Notas iniciais
Olá, como estão?

Aparentemente estou determinada a registrar todas as minhas ideias loucas aqui. A história de Diana já tem vários capítulos adiantados e eu espero que vocês gostem.

Os primeiros capítulos da história são mais simples, assim como Diana. À medida que nossa heroína cresce, sua história também vai se tornar mais complexa que garotos e baixa autoestima.

Apreciem sem moderação!

Fazia pouco mais de dois dias que Diana havia finalmente recebido alta da ala hospitalar, mas não sem antes receber uma série de recomendações de Madame Pomfrey que estava certa que não iria cumprir. Ainda assim Diana fingiu escutá-las atentamente até sair caminhando o mais rápido que suas pernas permitiam para encontrar Ron e Hermione.

Seus amigos ficaram felizes por vê-la. Ron revelou envergonhadamente que havia aberto uma parte dos sapos de chocolate que recebera e Hermione confirmou que tentara impedi-lo, mas Diana tanto quanto estava sempre feliz em poder compartilhar doces com seus melhores amigos, também não se importaria que Ron tivesse roubado um ou dois de sua cesta de mimos.

— Estamos felizes que esteja bem, Diana. Você nos deu um susto e tanto. — era o que as pessoas diziam quando passavam por ela no corredor.

Ela estava começando a se acostumar com desconhecidos a cumprimentando. Seus amigos, por outro lado, pareciam ainda ficar admirados com toda a popularidade mal gerenciada que Diana tinha.

Ao longo daqueles dois dias Diana se concentrara apenas em se recuperar, ir as aulas e ficar a par dos acontecimentos. Ela recebeu com um pouco de tristeza a notícia que haviam perdido o torneio de quadribol e justamente porque ela estava na ala hospitalar.

— Fomos massacrados. — contou Ron com tamanha tristeza. — Claro, ninguém culpa você, mas... mas a gente meio que contava com você né.

— Ronald. Não seja insensível. — Hermione arguiu acotovelando o menino ruivo.

Diana dispensou o esforço da amiga.

— Está tudo bem. — garantiu-os. — Eu estou chateada também por não ter conseguido jogar. Suponho que Wood queira minha cabeça, eu tenho me esforçado para evitá-lo desde que saí da ala hospitalar.

— Ele ficou mesmo bem chateado. — confirmou Ron e outra vez ganhou uma acotovelada de Hermione. — Ai, ai! O que há com você, menina?

Diana sorriu, contente por não estar perdendo aquele momento de seus amigos.

Oh, como sentiria falta deles no verão. Apesar de Hermione ter garantido que ela poderia visitar sua casa em Londres, Diana sabia que tia Petúnia jamais permitiria.

Seu estômago embrulhava só de pensar que teria que voltar para casa. Desejou que Dumbledore a desse um emprego de verão para que pudesse permanecer em Hogwarts durante as férias e ajudar Hagrid com as hortas e as criaturas estranhas que o meio-gigante tanto gostava de cultivar.

Como já era clássico de Diana, ela saiu de fininho deixando seus dois melhores amigos presos numa discussão interminável e sem sentido. Ela saiu do salão comunal da Grifinória e desceu as escadas da torre.

Sentiria falta de tudo. Das escadas que mudavam de lugar, dos degraus falsos, dos quadros falantes, dos fantasmas, de fugir de Madame Nora no meio da noite, passar a perna em Filch e se esconder num armário de vassouras.

Havia algo de tão especial a respeito daquele lugar e nem de longe era só porque era uma escola de magia. A magia daquele lugar ia além do que cada estudante era capaz de desempenhar com sua varinha, estava em toda parte. Estava nos professores, na comida, nas cores, nas salas, nas paredes, no cheiro, no vento, no céu...

— Potter?

Diana foi puxada de volta a realidade. Ela se assustou, estava apoiada no parapeito e admirando o sol que se punha escondendo atrás das montanhas escocesas que cercavam Hogwarts.

Ela se virou e quase não escondeu uma careta ao notar Wood.

— Ei Wood. Estava esperando falar com você qualquer dia desses... — disse extremamente sem graça e enrolando a ponta de seus cabelos ruivos.

Com uma risada, o goleiro da Grifinória desacreditou totalmente a fala da primeiranistas. Diana teria ficado ofendida se mesmo ela não tivesse plena consciência do quanto havia sido falsa.

— Eu sei que você esteve fugindo de mim esse tempo todo. — o capitão falou com os braços cruzados sobre o peito estufado.

— Olha, eu sinto muito mesmo. Ninguém mais que eu queria derrotar a Sonserina e levar a taça de quadribol. — garantiu Diana enquanto se recostava no parapeito. — Infelizmente aconteceram uma série de fatos que tornaram isso impossível.

A imagem desfigurada de Lorde Voldemort surgindo na nuca do professor de DCAT embrulhou o estômago de Diana. O que aconteceu entre ela e o professor Quirell naquela noite era algo que Diana evitava reviver, embora estivesse presente na maioria dos seus pesadelos durante a noite.

— Tudo bem, Potter. Mas quero que saiba que no próximo ano letivo eu pegarei pesado com você e o time inteiro. — Wood alertou com um rosto sério. — Ano que vem a vitória será dos leões. Tenho certeza.

— É assim que se fala.

— Portanto, fique fora de problemas, Potter. — o capitão completou. — Eu não posso ter minha apanhadora internada em estado crítico em plena final.

Corada, Diana anuiu.

— Sim senhor.

Entretanto, surpreendendo-a, Wood amoleceu a expressão ditatorial e afagou seu ombro de forma gentil.

— Fico feliz que esteja viva.

Sem dizer mais nada, o grifinório girou os calcanhares e partiu inconsciente que tinha deixado uma menina de onze anos muito vermelha e muito suspirante para trás.

Notas finais
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