Mistérios Nas Mão de Um Guerreiro
5 Um Guerreiro Misterioso?
Os heróis saíram de Mjolnir, a capital dos anões, seguem o seu caminho em direção a cidade capital dos elfos Karuel, mas antes eles devem passar pelas ruinas da antiga cidade de Calnat antes de chegarem em território élfico.
– Estamos quase chegando nas ruinas eu já consigo vê-la! — Falou Arme entusiasmada. — Visitar as ruina de uma civilização muito avançada, será que lá ainda tem um feitiço antigo? — Ela falou saindo correndo em direção as ruinas.
– Volta aqui, você não pode sair correndo desse jeito! — Gritou Elesis indo atrás da maga.
As ruinas de Calnat repleto de construções antigas feitas de mármore, o grupo olhava admirado pois a forma como a cidade foi construída era completamente diferente de tudo e aquele lugar tinha uma forte energia mágica. Algumas pequenas plantas cobriam parte dos edifícios, e existiam inúmeras rochas de mármore por todos os lados. O grupo andou um pouco e se deparou com uma grande torre a frente ainda intacta. Arme ficou insistindo para entrarem no edifício então o grupo entrou. Lá dentro tinha máquinas quebradas, engrenagens, papéis, antigos, alguns móveis velhos cobertos de poeira. O grupo subiu a torre até ver uma grande janela onde podia ver as ruinas e era uma vista maravilhosa.
Mari estava se sentindo muito estranha como se ela já estivesse ali dentro alguma vez.
– Está tudo bem Mari? — Perguntou Lire.
– Sim minha cabeça que está doendo um pouco, nada de mais. — Ela respondeu.
Enquanto todos admiravam a vista eles viram algo voando sobre as ruinas, era grande demais para ser um pássaro. Logo o ser alado pousou no telhado de uma das construções e entrou na cidade.
– Fico imaginado, o que foi aquilo? — Falou Jin pensando a respeito do que acabou de ver.
– Vamos descobrir. — Falou Lass.
O grupo desceu o grande edifício e seguiu em direção a aquele lugar aonde eles esperavam descobrir o que era aquele ser alado. Eles andaram pelas ruas e encontraram inúmeras pegadas mas elas não eram humanas pareciam de animais.
– Esse lugar devia estar abandonado. — Falou Sieghart olhando as pegadas.
– Então aquele ser alado tem alguma coisa a ver com isso? — Falou Elesis.
– Provavelmente sim. — Falou Ronan.
– Essa cidade é muito grande acho melhor nós nos separarmos. — Falou Sieghart.
Elesis, Lire e Lass foram em um grupo, Mari Sieghart e Arme em outro, Ryan, Ronan, Amy e Jin em um terceiro grupo. O grupo de Elesis seguiu em frente olhando aos arredores e procurando o ser alado, Lire imaginou que tinha alguém seguindo então ela olhou para trás e viu a criança de olhos azuis-escuros e cabelos negros mas foi só isso que ela conseguiu ver antes do garoto sumir.
– Algum problema Lire? Você parece assustada. — Falou Lass preocupado com a arqueira.
– Não é nada. — Ela respondeu esfregando uma das mãos no rosto.
O grupo continuou a andar e alguns minutos depois e Lire novamente viu aquela criança no telhado. A elfa ergueu o arco preparando para atirar na criança. Elesis estranhou o movimento da elfa.
– O que você está fazendo? — Falou Elesis.
Rapidamente a criança despareceu de novo, uma coisa que era estranha era que o vento não se movia com o seu movimento, coisa que era além da lógica. Lire abaixou o arco imaginando o que poderia ser aquilo.
– Eu acho, que tem alguém nos seguindo. — Falou Lire. — Uma criança.
– E que diabos uma criança iria querer fazer nestas ruínas? — Falou Elesis colocando uma de suas mãos na cintura. — Eu acho que você não dormiu direito e está tendo ilusões.
– Eu tenho certeza do que eu vi uma criança! — Falou Lire.
– Vamos para torre lá você poderá descansar melhor. — Falou Lass
– Eu tenho certeza do que vi. — Insistiu Lire.
Elesis e Lass voltaram a torre, mesmo com a insistência de Lire.
O grupo de Arme desviou para a direita. Arme admirava o lugar, para ela era como se ela estivesse em uma excursão da escola de magia. Mari ficava com aquele sentimento de que ela já esteve naquele lugar algum dia. Eles acabaram encontrando uma máquina idênticas ao Kormet só que ela estava quebrada. Arme logo começou a fazer perguntas a Mari.
– Mari você é uma pessoa misteriosa, como aprendeu essa magia de criar máquinas? — Perguntou Arme.
– Eu não sei, eu só construo. — Falou Mari. — Minhas memórias estão retornando aos poucos.
–E esse lugar é uma das cidades do seu povo? — Perguntou Sieghart.
– A tecnologia e a arquitetura são similares, então essa deve ser uma das cidades.
– Esse lugar ficava bem longe do centro da explosão e olha como ficou. — Falou Sieghart.
– Explosão... — Falou Mari ficando pensativa.
Já havia passado muito tempo e como não encontraram nada, o grupo resolveu voltar para a torre.
O grupo de Amy seguiu para a esquerda, eles encontraram mais pegadas e resolveram segui-las. Olhando nos céus eles viram o ser alado indo em frente. O grupo andou mais um pouco e viu um grande brilho roxo. Ao se aproximar eles viram o ser alado lutando contra vários lobisomens.
O ser alado era um asmordiano de cabelo roxo que possuía chifres e asas de morcego, usava uma jaqueta rosa, calça preta com detalhes da cor da jaqueta e tinha uma garra assustadora, e estava segurando uma foice.
– Achamos o ser alado. — Falou Jin observando.
– E ele é aliado ou inimigo? — Falo Ronan.
– É melhor avisarmos os outros. – Falou Jin.
E eles voltaram para a torre e encontraram com o resto grupo, Lire estava descansando pois acreditavam que a elfa não havia dormido bem.
– Então o que acharam? — Perguntou Elesis.
– O nosso grupo não achou nada. — Falou Sieghart.
– O nosso achou um ser de chifres. — Falou Jin. — E um estranho vórtice roxo.
– Um asmordiano? — Falou Sieghart.
– Sim. — Falou Jin.
– E o grupo de vocês? — Perguntou Sieghart a Elesis.
– Lire ficou insistindo de que uma criança estava nos seguindo. — Falou Lass.
– Acho melhor irmos até esse asmordiano e descobrir o que ele está fazendo por ali. — Falou Ryan.
O grupo sem hesitar saiu da torre e foi correndo em direção ao lugar aonde eles tinham visto o asmordiano. Chegando lá eles encontram vários corpos de lobisomens mortos no chão, e o asmordiano estava atacando o estranho vórtice roxo.
– Impossível eles foram fechados. — Falou Mari.
– O que são aquelas coisas? — Perguntou Ryan.
– Portais dimensionais, se eles permanecerem abertos os asmordianos podem vir até aqui – Falou Mari
– Se os asmordianos querem passar por aqui, porque aquele asmordiano está tentando destruir os portais? — Perguntou Lire.
Vários lobisomens de cores azuis e laranjas apareceram cercando o asmordiano. Imediatamente o grupo começou os ataques. Tinha alguns lobisomens que seguravam um cajado de madeira.
Elesis ergueu a sua espada e correu para atacar um lobisomem ao se aproximar dele um segundo lobisomem acertou as costas da espadachim. O golpe foi forte o suficiente para fazer Elesis colocar um dos joelhos no chão, mas mesmo com a dor ela conseguiu desferir um golpe certeiro nos dois lobisomens.
Lire disparou flechas nos lobisomens que seguravam um cajado. Ela também desviou dos projéteis vindo desses magos.
Arme chegou a petrificar um dos lobisomens, e rapidamente disparou uma bola de fogo em outro inimigo, desviou de um projétil mágico vindo de um outro lobisomem, e disparou um relâmpago contra outro lobisomem.
Lass aproveitava a sua grande velocidade e cortava rapidamente os cajados dos lobisomens magos, e também atacava os lobisomens desarmados.
Ryan se transformou em lobo para igualizar-se com os ataques dos adversários, o druida rapidamente arranhou o rosto de um inimigo e o arremessou contra outro.
Ronan golpeava rapidamente os lobisomens com a sua Tirfing, então os lobisomens rapidamente caiam, um projétil mágico acertou o rapaz o fazendo dar dois passos para trás.
Amy ergueu a sua caixa de pandora, e de repente as roupas da menina se tornam um dinossauro gigante. Depois ela cospe um raio nos lobisomens acertando três.
Jin com as suas técnicas de lutador desferiu socos e chutes mortíferos nos lobisomens.
Sieghart corta um inimigo com facilidade, em seguida dá uma cambalhota para trás e corta o pescoço de um lobisomem mago.
Mari constrói as W.D.W usando os seus poderes de tecnomaga e começa a perfurar os lobisomens.
O asmordiano ele abre as asas e começa a puxar todos os lobisomens para perto dele rapidamente uma esfera elétrica bem grande o cobre acertando todos os lobisomens e o portal dimensional.
Do portal dimensional saiu dois asmordianos de pele vermelha, um tinha cabelo loiro e único chifre e era magro, suas roupas eram cinzas com detalhes pretos, e o outro não tinha cabelo segurava uma foice e tinha asas, e também tinha roupas cinzas com detalhes negros.
– Olhe só Drall, parece que já vieram nos receber. — Falou o asmordiano Loiro.
– Eu não fui informado que nos receberiam, você foi Vairne? — Falou o Asmordiano careca.
– Vamos acabar com eles logo e prosseguir com a invasão. — Falou Drall.
O grupo, já esperando pelos ataques dos dois asmordianos de pele vermelha, entrou em pose de combate.
Vairne estendeu as duas mãos e conjurou vários espinhos brancos e os disparou contra o grupo. Arme e Lire não conseguiram desviar dos espinhos e foram atingidas. Drall começou a voar em direção ao imortal e conseguiu também desferir um chute muito poderoso nele. Sieghart caiu no chão mas rapidamente se levantou, mas ele levou outro golpe do asmordiano careca. Vairne iria ser atacado por Ryan, em sua forma de lobo, mas o asmordiano percebeu e disparou cinco espinhos no druida, sendo que três o acertaram, o fazendo sair da transformação.
Vairne iria matar o druida mas foi impedido por Ronan, e por Amy, que conseguiam distrair o asmordiano para que Elesis atacasse e acertasse um golpe certeiro. A estratégia não funciona porque Vairne se teleporta para cima e dispara 20 espinhos nos três, alguns espinhos os acertam.
Drall agora se esforçava para acertar Jin, Mari e o asmordiano de cabelo roxo. Drall fez um corte com a sua foice no ar jogando um corte de fogo nos três, Mari desvia mas o robô dela, Kormet, é destruído. Jin tenta se aproximar mas leva um golpe da foice de Drall, então o cavaleiro de prata caiu no chão. Mari tenta proteger o amigo construindo vários canhões, mas não adianta porque Drall disparou outro corte de fogo, que acertou a tecnomaga. Agora só restava um.
– Vejam só quem está aqui Vairne? — Falou Drall. — Dio um daqueles que ajudou os nossos inimigos os Calnatianos.
– Vamos dar uma lição a ele por nos trair. — Falou Vairne.
Drall voou em direção a Dio e tentou acertá-lo com a sua foice, mas o asmordiano de cabelo roxo desvia e arranha o rosto de Drall com a sua garra. Vairne dispara alguns espinhos em direção a Dio mas erra, porque o asmordiano se transporta para a frente de Vairne e dá um poderoso soco com a sua garra. Dio arremessa a sua foice em Drall inicialmente errando mas a foice volta e o acerta em cheio fazendo o ser careca gritar de dor. Rapidamente as mãos de vairne começam a exalar uma aura vermelha e então ele golpeia Dio causando muita dor para o asmordiano de cabelo roxo.
– Não será hoje que irá se gabar dessa vitória verme. — Falou Vairne olhando Dio caindo no chão.
O grupo já estava se reerguendo com dificuldades de novo, então Vairne disparou inúmeras esferas roxas no grupo e Drall disparou vários cortes no ar acertando o grupo já ferido.
Vairne nota uma presença estranha e vê um humano de olhos azuis-escuros e de cabelos negros, ele era pequeno provavelmente uma criança, e suas roupas eram brancas com detalhes dourados, acinzentado e negros, possuía algumas partes de sua roupa era revestida com um fino metal, as suas calças combinavam perfeitamente com a blusa da criança, ele também usava luvas escuras e tinha a pele morena. A criança não aparentava ser ameaçadora e a sujeira envolta da sua roupa indicava que ele tem viajado por um bom tempo.
– Drall você esqueceu de um? — Falou Vairne.
– Mas eu contei onze pessoas. — Falou Drall. — Mas ele morrerá da mesma forma que os outros.
– Eu não disse que estávamos sendo seguidas? — Falou Lire deitada no chão.
– Não começa! — Falou Elesis. — Ei criança, saia daí é muito perigoso! — Gritou Elesis.
Vairne conjurou cinco espinhos e disparou contra a criança, no momento em que os espinhos iam acertar o ser misterioso, os projéteis param na frente dele e ficam flutuando. Sieghart notou que a criança movia lentamente os dedos.
– Mas o que? — Falou Vairne conjurando vinte espinhos.
Mais vinte espinhos foram disparados e a criança apenas moveu os dedos lentamente e os vinte espinhos pararam em sua frente. Vairne ficou irritado e disparou cinquenta espinhos em direção a criança e os cinquenta espinhos ficaram parados flutuando envolta da criança. A criança ergueu a sua mão e uma pequena faísca de fogo apareceu, ou seja uma simples bola de fogo, então os espinhos passaram pela bola de fogo mudando a sua cor de branco para vermelho e com um simples movimento dos dedos disparou os 75 espinhos, agora flamejantes, e os projéteis foram a uma velocidade absurdamente alta.
Vairne e Drall se teleportaram para desviar dos espinhos flamejantes, ao sair do teleporte eles caíram no chão. Tinha vários espinhos avermelhados atravessados em ambos os corpos. A criança seguiu em direção ao portal dimensional e entrou nele, e logo depois o portal fechou.
– O que acabou de acontecer aqui? — Perguntou Sieghart.
O grupo se levantou com dificuldade, os ferimentos causados por Drall e Vairne foram muito severos. Dio se levantou e caminhou em direção a Mari que estava desmaiada.
– Estou realmente surpreso de achar uma calnatiana viva. — Falou Dio. — Vocês podem até que serem úteis para a minha causa.
– Porque você estava tentando destruir os portais dimensionais? — Perguntou Arme.
– Simples porque eu não quero que haja outra guerra entre esses dois mundos de novo. — Respondeu.
– Eu imagino que você queira fechar os portais permanentemente então porque não se junta a nós? — Perguntou Sieghart.
– Eu não imaginava que vocês poderiam me ajudar mas tenho interesse em certas pessoas. — Falou dio. — Então irei me juntar a vocês, Alfred arrume as coisas.
Dois Asmordianos um vestido de mordomo e o outro parecia uma criança apareceram e saíram correndo trazendo as bagagens de Dio. O grupo, junto com o novo membro, retornou a torre, Mari tinha desmaiado durante o confronto e não tinha acordado.
Passou algum tempo e Mari finalmente acordou.
– Eu me lembrei... — Falou Mari se levantando. — Pedra da alma, Calnat, guerra mágica, martelo, Bíblia da revelação.
– O que? — Falou Arme, que não tinha intendido nada do que a tecnomaga tinha falado.
– Eu me lembrei de tudo e tem algo que eu preciso fazer. — Falou Mari seriamente.
– O que você vai fazer? — Falou Sieghart.
– Algo que só um calnatiano pode fazer. — Falou Mari. — Obrigado por cuidarem de mim.
Um estranho símbolo azul apareceu no chão bem aonde Mari estava pisando. E uma estranha pedra azul estava flutuando sobre a menina.
– Obrigado por tudo... — Falou Mari demonstrando um sorriso. — A bíblia da revelação se revelará em breve, Adeus.
A pedra que flutuava se quebrou soltando um enorme clarão azul seguindo de um gigantesco estrondo, as últimas palavras da menina foram "lembrem-se de mim e da forma como eu sou".
–--
Uma asmordiana de cabelo rosa e olhos azuis-claros, estava flutuando por Arquimidia quando viu um grande clarão azul, vindo de longe. Essa asmordiana usava uma roupa nobre roxa com detalhes avermelhados, tinha um único chifre e tinha 3 espinhos no lado esquerdo do rosto.
– É ali que aquele imprestável está. — Falou a asmordiana. — James rápido com a minha bagagem.
–--
Um estranho ser de cabelos loiros, e olhos vermelho e usando uma roupa vermelho e branca estava sentando sobre uma pedra, engatilhando as suas duas escarlets, um tipo de pistola muito usado no submundo, quando ele vê um estranho brilho azul seguindo de um grande estrondo. O rapaz se levanta e observa o clarão até cessar.
– Aquilo deve valer alguma coisa. — Falou o rapaz.
Agora o estranho ser tomou rumo para a origem do estranho brilho.
–--
Um rapaz com um cabelo cor púrpura, olhos de cor avermelhada, usando uma camiseta azul, e uma calça branca com detalhes escuros. Estava vagando por Arquimidia em busca do seu rival para provar a si mesmo que ele era o melhor aluno de seu falecido mestre. Ele ouviu um estrondo seguido de um grande clarão azul.
– Então você está aí Jin... — Falou o rapaz.
O rapaz seguiu o seu rumo em direção ao foco do seu brilho.
–--
Uma menina andava pelas terras de Arquimidia, essa menina tinha olhos azuis uma pele branca, usava uma roupa azulada com detalhes brancos e uma calça que se adequava com a roupa.
– Não se preocupe Adel, eu vou te salvar... — Falou a menina
De repente um grande estrondo seguindo de um brilho azulado chamou a atenção da menina.
– Eu acho que finalmente os encontrei. — Falou a menina.
–--
A nave dos imortais chega ao lugar aonde o último prisioneiro que entrou no exílio esteve antes de ser transportado. Eles procuram um lugar seguro e firme para pousar e rapidamente pousam a nave. Reylan desligou todos os aparelhos e os dois imortais saem do veículo.
Eles tinham indo parar em uma floresta, portanto existiam árvores que estavam com o tronco escuro como carvão e existiam partes da vegetação que estavam escuras da mesma cor das árvores.
– Eu já estou me sentindo mal só de ficar aqui. -Falou Reylan olhando uma arvore escura.
– Olhem só isso esse, confronto ocorreu a várias eras e ainda assim os efeitos são sentidos. — Falou Ardus colocando a mão na cabeça.
Os dois imortais podiam sentir que aquele lugar exalava e transbordava um puro mal. Algo que estava fora das capacidades de qualquer um.
– Foi mesmo aqui que o guerreiro supremo Asgadiel enfrentou aquele monstro? — Falou Ardus caminhando ao redor.
– Com certeza é aqui. — Falou Reylan.
– Agora temos que achar o lugar exato de onde ocorreu o transporte. — Falou Reylan.
Os dois imortais começaram a andar ao redor do lago as vezes o poder maligno aumentava e as vezes diminuía, e era dessa forma que os imortais descobririam aonde ocorre o transporte.
– Como é que diz a história sobre esse confronto? — Falou Ardus.
– É uma história esquecida, por isso não sei dizer se ela é a certa. — Respondeu Reylan. — Segundo a versão que eu ouvi, o Asgadiel entrou em confronto com o ser da aniquilação, mas Asgadiel foi aniquilado e deixou de existir nem a sua alma sobreviveu ao ser da aniquilação, é como se ele tivesse sido apagado da existência. Mas ele conseguiu selar o seu adversário no exílio dando a toda a criação do universo mais tempo de vida.
– Na versão que eu ouvi, conta que Asgadiel enfrentou o ser da aniquilação e perdeu o confronto, então o ser da aniquilação matou Asgadiel mas ele foi celado no exílio enquanto o ser supremo era apagado da existência. — Falou Ardus
– Mas eu acho que é um tanto intrigante e exagerado essa história, assim que um mortal ou imortal morre sua alma é transferida para o submundo. — Falou Reylan.
– Segundo os mestres imortais, que sobreviveram a aquela, época, era para ser assim, até mesmo com os deuses que morreram. — Falou Ardus. — Mas de alguma forma o ser da aniquilação conseguiu quebrar essa lei do universo. Ele simplesmente consegue destruir a sua vítima sem deixar nenhum vestígio, seria como se a pessoa nunca tivesse existido... — Falou Ardus.
– Viagens no tempo? — Perguntou Reylan.
– Não pois saberíamos se ele tivesse alterado o passado ou o futuro. — Falou Ardus. — Talvez uma magia muito poderosa?
– Com certeza não foi magia e nem um tipo de poder. — Falou Reylan. — Teria rastro de magia mana ou outra fonte de poder.
– E magia não elemental? — Falou Ardus.
– Pode até ser magia não elemental, mas nós saberíamos se ela foi usada. — Falou Reylan. — Ele era um ser muito poderoso, e agora deve estar mais por isso não devemos permitir que ele nos mostre como ele fazia isso.
Os imortais caminharam até chegarem a um ponto em que a vegetação era totalmente negra como carvão, a própria água soltava uma fumaça estranha. Os imortais estavam chegando bem perto do lugar aonde o ser da aniquilação estava antes de ser transportado.
– É aqui. — Falou Ardus. — Eu consigo sentir.
Os dois imortais se sentaram na grama escura e fecharam os olhos se concentrando no poder não elemental. O poder não elemental era algo que separava o ser vivo comum do imortal. Ou seja o imortal recebia a imortalidade para viver para sempre, por conta do poder não elemental e tudo que existia era constituído do não elemento e o não elemento seria a matéria primordial para tudo que foi criado. Resumindo o nada criou o absolutamente tudo.
Mas o ser vivo comum podia demonstrar a dominação do não elemento em qualquer idade seja criança, seja velho. E também nem todos que conseguiam dominar o não elemento conseguiam se tornar imortais.
Ardus conseguia ver as estrelas e o grande esplendor do universo mas tinha uma grande névoa de coloração vermelha que girava em torno do universo.
– Viu alguma coisa Ardus? — Perguntou Reylan.
– Sim o lugar que procuramos está fora do universso. — Falou Ardus.
Reylan conseguia ver o mesmo que Ardus mas ele viu uma forma de entrarem no exílio. Um arco estranho feito de cristal em que tinha uma grande chama vermelha flutuando dentro do arco, esse arco era guardado por vários seres vestindo armadura laranja. O arco estava bem protegido dentro de uma em uma gigantesca fortaleza de cristal que estava localizada em um deserto roxo.
– Eu estou vendo uma forma de entrar. — Falou Reylan. — Um deserto onde a areia é roxa, e nesse deserto há uma fortaleza de cristal com um arco cravado ao chão onde existe uma chama vermelha.
Os dois imortais não conseguiam ver mais nada. Ambos se levantaram, pensando sobre o que tinham visto.
– Desertos roxos eu sei que existem mas uma fortaleza de cristal? — Falou Reylan.
– Isso será um problema existem muitos desertos roxos com tal cor. Como saberemos qual é o certo?
– O jeito é procurar e olhar nos mapas antigos.
Os imortais logo voltaram a nave e começaram a investigar todos os mapas, na esperança de encontrar a fortaleza de cristal, pois eles sabiam que se o ser da aniquilação escapar não há ninguém que possa impedi-lo...
–--
Tudo que você faz tem um preço... por isso devemos ter cuidado com todas as nossas ações e com quem falamos...
Fale com o autor