Mistério E Sedução
6 Capítulo 6: Coleira
Notas iniciais
- gostou dos meus brinquedos? — ela pergunta nem mesmo se importando deu estar mexendo nas suas coisas, ela parecia não ligar para intimidade ou pelo fato dela nem mesmo me conhecer direito.
- ah, desculpa, eu... – tento me desculpar mesmo ela não se importando.
- sem problemas. – ela diz se aproximando de mim, sua pele formava gotículas de água e seus cabelos estavam mais escuros.
- gosto da sua curiosidade! Me deixa, te mostrar como funciona. – ela diz pegando a coleira da minha mão e prendendo cuidadosamente no meu pescoço. A coleira era macia e não machucava. Sinto um arrepio ao sentir suas mãos afastando meus cabelos de debaixo da coleira preta com detalhes metálicos. Um frio me sobe pela espinha, eu nunca tinha passado por uma situação parecida com essa, mas de alguma forma eu não conseguia fazê-la parar, eu disse que era algum tipo de feitiço. Um feitiço que me tirava às forças e me deixava com as pernas bambas, um feitiço que me impedia de recuar. Ela, com absoluta certeza, sabia como controlar alguém.
- como se sente Catherine? – ela me pergunta enrolando a coleira em sua mão. Eu não iria responder, mas ela me cobra com seu olhar.
- controlada. – eu digo o que era obvio, mas minha mente estava muito longe de pensar sobre como eu me sentia.
- está com medo? – sua voz baixa e intimidante, faz meu medo aumentar ainda mais, mas eu nem por meio da tortura assumiria isso.
- não! – eu digo, mas ela sorri sabendo o tamanho do meu medo, pela falha na minha voz. Minhas pernas tremiam, mas de alguma forma estranha meu corpo queimava.
– mão tenha medo, isso não te trás nenhum risco, mas já teve pessoas que confiaram sua vida a mim com um cinto na garganta, por exemplo, apenas por prazer. – ela faz uma pausa, me olhando profundamente, seu olhar era intimidante. — confiaria sua vida a mim Catherine? – ela sussurra
- não mesmo! – eu digo tentando parecer descontraída, mas eu estava totalmente fora de mim. Ela acompanha meu sorriso nervoso, com um sorriso de malicia. Ela enrola ainda mais a alça da coleira em sua mão. Eu observava tudo sem reação alguma.
- sente prazer nisso? – ela me pergunta, eu tento encontrar uma saída, quando sou surpreendida com ela puxando a coleira, colando nossos corpos. Pela primeira vez eu pude sentir o tão desejado corpo dela e de qualquer outra mulher, uma sensação estranha me invade. Eu não sabia direito o que eu sentia, mas não era uma coisa ruim. Era medo misturado a prazer. Seu corpo era macio como ela disse. E eu não conseguia ter nenhuma reação. Nos olhávamos intensamente
- então, sentiu prazer? – ela pergunta soltando lentamente a alça.
- eu não sei bem o que eu senti. – eu digo tirando aquilo do meu pescoço e me recuperando, ela sorri para mim e eu sorrio de volta nervosa, balanço a cabeça e respiro fundo. – te espero na sala. – eu digo e saio do quarto, a deixando com um sorriso vitorioso, essa mulher me perturbava.
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