Notas iniciais
Monstrinhos da tia que estão lendo este capítulo. Tem uma temporada chamada Sarah's memories, que vão tirar duvidas da relação Sarah-Carine, vocês fiquem a vontade para consultas. Então vamos ao nosso ritual. Fecha esse video da Kéfera que você está vendo, já já você volta, pega um lanche, pode ser aquele pão com frango, queijo, molho e salada com coca cola, apaga a luz, senta, fica bem confortável e vem comigo.

Quando acordei de madrugada, ouvi Malina gritando e assustada olhava para o espelho e apontava, dizendo coisas sem nexo. Ela havia me contado coisas sem nexo algum. Ela dizia que tínhamos que para o primeiro trabalho de Elizabeth deveríamos salvar alguém ou alguma coisa, antes que fosse tarde. O livro de couro estava aberto em cima de sua penteadeira e ela ainda parecia em transe.

A garota encontra o seu namorado, que deveria ser o seu primeiro. Ela o encontra num quarto numa festa de amigos, sua melhor amiga está de joelhos em frente as pernas dele enquanto ele olha pro alto e geme baixo.

Ela sai andando em disparada, e cansada de tudo o que ela havia visto ou feito em sua vida. Pega o carro de seu pai, e sem qualquer controle emocional, sobre soluços e raiva, ela começa a dirigir em torno de Wilmont até chegar a grande estrada.

Entre uma lágrima e um cigarro, ela seguia correndo até ouvir os primeiros estalares do motor.

Saiu do carro e ainda parecia muito mais frio do que quando entrou.

Tudo parecia escuro, faróis altos. Silencioso, até alguém lhe pedir carona.

Um certo homem, um pouco obeso, de óculos e se cobrindo com seu único paletó e uma camisa de listras pretas e cinzas verticais mal abotoada lhe dá sinal. Ele parece ser idiota demais, pensou. Hesitou por uns ou dois segundos, e perguntou uma informação qualquer, ele lhe disse que iria pro mesmo lado do caminho.

Não foram encontradas quaisquer informações sobre o carro e a menina após isso.

Ele a ajudou a consertar o carro, e em seguida tomaram um caminho qualquer em direção ao destino combinado. O incrível e que cena como esta vem se repetindo nós próximos dias, com o mesmo horário.

Na manhã a encontramos uma garota degolada no local aonde ela havia previsto. Sangue em seu peito, rosto e por boa parte de sua calça e de um jeito brutal, era incrível como Malina poderia prever este tipo de coisas. Fiquei assustada.

Assim que o sol nasceu eu ouvi Carine me chamando pelo celular, eu atendi e pedi para ela vir, e expliquei o que havia ocorrido, mas Malina ainda procurava coisas para investigar.

[x – minutos mais tarde – x ]

Eu, com o meu focinho na pele de lobo, farejei ela, pescoço, barriga, até uma peça mais íntima, mas o incrível era que o único cheiro ali era o dela. Não havia nada demais além do que indicasse que apenas ela esteve ali. Em poucos minutos, Carine e sua tal gêmea estavam no lugar para nosso apoio não era interessante que a polícia viesse averiguar um caso sobrenatural antes de nós.

Ela se agachou e sentiu um pó negro no ar, um pouco de enxofre.

– Ele é um demônio. – disse a tal irmã de Carine.

– Não, ele é uma aparição. – respondeu Malina – São comuns em Wilmont. E enquanto a alma dele não encontrar sossego ele vai continuar matando.

– Sarah, acha que consegue seguir o cheiro dela e ver aonde ele apareceu? – Malina perguntou

Assenti com a cabeça, e continuei subindo, o cheiro vinha direto do carro. No porta luvas havia o celular dela, mas neste havia algum outro cheiro que não era dela. Havia algumas fotos miniaturas, uma de algum garoto, possívelmente seu namorado e algumas de amigas, ex namorados, e de um homem um pouco gordo e com um olhar sinistro, com ela no colo, possivelmente algum tio, não parecia ter aquele olhar afetuoso de pai.

Guardei o celular dela não sei por quê, mas algo me mandava fazê-lo.

Assim que a polícia chegou, pediu licença para relacionar com os demais casos e veio nos oferecer carona e voltamos para Wilmont. O rosto daquele homem me atormentava. Eu já o havia visto em algum lugar, com toda a certeza! Chegamos e eu tomei um banho pois não havia dormido direito. Eu estava apenas de top encostada na pia tomando uma boa xícara de café

– E os trabalhos?

– Depois falamos disso. – disse Malina olhando pra mim

– Oi.

Carine se aproximou e me abraçou, encostando o rosto de lado no meu peito. Eu me assustei com o gesto, mas passei os braços pela cintura dela.

– Dormiu bem? – perguntei

– Sim, dormi. – ela respondeu – E você?

– Muito bem.

Malina vestiu sua jaqueta de couro, e já tinha um cigarro na boca e chaves na mão.

– Aonde vai? – perguntei

– Vamos trabalhar

– Eu e Malina vamos ver o que está acontecendo.

– O que houve?

– Aquela garota que apareceu hoje. Eu tenho o pressentimento de que tem mais 3 garotas como ela vão morrer até o final da semana se nós não impedirmos.

– Faz idéia do que a aparição queria? – perguntou Carine

– Não temos muita informação do criminoso, contudo faremos o melhor.

– O que sugere? – perguntou

– Eu sugiro que comecemos pelo início. – disse Malina – Fomos ver o corpo de uma garota hoje de manhã e parece que todas tem o mesmo biótipo. Adolescentes, não se sabe o por quê, mas todas pegaram o carro de algum familiar e tentaram fugir de casa.

Soltei Carine do abraço, ainda não compreendia por que eu precisava manter uma repulsa dela. Uma voz sinistra, misturada de Denny e outra pessoa mandavam eu me afastar dela e ir para o mais longe possível dali.

Vesti uma camiseta de qualquer jeito e peguei o celular da garota, fui fuçando as suas mensagens e então após inuuuumeras mensagens de desculpas de uma garota eu resolvi ligar para ela.

– Alô. – eu disse

– Querida, eu sinto muito, mesmo eu não queria estragar nossa amizade, ele é um ordinário, ele não merece voc...

– Quem está falando? – perguntei grossa

– Bruna.

– Quem é você, Bruna?

– Quem é você! Esse celular é da minha amiga.

– Eu acho que devemos conversar pessoalmente. Meu nome é Sarah e eu sei o que houve com sua amiga. Eu sei aonde você mora, apareço aí em 25 minutos.

[Instantes mais tarde. ]

A tal Bruna estava sentada na varanda em cima do murinho de madeira.

– Você é a Sarah? – perguntou.

– Sim, sou eu.

– Aonde a Amanda está?

– A Amanda fugiu ontem.

– Oh, droga.

– Okay. Ela sumiu e deixou o celular comigo. Por que ela fugiria?

– Somos amigas de infância. E eu dei uma mancada ontem.

– Que mancada? – eu perguntei

– Isso é particular.

– Então também é particular onde ela foi. — pisquei e me virei para ir embora

– Ela me pegou com o namorado dela.

– Opa! – eu me espantei – Foi a última vez que a viu?

– Sim, foi.

– Mas quem é você, Sarah, o que você tem a ver com isso?

– Quer saber a verdade? Sua amiga está desparecida, e eu preciso comunicar a família dela. Aonde eles moram?

– Ela não tem ninguém, só o pai dela, que ficou louco mas morreu faz um tempo. É logo naquela casa ali. – e apontou para a esquina.

– Okay, por hoje é o bastante.

– Espera, calma aí, eu vou com você. – disse

– Não precisa.

– Por que acha que ela está desaparecida.

– Deve ser algum maníaco ou coisa assim. – disse

eu me respondi.

Liguei para Malina e ela por sua vez, não atendeu. Então liguei para Denny, e ela pode me ouvir. Pedi pra que ela viesse falar comigo porque eu estava com medo. Sim, todos nós temos medo as vezes. . .

Abri a porta empurrando com o ombro. A casa parecia normal, contudo empoeirada, e o mesmo homem estranho da foto tinha outras fotos pela casa. Ele parecia ser pai dela. Subi com calma e farejei as camas,e os ambientes, contudo vi aquele vulto atrás de mim e senti dois pares de mãos me empurrarem. Comece a gritar e espernear desci as escadas correndo e caí, rolando e batendo minhas costas.

– Fique longe de mim. – ouvi um sussurro

Me levantei e de mau-jeito vi Denny correndo e me levantando do chão, e então ela sentiu a presença da aparição naquela casa tanto quanto eu. Ela me levou pra casa e disse que já era o bastante pelo dia. Relatamos tudo a Malina com ela se comprometendo de voltar no dia seguinte e me tranquilizando. Carine não estava lá. O que me fez ficar mais aliviada mas ao mesmo tempo mais preocupada se eu estava sendo rude com ela.

[x]

No dia seguinte encontramos mais uma garota com um carro parado no meio da estrada. Ela era moreno clara, quase negra, de minha cor exatamente. Com cabelos compridos e cacheados, uma jaqueta jeans que combinava com sua roupa.

Havia roubado o carro do irmão mais velho para fugir de casa, talvez alguma briga porque a família não aprovasse o namoro. Era realmente linda, e não parecia merecer o fim que teve. Seu corpo ainda estava no carro, porém a cabeça baixa e imóvel e parte da mão foi arrancada, olhos fundos, olheiras pesadas. Novamente sem nenhum cheiro,

O namorado dela, era alto e com a cabeça completamente raspada, ele parecia chorar de ódio, porém os policias não deixaram ele se aproximar da faixa de contenção. Ele estava furioso, mas muito triste e dera socos e chutes no carro enquanto rangia os dentes.

Malina e eu concordamos que era melhor sair dali o quanto antes e pensar em qual poderia ser a próxima, ou em quanto tempo aquilo agiria de novo.

[x]

Carine se deitou no sofá de qualquer jeito.

– Ela tinha um gato de estimação.

– Tá. Mas e daí? – eu olhei sem dar intenção.

– E daí que eu posso conversar com alguns animais, e eles me contam o que veem.

– E o que ele viu?

– Não houve arrombamento, nenhum cheiro estranho e nem rosto estranho na casa, porém estava escuro e vozes abafadas, Gatos enxergam bem no escuro e se eu visse qualquer coisa que pudesse reconhecer alguém. . .

– Sarah, você ainda tem as fotos? – perguntou Malina

– Ótima idéia. – eu cacei as fotos de algum lugar e entreguei para Carine que olhou fixamente para elas

– Bem, ele não gosta do pai dela.

– Nem eu. –

– Se você não me interromper, Sarah. – ela deu sinal para continuar falando. — Parece que eles se estranham de tempos, quando Amanda era mais nova, ele mexeu com uma pequena prima dela. O pai dela sai com algumas mulheres estranhas.

– Ele saía. Ele está morto.- disse Denny – O pai dela parece que cometeu suicídio. – Denny entrou pela janela da sala, com uma certa graciosidade, aterrissando como uma fada

– Como assim?

– Ele estava com uma garrafa de vinho, e uma faca na mão.

– Eu acho que este homem abusou da filha, e ficou horrorizado pelo que fez.

– Mas ele ainda não me deu certeza de que era este rosto que ele viu. – disse Carine

Malina consegue resolver toda a chave do mistério. E aliás ela consegue descobrir algo inimaginável, o assassino conhecia a vítima há muito tempo.

– Eu acho que é o pai da garota. Olha nos olhos dele, Malina,

– Sim, talvez seja. – respondeu, mas não possuía certeza. – Por que ele mataria a garota na estrada e voltaria para casa.

– Claro! Ele mata, volta e se embriaga para ter coragem de se suicidar. – eu palpitei.

– Vamos conversar com ele e saber o que ele sabe.

– Como se conversa com uma aparição? – eu perguntei.

– Na forma como ele costuma aparecer. Essa noite nós vamos conversar com o espírito e descobrir o que há de errado. Eu vou fingir que sou a próxima vítima. Denny, você pode me emprestar seu carro?

Denny olhou receosa mas confirmou com a cabeça.

– Vamos descobrir o que ele quer.

– Parece óbio. – respondeu — Ele vai pro quarto dela, e descobre que ela sumiu e ele está morto, e aquele é o corpo dele

Desde então ele assombra pessoas nas estradas de Wilmont

[ x ]

– Malina, por favor. – eu beijei sua testa antes dela ligar o carro – Está pronta?

– Pronta, Sarah Lee.

Malina continuou andando na estrada, com um capuz escuro cobrindo a cabeça. Quando menos esperávamos, um carro passou por nós, e o pouco que víamos do vidro parecia não ter motorista. Era ele, tínhamos certeza.

Malina entrou no carro. Queríamos ter certeza de que mensagem o espírito estava passando e por que matava garotas, mas ele não pareceu disposto a conversar, apenas tentou matá-la, igual às outras.

– Você está morto! – ela gritou olhando nos olhos dele – Você e sua filha faleceram! Não tem porque estar aqui! Vocês não pertencem a este mundo.

Uma fumaça escura saiu do banco do motorista, mas o carro não parou. O carro continuou andando sozinho até descer um pouco o barranco. Malina saltou e então a seguimos.

O carro despareceu, e mais embaixo vimos um carro idêntico àquele, de mesma placa e número, ela desceu na frente com uma lanterna.

Lá haviam restos. O carro parecia ter sido explodido, haviam restos dos ossos carbonizados da garota e de seu pai. Eu fiz o sinal da cruz e ela me olhou estranho por isso.

Em instantes chamamos a polícia e a família pode dar um final feliz ao corpo e a história. Haviam bombeiros e policiais removendo o carro do barranco, e Malina tomava uma grande xícara de café do departamento de polícia. Parecia quieta demais, mas por mais que não demonstrasse estava assustada.

– Tem certeza de que não tem saudades de Wilmont? – sorriu

– Não! Eu respondi de volta.

Quando tudo parecia estar encerrado e o delegado registrando a ocorrência dela deixando o pai com acusação de abuso de incapaz, estupro, homicídio qualificado entre outros crimes, o oficial pediu licença e entrou na delegacia com uma testemunha.

– Não, Não foi o pai dela. – Bruna chorava.

– O que você sabe, Bruna? – o policial perguntou.

– O que acontece é que, eu estava apaixonada por ele e eu queria convencer ele a ficar comigo. Eu convenci ele de que como eu o amava, eu transaria com ele, e que ela jamais faria isso, e desafiei ele a ir lá e forçar ela. Só que quando ela acordou. – Bruna soluçou – ela começou a gritar, e o pai dela acordou, Daniel o matou e então ela tomou o carro e fugiu.

Não suportei terminar de ouvir o relato. Fui lá fora acender meu cigarro, algo me causava náuseas.

Estava chocada demais para continuar acompanhando o desfecho do caso.

Carine surgiu, depois de um ou dois dias sem tê-la visto. Automaticamente me abraçou, sem dizer uma palavra. Ela não sabia que eu não estava bem. Tirou o cigarro da minha mão com força,

– Como você me conhece tanto? – eu perguntei

Ela deu um sorriso de canto, de um jeito meio meigo. Eu percebia as vezes o quanto ela era quieta, e isso me deixava sem jeito.

– Coisa de anjo da guarda.

– Tá, você é um anjo, mas você só anda de preto e escuta rock, isso tem algo a ver?

– Não, isso não interfere no meu trabalho,

– Como os lobisomens vivem?

– Em bando, você tinha um- Eu quero saber uma coisa. Aonde estão as pessoas do bando?

– Estão em Orleans, aonde morávamos. – Carine respondeu

– Eu quero ir ver eles. – eu disse.

– Sah, eu não acho uma boa idéia.

– Por que?

– Porque você sofreu uma maldição, isso foi o que te fez perder a memória, e o pior não é isso.

– O que é pior?

– É que sabe-se lá quem fez isso com você, poderá fazer de novo, assim como já havia feito antes.

[ x minutos depois, em casa x ]

Leon entrou pela janela sem bater. Usava uma camisa preta colada, calça e uma jaqueta de motoqueiro vermelha. O velho cabelo bagunçado e liso, o all star e a arma na cintura transformavam aquele garoto em algo extremamente charmoso.

Malina fumava sentada no sofá e olhando a janela.

– Pelo visto a vida vai virar um inferno. – murmurou

– É. Pior que vai.

Campainha tocou. Uma moça idêntica à Carine, mesma altura, peso, porém com os cabelos mais compridos e bem cacheados entrou. E parecia ser mais vaidosa, porém não pude deixar de encará-la.

– Vai me deixar entrar, Sarah?! – perguntou

– Você não é a Carine. – eu disse

– Não!! Sou a Carine sim! Só vim no corpo da Camila porque o meu está lavando!! – disse com deboche e até mesmo Malina riu

– Ah, grossa! — eu disse

– Pega leve com ela. – Leon disse

– E ainda tem um vampiro aqui para melhorar as coisas. – ela ficou indignada e sentou-se

– Tá, mas ela perdeu a memória. Ela não sabe quem é você.

– Ainda essa história? – ela perguntou

Camila virou os olhos com asco. De repente eu me lembrei dela, e o pior é que eu achei mais absurdo ainda que havia falado com ela no dia anterior, porém minha memória estava falhando Nesse momento eu ouvi o filhote sair do quarto e parecia rodopiar de alegria, algo assim.

– Bom dia. – Carine disse baixo.

Eu e Leon respondemos. Camila estendeu os braços para ela para conhecer o filhote e sorrindo iria pegá-lo.

– Me dá aqui. – eu peguei o Apsu da mão de Carine antes que ela desse.

Fiz um pouco de carinho no filhote e baguncei seu pelo, mas por pura vontade ele decidiu sair do meu colo e ir para Camila,

– Denny vai demorar muito para vir? – perguntou Malina

Imediatamente a vampira apareceu. Denny se sentou no outro braço do sofá. Cumprimentou a todos e como sempre muito sexy e muito ouvida, ela começou

– O problema não é apenas a memória de Sarah. O problema é que Runo possui uma grande compulsão por matar um anjo.

– Tá. Sei. – Carine disse querendo encerrar esse assunto.

– Runo estava grávida e se casou com um vampiro. Porém anjos vieram em sua casa para tomar o bebê, e claro que ele se recusando a entregar o garoto, morreu em combate. A criança morreu, talvez eles tenham a matado.

– E como você sabe disso? – perguntou Camila

– Runo era minha melhor amiga. Fui eu quem a transformei.

– Anjos não fazem este tipo de coisa.- Disse Malina e todas concordamos na hora – Deveriam ter um motivo muito grande para terem matado o bebê.

Camila e Carine se olharam furiosamente, como se estivesse disputando ou jogando a culpa sobre algo. O silêncio das duas não foi percebido pelo debate entre nós 4, porém elas continuaram sem falar muito conosco.

– Nós ainda não decidimos. Se é melhor ajudar Sarah primeiro, ou se caçamos Runo primeiro.

– Como assim? – perguntou Carine

– Sarah conhecia Runo como ninguém. Se ela recuperar sua memória, ela vai nos levar até ela. E isso é fato.

– Porém, ela já passou tempo demais na floresta do esquecimento, podemos estar correndo em círculos. Cara, ela não vai se lembrar de mais nada.

Carine deixou a sala muito irritada depois disso.

– Fazemos o seguinte. Leon, Denny e Sarah se preocupem com Runo. Enquanto eu e elas ficamos responsáveis por pesquisar e reverter a memória dela. – disse Malina.

– Okay. – dissemos em coro.

– Vamos ao próximo trabalho. – retornou ela – Um dos encarregados de Elizabeth sempre diz que ela trapaceia. Ela vai tentar nos derrubar, mas não sabe que estamos juntos.

– Um dos seres que Elizabeth sempre mencionou, é bicho papão. – disse Leon – Não é difícil derrotar. Basta saber como.