Modern Magic - Interativa
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Fleur e seu grupo foram os primeiros a chegar no pátio principal do prédio, mas apesar disso, ela não parecia muito feliz. Adam, o que era o mais novo entre eles, porém um dos mais espertos, logo percebeu isso.
– Ei, você está bem? – perguntou ele.
– Eu estou apenas preocupada. Toda essa situação sempre me deixa nervosa. – ela respondeu, com um meio sorriso.
– Não se preocupe. – ele falou despreocupadamente. – Logo, logo eles vêm te buscar.
– Eles quem? – ela perguntou.
– Os anjos. Devem estar te procurando desde que caiu do céu. – um sorriso surgiu em seus lábios e ela riu.
– Adam, essa foi uma péssima cantada. Aprenda com o mestre aqui. – disse Dietrich, apontando para si mesmo.
– Você não consegue cantar ninguém Ditch. – observou Connor. – Você só tenta seduzi-las de uma maneira barata. Até o Adam, que não tem um olho consegue ser mais charmoso que você.
– Você está em descrédito Brachmann. – concordou Fleur. – Não sabia que você tinha virado um sedutor de araque. – concluiu rindo.
– De araque? – ele zombou. – Pode até ser, — ele a puxou para si pela cintura. – mas eu sei como pegar uma mulher de jeito.
– TIRE SUAS MÃOS DELA SEU GERMÂNCOZINHO DE MERDA! – gritou Josh, que acabara de chegar, e como um raio arrancou Fleur dele e a colocou atrás de si. – Só por que ela é francesa não significa que comprimente as pessoas com beijos.
– Calma Josh, eu sei me cuidar. – pronunciou-se Fleur. – Eu não ia deixa-lo fazer nada. E mesmo que ele conseguisse de alguma maneira me beijar, eu iria congelá-lo.
– Foi o que aconteceu da última vez. – reclamou Ditch.
– Última vez? – perguntou Amaya, que até o momento tinha ficado calada.
– Sim, ele tentou pegar minha irmãzinha antes dela partir. Mas acabou como um cubo de gelo. – comentou Josh.
– Ele tenta dar em cima de qualquer mulher que veja. — zombou Risuka. — Tem homens melhores por aqui.
– Quem não é melhor que ele? — zombou Myra.
– Ei! Ainda estou aqui sabiam? – reclamou Ditch, fazendo biquinho.
A discussão prosseguiria por horas, se não tivesse sido interrompida pela chegada dos outros grupos. Vergil parecia estar desconfortável sendo escoltado por três mulheres, Maya, por outro lado estava mais do que a vontade com os três homens que a seguiam. Um deles parecia mais baixo do que realmente era perto dela, e isso claramente o deixava incomodado.
– Finalmente vamos começar a diversão! – exclamou Maya, empolgada.
– Certo. Coronel faça o favor de explicar as regras para nossos queridos soldados. – pediu Fleur.
– Sim, senhora. – essa palavra parecia sair com dificuldade de sua boca quando se tratava dela. – Iremos dividi-los em três equipes de quatro pessoas, uma de cada quarto presente aqui. Vocês competirão entre si em duas fases. A primeira é uma corrida de orientação, que exigirá de vocês trabalho em equipe e pensamento rápido, além de rapidez e silêncio. Cada equipe receberá um mapa e uma bússola. Obviamente, eu sei que não sabem usa-los. É simples, a bússola aponta para o norte, e o mapa tem uma indicação do norte nele, com isso, vocês terão de chegar num determinado local. Vocês tem uma hora para chegar lá. Mas existe um porém: Depois de vinte minutos, eu, o tenente Hellscythe e a tenente Falker iremos caçá-los. Ou seja, ou vocês chegam ao ponto demarcado, ou capturamos vocês, e se o fizermos vocês estão fora.
– Os times serão divididos por sorteio, e nós não nos importamos se vocês se dão bem ou não com as pessoas de suas equipes. Vocês terão de superar suas indiferenças, ou serão... Bem... Expulsos. – disse Fleur com um sorriso maldoso.
– Unidade Alfa: Amaya, Jaco, Dietrich, Yumiko. – anunciou Josh. – Unidade Beta: Risuka, Raito, Adam, Aki. Unidade Delta: Myra, Jinai, Connor, Kris.
Eles receberam os mapas e as bússolas, um de cada por equipe, e lhes foi concedido cinco minutos para descobrir como usa-los. O que por si só era uma tarefa muito difícil.
– Eu acho que nós temos que encontrar um ponto de sincronia entre os dois. – observou Amaya.
– Isso é óbvio, idiota. – ralhou Jaco.
– Fica quieto ai Zangado. Vai procurar a Branca de Neve. – rebateu Amaya.
– Eu não mexeria com a gata aqui, — disse Dietrich melodiosamente, colocando o braço ao redor dos ombros dela. – eu acho que ela morde.
– Você deveria parar de dar em cima de todas as meninas que encontra e se concentrar na sua tarefa, Brachmann. – Yumiko tinha um tom sério.
– Não está mais aqui quem falou. – ele respondeu, tirando o braço. (N/A: O nome do Di é Dietrich Brachmann, pra quem não percebeu ainda.)
Em outro canto da sala, a unidade Beta tinha uma discussão parecida. As vozes se confundiam num mar de sons, e ninguém ouvia o que os outros tinham a dizer.
– DA PARA PARAR DE AGIR COMO CRIANÇAS? – esbravejou Risuka. Todos se calaram. – Assim é melhor.
– Com licença Ricchin, mas eu sei usar isso. – disse Raito. Risuka não sabia se ficava surpresa por ele saber como usar os equipamentos ou por ele ter inventado um apelido para ela.
– Gostaria de saber por que você não falou isso há três minutos atrás. – falou Aki, claramente nervosa.
– Eu tentei, — ele deu ombros. – mas vocês estavam tão ocupados se irritando uns com os outros que nem me deram atenção. Eu era pescador, e usava esses equipamentos para me guiar no mar. Eu vou explicar para vocês...
Enquanto Raito explicava a maneira correta de usa-los, a equipe Delta traçava a melhor rota para o ponto indicado, no meio das ruinas da antiga cidade de Magnólia, a cidade onde viviam muitos magos, e onde muitas lendas viveram.
– Ghost, você é um pensador e tanto! – exclamou Kris. – Desse jeito chegaremos lá em aproximadamente quinze minutos!
– E não sobraria tempo para sermos perseguidos. – acrescentou Jinai. – O que me deixa muito mais confortável. Apesar de eu ter certeza que eles não conseguiriam nos rastrear. Eu poderia muito bem levar a Kris, e a Myra poderia ir com você através de portais Ghost. Seria muito mais simples e rápido. – ele deu ombros.
– Não seja idiota Jin, eles não vão nos deixar usar magia, e você vai ter que correr como nós. Duvido que eles deixem você ir voando. É capaz de tentarem cortar suas asas se você tentar. – falou Myra, ceticamente.
– Eu devo concordar com a Myra. – falou Connor, sua voz dava a impressão de que ele estava sempre com sono, a qualquer hora do dia. – Se pudéssemos usar magia, o Adam e eu chegaríamos quase que imediatamente, e o Ditch estaria lá em poucos segundos.
– Você acha que eles colocarão inibidores de magia em nós? – perguntou Kris, assustada.
– Em vocês talvez não, mas o Ditch não vai sair daqui sem um. – Connor soava extremamente calmo. – Ele não iria cumprir as regras. – ele deu ombros. – Pelo menos não se elas fossem dadas por ela.
~§~
Como o previsto por Connor, Dietrich teve sua magia inibida. Apesar das circunstâncias, Jinai não foi proibido de voar, o que deixou o alemão muito irritado.
– Da pra acreditar que aquela... Aquelazinha... – enfureceu-se Ditch.
– Da pra parar de gracinha? – disse Amaya, irritada. – Ela é minha amiga.
– Da pra vocês se concentrarem? – falou Yumiko. – Temos um trabalho a fazer.
Enquanto isso, não muito distante, alguns se divertiam com o desespero dos mais inexperientes.
– É sério? – Fleur tentava conter o riso. – A bússola é um transmissor de GPS e de som em tempo real?
– Eu não tinha muitas esperanças no que diz respeito a você del Luce. – começou Maya.
– A Maya tem razão, — falou Josh, com a boca cheia de batatinhas. – você é muito certinho.
– Mas você se superou! – Maya explodiu em risadas. – Eles acham que a competição vai ser justa... Pobrezinhos.
– O pior é que eles acham mesmo que essa bússola aponta para o norte. – Fleur mal conseguia conter o riso. – Você teve uma ótima ideia quando disse que deveríamos configura-las para apontar para o sul Maya. Foi fácil hackear o sistema daquele brinquedinho barato.
– E a ideia do mapa foi genial. – falou a morena, caindo no chão de tanto rir. – Essa iniciação está saindo melhor que encomenda.
Fleur estava se divertindo muito com a situação, e por hora esquecera o mau pressentimento que tivera no começo da madrugada. Passaram-se alguns momentos antes que eles se acalmassem, mas assim que Vergil cansou-se de vê-los todos rindo como idiotas, levantou-se da cadeira em que estava acomodado e ligou o transmissor.
– Como assim? O mapa não tem nada haver com o local em que estamos Connor! – ouviu-se a vozde Myra terrivelmente irritada. – Você tem certeza de que estamos indo para o lugar certo?
– Eu duvido. – ele respondeu.
– O QUÊ? – perguntou Kris, incrédula.
– Se os nossos queridos superiores tivessem sido justo conosco, e nos dado uma bússola que funcionasse de verdade, já estaríamos na metade do caminho. – ele disse.
– Como assim? – perguntou Jin.
– Simples, eles queria tornar as coisas mais difíceis para nós. – respondeu Connor. – A bússola provavelmente aponta para outro ponto cardeal. Como está de madrugada, poderia ser qualquer um, exceto o norte. E como estamos no meio das ruinas, não podemos ver onde está a lua. Do contrário, poderíamos nos guiar corretamente.
– Isso eu posso resolver. – disse Jin, levantando voo, acima das estruturas dos imensos prédios. – A lua está próxima do ponto máximo Connor. – Ele gritou.
– Ótimo. Então essa bússola aponta para o sul.
– Chega, isso acabou com a minha diversão. – reclamou Fleur, já indo em direção à porta. – Eu mesma vou caçar esses esperti –
– Vai coisa nenhuma. – disse Josh, segurando-a acima do chão pela gola da camisa. O que ele não lembrou, é que a blusa era curta e folgada. O resultado era óbvio: Josh vermelho como um pimentão depois de ver (de novo), uma das peças de lingerie de Fleur. Maya rolava no chão de tanto rir, enquanto alternava o olhar, ora para o rosto envergonhado de Josh, ora para a expressão semi-frustrada de Fleur, que caíra de traseiro no chão. Enquanto isso, Vergil suspirava decepcionado. Ele não sabia por que ainda alimentava expectativas daquele bando de incompetentes.
– Mudem logo de frequência. – reclamou Fleur, emburrada. – Eu agradeceria se parasse de rir Maya, eu me sentiria mais confortável.
– Certo, certo. Se não a madame trança-gelada vai me transformar em um cubo de gelo, sei, sei. – ela disse enxugando uma lágrima.
– Eu tomaria mais cuidado nos apelidos que dou a meus superiores se fosse você. Se eu me sentir ofendida, posso transferir você pro Vergil. – ameaçou a platinada, antes de cair na risada.
– Por favor, não! – falou Maya, com uma falsa expressão de desespero. – Tudo menos isso!
– Chega. – disse Vergil secamente. Cansado das piadinhas, ele mudou a frequência do transmissor.
– Eu acho que sei para onde temos que ir. – falou Amaya – Se estamos onde eu acho que estamos, temos de ir para as Ruinas da Catedral, que não passam de uma grande área descampada agora.
– E onde você acha que estamos Latreel? – indagou Yumiko.
– Nas ruinas de Magnólia. Esse lugar inteiro cheira a flores de cerejeira. – ela disse com simplicidade.
– Amaya, cuidad- gritou o albino, mas já era tarde demais. Sem prestar atenção por onde andava, ela tropeçara numa viga e caíra nos escombros, abrindo um corte feio na sua perna.
– MERDA! Eu tinha que cair. Desculpe gente. – ela disse esforçando-se para sorrir. – É melhor vocês continuarem sem mim.
– Tenho de concordar com ela. Só iria nos atrasar. – disse Jaco.
– Só por cima do meu cadáver. Enquanto eu estiver aqui, ninguém vai ficar para trás. – falou Dietrich, abaixando-se para analisar o machucado na perna dela. Ele franziu as sobrancelhas, o corte era feio, mas ela conseguiria aguentar. Ele tirou a simples camisa branca que vestia e improvisou um curativo, para estancar o sangue.
– Você não vai fazer o que eu penso que vai fazer não é Brachmann? – indagou Yumiko.
– Se você acha que vou carrega-la até o lugar onde devemos ir você está completamente certa Yumi. – ele colocou a morena em suas costas com facilidade e retornou ao mesmo ritmo de corrida que mantivera durante todo o percurso. Lagrimas ameaçaram se formar nos olhos azuis da morena, mas ela manteve-se forte.
– Vamos, a catedral é por aqui. – ela apontou.
– Como você pode ter certeza? – perguntou Jaco.
– Eu vi muitos mapas desse lugar quando era mais nova, eu sonhava em morar aqui quando fosse reconstruída. – ela disse com simplicidade.
Fleur levantou-se do chão.
– Eu vou até lá. Tenho que tratar dos ferimentos dela, do contrário ela não conseguirá participar da segunda fase. – disse.
– Me engana que eu gosto Bells. – falou Maya, sentada no alto de uma pilha de caixotes. – Você quer mesmo é ir atrás do Brachmann. Parece que eu não sei que você quer dar uns amassos nele. – ela riu.
Fleur se esforçou para manter o autocontrole diante da brincadeira da amiga, mas seu rosto a denunciou, corando levemente.
– Não vou negar que ele não é de se jogar fora, mas eu estou mais preocupada com a Amaya. – ela respondeu.
– Você deveria ir direto para a catedral Fleur. – disse Josh.
– E não deveria sair agora. – complementou Vergil.
– Eu vou para a catedral, mas vou parar para pegar a Amaya. E quanto a não sair, já se passaram os vinte minutos, todos vamos sair agora.
– Mas ainda não vimos como a unidade Beta está se saindo Fleur! – exclamou Josh. – Eu quero ver como a Risuka e os outros estão se saindo.
– Não temos tempo. A parte divertida começa agora. – ela disse. – Vamos, temos que aterrorizar algumas mocinhas.
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