Mistérios Nas Mão de Um Guerreiro
6 A Guerra em Karuel
Elesis entrou às pressas no cômodo onde Sieghart e Arme estavam, e ela estava furiosa querendo saber o que tinha acontecido, e o porquê dessa explosão.
– Aonde está Mari e o que foi essa explosão? — Gritou Elesis.
O imortal e a maga violeta não conseguiam explicar o que tinha acontecido e ambos ficaram abalados com o sumiço da tecnomaga. Elesis estava ficando impaciente e gritou novamente querendo saber o que tinha acontecido. Arme se levantou e com o rosto entristecido.
– Mari ela... — Arme falou baixo.
– Ela? — Falou Elesis ao ponto de dar um soco na menina.
– A Mari se lembrou de todo o passado dela e desapareceu... — Falou Arme entristecida.
Elesis ficou chocada. Ela não esperava que um dos membros do seu grupo desaparecesse assim sem explicar nada. Ela andou em silêncio e saiu da sala, Arme a acompanhou. Sieghart ficou ali, sentado, ele tinha ficado muito abalado com aquela situação.
– Como ela sabia? — Pensou Sieghart. — Como ela sabia que eu queria a bíblia da revelação?
– E o que ela quis dizer com a bíblia se revelará em breve? — Pensou Sieghart.
Elesis e Arme foram avisar a todos que Mari desapareceu, na hora do aviso apenas tristeza, com exceção de Dio, porque estava tomando um "drink" em uma taça de vidro servido pelo seu mordomo.
– Por que ela desapareceria assim sem avisar nada? — Falou Lire entristecida.
– Provavelmente saberemos no futuro. — Falou Ryan tentando consolar a amiga.
– Ela disse que iria fazer uma coisa que só um calnatiano podia fazer. — Falou Arme. — E também ela citou algo sobre bíblia das revelações.
– Hum — Falou Dio entregando a taça de vidro para o seu mordomo. – Bíblia da revelação?
– Sabe alguma coisa sobre esse livro? — Perguntou Arme.
– Tudo o que eu sei é que esse livro possui conhecimento sobre assuntos que não deveríamos saber. — Falou Dio.
Sieghart chega no cómodo onde todos estavam e ele ainda estava pensando sobre o que Mari tinha dito.
– Então temos de ir para Karuel, iremos amanhã. — Falou Elesis.
A noite chegou e todos do grupo foram dormir, menos Sieghart que ficou acordado, o imortal tinha saído da torre. Ele ainda estava pensando sobre a bíblia das revelações. Ele levou um susto quando Dio apareceu a sua frente.
– Quer me matar de susto é? — Falou Sieghart.
– Deixe suas piadas para depois, agora me diga imortal, o que você quer saber da bíblia das revelações? — Falou Dio.
– Absolutamente nada. — Mentiu Sieghart.
– Então porque está tão preocupado com a calnatiana? — Falou Dio.
Sieghart ficou congelado, ele não sabia o que responder.
– Você ainda continua egoísta imortal. — Falou Dio. — Não consegue ver mais nada?
– Ver o que? — Pensou o imortal.
Dio entrou para a torre e deixou o imortal sozinho.
– Não se preocupem eu vou vingá-los. — Falou Sieghart.
–--
Os imortais estavam em sua nave procurando por mapas de desertos roxos na tentativa de encontrar a fortaleza de cristal. Reylan estava na ponte de comando olhando os mapas através do computador da nave, ele já tinha olhado vários mapas de desertos com a cor roxa e nenhum deles tinha uma fortaleza de cristal. Ardus estava procurando em outro computador que ficava na área de reuniões.
– Ardus achou alguma coisa? — Gritou Reylan.
– Ainda não. — Respondeu Ardus.
– Teve sucesso? — Falou Ardus.
– Nada até agora. — Gritou Reylan
Reylan colocou o dedo na tela do computador na qual o mapa fechou abrindo uma lista contendo todos os mapas de desertos roxos que foram descobertos. Ele colocou o dedo sobre um nome de um mapa e encontrou algo interessante.
– Ardus, venha aqui acho que achei o lugar. — Gritou Reylan.
–--
O grupo já estava preparado para sair das ruínas, a maioria já tinha superado a tristeza do sumiço de Mari, mas não eram todos.
– Pra que lado fica Karuel? — Perguntou Elesis.
– Para lá. — Apontou Sieghart.
O grupo então seguiu em direção ao seu caminho para Karuel. Passando algumas horas eles já estavam chegando a uma floresta. Quando entraram lá ficaram admirando a beleza daquela floresta misteriosa, eles podiam sentir uma energia mágica muito forte vinda de dentro da floresta.
– Vamos parar com as distrações? — Falou Dio.
O grupo voltou a andar na floresta. Uns pequenos sussurros foram ouvidos por Lass e de repente uma elfa aparece na frente do grupo. Essa elfa tinha uma pele roxa olhos brancos usava uma armadura azul repleta de joias que exalavam força mágica, e ela usava duas garras.
– Os anões mandaram espiões? — Falou a elfa.
– Primeiro os asmordianos aparecem nos atacando, agora os anões mandam espiões? — Falou a elfa. — Todos os arqueiros disparar.
Várias flechas, vindo do alto das árvores, vieram em direção aos heróis e aquela elfa que estava na frente começou a atacar o grupo com as suas garras. Vários elfos desceram das árvores e se juntaram ao seu comandante na emboscada.
Os elfos estavam armados com adagas, garras e arcos e flechas.
O grupo seria rapidamente vencido se os elfos arqueiros continuassem disparando então o grupo formou um círculo defensivo em volta de Lire e Arme. O grupo fez de tudo para protegerem as meninas das flechas e dos outros elfos. Um por um as duas iam abatendo os elfos nas árvores.
– Daliah o que faremos? — Falou um elfo.
– Fique aqui e lutem com esses invasores. -Respondeu Daliah.
O grupo começou a lutar contra o que sobrou dos elfos, dentre todos eles a comandante Daliah era quem se destacava. A comandante lutava com Dio e fazia o possível para que a sua arma causasse dano no asmordiano. A comandante foi impedida por um soco da garra do asmordiano.
Em pleno confronto várias esferas roxas acertaram alguns elfos. Um mordomo bem forte começou a golpear alguns elfos, e uma asmordiana apareceu. Dio reconheceu a asmordiana, e os elfos bateram em retirada.
– Finalmente eu te achei seu inútil. — Falou a asmordiana
– Rey? — Falou Dio
– Você faz idéia do tempo que eu gastei te procurando? — Falou Rey. — Temos de ir para Elyos urgentemente.
– Ainda não. — Falou Dio. — Os portais dimensionais estão muito instáveis e podem abrir a qualquer momento.
– Você faz idéia do que está acontecendo em Elyos?- Falou Rey.
– Então finalmente começou a se mobilizar? — Falou Dio sorrindo.
– Que orgulho é esse? O estupido continua sendo você que não quer voltar a Elyos. — Falou Rey. — Ah que saber vou me juntar a vocês para acabar com esse problema besta mais rápido.
– Outra Amy? — Lire sussurrou para Arme.
– É o que parece. — Arme sussurrou para Lire.
– James rápido com a minha bagagem! — Gritou Rey.
O mordomo musculoso da Rey, trouxe 4 malas que pareciam pesadas. E o grupo prosseguiu com a viagem. Eles se depararam com aquela comandante de novo só que desta vez ela estava usando adagas como armas. Ao redor tinha duas torres e alguns elfos pareciam estar já preparados para mais uma briga.
– Todos ataquem! — Gritou Daliah.
As torres começaram a disparar flechas em direção ao grupo, e os elfos junto com a sua comandante atacaram o grupo. Rey invocou a gárgula, o Bástion, e o Haunt e mandou o seu mordomo atacar os elfos, e ela ficou disparando várias esferas roxas. Elesis, Sieghart e Arme arrombaram a porta de uma torre e entraram, eles subiram matando todos os elfos arqueiros que eles encontravam, Ronan e Ryan e Lire fizeram o mesmo.
Assim que os elfos dentro das duas torres foram abatidos Arme e Lire começaram a disparar projéteis mágicos, como petrificar, relâmpago, bola de fogo congelar, e flechas que poderiam, congelar, envenenar, queimar ou outra coisa.
A gárgula cuspiu uma baforada de gelo, que impediu o movimento da maioria dos elfos que foram pegos por ela. Bastion abocanhou um dos elfos e o arremessou em outro. James golpeava os anões com chutes e socos.
– James mostre o poder de um mordomo. — Falou Rey batendo palmas.
– Sim Milady. — falou James pulando sobre um grupo de elfos e dando três socos fortíssimos no chão, que fez com que os elfos voassem com a pancada.
Daliah agora atacava Lass, as adagas da elfa acertaram o retalhador e ele rapidamente caiu no chão. Ele começou a sentir uma forte tonteira, e logo caiu no chão. Daliah iria finalizar com um golpe mas uma flecha vinda de Lire a acerta no braço. Os elfos restantes são abatidos e a comandante elfica obrigatoriamente tem que se retirar. Arme utilizou os seus poderes de cura para tentar reerguer Lass, mas isso foi sem sucesso, então Jin carregou o rapaz nas costas. O grupo se aprofundou ainda mais na floresta.
– Achei uma coisa interessante. — Falou Ryan. — Uma trilha secreta.
– Vamos por aqui, acho que podemos evitar possíveis emboscadas. – Falou Jin.
A frente deles tinha um grande penhasco e um pouco à frente do penhasco uma árvore grande o suficiente para andar sobre ela. O grupo pulou de galho em galho e logo desceu da árvore e se depararam com aquela comandante de novo.
– Mas você é insistente em querida. — Falou Rey.
– Calada asmordiana, vocês abriram os portais dimensionais e vão pagar por isso! — Gritou Daliah.
– Você precisa de uma lição de etiqueta! — Falou Rey.
James aparece na frente de Daliah e dá um poderoso soco no queixo da elfa a jogando alguns metros para trás. O grupo começou outro confronto com os elfos. Dessa vez tinha alguns montados em uma espécie de pássaro azul, e estavam armados com uma lança. Os elfos montados vieram em direção a Lire, Arme e Rey. Daliah se levantou, ela agora estava armada com um arco e flechas, e começou a disparar várias flechas mágicas em direção a asmordiana. Rey se teleportou para frente dela e ergueu as mãos, um símbolo roxo apareceu nos céus e dele saiu uma perna de um monstro gigante. A elfa por pouco desvia e dispara algumas flechas na asmordiana.
Arme e Lire estão desviando das lanças daqueles elfos montados, e não tem como atacar sem ser atingido por uma daquelas lanças. Elesis pulou em um dos pássaros azuis e furou as suas costas, o elfo montando caiu do pássaro e levou um forte soco da menina. Jin estava distraindo um dos elfos montados, o pássaro cuspiu uma baforada de fogo e o lutador desviou. Amy bateu a sua caixa de pandora na cabeça do elfo e ele desmaiou e o pássaro correu. Dio arremessou a sua foice em direção a um pássaro, devido ao golpe o elfo caiu no chão morto.
Agora só restava Daliah o grupo já a tinha cercada, então Daliah saltou e disparou uma flecha ao chão, que liberou uma forte onda de energia, que acertou a todos. Então Daliah disparou uma flecha que foi em direção a Sieghart e o acertou no ombro.
– Essa flecha está envenenada... — Falou Sieghart se ajoelhando no chão por conta do veneno.
Daliah então aproveitou a oportunidade e fugiu novamente. O grupo resolveu ajudar Sieghart. Arme tentou utilizar os seus poderes de cura e não teve muita sorte.
– Humana, veneno não mata imortais. — Falou Dio. — Você deve se preocupar com aquele ali. — Ele apontou para Lass.
– Acho melhor saímos daqui para eu poder tentar fazer algo. — Falou Arme.
Ronan ergueu Sieghart e carregou ele nas costas. O grupo seguiu e chegou a um muro feito de pedra, e Daliah estava lá novamente só que dessa vez ela estava montada em um pássaro e segurando uma lança, e ela aparentava estar cansada porque ela já levou vários golpes.
– Karuel não vai cair nas mãos dos asmordianos! — Falou Daliah.
– Será que pode nos escutar, não estamos ao lado dos asmordianos! — Falou Amy.
– Mentira. — Gritou Daliah erguendo a lança.
A lança de Daliah ficou com uma aura roxa então a elfa dispara uma lança mágica em direção a Amy. A superstars não conseguiria desviar então ela foi empurrada por Jin que levou o golpe por ela. Arme soltou um longo suspiro porque depois daquela batalha ela teria muito trabalho. O lutador caiu no chão envenenado.
– James você tem que dar outra lição de etiqueta pra essa elfa. — Falou Rey batendo palmas.
– Sim milady. — Falou James aparecendo na frente do pássaro azul e golpeando um soco fortíssimo.
O pássaro, agora sofrendo com tonteira, deu dois passos para trás e cuspiu uma baforada de fogo ao redor. Depois o pássaro correu em direção a Rey. A invocadora se teleportou para o lado desviando do ataque de Daliah, Lire e Arme dispararam vários projéteis contra a comandante élfica. Em um rápido movimento Daliah acerta a lança em Lire, a elfa dispara algumas flechas mas logo cai no chão por conta do veneno. Ryan pula no pássaro e com um rápido golpe ele acerta o machado na montaria da elfa. Daliah caiu no chão e rapidamente se levanta.
Uma luz avermelhada apareceu em meio ao campo de batalha, e dessa luz apareceu um homem alto vestindo uma armadura vermelha.
– Astaroth. — Falou Elesis.
– Daliah, a oportunidade surgiu para nós. — Falou Astaroth. — Vamos para Karuel, ordenei a Duel que atacasse.
– Não acredito que você traiu a sua raça! — Falou Ronan.
A elfa comandante apenas riu e fugiu com Astaroth através de um teleporte.
– Isso não é bom. — Falou Dio. — Duel é um ser muito poderoso.
– Nós sabemos. — Falou Elesis. — Se ele quisesse teria nos matado, e também tem aquele cara.
– Cara? — Falou Rey curiosa.
– Uma pessoa que falava com a espada. — Falou Elesis.
– Uma pessoa que está atrás de Duel. — Falou Rey. — O seu nome é Zero, ele quer destruir a arma que Duel carrega a Eclipse.
– Ele provavelmente está lá também.
– Talvez se conseguirmos vencer Duel, é possível que as tribos demoníacas fiquem desmoralizadas. — Falou Dio. — Porém isso colocaria as tribos demoníacas em guerra civil.
– É claro... — Falou Rey. — Os lideres das tribos apenas estão unidos por temerem Duel, mas se ele morrer... — Falou Rey.
– É um risco, mas é necessário. — Falou Rey.
– Pessoal me ajudem aqui com Lass, Lire, Jin e Sieghart. — Falou Arme.
– James! — Gritou a asmordiana. — Trás antidoto pra veneno.
– Sim senhora.
James se teleportou de novo e voltou com um frasco contendo um líquido verde, depois ele entregou a invocadora e desapareceu. Então a asmordiana entregou o frasco para a maga, que fez com que todos que estivessem envenenados tomassem um pouco. Algum tempo depois os 4 abriram os olhos mas ainda estavam com dificuldades de se mover.
– Mas foi tão rápido assim? — Falou Arme.
– Quem é rica é de outro nível, querida. — Falou Rey se gabando.
– Vamos para Karuel. — Falou Elesis.
–--
Não muito longe dali a mulher andava a procura do grupo que estava atrás de Astaroth. Essa mulher foi atacada por um outro humano de cabelo púpura. A menina levanta o seu revolver e aponta para o rapaz.
– Sou um major de Serdin pare imediatamente o que está fazendo! — Falou a menina.
– Você não é quem eu procuro. — Falou o rapaz.
– E você vai atacar quem você procura? — Falou a menina guardando o revólver.
– E você faz o que aqui? — Perguntou o rapaz.
– Buscando um grupo de pessoas. — Falou a menina.
O rapaz imaginou que a pessoa que ele procura poderia estar nesse grupo.
– Então eu e você temos os mesmos objetivos. — Falou o rapaz. — Irei com você até esse grupo.
– Qual é o seu nome? — Falou a menina. — Eu me chamo Edel, Edel Frost,
– Eu me chamo Azin Tairin. — Falou o menino. — Acho que estamos perto de uma cidade.
–--
– Deserto do caos? — Falou Ardus
Reylan tinha encontrado um lugar, que não tinha muitas informações e que também ocorre desaparecimento de várias pessoas. E também vários imortais desaparecem por lá e nunca mais voltam.
– Sim o Deserto do Caos. — Falou Reylan. — É o único lugar aonde poderiam abrigar uma fortaleza fortemente vigiada.
– Hum, mas a quantidade de imortais que morreram tentando explorar foi... — Falou Ardus.
– Absurda eu sei, até desistiram de descobrirem aquele lugar, mas é o único lugar aonde pode abrigar a entrada para uma super prisão. — Falou Reylan.
– É verdade, e se imortais morreram devemos tomar as devidas precauções. — Falou Ardus.
– Essa nave tem tudo que precisamos desde armas, suprimentos médicos, até alimentos.
Como a nave já estava ligada, Reylan apenas precisou pilotá-la e ir em direção ao lugar conhecido como Deserto do Caos.
–--
Mentir para um bem maior é algo totalmente necessário...
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