Notas iniciais
Última parte do terceiro ano da Di

A cabeça de Diana pulsou e seus olhos doeram conforme ela despertava do que parecia ter sido o verdadeiro sono da morte. Demorou um bom tempo até que ela se situasse e se desse conta de onde estava, acordando bem no meio de uma discussão dos gêmeos e de Ron.

—... ela está acordando. Puxa, como está pálida!

— Pálida, Ron? Ela caiu mais de trinta metros! — um dos gêmeos retrucou.

— Vem, Ron. Vamos te jogar da Torre de Astronomia... — completou o outro.

— E ver como você vai ficar.

Com forças que ela não tinha, Diana disse.

— Certamente bem melhor do que ele parece.

Sorriu ao ouvir a risada de seus amigos. Com a ajuda dos gêmeos e outros componentes do time, Diana se sentou na cama.

Hermione a ofereceu um copo de água e perguntou como ela estava se sentindo.

— Zonza. — respondeu honestamente para a melhor amiga. — Vocês podem me contar exatamente o que aconteceu?

Todos trocaram os olhares mais estranhos. Hermione com a ajuda de Neville e Ron a contou que dementadores haviam invadido a partida de quadribol contra a Lufa-Lufa, que se fez um temporal e Diana havia caído de sua vassoura, sendo salva a tempo pelo apanhador da equipe adversária.

— Ele ficou bem preocupado com você. Fez questão de vir até aqui para se certificar que você estava recebendo os devidos cuidados. — Hermione falou com admiração. — Não me surpreende que ele seja tão popular e querido.

Fred e George fizeram caretas e começaram a desacreditar o rapaz. Eles contaram que Cedric havia oferecido revanche somente porque queria fazer uma cena e manter a pose de bom moço.

— Pose ou não, eu achei o comportamento dele incrível. — Hermione só faltava suspirar. — Aquelas flores ali são para você.

Havia um vaso de flores do campo na mesa ao lado de sua cabeceira, mas Diana honestamente não dava tanta importância. Estava chateada por mais uma vez ser o motivo que a Grifinória não ganharia a taça de quadribol.

— Ninguém culpa você. — Ron garantiu. — Não ouviu? Cedric ofereceu revanche, mas Wood disse que ele tinha capturado o pomo de forma justa.

— Onde está minha vassoura? — perguntou Diana querendo mudar o assunto.

Ela estava evitando falar, pensar e ouvir o nome de Wood desde o incidente desastroso da semana anterior.

A feição de todos de repente mudara. Foi aí que Ron pegou os pedaços da Nimbus 2000 que tinha caído no salgueiro lutador e sido completamente destruída.

Diana sentiu vontade de chorar quando viu sua vassoura. Ela não era uma menina materialista, mas sua vassoura era algo especial.

— É só uma vassoura, Di. — murmurou Hermione.

— Eu sei. — acenou com a cabeça.

Madame Pomfrey em dado momento decidiu que Diana precisava descansar. Ela enxotou seus amigos e colegas de time da enfermaria, mas a ruiva acabou não achando de tudo ruim. Seus olhos estavam pesados e sua cabeça ainda doía, aproveitou para virar-se de lado e dormir até a hora do jantar.

Quando Diana acordou já passava da hora do jantar. Ela se sentia mais revigorada dessa vez e bem menos “zonza” que da primeira vez.

Entretanto, não contava que tivesse mais visita àquela altura do dia. Um gritinho assustado escapou de sua boca e ela puxou os lençóis da cama para se tapar já que agora não usava mais roupas de quadribol e sim camisola de hospital.

— Shh! — Wood suplicou. — Não grite ou a Madame Pomfrey vai vir aqui para averiguar! Eu não deveria estar aqui porque já passa do toque de recolher.

Só então Diana notou como estava escuro. Ela se sentou e acendeu a vela que estava ao lado de sua cama enquanto Wood ocupava um lugar aos pés de sua cama.

A estranheza do momento era nítida e quase palpável. Diana sabia que seu rosto estava provavelmente da cor de seus cabelos e podia dizer que mesmo Wood, que era normalmente um cara bastante comunicativo estava ali sem saber exatamente o que dizer a ela.

— Que bom que você está bem. — Oliver foi o primeiro a quebrar o gelo. Parecia o certo já que ele é que tinha invadido a enfermaria para vê-la.

— Eu sinto muito pela partida. — Diana resmungou enquanto puxava as pernas contra o peito.

Oliver sacudiu a cabeça.

— Não é culpa sua, Potter. Além disso, eu sinto que nós ainda temos chance. — Wood deu um sorriso tão falso quanto seu otimismo naquele momento. — Você só tem que se recuperar, voltar aos treinos e aí vamos vencer os outros times e ter chance contra eles na final.

Ele tentava parecer animado e passar aquela emoção para Diana, mas esta sequer esboçou reação. Permaneceu encarando a chama da vela que estava praticamente derretida.

Não tinha coragem de olhar para Wood. Sentia-se burra e patética.

— Escuta Potter... — Wood disse em meio a um suspiro resignado. — Eu sinto muito se eu dei sinais duplos alguma vez. Não foi minha intenção. Como eu disse no passeio, eu te vejo como uma irmã mais nova e, por falar nisso, certamente nossa diferença de idade é gritante. Eu me formo em junho e você ainda sequer fez seus NOMs.

Diana fechou os olhos com força. Nunca se sentiu tão humilhada, nem na semana anterior se sentira tão mal quanto se sentia naquele momento.

— Eu não quero que isso atrapalhe nosso entrosamento no time também. Por favor, Potter, não desista do time.

Seu estômago revirou e ela sentiu vontade de chorar.

Que tola tinha sido. Acreditara mesmo que Wood poderia olhar para ela e ver qualquer coisa além daquela garotinha tola e magricela. Até porque para Oliver tudo sempre acabaria em quadribol...

— Não se preocupe Wood. — garantiu com um sorriso falso. — Aquilo foi uma bobagem. Meu foco é cento e dez por cento no time.

Ele pareceu satisfeito com a resposta e sorriu. Oliver se levantou e a lembrou que deveriam procurar uma vassoura nova para ela e Diana garantiu que até a próxima partida ela teria uma vassoura.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Nos vemos no quarto ano :) beijos