Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Mais um capítulo curtinho, porque não tive muito tempo. Lamento muito por isso, mas é que hoje eu trabalhei demais e não consegui escrever tanto quanto gostaria. Espero que entendam. Quero agradecer demais a AndreaNeves pelo comentário especial no capítulo passado. Espero que goste desse capítulo. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XII – MISTÉRIOS DE DEZEMBRO

CAPÍTULO XVIII – REENCONTRO

O Howl at the Moon estava lotado de jovens ansiosos para conhecer a dupla que havia dominado a internet. Austin e Ally haviam conquistado bastante visibilidade nos últimos meses, graças aos escândalos envolvendo o irmão velho de Austin e a divulgação do passado do pai de Ally, que acabou falecendo depois de ser “atacado” pela mídia no hospital onde estava internado. Desde então, a quantidade de shows tem aumentado cada vez mais.

E enquanto andava pela casa de show acompanhada de Shawn e Hillary em busca de nossos lugares, observo o lugar com curiosidade. Tudo estava diferente desde que estive aqui com Clint há mais de dez anos. Não de se surpreender, afinal. Ainda assim, estar no Howl at the Moon acompanhada mais uma vez pelo homem que eu amo trazia um ar nostálgico a mim.

Assim que encontramos a mesa disponibilizada para os convidados da atração da noite, Hillary, Shawn e eu nos sentamos, observando tudo o que acontecia ao nosso redor. Nós precisávamos ficar atentos a qualquer movimentação suspeita. Clint tinha certeza de que além de Aaron aparecer, alguns agentes da KGB ou da HYDRA estariam espalhados pela casa de shows durante a conversa para garantir que nada sairia do controle.

Durante alguns minutos, permanecemos em silêncio, apenas encarando as pessoas que passavam próximas a nós. Confiro as horas e noto que ainda faltavam vinte minutos para o horário marcado. Ao levantar o olhar, vejo Clint se aproximar cumprimentando alguns conhecidos que ele havia esbarrado. Suspiro e solto uma risada anasalada ao perceber que nada havia mudado em relação a popularidade do homem.

Ele estava lindo e excêntrico como sempre. Usava uma calça roxa de cetim, terno do mesmo material com lapela preta, colete roxo, blusa social preta com gravata preta com uma flor roxa. Qualquer pessoa que usasse essa roupa no dia a dia, definitivamente seria julgado por todos, mas combinava tanto com Clint que as pessoas acabavam admirando por onde quer que ele passasse.

— Desculpe a demora. – Lamenta Clint, assim que nos alcança. Ele se senta ao meu lado e sorri sem graça. – Eu acabei encontrando alguns conhecidos e me enrolei com eles.

— Nenhuma novidade. – Ironiza Shawn, encarando o amigo com tédio. Clint dá de ombros e passa a observar o palco com um sorriso discreto no rosto.

— O que Austin queria? – Pergunto, chamando a atenção do homem.

— Ele está inseguro com a ida para Nova York. – Responde, sorrindo nostálgico. – Está com medo da mudança de ritmo com a universidade acabar atrapalhando o relacionamento deles.

— Austin é sempre tão adorável. – Comento, rindo ao lembrar de como ele era cuidadoso com os primos. Ele também sempre foi muito inseguro com relacionamentos amorosos e sempre confiava em Clint para se sentir mais calmo e receber conselhos, então não me surpreendia com a conversa que ele teve com o tio.

— De qualquer forma, está quase na hora de colocarmos o...

— Com licença. A senhorita de vestido vermelho sentada no bar pediu para te entregar essa bebida. – Uma garçonete aparece de repente, entregando uma bebida para Clint, que encara o bar, tentando identificar quem havia enviado a bebida.

Olho na mesma direção e vejo uma mulher de longos cabelos cacheados castanhos, pele bronzeada e um vestido curto vermelho, sorrindo maliciosa para Clint. Ela era linda. Era quase como uma obra de arte. Suspiro, lembrando também de um dos maiores problemas da popularidade de meu namorado. Pelo canto do olho, posso ver o sorriso divertido de Hillary me encarando.

— Diga a ela que eu agradeço, mas terei que recursar. Minha namorada é bastante ciumenta e é uma exímio atiradora. Eu pretendo sobreviver até os cem anos ao lado dela. – Responde Clint, passando o braço por cima dos meus ombros.

— Tudo bem. – Concorda a garçonete, sorrindo compreensiva, antes de pegar a bebida e sair.

— Depois disso, eu mereço ser muito bem recompensado. – Sussurra Clint contra meu ouvido. Bufo e dou um soco em seu ombro, afastando-o. Ele ri, sendo acompanhado por Hillary e Shawn.

— Se faz tanta questão, vai lá ficar com ela. Aproveita e pede ela em namoro. Eu tenho certeza de que ela vai adorar. – Resmungo, empurrando-o mais uma vez quando ele tenta se aproximar para me beijar.

— Ela não faz meu tipo. – Responde, dando de ombros. Bufo mais uma vez, sem acreditar na cara de pau. – Eu prefiro ruivas, de preferência russa, olhos verdes, temperamento explosivo, excelente em manuseio de armas, mestre em lutas e que é bastante ciumenta.

— Eu não sou ciumenta. – Retruco, fingindo não me importar com o fato de meu namorado ser um descarado.

— Está tudo bem. Você fica linda com ciúmes. – Comenta Clint, deixando um beijo em minha bochecha e se aproxima de meu ouvido. – Além disso, eu também não estou satisfeito com os olhares que está recebendo dos babacas nesse lugar. Felizmente, posso me gabar para todos dizendo que eu sou o acompanhante da mulher mais linda, sexy e poderosa desse lugar.

Tento manter a pose, mas era difícil com Clint tão próximo de mim. Não demora muito a rir quando percebe o quão afetada eu estava com a aproximação e os sussurros em meu ouvido. Clint sabia muito bem o efeito que ele ainda possui sobre mim. Viro-me para ele e sinto seus lábios sobre os meus em um beijo doce. Suspiro e acabo deixando um sorriso escapar.

— Assim está bem melhor. – Comenta o homem, deixando um selo em meu pescoço. Estremeço com o contato de seus lábios quentes sobre minha pele sensível.

— Não sei se acho os dois juntos fofo ou se mando eles irem para um motel. – Comenta Hillary a Shawn, despertando-me da hipnose na qual Clint havia me colocado.

— Um motel parece uma boa opção. Estou começando a achar que estou diante de um filme pornográfico na vida real. – Brinca Shawn, trocando um olhar cúmplice com Hillary. – Ai! Ficou maluco, Clint? Por que me chutou? Eu não fui o único que estava comentando!

— É, mas bater em você é a minha diversão. Além disso, Hillary é um anjo. Ela nunca está errada. – Provoca Clint com um sorriso divertido, fazendo Shawn bufar e Hillary rir. E então, Clint encara o relógio no pulso e sua expressão muda por completo. – De qualquer, está na hora de você ir.

— Tudo bem. – Responde Shawn, assumindo uma postura séria. Ele se levanta e troca olhares com Clint, quase como se estivessem em uma conversa. – Boa sorte.

— Tenha cuidado. – Aconselha Clint e Shawn assente, saindo em seguida.

— Eu também vou indo. – Avisa Hillary, espreguiçando-se. Ela se levanta e sorri para mim. – Se precisar de mim, sabe como me chamar.

— Digo o mesmo. – Respondo, erguendo o colar que compartilhávamos, que tinha um rastreador e um emissor de alerta.

Ela acena para nós e se mistura em meio as pessoas que dançavam ao som da música animada que tocava pelo salão da casa de show. Observo-a até a perder de vista. Viro-me para Clint e ele encara o celular com uma expressão misteriosa.

— O que foi? – Pergunto e ele ergue o olhar para me encarar.

— Não se preocupe. Logo você vai descobrir. – Responde Clint com um ar misterioso.

Antes que eu o questionasse, Clint endireita a postura e encara algum ponto com uma expressão séria. Isso é o bastante para eu saber que Aaron havia chegado. Viro-me na direção que ele encarava. Vejo o rapaz se aproximar com dois copos de bebidas em mãos e um grande sorriso nos lábios.

— Tio Clint. Tia Tasha. Boa noite. – Cumprimenta Aaron, sentando-se de frente para nós. Ele estende os copos e nos encara com presunção. – Eu trouxe bebidas.

— Boa noite, Aaron. – Responde Clint, pegando o copo que lhe foi estendido. Ele leva o copo até a boca e encara o sobrinho por alguns instantes. – Por que está tentando me drogar?

— Você continua um detetive formidável, tio Clint. – Comenta Aaron, encostando-se na cadeira. Ele cruza os braços e me encara. – Não se preocupe, tia Tasha. A sua bebida está normal.

— Como eu posso ter certeza. Você nem mesmo parece a mesma criança doce que costumava ser. – Respondo, sem conseguir esconder a mágoa que sentia pelas atitudes de Aaron.

O rapaz revira os olhos e puxa o copo, tomando um gole generoso do que parecia ser um coquetel de frutas. Aaron então me estende o copo mais uma vez e eu acabo cedendo. Ele ergue a mão e não demora a vir a garçonete que ofereceu a bebida da mulher do bar a Clint.

— Dois copos do seu melhor Whisky, por favor. – Pede Aaron a garçonete, que anota em seu bloco.

— Mais alguma coisa? – Pergunta a mulher e Clint nega.

— Não. Obrigado. – Assim que a garçonete se afasta para pegar o pedido de Aaron, Clint se vira para o sobrinho. – E como foram os dias em Miami Beach? Aproveitou bastante os dias como criminoso foragido?

— Excelentes. Conheci pessoas interessantes. A HYDRA me mostrou um mundo realmente impressionante. – Responde o rapaz, dando de ombros. – E como foram as férias em Sharm el-Sheikh? Soube que enfrentou problemas com alguns homens da Yakuza.

— Eles não são capazes de ignorar a minha presença. – Responde Clint e no mesmo instante, a garçonete retorna com as bebidas pedidas por Aaron. – Obrigado, Hadassah.

— Como...? – Balbucia a garçonete, surpresa.

— Isso é segredo. Mas, tenha uma excelente noite de trabalho. Nicholas deve estar ansioso para ver a mamãe de novo. – Comenta Clint e novamente a mulher parece surpresa com os comentários de meu namorado.

— Você... está me seguindo? – Questiona Hadassah e vejo que esse é um dos típicos momentos em que eu preciso interferir.

— Não se preocupe, Hadassah. Ele apenas é muito bom em ver detalhes. Não estamos seguindo você. – Afirmo com um tom de voz suave e um sorriso gentil. Isso parece deixar a garota mais calma.

— Desculpe. Eu não quis te assustar. – Lamenta Clint, sorrindo arrependido. – Eu ouvi o seu gerente te chamar e o nome do seu filho está tatuado nas duas costas. O colar com a foto dele em seu pescoço me fez supor que ele não mora com você.

— Uai. Isso é... impressionante. – A garota de cabelos castanhos e olhos esverdeados.

— Ei, moça! — Grita um cliente na mesa próxima a nossa para chamar a atenção de Hadassah.

— Bom. Eu preciso voltar ao trabalho. – Avisa a garota, suspirando. – Fiquem à vontade. Se precisar de mais alguma coisa é só me chamar.

— Obrigada, Hadassah. – Agradeço e a garota faz uma breve reverência, antes de ir atender ao cliente.

— Tio Clint sempre mostrando o motivo de ser temido pelo submundo e pelos líderes de inúmeros países. – Ironiza Aaron, bebendo um gole de sua bebida em seguida.

— O que veio fazer aqui, Aaron? – Pergunto, cansada daquele show que ele e Clint faziam. – Por que planejava se encontrar com Alexi?

— Eu vim assistir ao show do meu irmão e da minha cunhada, é claro. Sinto falta da minha família. – Responde, dramatizando.

— Aaron! – Repreendo o rapaz, mas ele me encara como se eu estivesse ficado louca.

— Ele veio em busca de vingança. – Explica Clint, bebendo um gole de seu Whisky. – Aaron tem a ilusão de que eu destruí a vida dele e espera que se juntando a HYDRA, eu irei experimentar o sabor da traição.

— Impressionante como sempre. – Comenta Aaron, sem parecer surpreso com o fato de Clint ter acertado. – Mas você está enganado em uma coisa. Não é uma ilusão. Você realmente destruiu a minha vida. Por sua causa, eu fui preso e fui humilhado por todos. Não podia mais sair de casa sem ser linchado. Fui obrigado a cuidar de uma doente insuportável...

Clint cala a boca de Aaron jogando seu Whisky no rosto do sobrinho. Encaro a cena em surpresa e o jovem parecia ainda mais perplexo. Por outro lado, Clint permanecia calmo e com uma expressão indescritível. No entanto, o olhar que ele lança a Aaron em seguida parece ser mais gélido que um iceberg.

— Tenha mais respeito pela sua esposa e aprenda a lidar com as consequências de seus atos. – Exige Clint, assumindo a mesma postura que costumava ter para repreender os sobrinhos quando eles eram crianças.

— Eu não tenho mais medo de você, tio Clint. – Responde Aaron, pegando um lenço para limpar o rosto. – Eu não sou mais criança e você não pode mais me punir como antigamente. Você e tia Tasha perderam esse direito quando nos abandonaram de maneira egoísta sem nos dar quaisquer explicações. Quem são vocês para falarem sobre assumir a responsabilidade de meus atos? Tia Tasha foi embora logo após a morte de Sara sem nem mesmo se despedir depois de sempre nos dizer que jamais iria nos abandonar. Tio Clint se fechou para o mundo e durante quase três anos, ele ignorou completamente a família. Vocês nos abandonaram quando nós mais precisávamos de vocês!

Notas finais
Roupa de Clint: https://i.pinimg.com/564x/90/2c/8f/902c8f30f3dee6a83b7dee9a4e2f7c5f.jpg Aaron: https://i.pinimg.com/564x/42/1e/6d/421e6de8408fbe1e979ec1bc62bdc526.jpg Hadassah: https://i.pinimg.com/564x/ce/0b/60/ce0b60b023e24594116bf5315e03d952.jpg oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara