Mistério E Sedução

7 Capítulo 7: Máquina do Prazer


Notas iniciais
gente muuuuuito obrigada pelos comentarios :) s2

Faço um passeio com os olhos pela estante dela. Havia fotos dela e de um homem. Uma estátua preta em forma de anjo, alguns DVDs, livros de romance policial e advocacia. Eu abro duas portas ao meio e encontro uma agenda preta, eu a pego e abro em alguma página ao acaso onde havia nomes e telefones, alguns lugares e preços. Volto à agenda ao seu lugar. Mais ao canto havia um livro em especial de capa vermelha, com a sombra de uma mulher sentada em uma cadeira com um chapéu, ela tinha a cabeça abaixada e à mão segurando a parte da frente do chapéu, aquilo me era familiar. O titulo que se destacava em um dourado fosco e uma letra cursiva de formas arredondadas era: Afrodite e logo abaixo com letras menores continha a frase: “A Deusa do Sexo”. Olho a autora e me surpreendo, era Merlin Walker, meu deus como a vida dessa mulher gira em torno do sexo.

Ouço seus paços no andar de cima e coloco tudo no lugar apressadamente, por sorte ela não me vê mexendo em suas coisas mais uma vez. Ela aparece no topo da escada somente em uma lingerie vermelha bem sensual, de cabelos ainda molhados e um salto alto, descendo a escada vagarosamente. Ela era mesmo linda, eu não podia negar.

Eu ficava impressionada com a sua liberdade, ela não tinha inibições, preconceitos ou travas na língua ao que se tratava de sexo. Ela pega um casaco comprido na cor creme, que batia no joelho e o veste.

- ufa ainda bem, pensei que você fosse sair daquele jeito! – eu digo e ela acha graça demais.

- sabia que por trás da CSI tinha alguém bem menos chata.

- meu turno ainda não acabou. – eu digo e ela abre a porta e saímos. Caminhamos até o carro dela apreciando o silêncio da noite fria.

- ainda quero saber o que fez para matar aquele homem. – eu quebro o silencio e ela se vira para mim lentamente, todos os movimentos que ela fazia eram sexys, parecia que estava no DNA dela ser sexy. Paramos ao lado do seu carro e onde estávamos era meio escuro por conter apenas um poste distante que criava uma leve penumbra. Ela chega mais perto de mim.

- o meu corpo o matou. – ela diz, seu cheiro agora era de morango.

- eu não acho que tenha sido só isso.

- eu sou uma máquina do sexo, Catherine. – ela diz abrindo seu casaco. – meu corpo é a ponte para a satisfação. – ela diz pegando minhas mãos e pondo em sua cintura por baixo do casaco. Seu corpo era quente e seu olhar se mantinha firme ao meu. – eu posso conseguir o que eu quiser de você através do sexo. – ela diz e sobe a minha mão pela barriga dela, continuando a subir até seus seios que cabiam perfeitamente em minhas mãos. Por mais que meu senso dissesse para que eu tirasse a mão, seu feitiço atuava sobre mim novamente, desta vez através dos seus olhos fixos aos meus. Eu sinto um calor subir por todo meu corpo. Até que ela quebra nosso contato visual e se aproxima do meu ouvido.

- oh Catherine. – ela geme apertando a minha mão em seus seios, não consigo conter um suspiro, aquilo era novo e extremamente excitante, eu tinha que admitir. Ela volta a olhar para mim, o verde dos seus olhos estavam mais escuros e seu olhar era de desejo. Ela olha para minha boca mordendo o lábio inferior, mas em um susto de realidade eu me afasto retirando minhas mãos dela. Minha respiração era desregular e eu suava frio. Tento disfarçar e ela sorri docemente.

- o que você acha de tomar um drink comigo? Para nos conhecermos melhor, eu prometo não forçar nada. – ela diz sorrindo.

- quem sabe quando o caso for encerrado. – eu digo já me virando para ir embora.

- eu não o matei Catherine, acha mesmo que eu sou uma assassina?

- na verdade eu acho. – eu digo voltando a me virar para ela.

- então por que veio até aqui? – ela diz e se aproxima novamente, eu dou um passo para trás.

- para tentar provar isso.

- conseguiu? – ela me pergunta com cara de cínica.

- não, mas vou conseguir.

- isso se não se apaixonar por mim antes. – ela diz e eu solto uma gargalhada irônica, ela era tão cheia de si, achava que todo mundo cairia aos seus pés como ela quisesse e isso me irritava profundamente.

- acha que isso vai mesmo acontecer? – agora eu dou um passo à frente. — Acha que ninguém é imune ao seu veneno? – dou mais um passo, eu precisava me impor. — Acha que pode me controlar? – eu pergunto colando novamente nossos corpos.

- eu tenho certeza.

- eu pago para ver. – eu digo sabendo que eu estava travando uma perigosa batalha, ela não era o tipo de mulher que perdia alguma coisa.

- e você verá! – ela diz fechando seu casaco e entrando no carro. Ela abre a janela e vai embora me olhando até quando pode. Essa mulher estava me deixando louca.

Notas finais
que tal? quente não?