Notas iniciais
Olá, Não sei se tem alguém lendo isso aqui rs mas estou aqui para compartilhar mais um capítulo da saga de Diana. Se for possível, deixe seu comentário para que eu possa saber se a história está fazendo sentido para você como leitor ♥

O céu clareava devagarzinho enquanto um grupo de bruxos caminhava pelo bosque a procura de algo que poderia ser uma chave de portal. Diana estava entre eles, mas vez ou outra ela abria a boca e soltava um longo bocejo de sono, desacostumada a estar acordada tão cedo e também por ter tido uma noite de sono um tanto turbulenta – ela tivera pesadelos a noite toda, todos eles incluindo Rabicho, Voldemort e um homem que não conhecia.

Os Weasley tinham a buscado na noite anterior na casa de seus tios para a levarem a Copa de Quadribol. Seria tolice pensar que seus tios ficaram mais que contentes que Diana tivesse sido presenteada com aquela oportunidade, então claro que eles foram uma pequena mão de obra antes de finalmente ela sair de lá com os gêmeos, Ron e o Sr. Weasley.

Seus pés já estavam reclamando quando eles escutaram alguém exclamar.

— Aqui Arthur! Aqui! Nós achamos!

— Ah! — o Sr. Weasley soltou um suspiro aliviado. — Amos!

O Sr. Weasley se adiantou na frente dos demais para cumprimentar um homem de aparência corada, cabelos e barba castanha. Ele parecia próximo do Sr. Weasley, mas não era exatamente nele que Diana tinha sua atenção tomada.

Entre Ginny e Hermione, ela percebeu que as duas ansiosamente começaram a olhar para ela, isso porque o rapaz de dezessete anos que acompanhava Amos era Cedric Diggory e ele tinha salvado Diana ano passado do maior vexame de sua vida.

— Oi. — Cedric disse baixinho aparentemente tão sem graça quanto ela.

— Alô. — respondeu e depois quis se estapear.

Alô?

—... estes são Ron, Fred, George e Ginny. Meus filhos. — o Sr. Weasley contava ao Sr. Diggory. — Essas são Hermione Granger e Diana...

— Diana Potter? — interrompeu o Sr. Diggory no mesmo tom que a maioria das pessoas usava quando a viam pessoalmente pela primeira vez. Ele estendeu a mão. — É um prazer conhecê-la, Srta. Potter.

— O prazer é meu, senhor. — respondeu sem graça enquanto apertava a mão do homem desconsertadamente.

— Ced me falou de você! — contou o Sr. Diggory e Diana viu o rosto de Cedric mudar para uma feição quase que de desespero. — Ele me contou que você também é apanhadora e que ele lhe salvou do maior vexame da história!

Diana olhou sobre o ombro do Sr. Diggory e viu Cedric balançar a cabeça negativamente.

—... ele também me contou que mandou alguns mimos para você, mas que a senhorita fez pouco caso. — o Sr. Diggory continuou a constranger o filho, surpreendendo a todos de como ele poderia fazer aquilo sem perder o bom humor. — Ele não é um rapaz mal para as vistas, Srta. Potter.

— Pai. — a voz de Cedric foi uma súplica. — Por favor.

O Sr. Diggory se apiedou do filho, mas não sem antes deixar tanto Diana quanto Cedric completamente vermelhos.

Enquanto eles aguardavam até a hora da chave de portal, Diana conversava com Ron e Hermione. Ron basicamente falava animadamente sobre os jogadores de quadribol para as duas, porque enquanto Hermione não tinha tanto interesse no esporte, faltava a Diana oportunidade para acompanhar os times e a seleção do país.

— Ei... desculpe por isso. — Cedric falou coçando a nuca. — Eu falei para ele que não foi bem assim, disse que você caiu da vassoura por causa do temporal e o ataque.

— Está tranquilo. Se um pai não pode fazer um filho passar vergonha, quem pode não é mesmo?

Cedric achou engraçado e estendeu a mão para ela.

— Nunca nos apresentamos formalmente. Eu sou Cedric Diggory.

— Diana Potter. — respondeu e então indicou seus amigos. — Ron Weasley e Hermione Granger. Meus amigos.

Ron não parecia muito simpático, mas Hermione cumprimentou Cedric com um grande sorriso.

— Olá. — Cedric disse sem perder a elegância natural de um menino bem-criado. — Então, você está torcendo para quem?

— Oh. Eu não torço para nenhum time. Eu não tenho muita oportunidade para acompanhar os campeonatos. — Diana disse sem graça. — Eu passo o verão com os trouxas.

— É uma pena, mas eu tenho certeza que você vai gostar da experiência — Cedric deu uma piscadela.

Quando Cedric finalmente se afastou, Ron rugiu que o lufano estava flertando com Diana descaradamente. Diana que estava acostumada as crises de ciúmes de Ron decidiu ignorar o amigo, mas ela não deixou de perceber que tanto ele quanto Fred e George pareciam incomodados com a aproximação de Cedric.

Todos eles tinham a mesma opinião.

— Ele só está tentando se aproximar de você pela fama. — Ron dizia enquanto eles iam pegar água.

Eles haviam chegado a pouco mais de uma hora no acampamento. Diana ficou surpresa com a quantidade de pessoas que estavam ali, inclusive pessoas que estavam acampadas há semanas esperando pelos jogos como Neville Longbotton e sua avó Augusta.

— Não seja ridículo Ron. Cedric só estava sendo gentil com Diana! — Hermione saiu em disparada. — Além disso, por que lhe incomoda tanto? Se você quer sair com Diana porque simplesmente não a convida, diabos!

Diana estreitou os olhos para a amiga. Não gostava do rumo daquela conversa dos dois, mas como de costume Ron e Hermione ignoraram sua presença enquanto discutiam futilidades.

Voltando do caminho, Ron e Hermione ainda discutiam, mas felizmente um assunto diferente de Cedric Diggory tentando impressionar Diana Potter porque o rapaz surgiu no caminho se oferecendo para ajudar Diana com os baldes e garrafas que ela levava.

— Seria ótimo! — ela aceitou o gesto especialmente porque seus braços magricelas já estavam queimando.

Com um aceno de varinha o rapaz da Lufa-Lufa fez os baldes e garrafas levantarem.

— As vantagens em ser maior de idade. — Cedric explicou enquanto eles caminhavam pareados. — Eu fiz dezessete agora no verão. Quantos anos você tem?

— Quatorze. — respondeu timidamente.

— Hum... você é um pouco mais nova que eu imaginava.

Diana não se desapontou. Estava já acostumada a escutar isso de todos os garotos que se interessava.

— Mas se não for um problema para você, certamente não será um problema pra mim. — Cedric murmurou.

Os olhos cor de avelã da jovem se alargaram e ela riu. Cedric a acompanhou e os dois diminuíram o passo para deixar Ron e Hermione irem a frente enquanto conversavam um pouco e tentavam se conhecer melhor.

— Desculpe não ter agradecido pelos mimos. — Diana disse com uma careta culpada. — Um monte de coisas aconteceu no ano letivo anterior.

Ela descobriu que tinha um padrinho e que ele era um fugitivo de Azkaban. O melhor amigo de seus pais era um lobisomem. O outro melhor amigo deles costumava ser o rato de estimação do seu melhor amigo e ele havia sido o responsável pela morte de Lily e James Potter.

— Não se preocupe com isso. — garantiu Cedric. — Eu não fiquei ofendido. Chorei uma semana no meu travesseiro, mas não fiquei ofendido.

Diana riu enquanto puxava seus cabelos ruivos e compridos num rabo de cavalo. Ela não percebeu que Cedric estava a acompanhando com os olhos.

Teve a ligeira impressão que Cedric ia perguntá-la alguma coisa quando foi interrompido.

— Potter!

Tanto Diana quanto Cedric olharam na direção que vinha um rapaz alto e musculoso, de cabelos e olhos castanhos e um sotaque escocês familiar. A medida que Oliver Wood se aproximava Diana ficava mais desconcertada, ela olhou para Cedric e viu que o rapaz olhava fixamente para o ex-capitão da Grifinória.

— Diggory. — Oliver o cumprimentou com um aceno de cabeça.

— Wood. — Cedric fez o mesmo. — Escute, Di, eu vou na frente para levar isso até seu acampamento. Volto para buscá-la.

— Não se preocupe. Eu a levo até onde os Weasley estão. Cumprimentei Fred e George ainda pouco...

Cedric abriu a boca para responder, mas pareceu desistir. Sua personalidade texuga não permitia que ele entrasse numa discussão com um grifo orgulhoso.

Diana acenou com a cabeça permitindo que ele fosse e, por fim, ela estava a sós com Oliver Wood. O menino que tinha partido seu coração.

— Então, você está aqui mesmo com os Weasley? — Oliver perguntou, mas Diana teve a sensação que ele parecia mais curioso sobre Diggory.

— Sim.

— Hum... vocês encontraram o Diggory aqui? — Oliver continuou.

— Cedric e o pai vieram conosco. Pegamos a mesma chave de portal. — explicou.

Provavelmente Oliver não tinha notado que ela não estava exatamente confortável com a situação. Ele tinha a sensibilidade de uma colher de chá e nenhum jeito com garotas já que parecia achar natural que mesmo que Diana tivesse passado o segundo semestre fugindo dele, ele ainda estava ali tentando agir como se fossem grandes amigos.

— Ei! Eu não tive a oportunidade para lhe escrever nas férias, mas eu fui escalado como goleiro reserva do Puddlemere United.

Diana não ficou surpresa que Wood estivesse seguindo carreira esportiva, mas certamente era um feito e tanto que ele tivesse conseguido entrar para um clube grande numa idade tão jovem. Ela o congratulou e percebeu com um pouco de constrangimento que havia o abraçado.

— Eu realmente pensei em te escrever para contar a novidade, mas tive tantos treinos que eu mal consegui tempo para falar com meus pais. Por falar neles, eu adoraria apresentá-los!

— Olha, eu realmente preciso ir. — Diana deu um sorriso amarelo. — Eles devem estar preocupados comigo.

— Eu vou lhe levar para sua barraca. — Wood garantiu. — Não vai demorar. Prometo. É só que eu falei muito de você para eles.

Corou só de imaginar que diabos Wood poderia ter dito dela para os pais. Certamente da humilhação que tinha sido seu passeio com o filho deles em Hogsmead quando tentou beijá-lo.

Mas o Sr. e a Sra. Wood não eram menos que pessoas agradáveis e gentis, que não fizeram nenhuma pergunta embaraçosa e tampouco pareciam olhar para Diana e ver uma criatura sobrenatural divina. Eles a fizeram perguntas gentis sobre a escola, as férias e o filho.

— Você e Oliver são amigos há quanto tempo, querida? — perguntou a Sra. Wood enchendo sua xícara de chá.

— Oh. Nos conhecemos desde o primeiro ano quando eu ingressei ao time de quadribol. — Diana respondeu corrigindo o comentário educadamente.

— É verdade, mãe. Diana entrou no time de quadribol logo no primeiro ano, diferente dos demais integrantes.

— Isso é fantástico. Você deve ser mesmo uma jogadora formidável. — a Sra. Wood falou com um sorriso gentil.

Oliver se parecia com ela, Diana percebeu. O Sr. Wood era realmente um homem grandalhão, rústico e muito ruivo, enquanto sua esposa era uma mulher delicada, mais jovem e com cabelos castanhos próximos do loiro.

Diana notou que Wood não tinha irmãos, ou seja, ele era filho único assim como ela. Era claro também que os pais o amavam muito e tinham orgulho dele.

— Você também vai seguir carreira no esporte? — perguntou a Sra. Wood. — Eu particularmente teria adorado que Oliver tivesse optado por algo mais estável e seguro, mas bem, nós criamos os filhos para o mundo. Além disso, o sonho do pai dele sempre foi que ele se tornasse um jogador de quadribol.

— No meu tempo as coisas eram tão difíceis, nós não tínhamos como dar ao luxo de seguir nossos sonhos. — arguiu o Sr. Wood dando palmadas nas costas de Oliver. — Eu tive que ir para o ramo da família quando meu pai morreu e meu irmão caçula decidiu seguir caminho no clero.

— E qual o ramo da família? — Diana perguntou curiosa.

— Madeira, é claro. — o Sr. Wood riu. — Nós fornecemos madeira para varinhas e vassouras. Acho que somos do quadribol também agora...

Diana podia notar em Wood uma satisfação em dar aquela felicidade ao pai. Era uma paixão que os dois tinham sonhado e construído juntos, era algo que Wood havia se dedicado ao longo de todos aqueles anos para conquistar.

Por isso ele tinha tantas fãs no colégio, mas Diana nunca o vira com uma namorada, porque justamente Oliver acordava mais cedo que todo mundo para correr ao redor da propriedade, ele virava noites em claro no vestiário bolando e descartando estratégias, a alimentação dele era severamente mais regrada que a dos demais estudantes e ele havia colhido frutos frescos de toda a renúncia daqueles sete anos de preparo, era reserva de um time da liga A aos dezessete anos.

Já era mais de meio-dia quando Diana abraçou o Sr. e a Sra. Wood para se despedir deles.

— Você é uma menina bacana. — o Sr. Wood deu um tapinha em seu ombro. — Não deixe de ser amiga do Oliver aqui, viu? Visite-nos nos fins de semana em Hogsmead também. Se não quiser ser amiga dele, pode ser amiga nossa também.

Diana riu e prometeu que iria passar para um chá.

— Foi um prazer, Diana. — a Sra. Wood a abraçou maternalmente. Os braços dela eram delicados e seu cheiro de laranja era aconchegante. — Fico feliz por tê-la conhecido. Quero muito que nos visite para que eu possa lhe mostrar meus romances. Poderá pegar quantos quiser.

Ficou da cor dos cabelos e agradeceu o convite e a disponibilidade dos dois.

Como prometido, Oliver a levaria até a barraca dos Weasley. Eles fizeram a primeira parte do trajeto conversando, Diana ainda estava encantada com a hospitalidade dos Wood e pasma que pudesse ter conhecido pessoas tão gentis quanto os Weasley.

Oliver a agradeceu por ter dado atenção aos pais e completou que significava muito para ele que um amigo de escola tivesse parado para dizer olá.

— O que você quer dizer? Você é um dos caras mais populares do colégio. — Diana riu.

— Eu era capitão do time de quadribol, mas eu não fiz tantas amizades quanto deveria. — Oliver coçou a nuca. — Fora os integrantes do time, eu não tinha muito tempo para fazer amigos. Eu estava com a cabeça em outro lugar.

Diana acenou com a cabeça e percebeu que Wood tinha confirmado sua teoria.

Eles terminaram o trajeto em silêncio e quando estavam parados de frente para a barraca dos Weasley, Oliver se curvou e depositou um beijo na testa dela.

— Vai me escrever? — Oliver perguntou ansiosamente.

O pedido dele a surpreendeu. Diana piscou algumas vezes até que por fim só acenou com a cabeça.