Misterioso Mistério Do Tempo
6 Capítulo 6 - Um Sorriso Sacana!!
As horas passaram lentamente no quarto dos amantes, a manhã de acontecimentos tão quentes passou quando o relógio mostrou meio dia. Severo tinha passado a todo tempo deitado entrelaçado em Hermione, seu rosto perdido entre os cachos de cabelos castanhos, inebriado do perfume doce e suave de sua mulher que dormia em seu regaço. Estava se sentindo leve e deliciosamente preguiçoso.
Assim que viu a hora do almoço chegar teve certeza que queria ir comer no grande salão, desde que começará a ensinar em Hogwarts nunca gostara de comer com todos no salão, mas hoje ele fazia questão, pois lá estaria um certo bruxo sem vergonha que ele ia adora dizer o que achava dele. Seria a última coisa que faria naquela escola, fecharia com chave de ouro sua estadia ali dando um bom pé na bunda do diretor da Grifinória.
Severo beijou o pescoço de Hermione com o intuito de acordá-la, vendo que de nada adiantou passou a beijar seu rosto e quando tocou seus lábios sentiu que ela se mexia um pouco, então chamou por ela:
- Hermione acorde, está na hora do almoço. – A garota gemeu um pouco e falou sonolenta – não estou com fome, me deixe dormir. – o bruxo deu uma risada rouca e beijando o topo do nariz da bruxa insistiu – Acorde preguiçosa! Temos que ir ao grande salão a refeição de hoje vai ser imperdível.
Hermione abriu um olho testou a visão, respirou fundo e espreguiçando abriu o outro olho focalizando e viu o seu marido com uma cara de quem estava planejando algo de temerário e assim que seu cérebro permitiu o raciocínio lógico ela se ergueu apoiando sobre o peito dele e o próprio braço e falou dissimulada, fazendo de conta que não tinha notado nada. – Unhum! Acho que gostaria de passar o dia todo assim...
Severo sorriu e puxou sua mulher para um beijo.
- Eu, por outro lado, quero ir ao grande salão almoçar, estou morto de fome.
A bruxa estranhou e notou que ele devia ter alguma má intenção e fazendo-se de boba perguntou:
– Nunca soube de você gostar de ir ao grande salão? – Ele sorriu de uma forma cruel e Hermione pestanejou confirmando o que imaginava. – Você não quer ir lá para comer não é? Tem algum plano em mente contra o Godric estou certa? – Severo fez cara de amuado – Eu? Que isso! Estou apenas com fome, mas se ao chegar lá sentir uma forte tendência a amaldiçoar aquele idiota talvez não consiga segurar minha varinha.
Hermione teve vontade de rir da desfaçatez do bruxo, era obvio que ele já tinha planejado o que ia fazer, ela não ia impedi-lo, mas esperava que ele soubesse calcular bem o risco e não se meter em uma confusão maior do que pudesse controlar.
- Severo, veja lá o que vai fazer você não pode matar ou ferir o Grifinório, seria complicado, por favor, deixe disso e vamos embora. – O bruxo se fez de muito ofendido. – Eu nunca machucaria o tão honorável fundador da Grifinória, não seriamente, mas vamos convir que eu tenho o direito de puni-lo pelo que ele lhe fez. Só posso prometer-lhe que ele sairá vivo e inteiro.
Hermione sentiu um tremor percorrer lhe o corpo, pois, sabia que Severo era perigoso. Ela confiava nele, ao mesmo tempo conhecia o temperamento difícil de seu antigo professor e temia que em um momento de destempero ele pudesse fazer algo que se arrependesse depois. Mas no fundo ela ia gostar de ver Godric implorar piedade.
Severo entrou imponente no grande salão, assim que transpôs a porta prendeu seus olhos no homem ruivo sentado no centro da mesa dos professores. Godric sustentou o olhar mantendo o queixo erguido e sacou de imediato sua varinha. Sem se abater Snape andou a passos rápidos com sua graça habitual e parou bem em frente de Grifinório sem erguer a varinha, como se a postura do outro não fosse ameaça para ele e com uma voz letal disparou: – Seu porco ruivo, como você ousou se aproximar da MINHA MULHER! – frisou bem o “minha” – Eu exijo que você peça desculpa a ela pelo que fez.
Godric estava atemorizado com o jeito que o bruxo o encarava, ele o estava afrontando sem temor isso não era algo que ele tivesse acostumado, sua fama de melhor duelista da ilha Britânica garantia que qualquer bruxo se aproximasse dele com respeito, aquele professor magrelo não devia saber como ele era imbatível com uma varinha. Só poderia ser isso! Por dentro o Grifinório ria irônico sabendo que logo aquele misturador de poções arrogante que provavelmente nunca tinha duelado com alguém realmente bom descobriria e da pior maneira como ele era cruel quando azarava. Sentiu-se satisfeito em saber que ia dar uma lição no homem de preto.
- Quem é você para exigir alguma coisa aqui? Essa vadia que é a SUA mulher estava se insinuando para mim eu só queria mostrar para ela como é estar com um homem de verdade. Severo espumou de ódio e começou a repensar sua decisão de deixar o ruivo vivo depois do duelo. Já ia despejar um monte de impropérios sobre o diretor quando foi interrompido por sua esposa.
Hermione que até aquele momento se mantinha alguns passos atrás de Severo se aprumou:
– Escute aqui seu desgraçado, eu nunca me insinuei para você e eu sei o que é um homem de verdade e essa definição não se encaixa a você. Severo ficou orgulhoso da resposta.
Helga e Rowena que tinha acabado de chegar ficaram paradas na porta do salão escutando tudo boquiabertas.
Snape balançou a cabeça negativamente falando com um tom de voz baixo e sinistro que deixou a todos arrepiados. – Godric... Falar deste jeito com a Hermione não foi uma boa ideia, se antes eu me contentaria com um pedido de desculpa, agora eu quero outra coisa... – Severo estava achando muita graça do efeito que sua voz tinha causado a todos no salão e de como tinha previsto corretamente as reações de Godric. Ele sabia que o bruxo nunca pediria desculpa e agora sim ele podia prosseguir com seu plano.
- Depois das ofensas que fez a mim e a Hermione. Godric... — Disse o nome do outro como se estivesse sentindo um cheiro ruim no ar. — Eu quero um duelo de bruxo.
O olhar do Ruivo brilho, ele ia fazer o professor em pedaços, Helga deu um gritinho e correu em direção a Hermione abraçando-a – Hermione, por favor, não deixe que esse duelo aconteça, Godric é perigoso ele é muito bom em duelos ele poderá ferir seu marido, faça com que o Professor Prince desista.
- Helga, eu confio em Severo, se ele quer duelar deixe que o faça, e que aquele que estiver com a razão vença.
Snape ergueu a sobrancelha diante da confiança exagerada que o Grifinório denotava, ao mesmo tempo era difícil não rir da arrogância do ruivo, ele ia fazê-lo engolir aquilo sem piedade goela abaixo.
- Já que está tão confiante e acha que vai me ganha tão fácil, imagino que não se importaria de que esse duelo fosse publico. Que tal amanhã ao meio dia em Hogsmeade?
Com um sorriso vitorioso nos lábios ouviu Godric aceitar como se o duelo fosse uma barbada. E tão logo ficou acertado como seria o encontro, Severo virou-se, pegou Hermione pelo braço e voltou para as masmorras.
Antes de chegar ao fim da escada que levava a sala de poções Severo deu uma risada abafada – Aquele idiota acha que tem alguma chance de vencer!
Hermione se virou para ele intrigada. – Como você pode ter tanta certeza que ele não pode vencer o duelo? Em “Hogwarts Uma Historia” dizia que ele era um grande duelista.
Severo voltou a rir e abriu a porta da sala de poções para sua esposa entrar e respondeu-a – Só acho que vencerei por que acredito que os feitiços de legimência e oclumência ainda não foram inventados. A mente do porco ruivo é totalmente aberta, eu pude ler tudo que ele pensava sem o menor esforço, tinha que ver como ele estava feliz achando que ia me humilhar facilmente. Vou fazê-lo pagar cada insulto que eu li na mente dele, sujeito ignorante.
Hermione estava sem palavras, ela não sabia quando a legimência e a oclumência tinha sido inventados e realmente esse feitiço seria uma vantagem sem limites para Severo, se ele já era espetacular lutando com bruxos que sabiam muito bem executar esse feitiço imagina agora, quando somente ele tinha esse poder.
- Você sabia que ele não tinha oclumência?
- Eu não fazia ideia! Na verdade, dessa vez lá no salão, foi a primeira vez que tentei invadir a mente de alguém aqui no passado, estava, de uma forma bem Sonserina, tentando arrumar alguma vantagem sobre meu oponente, e você não imagina a minha surpresa quando notei que a mente dele estava totalmente aberta, sem nenhuma defesa, tentei ler a mente de Rowena também, e foi fácil do mesmo jeito, e por falar nisso, ela tem certeza que eu vou virar picadinho.
Agora já dentro dos aposentos privado Hermione se entregou ao riso, se antes ela tinha alguma ansiedade quanto ao duelo agora ela estava tranquila, mas sentiu um arrepio por ter uma ideia do massacre que isso podia ser tornar se Severo não se contivesse.
- Você vai pegar leve com ele não vai, não quero arrumar confusão.
Severo riu se jogando no sofá. – Fique sossegada, só vou machucar o ego dele, seu corpo ficara inteiro apesar da vontade louca que eu estou de deixá-lo sem uma parte do corpo há qual ele muito se vangloria.
Hermione foi até a lareira, jogou pó de flu e pediu o almoço à cozinha sentou-se a mesa e viu a comida se materializar, Severo se juntou a ela. Lançando um olhar dengoso para o marido ela falou – Acho que esse episódio vai render um capitulo a mais em “Hogwarts Uma Historia”. – Severo franziu a testa. – Espero que nem seja mencionado.
A manhã do dia seguinte surgiu fria, o inverno estava chegando rápido a Escócia, Severo havia passado o dia anterior e a noite quase toda fazendo amor com Hermione. A cada momento ficava mais reverente e docemente enlevado pelo corpo e o jeito como sua bruxa fazia sexo com ele, como ela se entregava, gemia a cada toque seu, demonstrava desejo por ele, o queria cada vez mais profundamente, como conseguia ser doce e feroz ao mesmo tempo. — Uma leoa. — ele pensou. Essa ideia o fez rir de si mesmo conjecturando que nem em seus mais loucos sonhos imaginou estar assim com ela, dentro dela fundindo-se tão completamente em uma entrega gloriosa.
Assim que acordou a primeira coisa que Snape fez foi ir à sala de poções e finalizar a Felix, colocou o conteúdo em duas garrafas, uma ele deixou sobre a bancada para entregar a Rowena como conclusão do teste/desafio e a segunda levou para os seus aposentos e guardou em sua sacola. Sorte era uma coisa que ele ia precisar daqui para frente, já que iria deixar a escola com Hermione, teria que arrumar um bom lugar para ela, não gostaria de fazê-la passar necessidades. Ele iria cuidar de sua esposa e faria qualquer coisa a seu alcance para fazê-la feliz.
Olhando para si no espelho Snape fazia a sua barba no banheiro enquanto sua Hermione tomava banho de banheira próxima. Ele a via se ensaboar e lavar o cabelo afundando-se na água perfumada. Havia decidido tirar a barba que tinha cultivado por aqueles dias, deixou-a crescer por que todos os homens que viu tinha barba grande e ele não queria ser notado, no entanto não se acostumou, anos com o rosto liso fizeram essa ser sua autoimagem e sempre que olhava no espelho e via a cara coberta de pelos negros e espessos se sentia descuidado e sujo.
Dentro da banheira Hermione o observava, ela estava gostando de vê-lo tirar a barba, não tinha gostado do rosto barbudo. Admirava o movimento das mãos dele com a varinha raspando com uma lamina mágica os fios negros, já estava quase terminando, faltavam apenas algumas partes. Deixou de olhar o rosto de Severo para se concentrar no torso nu do homem, ele era magro sem duvida, no entanto, tinha mais musculoso do que imaginava vendo-o com aquela roupa preta toda, tinha bonitos braços e um barriga lisa e reta, seu peito era levemente musculoso e o conjunto com pernas longas e esquias era harmonioso.
Severo virou-se para ela – Hermione você tem ideia de como está linda ai na banheira?
Hermione ficou vermelha com o comentário, nunca se imaginou sendo elogiada pelo seu antigo professor, pior ainda era ver a forma como ele a estava olhando, uma lembrança do dia anterior quando ele a pegou saindo do banho a fez criar coragem e devolver o constrangimento para ele.
- Eu sei que você acha isso, percebi ontem quando entrou no banheiro e me viu enxugando-me, notei que ficou muito feliz com o que viu... Pena que saiu correndo daquele jeito, nem deu tempo de pedir para você enxugar as minhas costas. Se eu soubesse como você ficava tão bem sem roupas teria convidado você para tomar banho comigo. – a bruxa tinha achado que isso o deixaria vermelho pelo menos, mas se enganou o resultado que teve foi bem diferente, o que ela viu foi Severo se livrar das suas calças de pijamas e entrar na banheira com ela a envolver nos seus braços, e se aproximando do seu ouvido para falar com uma voz rouca de desejo:
- Ontem eu fugi por que achei que você não ia gostar de saber o que eu gostaria de fazer com você naquele momento, mas agora eu acho que talvez você tenha pensado o mesmo que eu e o melhor e que ainda temos algumas horas para que você possa me mostrar o que você teria feito se eu não tivesse saído correndo para que possamos comparar com os meus desejos.
Hermione passou os braços pelo pescoço de Severo e o puxou para um beijo. – Sabe que eu fiquei muito excitada como a forma que você me olhou ontem?
- É mesmo? – falou tomando o seio de Hermione em sua mão massageando-o e com isso arrancando um gemido da bruxa – É mesmo... Muito excitada e... – não conseguiu terminar a frase por que ficou perdida entre os beijos e os toques de seu marido.
Severo a puxou para que ela ficasse de frente para ele e a ergueu para fazer com que se sentasse montada sobre ele com suas pernas o envolvendo. A bruxa soltou um gemido alto quando sentiu que ele a invadia sem cerimônia, abrindo caminho com seu pênis e causando choques e arrepios em todo o seu corpo turgido. O bruxo a puxou com força a encaixando por inteira nele, e ao sentir o fundo dela gemeu alto e a beijou alucinadamente, começou a movê-la para cima e para baixou atritando seus sexos, enlouquecido pela sensação dela se abrindo para ele, segurou sua bunda apertando-a para intensificar o contato e aumentar o prazer dos dois.
Hermione se contorcia e rebolava sobre seu marido, o calor da água da banheira e o frio do banheiro das masmorras lhe davam novas sensações que causavam arrepios por toda a suas costas. A água aumentava o atrito fazendo com que todas as investidas de Severo fossem mais vívidas e cada centímetro de sua carne tremia quando ele a invadia sem piedade. As mãos de Hermione se firmaram nos ombros do homem quando ela alcançou seu gozo e gritou alto jogando seu corpo todo para trás para logo se lançar para frente e cair mole sobre o bruxo.
Severo adorou o espetáculo, o corpo nu de Hermione convulsionando sobre ele para depois se entregar a seus braços.
Ele rapidamente a virou ficando por cima a colocando-a totalmente na água deixando somente sua cabeça da bruxa para fora. Separou as pernas dela e se meteu com tudo em seu interior submerso. Continuou entrando e saindo do corpo dela enquanto colocava a mão atrás de sua cabeça para que essa não batesse na borda da banheira, A mulher estava com os olhos fechados e com as bochechas muito vermelhas, era a visão mais sensual que ele já tinha visto, aumentou a velocidade de suas estocadas e logo se entregou tremendo assustado com a intensidade do prazer que estava sentindo.
Faltava uma hora para o meio dia, Severo estava acabando de se vestir para ir ao seu duelo com Godric em Hogsmead e Hermione se arrumava a seu lado. Ele observava como ela lutava com o cabelo usando um monte de feitiços cada um fazia um efeito diferente até que um ultimo transformou a massa amorfa em cachos controlados e sedosos. Aquilo deu uma ideia ao bruxo:
- Hermione, que feitiço você usou para fazer os cachos?
A bruxa não entendeu nada, achou que tinha ouvido errado e confirmou a pergunta: – Você quer saber que feitiço eu usei? Mas para que?
- Eu fiquei curioso, nada de mais, como se faz esse feitiço? – Hermione notou que ele não estava contando toda a verdade.
- Por que você o quer, está pensando em arrumar o meu cabelo para mim?
Severo sorriu – Eu prefiro bagunçar o seu cabelo. Posso fazer uma poção para você que causa o mesmo efeito se desejar experimentar algo diferente, no entanto nesse momento estou interessado no feitiço, vai me ensinar ou não?
Hermione riu baixinho – Sim, tudo bem, e espero que você seja um bom aluno de feitiços, não estou querendo acidentes com movimentos fúteis de varinhas aqui.
O bruxo bufou com a referencia ao seu discurso de abertura nas aulas do primeiro ano. – Eu sou muito bom em feitiços sabe-tudo atrevida, mostre o movimento de varinha e a palavra que se usa. Rápido que a hora do duelo esta chegando e eu não gosto de chegar atrasado. — Falou fingindo uma raiva que de verdade não sentia, deu um ar jocoso ao comentário que não passou despercebido a bruxa.
Hermione sorriu para ele ainda desconfiada e mostrou como fazer o feitiço, ele apontou a varinha para o cabelo dela que não permitiu que ele experimenta-se o feitiço em sua cabeça o que o deixou muito ofendido.
- Ora achei que confiava em minhas habilidades de bruxo?
- Não é isso, é que eu não confio em ninguém quando se trata do meu cabelo. – Snape franziu o nariz – Então onde você acha que eu poderei testar o feitiço?
- Teste em você mesmo ora, vai ser engraçado ver esse seu cabelo tão lisinho todo cheio de cachinhos pretos... – Mal acabou de falar caiu na gargalhada e quando olhou a cara de horror de seu marido perante a ideia teve que se sentar para não cair no chão de tanto rir.
- Nunca! Eu nunca terei cachos no cabelo – o homem fez uma cara muito brava e contrariada.
Hermione deu de ombro e falou entre os risos, — Fica sem testar então, depois eu arrumo uma peruca para você pentear. – riu mais ainda.
Snape fechou a cara – Desaforada, eu devia jogar o feitiço em você de qualquer jeito – A bruxa cobriu o cabelo com as mãos. – NÃO!!
Foi a vez de Severo rir do medo dela, — não vou fazer isso, pode ficar calma – olhou para a ampulheta e falou – falta meia hora para o duelo, vamos indo para o vilarejo.
Os dois andaram juntos pelo caminho que levava a Hogsmead, quando Severo viu uma coruja marrom pousada em uma árvore, deu um sorriso de canto de boca e apontando para ela lançando o feitiço encacheador de Hermione, a pobre ave levou um susto e abanou as assas soltando um pio alto. Hermione olhou para o bicho e levou as duas mãos a boca, a coruja estava com as penas todas enroladas formandos cachos penosos. A ave levantou voo e foi em direção aos dois muito irritada, Severo a fez desaparecer a enviando para o corujal do castelo.
- O feitiço funciona. – disse o bruxo com um sorriso sacana no canto da boca.
Hermione ficou morrendo de pena da coruja e a isso Snape retrucou.
- Ora aposto que hoje ela arrumará um namorado de tão bonita que ficou.
- Severo! — Hermione falou sarcástica. — Aposto que ela nunca mais recorrera aos seus serviços de cabeleireiro.
- Devia ficar feliz com a amostra grátis, por que eu cobro caro pelos meus préstimos. – debochou o bruxo fingindo cara de ofendido.
Hermione ria soltamente nessa altura, mas se calou quando viu o vilarejo chegar e estacou quando notou que no centro da praça estavam todos os moradores da vila, parados em expectativa pelo duelo. Snape fechou a cara na hora, sabia que Godric tinha prometido um espetáculo para o povo, todos esperavam vê-lo ter a cara arrastada na sarjeta. Como estavam enganados quanto a isso, no entanto nunca esqueceriam o que ia acontecer, com certeza seria o assunto do mês, para desgosto de Godric é claro.
Na hora marcada, os dois homens pararam em frente um do outro bem no meio da praça da feira, que naquele dia não tinha uma única barraca se quer, o silencio era total.
Ambos ergueram as varinhas e se cumprimentaram elegantemente como mandava a etiqueta do momento. Hermione tinha se posicionado junto a Helga próximo ao povo. A bruxa mais velha segurava suas mãos. Apesar de saber que Severo tinha tudo para vencer, estava preocupada, temia que ele se machucasse não queria vê-lo ferido, se lembrou da batalha final e de como ele esteve perto de morrer aquele dia, na época ficou preocupada com ele, mas era diferente, ela não suportaria perde-lo agora que ela o tinha.
O primeiro feitiço rompeu o ar e Hermione fechou os olhos em expectativa. Ela estava louca para ver o que Severo tinha planejado.
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