Notas iniciais
Monstrinhos da tia! Como vão? Nesse capítulo contém um tiquinho de Orange, eu espero que vocês gostem, cenas eróticas não é minha especialidade. Esse capítulo também foi um pouco inspirado num livro que eu adoro, Sangue e Chocolate, então se alguém conhece a história, bate aqui o/ se não conhece, esse é um livro referência sobre os lobisomens, e faz referência a um livro importantíssimo na literatura dos werewolves chamado “O Lobo da Estepe”. Ambos foram responsáveis por tornar lobisomens criaturas passionais e mais humanas. Então. Minimiza esses sites aí de códigos de GTA Vice City que eu sei que você está lendo, bota uma música de fundo, prepara uma bebida pra comemorar(hoje tem seqsu, aleluia), senta, apaga a luz, fica bem confortável e vem comigo .

Eu acordei, devia ser por volta de umas 11 horas da manhã. Eu ainda estava nua, e cheirei o travesseiro de Carine, e o seu lado da cama ainda estava quente. Instintivamente, eu cheirei sua roupa do pijama, que estava jogada no chão. O cheiro dela era delicioso. Sorri olhando para o nada, ai ai... Onde ela estaria? Será que estaria pensando em mim também?

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Leon estava em seu escritório, procurando alguns arquivos, quando de repente Camila entrou.

– Posso entrar?

– Você já entrou. — ele disse seco e continuou o que estava fazendo.

– Olha, desculpa pelo que eu falei ontem. — disse Camila.

– Você pedindo desculpas? — ele perguntou debochado.

– Só me escuta, por favor.

– Diga.

– Eu sei como você se sente em relação à mim. Só que essa é a carreira que eu escolhi e eu não queria que isso acontecesse.

– Me sentia, eu não me sinto mais assim.

– Não?

– Porque não vale a pena.

Camila cerrou os dentes. Ficou realmente ofendida. E algo dentro dela se remoeu, ela realmente era tão seca, quanto parecia por fora? Carine tinha alguém para a vida toda, e quanto à ela? Caçar demônios e criaturas, viver nas maiores emoções, uma vida invejável.

Mas e quando voltava pra casa? O que tinha? Descansar e esperar até a próxima missão, e assim tinha sido no último milênio. Viu o mundo muda, viu as guerras, a civilização, o avião, as doenças, as cruzadas, o descobrimento de vários países. Caçando. E quando iria começar a viver de verdade? Tinha visto toda a vida, mas não tinha tido uma vida.

Então ela abraçou o próprio corpo e se virou de volta pra Leon.

– Street Fighter.

– O quê?

– Você devia me levar pra jogar Street Fighter, ia ser legal se a gente saísse pra jogar. Que tal a gente sair-

– Que tal agora? — ele disse, estendendo a mão para ela

Camila sorriu e segurou sua mão.

[ x ]

Karol estava deitando por cima de Viv tranquilamente, e beijando seu pescoço com um certo carinho, e então seu celular tocou. Vivian brigou para que ela não atendesse, mas a ruiva lhe deu um selinho e pegou o telefone mesmo assim.

– Oi.

Alguém do outro lado da linha disse algo, e sua expressão sorridente se transformou em bem irritada.

– Ah, é você. Não se preocupa, La Loba está em casa. – e desligou secamente

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Era o sétimo round que Leon perdia da Camila. Ele sacudia os fliperamas, com ódio, e queria jogar longe, mas a raiva passou quando viu que a morena gargalhava desesperadamente e batia palmas.

– Como aprendeu a jogar tão bem?

– Gosto de jogos japoneses. No geral gosto de cultura japonesa.

– Sério? Quando eu era mais novo eu gostava de Bleach, Gintama, Rurouni Kenshin

– Isso é fichinha, o melhor mesmo é...

– Cavaleiros do Zodíaco. – falaram juntos.

Camila sorriu novamente. E ele adorou o sorriso dela. Já havia um tempo que se conheciam, mas não se lembrava de vê-la sorrir, ou feliz e relaxada.

– Você come? — perguntou para ela

– Só agua benta e hóstia. — ela respondeu

Ele fez uma cara triste.

– Brincadeira. — ela sorriu e deu a mão para ele – Vamos comer, sim.

Leon levou Camila num food truck, e ficou impressionado. Ele pensou que ela escolheria algo leve, ou uma porção, porém a mesma comia um prato imenso de Yakisoba e várias porções de comida japonesa. Ela comia entusiasmada e espetava, e maneja os palitos com facilidade.

– Que é? — ela perguntou

Ele continuou boquiaberto e tomou mais um gole de sua coca.

Os dois caminharam de mãos dadas, incrível como eles gostavam desse contato. Da mão geladinha dele, e da mão delicada demais dela, do cheiro ácido e refrescante que ele tinha, contra o cheiro de chá de baunilha que ela tinha.

O problema era que ela era extremamente baixa, e magra também, e isso o tentava a carregar no alto, mas ele se comportou.

De repente, Camila voou alto, e suas asas ficaram de fora, eram imensas e não eram como nas lendas. Não era branco perolado, nem continha penas, nem nada do tipo. Eram feitas de um contorno de energia, como se fossem chamas, e o meio parecia um plasma, também de mesma cor. Ela sorriu quando viu o quanto ele ficou impressionado. Ele olhava como uma criança quando via um super-herói, como se ela fosse a coisa mais rara do mundo. Ninguém nunca havia olhado assim pra ela, ninguém nunca havia desejado tanto assim ela, ninguém nunca...

Camila desceu delicadamente, como uma borboleta pousando serenamente. Ele se aproximou com cautela, segurou o rosto dela, mas ela baixou a cabeça e sorriu.

– O que foi? — ele perguntou

– Não vai me achar boba, nem tirar minha autoridade?

– Claro que não. Me fala.

– Eu nunca beijei ninguém antes.

Ele não aguentou e começou a rir, olhou para o alto para disfarçar as lágrimas, mas não parou de rir. Camila ficou furiosa e o deixou.

– Me desculpa. Eu não resisti.

– Sempre que eu falava isso pra um menino, ele tinha a mesma reação. Por isso.

– Eu não sou um menino. Eu sou um homem, e vou tratar você como você merece.

Terminou de dizer e a beijou.

[ x ]

Evelyn subiu até o escritório de Runo, onde a mesma estava jogando xadrez, sozinha na mesa.

– Você esteve com Sarah ontem?

– Anda me seguindo, Evelyn?

– Na verdade eu suspeitei. O que ela queria com você?

– Saber a verdade.

– E por que não trás ela de volta para o nosso lado?

– Ela não está pronta ainda. Primeiro temos que afastar Carine de perto dela, e depois temos que fazer o que sempre fazemos.

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Já estava escurecendo. Uma certa ansiedade dominava o meu lado animal e meu lado humano. Joguei o celular em cima da mesa, acendi um cigarro e fiquei um pouco tensa. Fui tomar um banho enquanto a magrela dormia e perdi noção do tempo de quanto fiquei lá, então eu escutei batidas na porta e saí, pois ela deveria querer tomar banho.

Uma sensação nova me surpreendeu formidavelmente. Algo bom, e insano, quente surgia dentro de mim, algo que eu não poderia explicar estava tremendo dentro de mim.

Vi que Carine havia deixado suas roupas dobradas em cima do cesto. Enquanto ela foi nos fundos ligar o aquecedor à gás, eu as tirei, e coloquei apenas uma toalha de rosto em cima.

Aguardei meu alvo pacientemente.

Eu sentia o cheiro dela me inundar. Senti minhas presas crescendo consideravelmente. Ouvi o pequeno barulho de Carine desligando o chuveiro, e o farfalhar de uma toalha se mexendo.

– Eu vou te devorar como humana, mas comemorar como uma loba*. – disse baixinho

Eu a ouvi ir se enxugando andando até o quarto, perguntando se as roupas não estavam ali. Eu peguei sua camiseta usada, sentei na beirada da banheira. Passei a língua na água ainda morna do banho.

Tinha o gosto da pele dela, e assim como a peça de roupa ainda quente e um pouco suada. O sabor dela estava me deixando louca. Me despi e cruzando as pernas, apenas cobria meu seio com sua camisa e intimidade com as coxas. Quando observei, ela vinha do quarto, se enxugando com uma toalha.

– Sah? – ela me perguntou de um jeito diferente, mas eu ainda sentia uma pontada de delícia no seu olhar – Por que você tá me olhando desse jeito?

– Então. . .

Eu sentia cada gota de água do banho escorrendo pelo corpo dela, ela tinha(tem) uma barriga reta e lisinha, e elas faziam se juntar próximo ao umbigo dela. Eu estava contando-as.

– Então. . . ? – ela foi dando continuidade para que eu continuasse

Eu andei quase na pontinha dos pés, quase os deslizando até ela.

– Eu vim ver se você estava tomando banho, e... hm..... você quer ajuda pra se enxugar? – perguntei de um jeito doce

Puxei Carine pela cintura, e colei nossos lábios. Não achei que ela fosse aceitar, mas ela aceitou. A segurei no alto, apertando sua cintura contra mim, e ela passou as pernas pelas minhas costas. O contato da minha pele nua com a dela era indescritível, e em poucos instantes eu sentia seus seios formados contra os meus.

Joguei Carine com força na cama e a espremia, roçando minha cintura contra a dela, mas de repente vi que ela não gostava de ser dominada. Ela com certa força me virou por baixo.

Aquele anjo era mais forte do que eu. Ela prendeu minhas mãos acima da minha cabeça, enquanto me beijava, para q eu cedesse o comando à ela, e não resistindo, deixei que ela comandasse.

Senti uma mão apertando meu seio com tanta força que eu sentia lá embaixo pulsando enquanto sua cintura se encaixava entre minhas pernas. Eu sentia os lábios dela no meu pescoço, um ar quente soprando.

Carine sugava um seio e arranhava o outro com mesma intensidade, eu nem ousei abrir os olhos para ver o que acontecia em minha coxas, mas podia sentir algo quente e viscoso escorrendo. Sua outra mão deslizou até lá e por poucos centímetros à chegar, eu fiquei com um desejo delicioso de permitir, mas era cedo demais.

Virei seu corpo por baixo do meu, com força, e comecei a espremer mais violentamente ainda, e morder seu pescoço, assoprando lentamente, as gotículas de água em sua pele a arrepiavam.

Eu podia sentir a pele dela ficando mais macia com o suor, e ela mais quente também, e a pele dela encostando na minha e seu cheiro grudado em mim. Simultaneamente nos tocávamos, e eu sentia aquele anjo me prensando contra si com força e violência nos dedos, com cada vez mais impacto, e mais força e mais força.

– Shhh, deixa? – eu perguntei doce e sedutora ao mesmo tempo

Quando cheguei lá, eu fechei os olhos e permiti. Beijei sua barriga, arranhei, mordia, lambia, queria marcar ela com meu cheiro, para que ela não parasse mais de pensar em mim e sentir meu cheiro. Ela deveria saber que ela me pertencia.

Abri suas coxas, e senti um sabor que fazia a bebida alcoólica mais forte parecer leite infantil. Era um sabor quase imperceptível, fraco, mas que me fazia querer mais, e eu continuava sugando, provando.

A estimulei, beijei a ponta e fiz a mais do que minha, lambi o clitóris assoprando beijando e devorando minha Carine. E eu sentia ela tremer, e pulsar por mais

Eu não sabia se eu a arranhava ou se eu a beijava, ou se a lambia, ou se a penetrava. Decidi fazer tudo junto e aos poucos sentia que uma explosão estava vindo. “Isso, minha querida” – eu pedia,

O prazer dela se transformou num fruto delicioso e quentinho na minha boca, qual eu ansiava. Era um licor, e era pouco pra mim, eu queria mais.

Aumentei o ritmo, para que ela tivesse outros, eu poderia ficar ali para sempre. E em breve vieram mais alguns, e depois Carine me jogou com força contra a cama, e esta foi um pouco contra a parede.

A cama sacudia com tanta força que parecia quebrar.

Eu mentiria se dissesse que fiz menos que uivar, quando senti sua língua em mim. Eu gemia de um jeito tão alto, quase gritando, e por mais que eu tentasse me controlar, mas era impossível. Ela mordia, trocava carícias, dava beijos curtos, ela me deixava louca e eu me perdi no seu jogo. Ela o fazia olhando nos meus olhos, e com um meio sorriso escondido. E eu a puxei para cima de mim novamente.

Mas então ela resolveu se contentar em penetrar com a mesma brutalidade com que eu gemia. E quanto mais ela me ouvia, ela ia mais rápido e com mais força, num ponto que começou a doer, mas a dor passou e se tornou um tesão, um prazer que aí senti que ela estava brigando com meu ponto G. E aquilo foi subindo o calor, à ponto de que eu terminei num orgasmo tão forte, que por instantes eu perdi todas as forças nos braços dela.

Não contei quantas horas eu fiquei ali, mas era algo tão sobrenatural, que eu vi o dia clarear e começar a escurecer de novo, e ainda estávamos. Eu terminei exausta e ofegando, procurando ar para respirar, e Carine deitou sobre mim, me beijando o pescoço, e descendo a mão de novo. Eu a afastei levemente.

– Shh, calma. – eu sorri

– Que foi?

– Você não cansa não? – eu perguntei

– Na verdade, não me canso há muuuuuuito tempo. – ela sorriu me dando um selinho

– Me desculpe, mas eu estou exausta. – eu suspirei

Carine sorriu e me beijou.

Ela dormiu no meu peito, e se segurou de leve na minha barriga. Jamais imaginei que fosse querer tanto algo quanto eu a queria.

Mesmo em meio aquele horror, a todo aquele caos macabro de Wilmont, foi o primeiro sono completamente tranquilo que eu tive na vida. Eu conseguia ter uma paz perfeita, completa com aquilo. Me encaixei melhor de modo que a ponta do seu nariz tocasse meu pescoço, ela gemeu algo ainda dormindo e eu a apertei. Naquele instante, descobri que por mais que eu não me lembrasse dela na outra vida, eu estava perdidamente apaixonada por ela.

Notas finais
*Frase do livro Sangue e Chocolate de Anette Curtis Klause Giezus, se a Carine de verdade ler esse capítulo eu vou ver um WTF gigante na testa dela.