Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E a contagem regressiva para o fim continua. O capítulo ficou enorme mais uma vez, mas espero que gostem e que não tenha informações demais para vocês absorverem. Outro detalhe importante é que temos TORTURA no capítulo. Eu tentei ao máximo deixar mais leve, mas ainda pode ser pesado para quem é sensível ao conteúdo. Eu vou deixar um aviso onde começa e onde termina. Você NÃO PRECISA LER se achar que não dá conta. Não vai influenciar no entendimento da história. PRIORIZEM O SEU BEM-ESTAR! Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XII – MISTÉRIOS DE DEZEMBRO

CAPÍTULO XXVI – ANSIEDADE

A suíte de luxo em que Alexi estava ficava no último andar do hotel e ocupava metade da cobertura do prédio. Enquanto andávamos em silêncio pelo espaçoso corredor, eu conseguia sentir a ansiedade e a expectativa de Natasha por finalmente ter a chance de fazer Alexi pagar por todo o sofrimento que ele nos causou.

Antes de chegarmos à porta com o número mil duzentos e dez, Natasha para de andar e me encara. Seus olhos mais pareciam chamas feroz e todo seu corpo carregava a aura ameaçadora de uma assassina de elite. Ela se aproxima do extintor de incêndio que havia no corredor e sorri.

— Agora sim podemos ir. – Afirma a mulher de cabelos escarlates, exibindo a sua expressão mais traiçoeira.

— Eu já disse que você fica sexy quando está preste a matar e torturar um filho da puta babaca? – Questiono e ela ri, encarando-me por cima do ombro, enquanto arrasta com maestria o extintor pelo corredor.

— É bom saber disso. – Responde, lançando uma piscadela. – Porque eu acho que nunca estive tão bem e inspirada para fazer um homem lastimar a própria existência, enquanto eu o torturo lentamente.

— Nesse momento, eu estou feliz por não ser o motivo de sua fúria. – Comento com humor, assim que paramos de frente para a porta do quarto de Alexi. Ela ergue o extintor e me encara com as sobrancelhas arqueadas. Rio e toco a campainha do quarto. Coloco a mão sobre o olho mágico da porta para que ele fosse incapaz de nos ver. – Acaba com ele, amor.

— Pode deixar. – Afirma Natasha, apertando com firmeza o extintor de incêndio em suas mãos.

— Eu não pedi... – Alexi abre a porta do quarto vestido com o roupão de alta qualidade do hotel, mas não consegue completar a sua fala, pois no mesmo instante em que aparece, ele recebe um golpe doloroso do extintor de incêndio em sua cara, que já estava bastante machucada por causa de nosso recente encontro.

Alexi vai ao chão e Natasha escancara a porta passando a dá vários golpes com o extintor de incêndio no homem, que por estar tão atordoado com o primeiro impacto que recebeu, acaba encolhido no chão, tentando se defender, enquanto era massacrado por Natasha. Sorrio e assisto a cena com certa satisfação. Minha namorada estava colocando toda a raiva que sentia para fora e descontando todos os anos de sofrimento causado por Alexi por meio dos ataques violentos.

Enquanto Alexi apanhava, fecho a porta do quarto e passo a andar pelo luxuoso quarto premium do hotel. Os gritos e os sons ocos do extintor quebrando os ossos de Alexi funcionavam como uma melodia para os meus ouvidos. Era satisfatório ouvir as suas súplicas para que Natasha parasse. O piso da sala já estava coberto de sangue e era possível ver alguns dentes quebrados de Alexi jogados a sua volta.

Assim que encontro o celular de Alexi, deito-me na espaçosa e confortável cama king-size. Com um enorme sorriso de satisfação em meu rosto e procurando descobrir a senha do celular, assisto minha namorada chutar, cuspir e espancar o homem que eu mais odeio na face da Terra. Definitivamente, o que ele passaria em seguida na minha sala de tortura seria ainda mais doloroso do que ele poderia imaginar.

Sorrio com ironia ao descobrir que a senha do celular de um dos maiores e mais perigosos criminosos do mundo era o seu aniversário. Suspiro, procurando a posição mais confortável para mexer no celular. Eu tinha que ressaltar que a cama daquele quarto era uma das melhores que eu já havia deitado fora a minha. Se eu não gostasse tanto de ter contato com a cultura local e com as pessoas nos lugares pelos quais eu viagem, não reclamaria de ficar em quartos como esse.

Entro na agenda telefônica de Alexi e procuro pelo contato de Taskmaster. No entanto, surpreendo-me ao ver que o nome dele brilhar na tela, anunciando a ligação. Rio ao ver que ele não confiava nem mesmo em Alexi e deveria estar nos assistindo nesse momento.

— Taskmaster. Está se divertindo com o show? – Pergunto, atendendo a ligação.

— Eu não queria estar no lugar de Alexi nesse momento. – Comenta a voz robotizada e eu fecho os olhos para me concentrar em qualquer possível detalhe que viesse a ser uma dica para me informar a localização do maldito líder da HYDRA. – Você parece confortável.

— Ah, sim. Você deveria experimentar. É uma cama realmente confortável. Eu quase me sinto nas nuvens e ouvir os ossos do Alexi se quebrando enquanto minha adorável namorada o espanca faz eu me sentir no paraíso. – Respondo e posso ouvir a risada do homem do outro lado da linha. – Ligando para me dar o decreto final? Confesso que esperava algo mais elaborado. Uma simples ligação? Poderia ter investido melhor nesse contato, Taskmaster.

— É disso que eu gosto em você, Clint. Sempre bem-humorado. Todos os desafiantes com quem eu entrei em contato ficavam choramingando e dizendo que acabariam comigo. – Comenta o homem e eu acabo rindo com ironia. – Mas você é diferente.

— Ah, isso é porque ao contrário dos outros, eu tenho a certeza de que vou descobrir a sua identidade e você sabe disso. – Respondo calmamente. – E é por isso que você está tão desesperado. Porque ninguém nunca chegou tão perto de revelar quem é você como eu estou. É só uma questão de tempo, Taskmaster.

— Eu estou desesperado? – O homem ri, parecendo se divertir com a ideia. – O que te leva a ter tanta certeza? Você por acaso tem provas disso?

— Antes de eu revelar o motivo de ter a certeza de que você está na corda bamba, me responde uma coisa que está me deixando inquieto há algum tempo. Por que você continua a se lembrar de mim por vinte anos, mesmo tendo amnésia global transitória com caso grave de amnésia anterógrada? – Questiono e o silêncio é a minha companhia por alguns instantes. Observo Natasha jogar o extinto de lado e pisar no pescoço de Alexi com sua bota de salto alto. Ele se debatia e tentava escapar da ex-noiva, mas com os braços e pernas quebrados, o homem parecia não ter forças para se soltar da mulher de um e sessenta de altura e no máximo cinquenta quilos. Sorrio, ajeitando os travesseiros de Alexi para que eu sentasse na cama de maneira mais confortável.

— Como você sabe que eu tenho amnésia global transitória? — Questiona Taskmaster, surpreso. E isso só me faz sorrir ainda mais. Pela primeira vez, ele realmente parecia se sentir ameaçado.

— Pura dedução, meu odiável inimigo. E na verdade, eu apenas desconfiava. Você apenas confirmou as minhas suspeitas. – Respondo e quase consigo sentir a sua frustração por ter deixado a guarda cair. – Mas você ainda não respondeu a minha pergunta. Como você consegue se lembrar de mim por vinte anos mesmo tendo essa doença? Afinal, foi isso que você disse a Steve mês passado. As suas palavras foram: ‘Quero que diga a ele que em breve, nós finalmente teremos a nossa batalha final e que eu estou há espera de um adversário digno desse jogo que iniciamos há vinte anos’. Então me diga. Como é possível que nós estejamos nesse jogo há vinte anos se você não é do tipo que se lembra das pessoas? Por acaso nós já lutamos alguma vez há vinte anos e você permaneceu com a minha imagem gravada em sua mente?

De repente, Taskmaster começa a rir. Natasha parece se cansar de bater em Alexi e se aproxima de mim com as roupas, o rosto e as mãos cobertos de sangue. Sorrio para minha namorada e me levanto, pegando o lenço em meu bolso para limpar as manchas de sangue em bonita e delicada face.

— Quem é? – Questiona Natasha, balançando a cabeça na direção do celular.

— Taskmaster. – Respondo e ela arregala os olhos.

— O que ele quer? – Sussurra, preocupada.

— Bom, no momento ele está rindo como um doente. Estou esperando-o se acalmar para começar a me falar o motivo da ligação. – Conto, limpando o rosto de Natasha com delicadeza.

— Certo, certo. Me desculpe. É só que você é mesmo impressionante, Clint. Compartilhamos de inteligências semelhantes, mas você possui algo que eu nunca vou ter. A capacidade de armazenamento de informações superior à de muitas máquinas já criadas. — Afirma Taskmaster, chamando a minha atenção. – Você tem razão. Nós já lutamos uma vez. Foi assim que aprendi o seu movimento de ataque especial. Mas confesso que estou surpreso que saiba disso. Parece que eu subestimei você, Clint Barton.

— Eu realmente estou perto de te encontrar, Taskmaster. Então é melhor se preparar, porque tudo o que eu preciso é de apenas mais um detalhe para encaixar todas as peças desse quebra-cabeça. – Digo e minha confiança parece deixá-lo sem palavras. – Ah, e respondendo a sua pergunta. A prova que eu tenho que você está em desespero é que você está me ligando três dias antes do combinado de nosso jogo continuar. Você quer me desestabilizar e confesso que por muito pouco você não conseguiu. Mas no momento, Taskmaster, eu estou mais motivado do que nunca a descobrir a sua identidade. E você sabe. Quando eu quero algo, eu consigo, porque eu sou teimoso e inteligente demais para desistir.

A minha resposta veio com o encerramento da chamada. Solto uma risada anasalada e me afasto de Natasha, indo até Alexi, que se encontrava inconsciente no chão, com duas fraturas expostas nos braços, dentes e nariz quebrados, rosto completamente ensanguentado, além das diversas marcas do extintor espalhadas pelo corpo.

— O que Taskmaster queria? – Natasha repete sua pergunta, enquanto eu pensava como iríamos tirar Alexi do hotel sem que alguém resolvesse chamar a polícia ou nos parar.

— Me intimidar. – Respondo, dando de ombros. – Mas parece que o feitiço virou contra o feiticeiro. Precisamos nos preparar. Ele vai aprontar antes que a gente consiga viajar.

— O que acha que ele vai aprontar? – Pergunta Natasha, surpresa com a informação. – Conseguiu descobrir alguma coisa nessa ligação.

— Nada do que eu já não soubesse. – Digo, suspirando entediado. Eu também queria ter espancado Alexi com o extintor. – Eu estou perto de descobrir a identidade dele, mas ainda falta alguma coisa para ligar todos os pontos. Nós precisamos conversar o mais depressa possível com a filha mais velha de Peggy e com Damon.

— Mas primeiro precisamos dar um jeito em Alexi. Ainda não estou satisfeita. – Comenta Natasha e eu suspirando, pensando em alguma solução para tirarmos o homem do hotel e levarmos para a minha casa.

— Tudo bem. Deixe-me pensar um pouco. – Peço e Natasha assente.

Respiro fundo e fecho os olhos, tentando recordar todos os lugares que passamos do hotel, recriando assim um mapa do lugar e pontos onde as câmeras de segurança estavam espalhadas. Não havia muitas saídas. Pego meu celular e disco o número de Felicity. Sob o olhar atento de Natasha, levo o aparelho ao ouvido.

— Oi Clint. Algum problema? — Pergunta a loira do outro lado da linha.

— Oi Fely. Sei que hoje estou abusando da sua genialidade, mas preciso que você entre no sistema de segurança do hotel e desative todas as câmeras. Eu preciso sair com Natasha daqui sem sermos notados. Acha que consegue isso? – Questiono, preocupado.

— Claro. Eu só preciso de uns vinte minutos. Tudo bem para vocês? — Indaga a loira com certo receio. Provavelmente temia que estivéssemos em uma situação de vida ou morte.

— Sem problemas. É o tempo que eu preciso para chamar mais reforços para escapar daqui. Conto com você, Fely. – Respondo, sorrindo aliviado por ter o apoio da mulher.

— Certo. Eu te ligo assim que terminar. — Avisa a loira, encerrando a chamada.

— Agora vamos para a segunda ajuda. – Digo e Natasha me encara com curiosidade.

— O que você vai fazer? – Pergunta, enquanto eu discava o próximo número.

— Ligar para as únicas pessoas que conseguem brigar intenso o bastante para chamar a atenção de todos que estão por perto e ainda serem expulsos com facilidade de um lugar. – Respondo, levando o celular ao ouvido.

— Vai chamar Damon e Elena? – Natasha não parecia muito satisfeita com a ideia, mas também não se opõe.

— Oi tio Clint. – Damon atende a ligação com animação. – Está tudo bem?

— Oi Damon. Eu preciso de um favor urgente seu e da Elena. – Digo e a respiração de Damon se torna mais pesada.

— O que aconteceu? Como podemos ajudar? — Indaga o rapaz com preocupação.

— Natasha e eu estamos no hotel Conrad Hawkins, que fica a uns cinco minutos da sua casa. Preciso que vocês venham para cá e arrumem a maior briga que conseguirem. Daquelas que vocês acabam sendo expulsos do lugar por incomodarem a todos que estão a sua volta. Nós queremos deixar o hotel sem sermos notados, então precisamos que segurem a briga pelo máximo de tempo possível. Acha que vocês conseguem fazer isso por nós? – Questiono, mesmo ciente da resposta que receberia.

— É claro que sim. — Responde Damon com humor. – Seremos os mais insuportáveis possíveis. Nãos se preocupem. A ajuda já está a caminho.

— Excelente. Depois disso, quero que vão para minha casa. Preciso conversar com vocês. – Peço e ouço Damon apressando Elena para que eles saíssem de casa logo.

— Hã... você sabe que isso pode demorar um pouco, certo? Sempre que a gente briga em lugares luxuosos, os seguranças nos levam para conversar, porque temem manchar a imagem do hotel ao nos jogar para fora. Só depois de nossa discussão ser caótica o bastante para enlouquecer os seguranças é que nós somos expulsos do lugar. – Comenta Damon, pensativo. Chegava a ser irônico a experiência de meus sobrinhos em serem expulsos dos lugares por causa das constantes brigas, que no final, resultou em um namoro muito maduro e adorável. – O que precisa conversar com a gente é algo muito urgente?

— De certa forma. Mas posso esperar até que cheguem. Apenas não pode passar de hoje. Preciso de uma informação que talvez vocês tenham. – Respondo e ouço o barulho do que deveria ser Damon e Elena entrando no carro do rapaz.

— Não se preocupe. Assim que deixarmos o hotel, vamos direto para a mansão. Estamos saindo de casa agora. Chegaremos em no máximo dez minutos.

— Certo. Mostrem para esse hotel de luxo o que é uma verdadeira briga estilo Gilbert Salvatore. – Incentivo Damon e posso ouvir a risada dele e a de Elena.

— Pode deixar, tio Clint. Os funcionários e os hospedes desse hotel vão experimentar as piores horas de suas vidas. Eu garanto. – Responde Elena e eu acabo rindo das loucuras de meus sobrinhos.

— Confio em vocês. Até mais. – Despeço-me e encerro a ligação, passando a encarar a minha namorada. – Preciso que ligue para Barry e diga para ele vir nos buscar. Eu vou ligar para a recepção e solicitar uma camareira. Colocaremos Alexi dentro do carrinho de limpeza e o levaremos para a saída dos fundos. É o lugar com menor movimentação possível. Com as câmeras de segurança desligadas, não devemos ter problemas para fugir.

— Não acha que está envolvendo demais as crianças nisso? Não quero que eles fiquem traumatizados com a gente. – Comenta Natasha e eu acabo rindo, enquanto me dirijo para o telefone do quarto.

— Nenhum de nossos sobrinhos pensa que somos santos. Todos eles passaram por dias bastante complicados nesses últimos meses por causa de Alexi e do maldito Taskmaster. Além disso, eu os preparei para o dia que um momento semelhante a esse chegasse. Esse é o momento em que precisamos unir forças. Então confie um pouco mais neles e tenha mais fé em mim. Pode parecer loucura, mas eu sei o que eu estou fazendo. – Respondo, discando o número da recepção.

— Eu realmente espero que você esteja certo. – Resmunga Natasha com preocupação, enquanto se afasta para ligar para Barry.

— Recepção. No que posso ser útil? — O recepcionista que nos recebeu mais cedo atende a ligação com o tom educado e repleto de presteza.

— Olá. Eu me chamo Reginald Vanko e estou hospedado no mil duzentos e dez. – Apresento-me, tentando soar o mais semelhante ao modo como Alexi geralmente fala. – Eu derrabei vinho nas cobertas da minha cama e preciso que alguém venha trocar, por favor.

— Oh, claro, sr. Vanko. Mandaremos agora mesmo uma de nossas camareiras para realizar a troca dos enxovais de sua suíte. — Informa o rapaz. – Há mais alguma coisa em que posso ajudá-lo?

— Não. Apenas isso. Obrigado. – Respondo, observando Natasha conversar pelo celular com o motorista mais veloz de meus sobrinhos. Fosse correndo quando criança ou pilotando, Barry era sempre impressionante. Não era em vão que ele tinha o apelido de Flash.

— Tudo bem. Tenha um excelente restante de dia, sr. Vanko. — Despede-se o recepcionista e eu encerro a ligação.

— Barry está a caminho. – Informa Natasha, voltando a se aproximar do corpo de Alexi.

— A camareira também. – Respondo, colocando-me ao lado de minha namorada. – O que planeja fazer quando chegarmos ao quarto de brinquedos da minha casa?

Natasha desvia o olhar de Alexi e me encara pensativa. Sorrio e passo o braço por cima dos ombros dela. Agora que havia dado uma surra em Alexi, ela parecia muito mais calma.

— Alguma sugestão? – Questiona, encarando-me com curiosidade.

[INÍCIO DESCRIÇÃO DE TORTURA]

— Ah, eu tenho tantas. – Afirmo com sinceridade. – Eu passei anos esperando o momento de torturar esse desgraçado até a morte. A minha ideia era colocá-lo no Berço de Judas primeiro. Depois ele seria levado para a Mesa de Evisceração. Por fim, usaria a punição do Rato na Gaiola, porque eu sei que ele e ratos não se dão muito bem.

— Berço de Judas? Mesa de Evisceração? Rato na Gaiola? Como funcionam? – Minha namorada parecia realmente interessada nas técnicas mais cruéis da Idade Média.

— No Berço de Judas, os presos eram suspensos por cordas acima de uma espécie de triângulo pontiagudo, sendo largados em cima do objeto com força para machucar o ânus e partes sexuais. Já na Mesa de Evisceração, o condenado era amarrado a um suporte de madeira e ficava abaixo de uma manivela que continha uma corda. O carrasco abria então um pequeno furo no abdômen do condenado e prendia a corda em uma de suas vísceras. Depois, a manivela era acionada lentamente, extraindo as tripas do condenado. O grau de crueldade da tortura dependia do carrasco: quanto mais lentamente ele acionava a manivela, mais longa e dolorosa a morte do condenado, que via suas tripas saindo do corpo. E a punição do Rato na Gaiola consistia em colocar um rato preso em uma gaiola tendo como fundo a barriga do condenado, que estaria com o corpo completamente imobilizado e preso a alguma superfície. Aos poucos, os torturadores aqueciam o metal da gaiola e o rato, em seu desespero para escapar, começava a roer a barriga de sua vítima, na tentativa de passar por baixo da gaiola e fugir do calor, enquanto a vítima se queimava violentamente com a gaiola de metal quente. Como as vísceras dele já estariam para fora, seria uma morte bem dolorosa e demoraria um pouco mais de duas horas até que ele morresse. E claro que eu aplicaria adrenalina e ecstasy para mantê-lo acordado durante todo o processo. – Respondo e Natasha parece satisfeita com as ideias.

— Parece bem interessante. Eu gostei. Você se importa se usarmos o seu plano inicial? – Pergunta a ruiva, cruzando os braços com um sorriso de satisfação nos lábios.

— Não. Na verdade, eu vou adorar assistir isso. Nós só precisamos pegar algum rato de rua. – Respondo e ela assente, concordando.

— Isso é o de menos. Fazemos isso, enquanto ele estiver no Berço de Judas. – Afirma a mulher, passando o braço em volta de minha cintura.

— É uma excelente ideia. – Garanto, dando um beijo em sua testa.

[FIM DE DESCRIÇÃO DE TORTURA]

Não demora muito para que a camareira apertasse a campainha do quarto. Ciente do que precisávamos fazer, assim que a porta é aberta, Natasha aplica um golpe no nervo da nuca da jovem que a faz desmaiar imediatamente. Felizmente, ela tinha um corpo parecido com o de Natasha, que imediatamente trocou de roupa com ela e limpou todo o sangue espalhado pelo seu corpo.

Enquanto Natasha se arrumava, coloco Alexi dentro do carrinho e o cubro com as cobertas de cama. Assim que temos a confirmação de que Barry, Elena e Damon estavam em posição, recebo a ligação de Felicity, informando sobre o desligamento das câmeras de segurança. Assim, seguimos com cautela até a saída detrás do hotel.

Mais interessados em entender a confusão que Damon e Elena causavam no saguão do hotel, os funcionários, seguranças e os hóspedes do lugar nem mesmo notaram a nossa presença suspeita. Então a ida até o carro de Barry não poderia ter sido mais tranquila.

Assim, com Alexi no porta mala do carro de Barry, seguimos para a mansão sentindo a adrenalina à flor da pele ao pensar no que aconteceria a seguir. Nós finalmente teríamos nossa tão sonhada vingança e eu não poderia me sentir mais satisfeito com isso.

[...]

— Então era por isso que você nunca deixava entrar nesse quarto. – Comenta Barry, assim que terminamos de prender os braços e pernas de Alexi para o erguer em direção ao Berço de Judas. – Esse lugar é assustador. Eu me sinto em um filme de terror. Se eu tivesse vindo aqui quando criança, eu provavelmente teria tido muitas noites de pesadelos.

— Felizmente eu era muito bom em manter você e seus primos na linha. – Comento, rindo. Barry dá uma risada anasalada e se afasta de Alexi, encarando o homem com intensidade.

— Ele é mesmo o ex-namorado da tia Tasha? – Questiona o rapaz e posso sentir um certo desprezo em sua voz. Nenhum dos meus sobrinhos gostavam de Alexi, ainda que não soubessem nem da metade do que o maldito já havia feito a Natasha e a mim.

— Sim. – Respondo, seguindo para o armário onde eu mantinha as drogas estimulantes. Pego uma seringa e uma ampola de epinefrina. Isso deveria ser o bastante para acordar Alexi. – Obrigado pela ajuda, Barry, mas a partir de agora, as cenas não serão muito agradáveis. Eu prefiro que você vá para casa e descanse.

— Tem certeza de que não precisa mais da minha ajuda? – Pergunta e eu nego. – Nem mesmo para enterrar?

— Isso não vai ser necessário. Natsu, Aki e Haru estão na cidade. Eles vão cuidar disso para mim, assim como fizeram com o corpo do outro maldito que tentou machucar a Thea. – Respondo e Barry arregala os olhos em surpresa.

Os irmãos Onizaki ou irmãos estação do ano, como gosto de chamá-los, são um dos meus mais jovens e fieis amigos. Eles são descendentes do inventor do Mirakuru e foram bastante perseguidos quando crianças. Depois de receber o pedido da avó das crianças, que foi a responsável por acolher minha mãe quando chegou ao Japão, eu passei a protegê-los tanto da Yakuza quanto de todos aqueles que desejavam colocar as mãos na fórmula do Mirakuru. Por causa disso, eles passaram a ter uma grande lealdade a mim.

Quando Barry e Caitlin foram para Tóquio, foram eles que ajudaram meus sobrinhos a fugirem da Yakuza e da HYDRA. Assim, Natsu, Aki e Haru se tornaram grandes amigos do casal. Então não era de se estranhar a reação surpresa de Barry pela informação do trio estar em Hawkins e ele não ter sido avisado por eles.

— Natsu, Aki e Haru estão na cidade? Por que eles não me disseram nada? – Indaga Barry, indignado.

— Porque eles estão aqui para cuidar dos meus assuntos sujos, então ninguém pode saber que eles estão em Hawkins. Por isso, mantenha a boca fechada. Estamos entendidos, Bartholomew Henry Allen? – Questiono, encarando meu sobrinho com seriedade, que bufa e assente. Ele odeia ser chamado pelo nome completo. – Muito bem. Agora vá para casa. Eu ligo para você depois.

— Tchau, tio Clint. – Murmura Barry, ainda inconformado, enquanto me abraça com carinho. – Eu estarei esperando sua ligação e faça esse babaca sofrer como nunca em sua vida.

— Pode deixar. – Afirmo, correspondendo ao abraço.

Barry também abraça Natasha que estava no outro lado da sala, testando os instrumentos de tortura que usaria em Alexi. Sorrio, observando os dois, e suspiro ao voltar minha atenção para aquele que matou meus filhos sem ter qualquer piedade.

[INÍCIO DE DESCRIÇÃO DE TORTURA]

Lembrar disso faz a raiva renascer com intensidade em meu peito. Tomado pela ira, furo o pescoço de Alexi aplicando uma alta dose da adrenalina. Segundos depois ele arfa e arregala os olhos, sendo tomado pela espécie de choque que o medicamento causava. Seu coração batia acelerado e ele parecia ter dificuldade para respirar.

— Mal... dito... – Fala Alexi entre arfadas, tentando manter os olhos focados em mim.

— Está na hora de acordar, Bela Adormecida, caso contrário você vai perder a melhor parte do evento. – Ironizo, vendo-o se debater para se soltar, desesperado. – Dessa vez, não haverá KGB ou HYDRA que será capaz de te salvar. Como se sente sabendo disso?

— Taskmaster vai... vai matar...

— Me matar? Ah, não, Alexi. Nós dois sabemos que isso não vai acontecer. Se ele quisesse me matar já teria tentado fazer isso há muito tempo. – Respondo, interrompendo a tentativa ridícula de Alexi de me assustar. – Você, por outro lado, não terá a mesma sorte. Por acaso você se lembra do que eu disse a você dez anos atrás, quando eu chorava desesperado nos corpos sem vida de meus filhos?

Alexi me encara com intensidade, mas não diz nada. Aproximo-me dele e aperto seu queixo, vendo-o grunhir de dor pelos golpes levados pelo extintor de incêndio usado por Natasha. O homem estava completamente nu, com o corpo jogado no chão frio e os braços e pernas presos em correntes grossas e pesadas. Com diversos ossos quebrados, não deveria estar sendo fácil para ele ficar acordado.

— Eu te disse que não importava quantos anos demorassem, eu o caçaria. E quando eu o encontrasse, eu o faria entender o motivo de me chamarem de gavião. E o dia chegou, Alexi. Aqui está você, completamente humilhado e prestes a ser torturado até a morte. – Comento e vejo o medo presente nos olhos de Alexi. – Poderia me dizer suas últimas palavras?

— Vai para o inferno! – Grita Alexi em fúria. – Vai para o inferno, filho da puta!

Sorrio e me afasto, apertando o botão que erguias as correntes e levariam Alexi para o Berço de Judas. Natasha se aproxima com os olhos quase que em chamas.

— Chegou a hora de vingar a morte de nossos anjos e a morte de Bernard. – Sussurra Natasha, próxima a mim. Troco olhares com minha namorada, assentindo. Ela respira fundo e estrala o pescoço antes de seguir em direção a Alexi.

— A gente se encontra lá daqui alguns anos, Alexi! – Grito de volta no mesmo instante em que seu corpo cai sentado sobre o pico do primeiro instrumento de tortura.

O grito de dor que abandona os lábios de Alexi foi apenas o início do que veio a ser três horas de ossos quebrados, sangue derramado e desespero por parte de Alexi. Assim como eu havia sugerido a Natasha, ela usou as três piores técnicas usadas na Idade Média para prolongar a morte de Alexi, que acabou morrendo com as vísceras sendo devoradas pelo rato selvagem que encontramos no meio da floresta próxima a mansão.

[FIM DE DESCRIÇÃO DE TORTURA]

Eu assisti a tudo, relembrando todos os poucos momentos que tive ao lado de meus filhos. Lila e Cooper foram meus anjos. Eles me trouxeram o significado do que realmente é o amor. Perdê-los foi como ter arrancado o meu ar e uma parte importante de mim. É claro que eu sabia que torturar e matar Alexi não os traria de volta e nem diminuiria a dor que ainda sinto ao lembrar da última vez que os tive em meus braços, mas vê-lo sofrer era o mínimo que poderia ser feito para garantir que Alexi pagaria pelo que fez.

Assim que tudo terminou, Natasha e eu levamos o corpo de Alexi para o meio da floresta e o incendiamos. Com a escuridão e o silêncio da mata como nossa única companhia em meio ao dia frio de inverno, Natasha chorou como eu nunca tinha visto antes. Era como se enquanto o restante do corpo de Alexi queimando estivesse também levando embora toda a angústia e ódio que ela guardou durante os últimos dez anos.

Eu permaneci em silêncio, sem saber como reagir. Aquele era o fim para Alexi, mas continuaríamos a viver nossas vidas sem Lila, Cooper e o bebê que Natasha esperava. Bernard não voltaria mais a me dar seus conselhos paternais e inspiradores. Eu não teria mais os braços calorosos de meus filhos em volta de meu pescoço, em um abraço de saudade, amor e felicidade todas as vezes que nós nos encontrássemos. Não importava o que acontecesse, nossa família sempre estaria incompleta e não havia nada que pudéssemos fazer.

— Está na hora de voltarmos. – Aviso Natasha, quando ela parece mais calma. – Damon e Elena não devem demorar a aparecer.

— Sim. – Sussurra a ruiva, aconchegando-se em meus braços. Ela respira fundo e limpa o rosto vermelho e manchado pelas lágrimas.

Em silêncio, voltamos de mãos dadas para casa, que agora parecia completamente vazia sem a presença de Bernard. Assim que entramos, seguimos para a sala e nos surpreendemos ao encontrar não só Damon e Elena sentados na sala como Steve Rogers, Peggy Carter e Kayla também.

— Steve? Peggy? Kayla? O que houve? Aconteceu alguma coisa com Andy? – Questiono, referindo-me ao namorado de Kayla que passaria a morar comigo no próximo mês.

De forma resumida, Steve e Peggy participaram de um programa de proteção a testemunha com Kayla e os irmãos mais novos adotivos dela, Alex e Liz, em Beaufort. Durante o tempo em que permaneceram na cidade, Kayla acabou se apaixonando por Andrew Hensey, que estava disfarçado como Peter Parker, o sobrinho de meus amigos, Jarvis e May. Ele também passou a participar do programa de proteção a testemunhas depois que seus pais foram vítimas de um brutal assassinato.

Não querendo separar Kayla e Andy, eu concordei que o rapaz viesse morar comigo assim que suas aulas terminassem em Beaufort, o que deve acontecer logo depois das festas de fim de ano.

— Não. Ele está bem. – Garante Kayla, dando um sorriso nervoso.

— Felicity nos contou que vocês encontraram Alexi. Você está bem, Naty? – Pergunta Peggy, aproximando-se de nós com os olhos repletos de preocupação.

— Agora eu estou. – Afirma minha namorada com um fraco sorriso. – Vamos todos nos sentar. Querem beber alguma coisa?

— Nós estamos bem. Obrigado. – Steve agradece, assim que a filha e a esposa negam.

— Nós já estamos bebendo. Obrigado. – Fala Damon, erguendo a lata de refrigerante. Elena também mostra a dela e nos encara com preocupação.

— A gente veio assim que fomos expulsos pelos seguranças do hotel, assim como você pediu, tio Clint, mas parece que viemos em uma péssima hora. – Comenta Elena e eu suspiro.

— De forma alguma. Vocês vieram no momento certo. – Respondo, abraçando-a. Deixo um beijo em sua testa e passo para Damon. – Obrigado por terem vindo. Mas eu realmente estou curioso pela visita de vocês. – Comento, encarando a família que estava sentada no sofá adjacente ao que Damon e Elena se sentaram.

— Desculpe ter vindo assim de última hora, mas é que a Hillary nos contou que você estava pensando em se encontrar com Kayla para ouvir a versão dela sobre como foi o encontro dela com Taskmaster. – Explica Steve, parecendo um pouco desconfortável por notar o meu desânimo e o de Natasha. – Como vocês vão viajar depois de amanhã, pensamos em vir o mais rápido possível. Mas podemos ir embora, se vocês não estiverem se sentindo bem.

— Não! Por favor, precisamos de toda a ajuda possível. É por isso mesmo que pedimos para que Elena e Damon viessem. – Responde Natasha, dando um fraco sorriso. – Eu já ouvi a versão de Kayla, mas acho que é importante para Clint ouvir da boca dela tudo o que aconteceu na noite em que ela viu Taskmaster sem máscara.

— A polícia me disse que as minhas informações não ajudavam em nada, mas eu não me importo em contar novamente para você, tio Clint. – Fala Kayla e eu sorrio, agradecido.

— Isso seria ótimo, Kayla. – Afirmo, sorrindo agradecido. – Poderia me contar exatamente tudo o que aconteceu naquela noite?

— Sim. É claro. – Concorda a adolescente de cabelos castanhos na altura no ombro com franjinha e olhos cor de mel intenso. – Como eu disse para a CIA, tudo começou quando meus irmãos e eu estávamos dormindo em um dos becos da Jordan Road no início de setembro. Meu pai biológico havia saído para conseguir comida para nós, então estávamos sozinhos. Até que ouvimos o barulho de um carro estacionar perto de nós. Deixei Liz e Alex dormindo fui conferir o que estava acontecendo. A Jordan Road é uma rua muito deserta e perigosa. As pessoas não estacionam seus carros por lá. Ainda mais próximos aos becos escuros da região da Isle of Lost. Então fui conferir se estávamos seguros. E nesse momento, eu vi dois homens saindo do carro.

“Um deles estava com uma máscara estranha preta com detalhes pratas, que lembrava uma espécie de caveira. O outro homem eu descobri dias depois ser o senador desaparecido, Clancy Brown. Ele ficava chamando o homem pelo nome de Taskmaster, implorando pelo perdão de dele. Aparentemente, o senador foi responsável por Taskmaster ter sido preso, então ele buscava vingança.

Por cerca de uma hora, o tal Taskmaster espancou o senador, que estava amarrado nos pés e nas mãos. Depois disso, ele fez coisas horríveis como esfaquear o senador, cortar dedo por dedo dele e por fim o queimou vivo. Foi uma cena horrível e eu não podia sair do lugar, porque temia ser vista. Mas os gritos do senador acabaram acordando Liz e Alex. Isso chamou a atenção do Taskmaster, que deixou o senador pegando fogo e veio atrás de nós.

“Ele me viu e provavelmente teria me matado se meu pai biológico não tivesse aparecido. Ele jogou uma pedra em Taskmaster e me mandou fugir com meus irmãos, mas eu estava paralisada demais para fugir. A pedra que o atingiu quebrou a máscara do assassino. Meu pai biológico correu e me puxou para corrermos. Eu vi o Taskmaster tirar a máscara e me encarar nos olhos. Foi muito assustador. Mas por estar escuro demais, eu não fui capaz de ver qual era a cor de seus olhos.

A única coisa que eu tinha certeza é que ele era careca, nariz de tamanho mediano, corpo grande e ele era um homem branco. Lembro que ele parecia ser mais velho que você, tio Clint, mas não muito. Talvez tivesse mais ou menos uns cinquenta anos ou até menos que isso.

Ele era muito veloz. Era como se tivesse superpoderes. E enquanto nós corríamos para fugir dele, meu pai percebeu que não conseguiríamos escapar e acabou se sacrificando para que nos salvássemos. Depois disso, fomos perseguidos pelo assassino da HYDRA até encontrarmos minha mãe e meu pai”. – Kayla termina de contar, olhando para os pais adotivos com carinho. Eles apertavam a mão da garota, dando todo o apoio que ela precisava naquele momento ao narrar sua tão delicada história.

— Então Taskmaster já foi preso antes? – Sussurro para mim mesmo e Natasha assente.

— Sim. Mas como não sabemos a identidade dele, não temos certeza de quando isso aconteceu ou como descobrir quem ele é. – Comenta minha namorada, frustrada.

— Nós temos uma pista e tanto aqui. – Afirmo e todos na sala me encaram em dúvida, mas ansiosos. – Ele foi preso por culpa do senador Clancy Brown, então tudo o que precisamos saber são os casos em que ele possa estar envolvido nos últimos vinte anos e ver quem são as pessoas que batem com a descrição de Kayla.

— Mas o senador Clancy Brown não vivia envolvido em polêmicas? Sara nos disse que vocês vão partir para Budapeste depois de amanhã. Vocês vão ter tempo para pesquisar todo mundo e viajar? – Questiona Elena com preocupação.

— Não mesmo. – Responde Natasha, encarando-me com seriedade. – Precisamos de um plano mais eficiente que esse.

— Tudo bem. – Digo, suspirando cansado. – Esperem um pouco. Eu já volto.

Sem esperar por respostas, sigo para o meu escritório e pego a caixa que ganhei de Jeanne. Se minhas apostas estivessem certas, Damon e Elena poderiam desvendar o grande mistério sobre a identidade de Taskmaster. Claro que tudo não passava de especulação, uma vez que eu duvidava muito que Lillian tivesse contado aos dois sobre o seu conhecido que também é líder da maior organização criminosa do mundo, mas era uma possibilidade que eu não poderia descartar.

Assim que retorno para sala, o silêncio recai sobre todos. Sento-me ao lado de Elena e encaro a todos com seriedade, antes de abrir a caixa e retirar uma das fotos que Jeanne me deu que mais haviam chamado a minha atenção. Havia alguém muito familiar nela e é em quem eu mais acreditava ser o maldito criminoso.

— Antes de ontem, nós nos encontramos com Aaron no show de Austin e Ally. – Começo, fazendo Damon e Elena me encararem tensos. – Aaron teve contato com Taskmaster e descobriu algumas informações importantes sobre ele, como o fato do líder da HYDRA ter interferido na vida de todos os membros da família Barton desde o início do ano.

— O quê? – Sussurra Damon, surpreso. – Como assim interferido em nossas vidas, tio Clint?

— Taskmaster foi quem deu as informações do envolvimento de medicamentos de El a Rebeca Moore, ex-namorada de Mike, e quem ajudou a garota a enviar os repórteres para a casa deles. Taskmaster também convenceu Zevon a procurar Mal e Audrey a chantagear Ben com a saúde da mãe dele.

“Foi ele quem contou sobre a Yakuza sobre Cait ter as provas contra Ted e ter a fórmula do Mirakuru. Aparentemente, foi ele também quem convenceu Laurel a se vingar de Oliver sequestrando Tony, ajudou Kai a sequestrar Isobel e Elena, além de ter dado todos os recursos a Hugh enviar Sam para o manicômio em Paris e chantagear Beth. Ele fez seus membros machucarem Sara no cruzeiro e quem enviou os paparazzis para o hospital psiquiátrico onde o pai da Ally estava internado”. – Revelo, surpreendendo a todos. – Em outras palavras, ele queria usar vocês para me destruir.

— Desgraçado! – Exclama Damon, irritado.

— Mas o motivo que fez chamá-los tem a ver com o fato de que Aaron me disse a mãe de Damon e ele se conhecem. – Respondo, chamando a atenção de meus sobrinhos. – E talvez vocês podem ser a peça chave para desvendar o mistério sobre a identidade de Taskmaster.

Notas finais
Oii Cupcakes ♥! Abaixo estão os links com as fotos de como são as torturas, mas peço que quem tem estômago fraco ou é o tipo de pessoa que fica traumatizada fácil, que não vejam. São representações fortes do que realmente existiu na Idade Média. Priorizem o bem-estar de vocês! Berço de Judas: https://conteudo.imguol.com.br/c/bol/fotos/95/2018/09/26/4e5-1538010135666_615x300.jpg Mesa de Evisceração: https://conteudo.imguol.com.br/c/bol/fotos/7c/2018/09/26/25e26-1538010115517_615x300.jpg Rato na Gaiola: https://conteudo.imguol.com.br/c/bol/fotos/2c/2018/09/26/30-1538010108113_615x300.jpg oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara