Mistérios de Dezembro
20 Salvação
Notas iniciais
ROMANCES MENSAIS
LIVRO XII – MISTÉRIOS DE DEZEMBRO
CAPÍTULO XIX – SALVAÇÃO
A primeira vez que encontrei Aaron, ele tinha três anos. Era uma criança bastante observadora e calada. Ele gostava de brincar sozinho e era calmo. Raramente chorava e chamava atenção pela educação e obediência. No entanto, apesar de nunca dar trabalho, Aaron sempre era muito distante, nunca confiava em ninguém e nem expressava seus verdadeiros sentimentos. Nas vezes que aprontava, ele nunca confessava a culpa, tampouco parecia arrependido.
Isso foi o bastante para saber que ele seria um garoto perigoso. Apesar de tudo, ele era muito carinhoso e apegado a mim. Quando seu irmão mais novo nasceu, Aaron se fechou ainda mais para o mundo. Depois de anos sendo rejeitado pelos pais da madrasta, ver todos felizes pela chegada de Austin trouxe grandes inseguranças ao garoto que tinha oito anos na época. Para Aaron, ele seria esquecido completamente pelo pai e pela madrasta que ele amava como uma mãe, já que a dele havia falecido durante seu parto.
Por ter ficado bastante fragilizada com a gravidez complicada de Austin, Mimi não conseguia cuidar de Aaron como queria e Mike estava ocupado demais com a faculdade que fazia, os cuidados do caçula e o trabalho no hospital. Assim, Aaron passou a morar comigo por oito meses, se tornando ainda mais apegado a mim.
Durante o tempo que tive o garoto sobre a minha responsabilidade, eu pude entender melhor a sua personalidade sensível e as habilidades naturais de manipulação que ele desenvolveu. Não era surpresa para mim ele usasse chantagem emocional para justificar suas atitudes. Eu o conhecia bem o bastante também para saber o quanto minhas reações poderiam influenciar em nossa conversa. Além disso, eu precisava ganhar mais um tempo para que a equipe da S.H.I.E.L.D chegasse ao local.
— Aaron... – Sussurra Natasha, sentindo-se culpada. Infelizmente, minha namorada ainda se deixava levar pelas palavras manipuladoras de Aaron. Ainda mais depois de sua partida inesperada depois do ataque de Alexi.
— Vocês não têm direito algum de me julgar ou interferir em minha vida. – Continua Aaron, usando toda a sua jogada dramática para nos sensibilizar. Rio e me encosto na cadeira, cruzando os braços.
— Seus joguinhos de manipulação nunca funcionaram comigo, Aaron, e não é agora que eles irão surtir efeito. – Afirmo, sem se deixar abalar com as acusações de Aaron. Natasha me encara surpresa, mas permanece calada. – Natasha e eu nunca abandonamos vocês. Você já tinha dezesseis anos quando tudo aconteceu e era grandinho o bastante para entender que todos estavam sofrendo. Nós sempre ficamos de olho em vocês e interferíamos quando as coisas saíam do controle. Isso nunca mudou, mesmo com vocês adultos. O que de fato mudou foi a sua noção para as escolhas de sua vida. Sinceramente, Aaron. Eu sabia que você era ganancioso. Em certo momento, admirei essa característica em você. Mas agora? Eu realmente estou decepcionado.
Minhas palavras parecem acertar em cheio Aaron, que por alguns instantes demonstra uma grande dor. Eu sabia que apesar de tudo, minha opinião ainda era valiosa para o rapaz. Por muito tempo, eu fui como um pai para ele e era por isso que eu ainda era uma das poucas pessoas que ele escutava e obedecia, mesmo que contra a sua própria vontade. A prova disso foi ele ter se dedicado a cuidar de Brooke, sua esposa, que acabou se envolvendo em um acidente e ficou tetraplégica, além de perder o bebê que eles esperavam, mesmo que isso fosse a última coisa que ele desejava.
— Não que você tivesse tido orgulho de mim algum dia. – Comenta, bebendo seu whisky com o tom de voz amargurado.
— Eu sempre tive orgulho de você. De todos os meus sobrinhos. Cada particularidade de vocês me trazia alegria. Você foi um dos primeiros a ser a nova geração da minha família. Eu ensinei a você tudo o que eu sabia, porque acreditava que você era capaz de ir além, Aaron. Você era inteligente, bonito, educado e determinado. Tinha oportunidades fantásticas para você. Seria capaz de ganhar o mundo de maneira justa se quisesse. No entanto, você preferiu o caminho mais fácil, sem se importar com a sujeira. Escolheu destruir sua família e atacar seu irmão mais novo por inveja. Você não precisava disso, Aaron. Você era alguém ao qual eu tinha orgulho de apresentar como meu sobrinho mais velho. Agora você se tornou alguém que é capaz até mesmo de me dar uma bebida drogada para provar a Alexi e Taskmaster que você é um deles. – Respondo, encarando-o com seriedade. Aaron se retrai. Mesmo no escuro da casa de show e da música que tocava, eu ainda podia ver que ele estava dividido.
— Aaron, por que você iria se encontrar com o Alexi e por que se envolveu com o Taskmaster? – Natasha repete sua pergunta com o tom de voz maternal e com uma expressão de decepção.
Dessa vez, Aaron parece pensar melhor na pergunta. Ele também era muito apegado a Natasha quando criança. Ela também era como uma segunda mãe para ele. Ainda que a sua convivência frequente com a mulher tenha durado apenas um pouco mais de um ano, não foram poucas as vezes que eles se encontraram. Principalmente em locais turísticos que eu levava as crianças para brincarem quando eram mais novas e eu não era capaz de ficar de olho em todos os meus doze sobrinhos ao lado de Bernard.
— Eu não sei. – Responde Aaron com sinceridade. As palavras pareciam ter saído de forma amarga de sua boca. Ele bebe mais de sua bebida e encara o copo com o olhar distante. – Eu estava chateado. Nada do que eu fazia parecia ser bom o suficiente para Richard Queen e Marta Allen. Por mais que eu me esforçasse, por mais que eu desse tudo de mim para provar que eu era a escolha perfeita para ser considerado uma opção para assumir a presidência do IU Health, eu continuava não sendo um Queen ou um Allen. Eu continuava não tendo o sangue dos herdeiros. Para eles, eu era apenas um médico como outro qualquer que deveria os obedecer. Eu pedi a ajuda de tio Clint, mas tudo o que ele me dizia era para ter paciência e continuar fazendo um bom trabalho. E eu tentei, mas quando percebi que não teria o apoio nem mesmo de tio Clint, eu resolvi agir por conta própria. A HYDRA acreditou em mim. Eles me trouxeram a solução e a chance de me tornar o presidente do hospital.
— Em outras palavras, você se deixou influenciar pelas palavras de Taskmaster, porque não conseguiu o que você queria na hora que você queria. – Ironizo e ele me encara furioso.
— Você não entende! – Resmunga, batendo na mesa.
— Sim, Aaron. Eu entendo. – Retruco, irritado com meu sobrinho. – Eu já tive a sua idade. Eu também já quis que as coisas funcionassem conforme o meu desejo, mas tudo tem seu tempo. Machucar seu irmão e Oliver não faria você se tornar o primeiro na lista de possíveis presidentes da empresa. Não faria Richard e Marta mudar de ideia. Pelo contrário. Suas atitudes só mostraram que você não estava pronto para assumir uma responsabilidade tão grande quanto garantir o funcionamento de um hospital tão grande quando o IU Health Methodist Hospital.
— Eu nunca tive uma chance sequer! Desde que Austin nasceu, eu ouvi das pessoas que ele ou Oliver seria o presidente do hospital. Que eu nunca seria capaz de competir com eles, porque no fim, o sangue fala mais alto. Como se não bastasse o fato de Austin ter roubado todo o amor e a atenção da minha família e Oliver o amor de Sara, eu não podia nem mesmo sonhar com a presidência do IU Health, porque um dos dois o teria mesmo sem desejarem isso, apenas porque eram filhos legítimos dos herdeiros.
— Não seja mimado, Aaron! – Repreendo o rapaz, batendo na mesa. Ele se assusta e se encolhe momentaneamente. – Austin nunca roubou o amor de sua família. Mimi e Mike sempre te amaram com a mesma intensidade que amavam seu irmão. Eles eram loucos por você e sempre fizeram de tudo para compensar a culpa que sentiam por terem deixado você comigo na fase mais complicada da vida deles. E Sara nunca o viu como além de um primo próximo. O primeiro beijo dela foi com você, porque ela estava chateada após ter visto Oliver beijando outra garota. E você sabe muito bem que foi usado por ela.
— Clint! Não seja tão cruel. – Natasha me repreende, sentindo-se comovida pelo olhar magoado de Aaron.
— É a verdade e ele sabe muito bem disso. O que ele está fazendo é usar desculpas esfarrapadas para justificar os erros dele. Eu sempre alertei sobre a forma como ele tratava Austin. Sempre o repreendi por suas atitudes com os primos. Ele sabe o quanto eu o aconselhei para que ele melhorasse o caráter dele e parasse de aprontar com os outros só para descontar as frustrações dele, mas tudo foi uma grande perda de tempo. – Suspiro, frustrado.
— Por que você nunca me ajudou? – Questiona Aaron com mágoa em sua voz. – Por que você sempre apoiou o sonho de todos menos o meu?
— Não seja ingrato, Aaron. Você não sabe nem da metade do que Clint já fez por você. – Responde Natasha, encarando o rapaz com fúria.
— Natasha. – Repreendo a mulher, alertando-a para que não falasse demais.
— Não, Clint. Aaron precisa saber que você lutou para ele se tornar o presidente do IU Health Methodist Hospital. Que você o preparou para isso e que até mesmo estava disposto a fazer uma dívida com Richard e Marta para que...
— Já chega, Natasha. – Interrompo a mulher e posso ver a expressão surpresa de Aaron.
— O quê? Você... isso é mesmo verdade? – Balbucia Aaron em um tom tão baixo que quase sou incapaz de ouvir suas palavras. Ele me encara perdido e eu suspiro, massageando as têmporas. Eu não queria que Aaron soubesse de meus esforços. Não valia mais a pena falar sobre isso, uma vez que ele colocou tudo a perder.
— Sim. – Respondo, ajeitando-me em minha cadeira. Lanço um olhar insatisfeito para Natasha, que nem mesmo parece se importar. – Você era talentoso, Aaron. Possuía um poder de persuasão invejável, carisma, esforço e conhecimento. De fato, você era de longe a pessoa mais indicada para suceder a Robert na presidência do hospital. E foi por isso que eu o treinei e o forcei a aprender a lidar com vários tipos de situações complexas e estressantes quando criança. Eu tinha esperanças e acreditava que você era capaz de se tornar um grande líder, por isso, pedi a Richard e Marta para que esperassem até que você completasse trinta anos para anunciar a sua participação na disputa para se tornar presidente.
“Eu queria que eles observassem sua atuação. Eu sabia que Austin jamais seria médico. A música era sua paixão. Oliver também não sonhava com a possibilidade de se prender a uma responsabilidade tão grande quanto assumir o cargo do pai. Ele queria viajar pelo mundo e ajudar as pessoas em situações menos favoráveis. Portanto, eu esperava que eles vissem por conta própria que você era a pessoa que eles sonhavam em ter como líder do hospital.
Mas você colocou tudo a perder quando começou a se envolver com lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e esquemas de corrupção. Todos os esforços que fiz por você foram jogados fora, porque você era impaciente e invejoso demais. Você sempre descontou sua raiva no seu irmão, como se ele tivesse culpa das coisas não iam bem para você. Mas nós dois sabemos que o problema sempre esteve em você, Aaron.
Talvez você esteja certo sobre eu ter um pouco de culpa de termos chegado tão longe. Se eu não tivesse sido tão flexível com você, se eu não tivesse ignorado tantas atitudes suas, talvez você pudesse ter se tornado uma pessoa melhor. No entanto, agora é tarde demais para voltarmos atrás. Não podemos mudar o passado. Agora chegou o momento de você lidar com as consequências de suas escolhas.” – Afirmo e ele me encara com seriedade, antes de terminar de tomar sua bebida e forçar um sorriso.
E então o momento que eu imaginava chegou. A música para de tocar e o DJ anuncia que o show de Austin e Ally estava prestes a começar. O público vibra e as cortinas do palco se abrem. O casal aparece e os gritos se tornam ainda mais intensos conforme a música começa.
— Tem razão, tio Clint. É tarde demais para voltarmos atrás. – Responde Aaron, puxando um controle do bolso de seu casaco.
— O que você vai fazer, Aaron? – Questiona Natasha, assustada.
— Você verá! – Exclama Aaron, apertando o botão do controle. No entanto, como eu esperava, nada aconteceu. Meu sobrinho volta a aperta o botão diversas vezes de maneira nervosa. Permaneço relaxado em minha cadeira, observando as expressões desesperadas de Aaron. Ele então se levanta e me encara surpreso. – O quê... o que você fez? Como você sabia?
— Como eu sabia o quê? Que você planejava acionar os fogos de artifício durante a apresentação de Austin e Ally para iniciar um incêndio na casa de shows? Que você planejava fazer com que eu me tornasse o responsável por isso, enquanto você fugiu para longe daqui? – Pergunto e pela expressão de insatisfação e desespero, eu soube que havia o pego. – Eu sou o tio Clint, afinal de contas. Eu o conheço muito bem para saber que você tentaria aprontar algo perigoso contra seu irmão e que eu seria envolvido na história no momento em que Alexi seria a pessoa com a qual você se encontraria, já que aquele maldito está sempre tentando me prejudicar. No entanto, eu tive a confirmação de minhas suspeitas após Felicity encontrar algumas mensagens suas trocadas com Alexi no celular dele. Inclusive, essas serão provas importantes para serem usadas contra você no tribunal quando você for julgado e condenado à prisão perpétua.
— Merda! – Grita Aaron, planejando correr para não se pego.
— Eu não faria isso se fosse você. Todas as saídas possuem agentes da CIA e ao redor da casa de show temos alguns agentes do FBI prontos para intervir se você tentar escapar. – Alerto, mas minhas palavras são ignoradas e por Aaron, que no mesmo instante sai correndo em direção a saída que eu previ que ele iria e no mesmo lugar no qual Shawn aguardava por ele.
— Clint! O que você está esperando? Nós temos que ir atrás dele antes que ele machuque Shawn e escape. – Natasha me repreende, assim que se levanta para ir atrás de meu sobrinho, que corria desviando das pessoas que assistiam a empolgante apresentação de Austin e Ally.
— E por que eu gastaria o meu fôlego correndo atrás de Aaron se ele será parado por Shawn? – Pergunto, bebendo um pouco da bebida de Natasha. – Hum! Isso está delicioso. Manga, açúcar, vodka e o espumante de cidra. Uma combinação bem leve e saborosa. Vou mandar Mon-El preparar uma bebida dessa para mim quando for no Hawkeye.
— Clint! Shawn é um cientista e Aaron foi treinado por nós. Como você pode estar tão calmo? Não é hora de ficar bebendo. Temos que impedir Aaron! – Minha namorada me puxa pelo braço e eu suspiro frustrado.
— Não se pode nem mesmo degustar uma boa bebida ao som de dois cantores incríveis em paz. Eu ainda nem tive a chance de me gabar por ser tio das atrações da noite. De que adianta eu ter conseguido ingressos vips se não posso me vangloriar? – Questiono e Natasha revira os olhos, puxando-me para corrermos atrás de Aaron.
Sorrio ao ver o quanto Austin e Ally se divertiam no palco enquanto me afastava Natasha em direção a saída da casa de shows. Eu estava orgulhoso por ver que meu sobrinho estava realizando seu sonho ao lado da mulher que ele ama. Ver a felicidade dos dois não tinha preço.
E assim que deixamos a casa de shows e chegamos à saída, como eu esperava, Aaron estava no chão com os pulsos presos em algemas, enquanto era pressionado por Shawn. O rapaz parecia sentir dores e logo noto a arma de choque que eu havia dado ao cientista um pouco antes de deixarmos de sua casa.
— Shawn? Como você... prendeu o Aaron? – Balbucia Natasha, surpresa. A mulher me encara esperando respostas e eu apenas rio.
— Eu sei. É impressionante o fato dele ter conseguido acertar o alvo tendo a mira péssima dele. – Ironizo e ele abre um sorriso sarcástico pegando a arma de choque e apontar para mim.
— Quer ser o próximo a receber uma dolorosa descargar elétrica de vinte e nove mil volts? – Pergunta e eu dou de ombros.
— Não. Eu estou bem. Obrigado. – Respondo e ele bufa. – Agora, vai chamar a Hillary. Diga a ela para entrar em contato com a S.H.I.E.L.D e o FBI para levarem meu sobrinho fujão para a prisão.
— Não podemos simplesmente ligar para ela? – Pergunta Shawn, erguendo uma das sobrancelhas.
— E qual seria a graça de fazer isso se eu posso fazer você perder tempo e atravessar a multidão que você tanto odeia? – Pergunto e ele me encara indignado. – Mas se quiser ligar para ela, fique à vontade para procurar o número dela na agenda telefônica do seu celular, já que eu estou com o meu celular e o da Natasha e eu não irei emprestá-los para você. E nós dois sabemos que você nunca seria capaz de tirá-los de mim.
— Eu realmente te odeio. – Declara Shawn, retornando para dentro da casa de shows. Rio e Natasha me encara com repreensão.
— Você não está com o meu celular. – Comenta a mulher, aproximando-se de Aaron, que parecia paralisado no chão.
— Eu sei, mas ele não sabe disso. – Respondo, rindo traquina.
— Você pode mesmo ser um grande babaca. – Afirma a mulher, tentando manter a pose de séria, ainda que eu pudesse ver o brilho divertido em seus olhos e como ela fazia força para segurar o riso.
— Nenhuma novidade. – Digo, ajudando Aaron a se levantar. Em alguns segundos, ele voltaria ao normal. Por enquanto, todos os nervos de seu corpo estavam sofrendo com a descarga elétrica que ele recebeu. – Eu disse que você não deveria fugir, mas novamente você não me ouviu.
— Tio... Clint... – Ele tenta falar, mas seus músculos da face ainda estavam um pouco paralisados pelo choque.
— Espere alguns segundos e você conseguirá falar. – Respondo, sentando-o no chão. Pego meu lenço no bolso do terno e limpo a boca dele que havia ficado toda babada quando foi atingido pela arma de choque. – Até lá, eu quero que você me escute com atenção.
Guardo o lenço de volta em meu bolso e encaro Natasha momentaneamente. Ela observava Aaron com preocupação e parecia perdida sobre o que deveria fazer naquele momento. Suspiro e volto a minha atenção ao meu sobrinho.
— Você vai me contar tudo que sabe sobre Taskmaster e sobre a HYDRA. Quem é ele? Como ele chegou até mim? O que ele planeja fazer agora? Por que a KGB está de volta depois de ter sido extinta na década de noventa? Em seguida, você irá colaborar com a CIA e vai cumprir sua pena de acordo com o que foi ordenado pela justiça. Sem gracinhas, confusões ou fugas da prisão. E caso você decida ir contra o que eu estou dizendo, você irá sofrer o mesmo castigo que meus inimigos sofreram. Estamos entendidos? – Indago, assim que noto que ele já estava recuperando os movimentos.
— Sim, tio Clint. – Sussurra o rapaz, notando que eu não estava brincando.
— Muito bem. Agora responda minhas perguntas. – Peço e ele suspira. Natasha pega o celular e começa a grava a conversa. – Quem é Taskmaster?
— Eu não sei. – Responde Aaron com a voz fraca e rouca. – A única pessoa que já viu o rosto dele foi a garota que ele mandou o assassino ir atrás. Tudo o que eu sei é que ele assumiu a presidência da HYDRA há vinte anos e que a mãe de Damon e ele se conhecem, nada além disso.
— Como ele chegou até mim? – Pergunto e Aaron dá de ombros.
— Eu também não faço ideia. Ele não falou muito sobre isso comigo. As únicas coisas que ele me disse foi que vocês possuem uma origem em comum e que já se encontraram uma vez. – Conta Aaron, arfando um pouco pelas dores que sentia conforme o efeito paralisante da arma passava. – O que eu sei também é que ele tem interferido na vida de todos os membros da família Barton desde o início do ano. Foi ele quem deu as informações do envolvimento de medicamentos de Eleven a Rebeca Moore, ex-namorada de Mike Wheeler, além de ter ajudado a garota a enviar os repórteres para a casa deles. Taskmaster também convenceu Zevon Hoyos a procurar Malvina Faery e Audrey Bennett a chantagear Ben com a saúde da mãe dele.
“Foi ele quem contou sobre a Yakuza sobre Caitlin Snow ter as provas contra Ted Wheeler e a fórmula do Mirakuru, além de ter convencido Laurel a se vingar de Oliver sequestrando Anthony, ajudado Malachai Parker a sequestrar tia Isobel e Elena. Taskmaster também deu todos os recursos a Hugh para sequestrar Sam e a enviar para o manicômio em Paris e se manter de olho em Beth até conseguir formas de chantageá-la.
Obviamente a HYDRA trabalhou para tentar machucar Sara no cruzeiro em que ela estava disfarçada e ele também me ajudou a criar um plano que fizesse com que Austin saísse de meu caminho. Enfim, ele fez de tudo para destruir os membros da família Barton”. – Explica Aaron, surpreendendo. – E eu posso garantir que ele não vai parar de atacar cada um dos membros até ter a certeza de que você não poderá os salvar.
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