Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E então é Natal! Bom, finalmente minha correria vai diminuir um pouco a partir de agora e os capítulos vão ficar enormes a partir de amanhã. Espero que entendam. O que acontece é que por causa da correria, tive que adiar alguns acontecimentos e informações. Mas agora que entramos na etapa final, preciso agilizar o processo e isso influencia na quantidade de acontecimentos no capítulo. Eu realmente espero que gostem. Enfim, eu quero agradecer ao comentário no capítulo passado da AndreaNeves. Obrigada pelo carinho e boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XII – MISTÉRIOS DE DEZEMBRO

CAPÍTULO XXIV – XADREZ

Se tem algo que eu aprendi nesses vinte anos em que eu conheço Clint é que nunca, em hipótese algum, se deve ter o Barton como um inimigo. Em geral, Clint é uma das pessoas mais fáceis de conviver. Apesar de sua típica excentricidade e da inteligência assustadora, por ser uma pessoa divertida e muito observadora, ele sabe até que ponto pode brincar com alguém ou questionar algo que possa provocar desconforto, mas é exatamente por essa empatia aflorada que Clint se torna a pior pessoa do mundo para tê-lo como um inimigo.

Além de ser muito bom em descobrir o medo das pessoas, Clint é um especialista em torturas. Por ser um historiador, o homem vive estudando sobre o passado do mundo e as técnicas mais dolorosas que as antigas civilizações utilizavam para matar e arrancar informações de seus criminosos. E era exatamente por isso que mesmo convivendo com muitos seres perversos desde minha infância, eu considerava Clint uma das pessoas mais perigosas do mundo.

Em seu quarto com aparelhos exóticos de tortura, eu observava Arthur Edgell se tornar uma das vítimas dos métodos nada agradáveis de Clint de penalizar aqueles que ousavam mexer com sua família. Para o azar de Edgell, ele escolheu mexer com a criança errada de Clint. Por ser quase praticamente a caçula dos sobrinhos, meu namorado era ainda mais protetor com Thea do que com os outros.

Claro que todos os sobrinhos recebiam cuidados intensos e o amor incondicional do tio, mas por ter tido menos treinamento que os outros, Thea era alvo da maior proteção de Clint. Tanto é que diferente dos outros, essa foi a primeira experiência sendo vítima dos inimigos de Clint e da família Barton. Mexer com ela significava despertar a fúria em sua forma mais pura e brutal do historiador.

Assim, estando de braços cruzados e sentada em uma cadeira mais afastada, eu observava Arthur Edgell preso em uma mesa de madeira com cordas que se prendiam aos pés e mãos do homem em uma ponta e a roldanas em outra. A cadeira tinha espinhos de ferro que espertavam com brutalidade as costas de Arthur. Clint girava as maçanetas, fazendo os membros do ex-sargento se esticassem em pura agonia.

Quando soube que Arthur havia se recuperado o bastante para conseguir dar o seu depoimento, Clint não perdeu tempo em tirá-lo do hospital e o levá-lo para casa. Sua primeira ação foi escolher o dispositivo que trouxesse maior intensidade de dor, enquanto interrogaria o homem e acabou optando pelo que chamam de Balcão da Tortura ou Cavalete.

— Sabe, Arthur, um aspecto horrível de ser esticado no cavalete por muito tempo são os sons das cartilagens, ligamentos ou ossos se arrebentando ou rasgando. Na idade média, um poderoso método para pressionar prisioneiros era forçá-los a assistir alguma outra pessoa no cavalete. Além disso, com a pessoa presa no instrumento era possível aplicar simultaneamente outros tipos de tortura, geralmente queimaduras nos flancos com tochas ou velas ou pinças com pontas especiais para arrancar as unhas dos dedos das mãos e dos pés. Um resultado frequentemente era a separação de ombros e quadril e o deslocamento de cotovelos, joelhos, pulsos e calcanhares. – Conta Clint, aproximando-se de uma mesa com diversos outros tipos de aparelhos de tortura, como alicates, pinças, isqueiros, facas, chicotes, martelos, serras e tesouras. Com uma faixa tampando sua boca, Arthur gritava em desespero e pela dor que sentia com os espinhos perfurar suas costas. – Sabe, você deveria se sentir feliz. Eu escolhi para você usar uma relíquia. Esse cavalete é a versão francesa melhorada desse aparelho. Com roletes com espinhos que eram inseridos sob a espinha da vítima, aumentando ainda mais a dor e os danos físicos à vítima. Sabe uma curiosidade interessante, Naty?

— O quê? – Pergunto, vendo Clint passar os olhos pelos seus brinquedos de tortura com o olhar pensativo.

— A Inquisição adotava um método diferente na idade média. A vítima era presa, geralmente pelos pulsos, suspensa vagarosamente e depois derrubada de forma abrupta. A técnica provocava fratura dos braços e ombros, mas precisava durar menos de meia-hora, pois manter a vítima nesta posição por mais tempo poderia levar a vítima à morte por parada respiratória. Um método similar era utilizado na Rússia utilizando um instrumento parecido com um patíbulo com uma alavanca para suspender a vítima, que era então chicoteada e, às vezes, queimada com tochas. – Comenta Clint, como se isso não fosse nada demais. Eu sabia que a tranquilidade em sua voz era apenas uma forma de destruir ainda mais o psicológico de Arthur, que grita ainda mais desesperado contra a faixa na boca, parecendo ciente de que ele poderia acabar sendo vítima de uma dessas duas opções. – Eu realmente não sei qual desses métodos eu deveria usar para matar o Arthur. Eu sempre tive vontade de experimentar essa belezinha aqui, então estou bem animado para ver os estragos que ela pode fazer com o nosso amigo aqui. Talvez eu deva começar arrancando cada uma de suas unhas e depois esmagar dedo por dedo. E é claro que eu usarei ecstasy para te deixar bem acordado, mais agitado e ainda sentir as dores com maior intensidade durante todo o processo. Você sabia que o ecstasy é uma das drogas mais estimulantes do mundo? Aposto que você vai sentir uma sensação insuportável por cerca de uma semana. O que você me diz, Arthur? Está pronto para a emoção?

Clint se vira para o ex-sargento com um alicate enorme em mãos. Os gritos de Arthur se tornam ainda mais desesperados. Suspiro, vendo que Clint estava mesmo inspirado para prolongar a dor do maldito. Eu particularmente não me incomodava em ver meus inimigos sofrendo. Era algo que fiz muitas vezes como agente do Tentáculo. Métodos de tortura era algo que eu aprendi desde que era criança. Conhecida como a pior assassina da organização criminosa, mesmo com a minha pouca idade, eu havia me acostumado com ações do gênero.

O grande problema é que o tempo não estava a nosso favor. Nós ainda nos encontraríamos com o paparazzi que Ally tinha o contato para tentar obter mais informações sobre Taskmaster e em dois dias partiremos para Budapeste para iniciar o novo jogo de nosso inimigo. Por isso, nós ainda precisávamos arrumar nossas malas e todos os preparativos do que poderíamos acabar precisando durante a viagem.

— Clint. Não temos tempo para isso.

Chamo a atenção do meu namorado, que me encara com insatisfação. Mostro o relógio como um alerta que ele precisava se apressar em obter informações e, caso fosse mesmo matar o homem, que fosse de maneira rápida e objetiva. Clint bufa irritado, mas se aproxima de Arthur e retira a faixa de sua boca.

— Não! Por favor! Não me torture! Eu falo o que você quiser! Eu faço o que você quiser! Por favor, não me machuca! – Implora o sargento Edgell em prantos. – Por favor! Eu prometo que conto tudo o que você quiser. Eu prometo! Por favor, não me torture até a morte!

— Oh, você parece disposto a colaborar. Isso é bom, Arthur. Apesar de querer muito testar as vantagens de se ter um cavalete medieval na sala a prova de som da minha casa, minha amada está com pressa hoje. Então, vamos ter que ser rápidos. – Comenta Clint, suspirando. Arthur para de gritar e encara Clint com esperança. – Você vai mesmo me contar tudo o que eu quero saber?

— Sim! Sim! Eu prometo que conto tudo! Eu não sou resistente a tortura. Não tenho dessa de manter a boca fechada. Eu prometo que conto o que você quiser saber. – Afirma Arthur em desespero. Ele suava com intensidade e continuava a chorar. Evitava se mexer para que os espinhos não perfurassem ainda mais suas costas. – Só me tira daqui. Por favor!

— Então vamos fazer um acordo. Você me conta tudo o que sabe sobre o Taskmaster e a localização do desgraçado do Alexi Shostakov e eu te tiro do cavalete de espinhos. O que acha? – Pergunta Clint e Arthur parece pensar no assunto. – É a minha única proposta, Arthur. Se decidir negar, eu não me importo nenhum pouco de fazer como a Inquisição. Tudo o que eu preciso fazer é te erguer por esses cabos de ferro que estão ao redor de sua cintura. Será uma morte de aproximadamente trinta minutos, mas enquanto você morre, eu farei questão de arrancar seus braços e pernas pelo mecanismo do cavalete. Apesar de rápida, com certeza será uma morte bem dolorosa.

— Tudo bem! Tudo bem! Eu conto! Eu conto! – As ameaças de Clint surtem efeito no mesmo instante. Talvez Arthur pensasse que meu namorado poderia ser mais assustador que Taskmaster. Clint aperta um botão que esconde os espinhos e Arthur suspira aliviado.

Levanto-me e me aproximo. Finalmente havia chegado o momento que eu tanto esperava. Clint me encara com seriedade e faz o sinal de que eu deveria gravar a conversa a partir de agora. Assinto e retiro o gravador do bolso de meu casaco. Ao lado de Arthur posso ver o quanto Clint havia o machucado. Ele estava pelado, os punhos e as pernas sangravam pelo aperto das cordas. A sala estava incrivelmente gelada e ele deveria estar congelando sem qualquer proteção.

— Certo. Antes de tudo, como conseguiu sobreviver a explosão? – Pergunta Clint com objetividade.

— Eu não estava na hora da explosão. Antes de ser levado para a prisão, ainda no aeroporto, Alexi me trocou com um outro presidiário. Nós trocamos de roupas, tínhamos a mesma altura e fisicamente éramos parecidos. Eu fugi do aeroporto usando roupas da equipe de limpeza e meu dublê entrou no furgão no meu lugar. Como nenhum dos policiais que me conheciam antes estavam no lugar na hora da troca, não foi algo realmente difícil. Parece que Alexi prometeu que tiraria o homem em três dias e que ele receberia muito dinheiro. – Conta Arthur, surpreendendo-me. De fato, Alexi havia trabalhado algum tempo em parceria com a CIA. No entanto, jamais imaginei que desde aquela época ele trabalhava com a HYDRA, já que ele falava tanto em acabar com a organização. – A única informação que tenho sobre o que aconteceu depois que eu fugi foi que Alexi foi o responsável por explodir o furgão a pedido de Taskmaster.

— Então você não sabe o motivo deles terem te salvado? – Pergunta Clint, encarando Arthur como se não acreditasse por completo em sua história. O homem nega e meu namorado se aproxima da roldana que esticava os braços na mesa. – Você realmente não sabe, Arthur?

— Sim! Eu sei! Por favor, para! – Grita Arthur ao sentir os membros superiores serem esticados. Clint para de mover a roldana e o ex-sargento suspira aliviado. – Taskmaster disse que precisava de mim para o plano dele que ocorreria em alguns anos. Ele não me deu detalhes na época e permitiu que eu assumisse uma nova identidade. Eu me mudei para Londres e passei a trabalhar em uma empresa e limpeza urbana. Um mês atrás, Taskmaster me trouxe de volta para Hawkins e me deu a missão de seguir seus sobrinhos e descobrir sobre a rotina de todos eles. Em seguida, Alexi me disse que quando você estivesse ocupado procurando por Aaron Moon, eu deveria sequestrar Thea Queen. Não sei o que planejavam fazer com ela, mas aparentemente eles a usariam como moeda de troca.

A informação parece deixar Clint intrigado e ao mesmo tempo irritado. Ele se afasta de Arthur e fica de costas para o homem, apoiando-se na mesa com os instrumentos de tortura. Meu namorado permanece alguns segundos com os pensamentos distantes, batucando os dedos da mão direita sobre o metal, enquanto mordia a unha do dedão da mão esquerda. Aquele era um sinal de que ele estava processando as informações.

— O que sabe sobre Taskmaster? – Pergunta Clint de repente, virando-se bruscamente para Arthur.

— Tudo o que eu sei é que ele é temido por todos os membros da HYDRA e que se tornou o líder da organização depois que seu antigo líder morreu. Boatos dizem que ele é filho bastardo do antigo líder, mas ninguém sabe se isso é mesmo verdade, já que todos só tomaram conhecimento da nova liderança depois que encontraram no testamento de Barney McWilliams que seu sucessor era o habilidoso e cruel Taskmaster. Ele é obcecado por jogos e ama desafiar as pessoas a competirem com ele. Taskmaster também é muito bom em aprender novos golpes e está sempre recrutando jovens talentosos para fazer parte da HYDRA. Ninguém da HYDRA foi capaz de ver seu rosto e nem mesmo sabem o som de sua voz original. – Responde Arthur, encarando Clint com preocupação.

— E o que mais? – Insiste Clint e Arthur nega.

— Mais nada. Isso é tudo o que eu sei. – Afirma o homem, mas Clint não parece satisfeito com a resposta.

— Vamos, Arthur. Eu sei que você pode fazer melhor do que isso. – Incentiva meu namorado, aproximando-se da roldana dos membros inferiores. – Eu quero mais informações. Tudo o que você souber!

— Ele... ele... ele falou o nome Jeanne Foucault uma vez. Eu não sei quem ela é, mas ele... ele saiu da sala em que estávamos conversando assim que Alexi o informou que ela tinha saído com alguém. – Conta Arthur, um pouco atordoado. – Eles... eles foram ao torneio de xadrez juntos.

Clint paralisa por alguns instantes e eu quase posso ver seu cérebro trabalhando na velocidade da luz. Encaro meu namorado em dúvida e vejo um sorriso se formar em seus lábios. Ele anda ao redor de Arthur por alguns instantes, como se estivesse absorvendo a informação de forma satisfatória. Ele então para de andar e passa a desamarrar Arthur.

— Última pergunta, Arthur. Se responder o que eu quero saber, irei te soltar. – Responde Clint e vejo esperança nos olhos de Arthur. – Onde está o desgraçado do Alexi?

— Eu não sei. – Responde Arthur e Clint crispa os lábios com insatisfação. – Ele não me falou. Eu juro.

— Onde está Alexi, Arthur? – Insiste Clint, usando seu tom intimidador.

— Eu juro que eu não sei! Ele estava com a KGB quando me ligou. Ele apenas me mandou ir atrás de Thea Queen e que tinha que deixá-la desacordada e amarrada no carro em um cinema drive-in e ir embora. Nada além disso. – Informa Arthur, tremendo em medo pelo que Clint poderia fazer com ele. O historiador parece acreditar em suas palavras e liberta o homem das cordas que prendiam suas mãos e pernas.

Sem esperar quaisquer palavras de Clint, Arthur corre com todas as suas forças em direção a uma porta que estava aberta. Quando planejo ir atrás do homem, Clint puxa minha mão e nega com um sorriso assustador nos lábios. A porta se fecha imediatamente e nesse momento noto que aquela saída não era realmente uma saída.

— O que é isso? – Pergunto a Clint, que dá de ombros. Desligo o gravador e guardo em meu bolso.

— Uma câmara de gás. – Responde o homem e não demoro a ver Arthur batendo contra a porta, gritando em desespero. – Ela libera Sarin, um dos venenos mais cruéis, que entra em ação em estado gasoso, causando insuficiência respiratória. A vítima perde o controle do próprio corpo que tem fortes espasmos até a morte. A morte é rápida, mas bastante dolorosa e violenta, já que todos os ossos do corpo da pessoa se quebram ao mesmo tempo durante os espasmos intensos.

— Você não disse que o libertaria assim que ele contasse tudo o que você queria saber? – Questiono, encolhendo-me contra minha jaqueta. A temperatura da sala de tortura de Clint continuava a cair. Ele retirar seu casaco dele e me cobre com cuidado.

— E eu libertei. Eu não tenho culpa se ele escolheu correr para a minha câmara de gás. – Afirma e eu dou uma risada irônica com a cara de pau de meu namorado, enquanto me acomodo melhor em seu casaco.

— Então você também não podia ter o tirado da câmara de gás antes que a porta se fechasse e liberasse o gás? – Ironizo e dessa vez é Clint quem ri.

— Bom, ele mexeu com a minha pequena Speedy e a fez chorar. Como eu poderia o perdoar? – Pergunta Clint com seriedade. Suspiro e o abraço. Ele me aperta contra si, aquecendo-me do frio, enquanto escutamos os gritos de Arthur se debatendo na câmara de gás. – Sinto muito por fazer você passar por isso e ver meu pior lado. Eu sei que isso te faz lembrar do passado que você tenta esquecer.

— Não vou dizer que gosto de te ver fazendo algo assim com seus inimigos, mas também não é algo que me faça te odiar. Eu te conheço há vinte anos e sei como a nossa família é o seu bem mais precioso. – Respondo, erguendo o rosto para encarar Clint. Eu conseguia ver o incômodo em seus olhos. – Eu te amo, Clint Barton. Amo seus lados bons e ruins. Eu te amo por completo. Então vamos parar de perder tempo aqui e vamos nos encontrar com o paparazzi. Ainda temos muito o que fazer.

— Eu te amo. – Declara Clint, deixando um beijo intenso em meus lábios. Suspiro ao sentir o formigamento no estômago que somente seus beijos são capazes de causar. Ele se afasta e deixa um beijo em minha testa. – Vamos lá. Eu ainda preciso mudar o local de encontro com o paparazzi.

— Por quê? – Pergunto, confusa.

— Jeanne Foucault. – Responde e eu continuo sem entender aonde ele quer chegar. – Nós namoramos quando eu tinha quinze anos. Durou apenas alguns meses, mas ela foi a minha primeira namorada. Voltamos a nos encontrar anos depois e criamos uma grande amizade. O encontro no torneio de xadrez ao qual Arthur se referiu foi comigo, alguns meses depois que você e eu nos conhecemos.

— O quê? – Sussurro, surpresa.

— Vamos remarcar o encontro com o paparazzi no restaurante no qual ela trabalha. Aposto que Jeanne tem alguma informação de quem possa ser o Taskmaster. Ou pelo menos, ela vai poder nos contar a versão dela depois que o nosso encontro acabou e o motivo de Alexi ter contado a Taskmaster sobre o encontro de Jeanne. – Informa Clint, animado. – Eu sinto que esse mistério finalmente está chegando ao fim. E o melhor de tudo é que falta pouco para por minhas mãos em Alexi e o fazer pagar por tudo o que ele fez aos nossos filhos.

— E quando essa hora chegar, eu quero ter o prazer de ser aquela que vai usar seus instrumentos de tortura em Alexi. – Retruco com seriedade. Clint parece surpreso com o meu pedido. – É o mínimo que eu mereço depois de tudo o que passei na mão desse desgraçado.

— É claro. Você terá a honra de escolher qualquer um dos meus brinquedos para fazer Alexi sofrer até seu último suspiro. – Afirma Clint e eu assinto, satisfeita. – Você finalmente terá a sua vingança.

Notas finais
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