Mission
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Notas iniciais
Quando acordei de madrugada, ouvi Malina gritando e assustada olhava para o espelho e apontava, dizendo coisas sem nexo. Ela havia me contado coisas sem nexo algum. Ela dizia que tínhamos que para o primeiro trabalho de Elizabeth deveríamos salvar alguém ou alguma coisa, antes que fosse tarde. O livro de couro estava aberto em cima de sua penteadeira e ela ainda parecia em transe.
A garota encontra o seu namorado, que deveria ser o seu primeiro. Ela o encontra num quarto numa festa de amigos, sua melhor amiga está de joelhos em frente as pernas dele enquanto ele olha pro alto e geme baixo.
Ela sai andando em disparada, e cansada de tudo o que ela havia visto ou feito em sua vida. Pega o carro de seu pai, e sem qualquer controle emocional, sobre soluços e raiva, ela começa a dirigir em torno de Wilmont até chegar a grande estrada.
Entre uma lágrima e um cigarro, ela seguia correndo até ouvir os primeiros estalares do motor.
Saiu do carro e ainda parecia muito mais frio do que quando entrou.
Tudo parecia escuro, faróis altos. Silencioso, até alguém lhe pedir carona.
Um certo homem, um pouco obeso, de óculos e se cobrindo com seu único paletó e uma camisa de listras pretas e cinzas verticais mal abotoada lhe dá sinal. Ele parece ser idiota demais, pensou. Hesitou por uns ou dois segundos, e perguntou uma informação qualquer, ele lhe disse que iria pro mesmo lado do caminho.
Não foram encontradas quaisquer informações sobre o carro e a menina após isso.
Ele a ajudou a consertar o carro, e em seguida tomaram um caminho qualquer em direção ao destino combinado. O incrível e que cena como esta vem se repetindo nós próximos dias, com o mesmo horário.
Na manhã a encontramos uma garota degolada no local aonde ela havia previsto. Sangue em seu peito, rosto e por boa parte de sua calça e de um jeito brutal, era incrível como Malina poderia prever este tipo de coisas. Fiquei assustada.
Assim que o sol nasceu eu ouvi Carine me chamando pelo celular, eu atendi e pedi para ela vir, e expliquei o que havia ocorrido, mas Malina ainda procurava coisas para investigar.
[x – minutos mais tarde – x ]
Eu, com o meu focinho na pele de lobo, farejei ela, pescoço, barriga, até uma peça mais íntima, mas o incrível era que o único cheiro ali era o dela. Não havia nada demais além do que indicasse que apenas ela esteve ali. Em poucos minutos, Carine e sua tal gêmea estavam no lugar para nosso apoio não era interessante que a polícia viesse averiguar um caso sobrenatural antes de nós.
Ela se agachou e sentiu um pó negro no ar, um pouco de enxofre.
– Ele é um demônio. – disse a tal irmã de Carine.
– Não, ele é uma aparição. – respondeu Malina – São comuns em Wilmont. E enquanto a alma dele não encontrar sossego ele vai continuar matando.
– Sarah, acha que consegue seguir o cheiro dela e ver aonde ele apareceu? – Malina perguntou
Assenti com a cabeça, e continuei subindo, o cheiro vinha direto do carro. No porta luvas havia o celular dela, mas neste havia algum outro cheiro que não era dela. Havia algumas fotos miniaturas, uma de algum garoto, possívelmente seu namorado e algumas de amigas, ex namorados, e de um homem um pouco gordo e com um olhar sinistro, com ela no colo, possivelmente algum tio, não parecia ter aquele olhar afetuoso de pai.
Guardei o celular dela não sei por quê, mas algo me mandava fazê-lo.
Assim que a polícia chegou, pediu licença para relacionar com os demais casos e veio nos oferecer carona e voltamos para Wilmont. O rosto daquele homem me atormentava. Eu já o havia visto em algum lugar, com toda a certeza! Chegamos e eu tomei um banho pois não havia dormido direito. Eu estava apenas de top encostada na pia tomando uma boa xícara de café
– E os trabalhos?
– Depois falamos disso. – disse Malina olhando pra mim
– Oi.
Carine se aproximou e me abraçou, encostando o rosto de lado no meu peito. Eu me assustei com o gesto, mas passei os braços pela cintura dela.
– Dormiu bem? – perguntei
– Sim, dormi. – ela respondeu – E você?
– Muito bem.
Malina vestiu sua jaqueta de couro, e já tinha um cigarro na boca e chaves na mão.
– Aonde vai? – perguntei
– Vamos trabalhar
– Eu e Malina vamos ver o que está acontecendo.
– O que houve?
– Aquela garota que apareceu hoje. Eu tenho o pressentimento de que tem mais 3 garotas como ela vão morrer até o final da semana se nós não impedirmos.
– Faz idéia do que a aparição queria? – perguntou Carine
– Não temos muita informação do criminoso, contudo faremos o melhor.
– O que sugere? – perguntou
– Eu sugiro que comecemos pelo início. – disse Malina – Fomos ver o corpo de uma garota hoje de manhã e parece que todas tem o mesmo biótipo. Adolescentes, não se sabe o por quê, mas todas pegaram o carro de algum familiar e tentaram fugir de casa.
Soltei Carine do abraço, ainda não compreendia por que eu precisava manter uma repulsa dela. Uma voz sinistra, misturada de Denny e outra pessoa mandavam eu me afastar dela e ir para o mais longe possível dali.
Vesti uma camiseta de qualquer jeito e peguei o celular da garota, fui fuçando as suas mensagens e então após inuuuumeras mensagens de desculpas de uma garota eu resolvi ligar para ela.
– Alô. – eu disse
– Querida, eu sinto muito, mesmo eu não queria estragar nossa amizade, ele é um ordinário, ele não merece voc...
– Quem está falando? – perguntei grossa
– Bruna.
– Quem é você, Bruna?
– Quem é você! Esse celular é da minha amiga.
– Eu acho que devemos conversar pessoalmente. Meu nome é Sarah e eu sei o que houve com sua amiga. Eu sei aonde você mora, apareço aí em 25 minutos.
[Instantes mais tarde. ]
A tal Bruna estava sentada na varanda em cima do murinho de madeira.
– Você é a Sarah? – perguntou.
– Sim, sou eu.
– Aonde a Amanda está?
– A Amanda fugiu ontem.
– Oh, droga.
– Okay. Ela sumiu e deixou o celular comigo. Por que ela fugiria?
– Somos amigas de infância. E eu dei uma mancada ontem.
– Que mancada? – eu perguntei
– Isso é particular.
– Então também é particular onde ela foi. — pisquei e me virei para ir embora
– Ela me pegou com o namorado dela.
– Opa! – eu me espantei – Foi a última vez que a viu?
– Sim, foi.
– Mas quem é você, Sarah, o que você tem a ver com isso?
– Quer saber a verdade? Sua amiga está desparecida, e eu preciso comunicar a família dela. Aonde eles moram?
– Ela não tem ninguém, só o pai dela, que ficou louco mas morreu faz um tempo. É logo naquela casa ali. – e apontou para a esquina.
– Okay, por hoje é o bastante.
– Espera, calma aí, eu vou com você. – disse
– Não precisa.
– Por que acha que ela está desaparecida.
– Deve ser algum maníaco ou coisa assim. – disse
eu me respondi.
Liguei para Malina e ela por sua vez, não atendeu. Então liguei para Denny, e ela pode me ouvir. Pedi pra que ela viesse falar comigo porque eu estava com medo. Sim, todos nós temos medo as vezes. . .
Abri a porta empurrando com o ombro. A casa parecia normal, contudo empoeirada, e o mesmo homem estranho da foto tinha outras fotos pela casa. Ele parecia ser pai dela. Subi com calma e farejei as camas,e os ambientes, contudo vi aquele vulto atrás de mim e senti dois pares de mãos me empurrarem. Comece a gritar e espernear desci as escadas correndo e caí, rolando e batendo minhas costas.
– Fique longe de mim. – ouvi um sussurro
Me levantei e de mau-jeito vi Denny correndo e me levantando do chão, e então ela sentiu a presença da aparição naquela casa tanto quanto eu. Ela me levou pra casa e disse que já era o bastante pelo dia. Relatamos tudo a Malina com ela se comprometendo de voltar no dia seguinte e me tranquilizando. Carine não estava lá. O que me fez ficar mais aliviada mas ao mesmo tempo mais preocupada se eu estava sendo rude com ela.
[x]
No dia seguinte encontramos mais uma garota com um carro parado no meio da estrada. Ela era moreno clara, quase negra, de minha cor exatamente. Com cabelos compridos e cacheados, uma jaqueta jeans que combinava com sua roupa.
Havia roubado o carro do irmão mais velho para fugir de casa, talvez alguma briga porque a família não aprovasse o namoro. Era realmente linda, e não parecia merecer o fim que teve. Seu corpo ainda estava no carro, porém a cabeça baixa e imóvel e parte da mão foi arrancada, olhos fundos, olheiras pesadas. Novamente sem nenhum cheiro,
O namorado dela, era alto e com a cabeça completamente raspada, ele parecia chorar de ódio, porém os policias não deixaram ele se aproximar da faixa de contenção. Ele estava furioso, mas muito triste e dera socos e chutes no carro enquanto rangia os dentes.
Malina e eu concordamos que era melhor sair dali o quanto antes e pensar em qual poderia ser a próxima, ou em quanto tempo aquilo agiria de novo.
[x]
Carine se deitou no sofá de qualquer jeito.
– Ela tinha um gato de estimação.
– Tá. Mas e daí? – eu olhei sem dar intenção.
– E daí que eu posso conversar com alguns animais, e eles me contam o que veem.
– E o que ele viu?
– Não houve arrombamento, nenhum cheiro estranho e nem rosto estranho na casa, porém estava escuro e vozes abafadas, Gatos enxergam bem no escuro e se eu visse qualquer coisa que pudesse reconhecer alguém. . .
– Sarah, você ainda tem as fotos? – perguntou Malina
– Ótima idéia. – eu cacei as fotos de algum lugar e entreguei para Carine que olhou fixamente para elas
– Bem, ele não gosta do pai dela.
– Nem eu. –
– Se você não me interromper, Sarah. – ela deu sinal para continuar falando. — Parece que eles se estranham de tempos, quando Amanda era mais nova, ele mexeu com uma pequena prima dela. O pai dela sai com algumas mulheres estranhas.
– Ele saía. Ele está morto.- disse Denny – O pai dela parece que cometeu suicídio. – Denny entrou pela janela da sala, com uma certa graciosidade, aterrissando como uma fada
– Como assim?
– Ele estava com uma garrafa de vinho, e uma faca na mão.
– Eu acho que este homem abusou da filha, e ficou horrorizado pelo que fez.
– Mas ele ainda não me deu certeza de que era este rosto que ele viu. – disse Carine
Malina consegue resolver toda a chave do mistério. E aliás ela consegue descobrir algo inimaginável, o assassino conhecia a vítima há muito tempo.
– Eu acho que é o pai da garota. Olha nos olhos dele, Malina,
– Sim, talvez seja. – respondeu, mas não possuía certeza. – Por que ele mataria a garota na estrada e voltaria para casa.
– Claro! Ele mata, volta e se embriaga para ter coragem de se suicidar. – eu palpitei.
– Vamos conversar com ele e saber o que ele sabe.
– Como se conversa com uma aparição? – eu perguntei.
– Na forma como ele costuma aparecer. Essa noite nós vamos conversar com o espírito e descobrir o que há de errado. Eu vou fingir que sou a próxima vítima. Denny, você pode me emprestar seu carro?
Denny olhou receosa mas confirmou com a cabeça.
– Vamos descobrir o que ele quer.
– Parece óbio. – respondeu — Ele vai pro quarto dela, e descobre que ela sumiu e ele está morto, e aquele é o corpo dele
Desde então ele assombra pessoas nas estradas de Wilmont
[ x ]
– Malina, por favor. – eu beijei sua testa antes dela ligar o carro – Está pronta?
– Pronta, Sarah Lee.
Malina continuou andando na estrada, com um capuz escuro cobrindo a cabeça. Quando menos esperávamos, um carro passou por nós, e o pouco que víamos do vidro parecia não ter motorista. Era ele, tínhamos certeza.
Malina entrou no carro. Queríamos ter certeza de que mensagem o espírito estava passando e por que matava garotas, mas ele não pareceu disposto a conversar, apenas tentou matá-la, igual às outras.
– Você está morto! – ela gritou olhando nos olhos dele – Você e sua filha faleceram! Não tem porque estar aqui! Vocês não pertencem a este mundo.
Uma fumaça escura saiu do banco do motorista, mas o carro não parou. O carro continuou andando sozinho até descer um pouco o barranco. Malina saltou e então a seguimos.
O carro despareceu, e mais embaixo vimos um carro idêntico àquele, de mesma placa e número, ela desceu na frente com uma lanterna.
Lá haviam restos. O carro parecia ter sido explodido, haviam restos dos ossos carbonizados da garota e de seu pai. Eu fiz o sinal da cruz e ela me olhou estranho por isso.
Em instantes chamamos a polícia e a família pode dar um final feliz ao corpo e a história. Haviam bombeiros e policiais removendo o carro do barranco, e Malina tomava uma grande xícara de café do departamento de polícia. Parecia quieta demais, mas por mais que não demonstrasse estava assustada.
– Tem certeza de que não tem saudades de Wilmont? – sorriu
– Não! Eu respondi de volta.
Quando tudo parecia estar encerrado e o delegado registrando a ocorrência dela deixando o pai com acusação de abuso de incapaz, estupro, homicídio qualificado entre outros crimes, o oficial pediu licença e entrou na delegacia com uma testemunha.
– Não, Não foi o pai dela. – Bruna chorava.
– O que você sabe, Bruna? – o policial perguntou.
– O que acontece é que, eu estava apaixonada por ele e eu queria convencer ele a ficar comigo. Eu convenci ele de que como eu o amava, eu transaria com ele, e que ela jamais faria isso, e desafiei ele a ir lá e forçar ela. Só que quando ela acordou. – Bruna soluçou – ela começou a gritar, e o pai dela acordou, Daniel o matou e então ela tomou o carro e fugiu.
Não suportei terminar de ouvir o relato. Fui lá fora acender meu cigarro, algo me causava náuseas.
Estava chocada demais para continuar acompanhando o desfecho do caso.
Carine surgiu, depois de um ou dois dias sem tê-la visto. Automaticamente me abraçou, sem dizer uma palavra. Ela não sabia que eu não estava bem. Tirou o cigarro da minha mão com força,
– Como você me conhece tanto? – eu perguntei
Ela deu um sorriso de canto, de um jeito meio meigo. Eu percebia as vezes o quanto ela era quieta, e isso me deixava sem jeito.
– Coisa de anjo da guarda.
– Tá, você é um anjo, mas você só anda de preto e escuta rock, isso tem algo a ver?
– Não, isso não interfere no meu trabalho,
– Como os lobisomens vivem?
– Em bando, você tinha um- Eu quero saber uma coisa. Aonde estão as pessoas do bando?
– Estão em Orleans, aonde morávamos. – Carine respondeu
– Eu quero ir ver eles. – eu disse.
– Sah, eu não acho uma boa idéia.
– Por que?
– Porque você sofreu uma maldição, isso foi o que te fez perder a memória, e o pior não é isso.
– O que é pior?
– É que sabe-se lá quem fez isso com você, poderá fazer de novo, assim como já havia feito antes.
[ x minutos depois, em casa x ]
Leon entrou pela janela sem bater. Usava uma camisa preta colada, calça e uma jaqueta de motoqueiro vermelha. O velho cabelo bagunçado e liso, o all star e a arma na cintura transformavam aquele garoto em algo extremamente charmoso.
Malina fumava sentada no sofá e olhando a janela.
– Pelo visto a vida vai virar um inferno. – murmurou
– É. Pior que vai.
Campainha tocou. Uma moça idêntica à Carine, mesma altura, peso, porém com os cabelos mais compridos e bem cacheados entrou. E parecia ser mais vaidosa, porém não pude deixar de encará-la.
– Vai me deixar entrar, Sarah?! – perguntou
– Você não é a Carine. – eu disse
– Não!! Sou a Carine sim! Só vim no corpo da Camila porque o meu está lavando!! – disse com deboche e até mesmo Malina riu
– Ah, grossa! — eu disse
– Pega leve com ela. – Leon disse
– E ainda tem um vampiro aqui para melhorar as coisas. – ela ficou indignada e sentou-se
– Tá, mas ela perdeu a memória. Ela não sabe quem é você.
– Ainda essa história? – ela perguntou
Camila virou os olhos com asco. De repente eu me lembrei dela, e o pior é que eu achei mais absurdo ainda que havia falado com ela no dia anterior, porém minha memória estava falhando Nesse momento eu ouvi o filhote sair do quarto e parecia rodopiar de alegria, algo assim.
– Bom dia. – Carine disse baixo.
Eu e Leon respondemos. Camila estendeu os braços para ela para conhecer o filhote e sorrindo iria pegá-lo.
– Me dá aqui. – eu peguei o Apsu da mão de Carine antes que ela desse.
Fiz um pouco de carinho no filhote e baguncei seu pelo, mas por pura vontade ele decidiu sair do meu colo e ir para Camila,
– Denny vai demorar muito para vir? – perguntou Malina
Imediatamente a vampira apareceu. Denny se sentou no outro braço do sofá. Cumprimentou a todos e como sempre muito sexy e muito ouvida, ela começou
– O problema não é apenas a memória de Sarah. O problema é que Runo possui uma grande compulsão por matar um anjo.
– Tá. Sei. – Carine disse querendo encerrar esse assunto.
– Runo estava grávida e se casou com um vampiro. Porém anjos vieram em sua casa para tomar o bebê, e claro que ele se recusando a entregar o garoto, morreu em combate. A criança morreu, talvez eles tenham a matado.
– E como você sabe disso? – perguntou Camila
– Runo era minha melhor amiga. Fui eu quem a transformei.
– Anjos não fazem este tipo de coisa.- Disse Malina e todas concordamos na hora – Deveriam ter um motivo muito grande para terem matado o bebê.
Camila e Carine se olharam furiosamente, como se estivesse disputando ou jogando a culpa sobre algo. O silêncio das duas não foi percebido pelo debate entre nós 4, porém elas continuaram sem falar muito conosco.
– Nós ainda não decidimos. Se é melhor ajudar Sarah primeiro, ou se caçamos Runo primeiro.
– Como assim? – perguntou Carine
– Sarah conhecia Runo como ninguém. Se ela recuperar sua memória, ela vai nos levar até ela. E isso é fato.
– Porém, ela já passou tempo demais na floresta do esquecimento, podemos estar correndo em círculos. Cara, ela não vai se lembrar de mais nada.
Carine deixou a sala muito irritada depois disso.
– Fazemos o seguinte. Leon, Denny e Sarah se preocupem com Runo. Enquanto eu e elas ficamos responsáveis por pesquisar e reverter a memória dela. – disse Malina.
– Okay. – dissemos em coro.
– Vamos ao próximo trabalho. – retornou ela – Um dos encarregados de Elizabeth sempre diz que ela trapaceia. Ela vai tentar nos derrubar, mas não sabe que estamos juntos.
– Um dos seres que Elizabeth sempre mencionou, é bicho papão. – disse Leon – Não é difícil derrotar. Basta saber como.
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