida e a reprodução das cobras até meus olhos sangrarem a ir à algum lugar com esse idiota.

– Mas... – Josh procurava desesperadamente uma maneira de convencê-la.

– Nada de “mas”. Eu não vou. Ponto. Me recuso.

– Ma-mas...

– Qual foi a parte do: “Eu não vou” que você não entendeu meu caro projeto de poste?

– Só que...

– Encontre outra pessoa. Eu simplesmente não vou andar por ai com o Brachmann. É pedir demais.

– Seja razoável... – ele pediu com um biquinho.

– Seja razoável você! Faz ideia do que está me pedindo? É a mesma coisa que lhe pedir pra ver a Fleur se agarrando com o Vergil, você não iria querer de jeito nenhum.

– Você tem razão, mas...

– Mas nada. Arranje outra pessoa, fim de papo. – ela deu as costas para ele e saiu pisando duro.

– Mas não é só ele! – Josh gritou. Ela virou-se lentamente.

– Como assim não é só ele? – não precisava ser um gênio para dizer que ela estava irritada.

– Eu estava tentando te dizer que você pode levar mais alguém com você, já que sua missão não é fixa. – ela inspirou profundamente, enfurecida. – E não adianta dizer que eu não tentei avisar, por que eu tentei. – ele falou na defensiva.

– E quem seria essa pessoa? – ela perguntou cruzando os braços.

– Sua outra colega de quarto. O Frank achou que você se sentiria mais a vontade se estivesse acompanhada de uma amiga. – ele deu ombros.

*

– Admita senhor “Eu sei para onde estamos indo”, nós estamos perdidos. – falou Myra colocando os pés no banco a sua frente enquanto Di virava o mapa de todas as maneiras que a cabine do trem permitia. – De dez vezes em que você planejou a rota nesse mês de viagens, em nove nós nos perdemos.

– A vez em que ele acertou nem conta. O restaurante ficava de frente para o hotel. – Risuka riu acompanhada de sua amiga.

– Dá para vocês ficarem quietas? – ele perguntou.

– Sinceramente, não. – Myra falou jogando uma caixa amassada nele.

– Eu não consigo me concentrar. – o albino reclamou. – É por isso que eu não consigo acertar a rota.

– Já notou que a culpa é sempre nossa? – Risuka prendia o cabelo num rabo de cavalo. – Por que não tenta procurar o problema antes em você?

– Isso é por que...

– ...se você não calar logo a maldita boca e nos colocar na rota certa eu te jogo pela janela. – Myra estava completamente sem paciência, se ela já achava que aquele alemão ridículo era irritante antes, agora queria mergulha-lo num tanque de mel e depois jogar dez colmeias de abelhas na cabeça dele.

– Humpf... – ele revirou os olhos. Depois de duas semanas de viagem com aquelas duas, ser agredido física e verbalmente havia virado rotina.

– Me dá logo esse maldito mapa logo seu projeto de Neanderthal. – Di pretendia negar, mas ao ser pego inquirido pelo aquele par de olhos arroxeados ele se viu sem escolha. Aprendera que não era vantajoso comprar uma briga com a pequena atiradora.

Era ruim entrar numa discussão com a garota de cabelos azul-platinados, mas pior ainda era entrar numa com a de cabelos azul marinho. No primeiro caso, ele levava uma surra verbal enquanto no segundo ele acabava todo roxo. Myra parecia sentir algum tipo de prazer em espanca-lo.

No final das contas, acabaram contatando a base e eles os mandaram para uma cidade não muito longe da estação. Se tudo desse certo, teriam uma noite agradável.

*

– Aya, pelo meu, pelo seu, pelo bem da nação, não tente cozinhar sozinha novamente. – falou Maya enquanto se levantava depois de vomitar pela terceira vez. A mais nova não havia sofrido nada, talvez por ter sido ela mesma a preparar a refeição indigesta ou talvez por mera sorte. – Eu nem vou pro trampo amanhã depois dessa.

– Desculpe. – Amaya estava decepcionada. Tanto por ter causado um problema para Maya quanto por não ter conseguido fazer uma mera macarronada. Maya ainda estava se levantando quando ouviu a campainha tocar. Foi atender, já que já passava das dez. Que tipo de pessoa sem noção vem ao apartamento alheio a essa hora?

– Sim? – ela perguntou ao apertar o botão do interfone.

– É bom que você tenha como abrigar três pessoas ou essas loucas vão me jogar pela janela, de novo. – ela reconheceu a voz de Di. O que ele estava fazendo ali? E o mais importante, quem o jogaria pela janela?

– Ah não. Ele está com a Risuka e a Myh. – Amaya falou.

– Como você sabe? – Maya perguntou curiosa.

– Elas são as únicas pessoas que eu conheço que seriam capazes de jogar alguém pela janela sem nenhum remorso. Principalmente se essa pessoa for o Brachmann.

Notas finais
E ai? O que acharam? Eu sei que existem alguns personagens que estão terrivelmente escanteados, mas não se preocupem, tudo a seu tempo. Eu estou tentando achar o lugar deles. Quero todo mundo fazendo perguntas nesse bagulho u-u E eu estou vendo vocês seus fantasminhas. TEM 23 PESSOAS ACOMPANHANDO A FIC E PRATICAMENTE SÓ 10 COMENTAM. EU VOU FAZER UMA CHACINA. Tem pessoas que só comentaram uma vez. COMENTAR NÃO VAI FAZER A MÃO DE VOCÊS CAIR NÃO SABIAM? Vou seguir essa regra: Se vocês que tem personagem que ainda não apareceu não comentarem, eles nem vão aparecer. Vou dar a vaga para outras pessoas. E se vocês cujo personagem já apareceu não comentarem, eu juro que vou dar um fim neles. Sério. Ou morte ou tortura. Ah, e o que acham de um ask para interrogar os personagens? 1) Sim 2) Não