Uma brecha na dimensão do exílio, uma fuga ousada, cidades em chamas, mortos por todos os lados, estrelas deixando de brilhar... Foi isso que um imortal viu em sua visão. Imediatamente o imortal parou de fazer o seu trabalho, que era rastrear um perigoso fugitivo, desligou uma máquina sobre a mesa que mostrava um mapa completo do mundo em todos os seus detalhes. Ele levantou de sua cadeira e saiu da sala aonde ele estava e andou até chegar em outra sala e tinha outra pessoa lá.

–Reylan, está aqui por causa da visão? — Falou o imortal sentado na cadeira.

O imortal sentado na cadeira, tinha cabelo loiro, olhos verdes usava uma roupa de cor preta com alguns detalhes brancos e luvas que cobriam totalmente as suas mãos, não aparentava ser muito forte, era alto, magro e se chamava Ardus.

Reylan era um elfo de cabelo marrom escuro, tinha olhos castanhos, uma barba em seu queixo, usava uma roupa vermelha com alguns detalhes brancos, e ele tinha dois braceletes escuros que cobriam totalmente o antebraço, ele era forte e era alto.
Ambos demonstravam uma grande preocupação com o que viram.

– Você realmente acha, que é possível existir uma falha no Exílio? — Perguntou Ardus, colocando uma de suas mãos no queixo.
– Eu acho difícil, o lugar foi feito para se inquebrável e ninguém fugiu daquele lugar. — Falou Rylan olhando fixamente para Ardus. — Mas lá tem um prisioneiro muito especial.
– Bem lembrado. — Falou Ardus. — Apesar de ser impossível uma fuga daquele lugar, existe sempre uma primeira vez.
– Então temos de ir para lá. — Falou Rylan.
– Partiremos amanhã. — Falou Ardus.

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– Eu não aguento mais isso! — Gritou Elesis dando um soco nas barras de ferro da prisão.

O grupo tinha sido preso pelos anões e estavam em uma cela súper-apertada. E alguns já demonstravam a impaciência, outros demonstravam tédio.

– Eu também estou revoltada! Tiraram a minha caixa de pandora. — Falou Amy sentada encima de uma cama na cela. — Tiram minha bolsa mas não tiram o livro da Mari isso é um absurdo!
– Livros não são perigosos — Falou Mari enquanto voltava a ler o seu livro.
– Materiais de beleza também não são e tiraram tudo de mim. — Falou Amy se jogando na cama.
– Ninguém gosta de sentir cheiro muito forte de perfume logo quando acorda. — Falou Lire que estava encostada na parede.
– Eu acho que descobri um jeito de sair daqui. — Falou Mari começando a mexer nas barras da cela da prisão.

Todos ficaram animados e se preparavam para fugir, vários guardas passaram correndo apressados pela cela da prisão. E devido a essa movimentação tinha algo acontecendo. Mari ficou mexendo na fechadura.

– Consegui! – Falou Mari.

As barras da cela ergueram e os heróis fugiram. Primeiro eles precisavam de suas armas então eles percorreram a prisão, fazendo o possível para que os guardas não os vissem, até verem uma porta aberta, que tinha dois anões armados com grandes machados, vigiando. Lass ficou invisível e silenciosamente entrou dentro da sala. Como lá não tinha ninguém ele pegou a sua katana rapidamente golpeou os anões. O resto do grupo pegou as suas armas e correu para fora da prisão.

– Minha caixa! — falou Amy abrindo a caixa e pegando um perfume e borrifando nela mesma.
– Que cheiro forte! — Falou Arme tampando o nariz.
– Podemos ir embora daqui? — Falou Ryan impaciente.

Agora o grupo corria fazendo o possível para não serem vistos. Chegando na saída da prisão eles encontram um único guarda que segurava uma espada de duas lâminas. Ele foi rapidamente abatido. Assim que os heróis saíram, eles se depararam com um grande grupo de máquinas de madeira e anões armados com espadas de duas lâminas. Uma outra batalha se aproximava.

As máquinas começaram a disparar projéteis e raios de fogo, enquanto os anões corriam para atacar.
Lire disparou inúmeras flechas flamejantes nas máquinas. Arme invocou o gorgos que cuspiu uma grande baforada de fogo sobre as máquinas. Ronan utilizou uma magia que, fazia a sua arma ficar sobre chamas temporariamente e focou os seus ataques nas máquinas. Ryan golpeava os anões com o seu machado e desviava dos constantes ataques das espadas duplas. Elesis estava distraindo boa parte das máquinas junto com Jin. Lass e Sieghart também atacavam os anões, que caiam rapidamente. Mari construiu as suas W.D.W e atacou as máquinas e o robô Kormet disparava mísseis nos anões. E Amy estava fazendo aquilo que ela fazia de melhor se arrumando.

O confronto terminou e os heróis seguiram para o palácio, ao entrarem lá eles viram uma grande quantidade de corpos no chão e máquinas destruídas.

– Quem tenha feito isso com certeza é poderoso. — Falou Jin observando os corpos no chão.
– Então vamos entrar. — Falou Ryan.

O grupo entrou dentro do palácio de Mjolnir, e se deparou com mais corpos de anões e máquinas quebradas. E tinha um asmordiano por lá. Ele olhou para o grupo e colocou uma de suas espadas nas costas.

– Vocês me entreguem as essências divinas. — Gritou o asmordiano.
– Você nem se apresenta nem sabe que nós somos é já vem pedido uma coisa dessas? — Falou Lire mirando no asmordiano.
– Ele se chama Duel. — Falou Sieghart.

Mari ao olhar o asmordiano ela sente que já o viu em algum lugar, mas não sabe aonde.

– Eu não vou avisar de novo me entreguem as essências divinas! — Gritou Duel estendendo uma de suas mãos.
– Por que você quer as essências? — Perguntou Arme. — Qual é a sua intenção ao usá-las?
– Já que não vão-me dar as essências foi tirá-las a força. — Falou o asmordiano.

Duel disparou inúmeras esferas azuladas, contra o grupo. Parte dessas esferas acertaram Sieghart, que voou violentamente em direção a uma coluna de pedra. O resto do grupo correu e abrigou-se das esferas ficando atrás das colunas. Amy, Mari e Ronan em uma, Elesis, Lire e Lass em outra, Ryan, Jin, Arme em uma terceira coluna, Sieghart, já recuperado do primeiro golpe, se aproximou de Duel e tentou acertá-lo em suas costas. O asmordiano desviou com facilidade e atira três esferas azuladas no imortal sendo que duas delas o atingem com muita facilidade e a outra acerta o chão, o fazendo rachar. Aproveitando a oportunidade o grupo se aproxima do asmordiano, Lire e Arme começam a disparar flechas e bolas de fogo.

Duel consegue se esquivar dos projéteis abrindo um vórtice roxo e entrando nele. Um outro vórtice da mesma cor aparece atrás de Lire e Arme, e o inimigo sai estendendo uma de suas mãos. Um pequeno vórtice roxo se forma, um pouco à frente da mão de Duel, e se transforma em uma esfera roxa e rapidamente é disparada e segue Lire. Já Arme disparou uma bola de fogo, mas Duel desvia com muita facilidade e golpeia a maga com um chute, a fazendo cair no chão. A arqueira foi atingida pela esfera roxa e caiu no chão, ela tentou se levantar mas uma esfera azulada a acertou.

O asmordiano abre outro vórtice e entra nele, rapidamente um segundo portal abre e ele sai. Elesis, Ronan, e Amy faziam o possível para que suas armas o acertassem mas era sem efeito, porque inimigo conseguia desviar, Ryan, Jin e Lass também faziam o mesmo. Rapidamente Duel pulou para trás e abriu um grande vórtice roxo que sugou todos que antes estavam tentando atacar. O grande vórtice se transforou em uma violenta explosão que arremessou todo o grupo para o alto até caírem no chão. Assim que a caixa de pandora, de Amy, caiu no chão ela abriu deixando as 5 essências divinas saírem rolando no chão.

O asmordiano se agachou e pegou as cinco essências divinas. Ele abriu um vórtice dimensional para ir embora, mas foi atacado. O ser que o atacou estava vestido com uma roupa verde com detalhes negros, contendo um grande X no peito, tinha uma máscara negra em seu rosto, sua arma era uma espada que continha um grande olho.

– Finalmente te encontrei. — Falou o rapaz.

Duel deu um grande salto para trás e disparou inúmeras esferas azuladas no rapaz. O rapaz rebateu as esferas com a sua espada sendo que uma delas acertou o asmordiano.

– Zero espere. — A espada falou.
– O que foi Grandark? — Respondeu o rapaz
– Ele está mais poderoso que antes, então retire-se. — Falou Grandark.
– Mas, depois de tanto tempo finalmente o encontramos! — Falou Zero.
– Retire-se. Precisamos encontrar um novo jeito de vencê-lo. — Falou Grandark.

Duel abriu um vórtice e entrou nele, e Zero correu para fora do palácio.

– Nem acredito que sobrevivemos a ele. — Falou Elesis se levantando com dificuldade.
– E ainda temos que falar com o rei dos anões. — Falou Amy.

O grupo não tinha tempo para se recuperar do confronto com Duel, falar com o rei dos anões era algo urgente, Ronan ajudou Arme a se levantar e Jin ajudou Lire. Então o grupo voltou a correr pelo palácio em direção a sala do trono. Para a sorte deles o asmordiano já tinha-se livrado de boa parte dos guardas. Então eles não tiveram muito confronto. Eles chegaram a uma escadaria que levava ao segundo andar do palácio e se depararam novamente com o general Talin.

– Vocês de novo? — Falou Talin.
– Por que só vem problemas para gente? — Falou Arme.
– Vocês são a causa da destruição da minha base! — Falou Talin.
– Nós não temos culpa se sua base caiu. — Falou Lass.
– É claro que tem minha base caiu quando vocês apareceram! — Gritou Talin.
– Já falei que nós não temos culpa o ataque dos elfos apenas coincidiu com a nossa chegada. — Falou Sieghart.
– Invente quantas mentiras quiserem espiões. — Falou o general.

Vários guardas armados com espingardas se aproximaram do grupo já se preparando para atirar. O general subiu as escadas.

– Atirem a vontade rapazes. — Gritou Talin.

Eram ao todo oito soldados, que começaram a atirar. Ryan se aproximou de um dos anões acertou um soco no rosto de um anão. Elesis usou sua espada e cortou ao meio a espingarda de um dos anões e depois o empurrou. Arme conseguiu petrificar um dos anões. Sieghart desviou dos projéteis e rapidamente agarrou um dos anões e o arremessou encima de outro. Ronan rapidamente golpeou um dos anões com sua Tirfing. Jin golpeou um anão com uma sequência de socos no rosto seguidamente por um poderoso chute. Amy tirou um martelo de madeira de dentro de sua caixa de pandora e acertou, fortemente, um dos anões.

O grupo subiu as escadas e se deparou com o general Talin que tentou acertar socos em Sieghart. O imortal arremessou o general, escada abaixo. Mari construiu oito canhões, para dispararem automaticamente quando aparecesse um anão e deu ordens para o robô Kormet ficar ali vigiando.
Os canhões começaram a disparar e isso significava que mais anões estavam chegando. O grupo já podia ver uma grande porta feita de madeira, provavelmente era ali a sala do trono.
Ao abrirem a porta, lá estava ele o rei dos anões sentando no trono. Tinha 3 guardas lá dentro além do rei.

– Vocês estão causando muitos problemas por aqui.
– Vossa majestade nós viemos aqui só para justificar esse engano. — Falou Ronan
– Se foi um engano porque atacou meus soldados? — Perguntou o rei.
– Foram eles que nos atacaram. — Falou Elesis.
– Eu irei dar uma chance a vocês de provarem o seu valor. — Falou o rei anão se levantando. — Vençam-me em um duelo.

O rei estava armado com um martelo e caminhava lentamente em direção ao grupo. O anão ergueu o seu martelo já pronto para batalhar. Arme disparou bolas de fogo, Lire disparou flechas congelantes. O anão pulou alto o suficiente para não ser atingido e arremessou o seu martelo em direção a Jin. O lutador conseguiu esquivar do ataque, mas o rei anão ao voltar no chão pegou o martelo e num rápido movimento acertou o menino ruivo. O rei anão ia finalizar o seu golpe mas a Katana e a espada de Lass e Elesis o impediram. Em um movimento simples com a mão vários pilares de fogo se formam ao redor afastando o ninja e a espadachim. Assim que os pilares de fogo se abaixaram o rei martelou o queixo de Elesis, logo depois o anão acertou o martelo no ninja que, gritou de dor. Uma bola de fogo vindo da maga seguindo de socos do Jin acertaram o rei anão, mas logo ele acerta uma martelada no lutador e desvia das bolas de fogo.

O anão pula novamente, em direção a Ryan. O druida desvia da primeira martelada e contra ataca com um golpe de seu machado. O anão desvia e acerta com facilidade o peito do rapaz o fazendo ficar sem ar, logo depois a arma começou a soltar estática. O rei anão rapidamente colide o martelo em Ryan dando nele não só um golpe como também um fortíssimo choque. Ronan e Sieghart, tentam acertar o rei e conseguem fazer um corte no seu braço.

O rei revida tentando acertar o martelo eletrificado nos dois mas não consegue, e é atingido por bolas de fogo e golpes de Amy e Jin. Mari constrói as suas W.D.W de novo e começa a atacar o rei. O adversário, sabendo que não poderia desviar de todos os golpes, colidiu o martelo no chão lançando, fazendo com que uma grande carga elétrica percorresse o chão, acertando todos que se encontravam nele.
Esse golpe tinha feito com que todo o grupo ficasse gravemente ferido e se ajoelhasse no chão. O rei iria novamente colidir o martelo eletrificado no chão mas Lire disparou uma flecha, que acertou o ombro do anão o impedindo realizar o ataque novamente.

Elesis se levantou e correu para atacar o rei dos anões, ela conseguiu fazer com que sua arma encostasse no pescoço do rei.

– Muito bem vocês provaram o seu valor. – Falou o rei dos anões se afastando do grupo e se dirigindo ao seu trono.

Um anão entrou na sala do trono e da forma como ele entrou, parecia bem apressado.

– Vossa majestade acabamos de receber uma mensagem, dizendo que asmordianos estão atacando as cidades em nossa fronteira. – Falou o anão.
– Asmordianos? – Falou Mari.

A menina de cabelo azul desmaia.

Depois de algumas horas Mari acorda e vê Sieghart sentado em uma cadeira. O imortal demonstrava preocupação em seu rosto e logo que ele viu a menina se levantado resolveu ajudá-la.

– Mari. – Falou Sieghart. – Porque você não atacou aquele asmordiano?
– Eu não consegui sinto que eu já o conheço. – Ela respondeu.

Os dois foram a sala do trono onde estava tendo uma grande discussão.

– Isso é um absurdo! – Falou o rei dos anões irritado. – Os portais dimensionais foram fechados a séculos é impossível que alguém tenha os abrido.
– É isso que a carta diz meu senhor. – Falou outro anão.
– Vocês sabem alguma coisa sobre isso? – Perguntou o rei a Elesis.
– Não sabemos de nada. – Respondeu Elesis.

Sieghart e Mari entram na sala do trono, e todos ficam olhando para os dois.

– Meu povo se sacrificou para impedir que as tribos demoníacas viessem para o nosso mundo. – Falou Mari. – As essências que perdemos hoje eram partes da pedra da alma, uma pedra contendo poder suficiente similar a de um deus criador.
– Vocês acham que Astaroth pode estar envolvido com isso? – Falou Lass.
– Ele pode ter manipulado os asmordianos e feitos eles virem para o nosso mundo. – Falou Ronan.
– A essência de Thanatos! – Falou Sieghart. – Pode ter sido isso que abriu os portais dimensionais.
– O reino dos anões não tem condições de enfrentar os asmordianos sozinhos. – Falou o rei dos anões. – Então precisamos buscar a paz com os elfos ou seremos todos destruídos.
– Vou dar a vocês essa missão. – Falou o rei dos anões.

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Reylan e Ardus já estavam prontos para partir e já se encontravam no hangar. Existia várias aeronaves extremamente avançadas lá dentro. O elfo entrou dentro de sua aeronave junto com Ardus, até chegar dentro da ponte de comando. Nesta aeronave cabia cerca de 30 pessoas, e esse tipo de aeronave era como se fosse uma casa móvel, tinha cadeiras, camas, mesas tudo que um militar precisasse utilizar ali dentro teria. Na ponte Reylan se sentou em sua cadeira e pressionou um botão ligando todo o sistema de máquinas que ali existiam. Sendo os principais o mapa, as luzes, os sensores e o computador.

– Você sabe aonde fica a entrada do exílio? – Perguntou Ardus.
– Pra ser sincero eu não faço a mínima ideia. – Falou Reylan. – Alguma sugestão de onde devemos começar a procurar?
– Que tal começarmos do lugar de onde transportaram o último prisioneiro? – Falou Ardus.

Reylan concordou e começou a pilotar a aeronave. Eles saíram do hangar e foram em direção ao seu destino a procura de uma forma de entrarem no exílio.


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Devemos visualizar todos os aspectos... O porquê do bem lutar, e o porquê do mal lutar.