Misery Business

17 Capítulo 16 - Colapso


Notas iniciais
Olá, meninas! O livro que vou indicá-las hoje é de ficção científica, o primeiro que li na verdade desse gênero. Se chama "A Hospedeira" da excelentíssima escritora da saga Crepúsculo Stephenie Meyer. Apesar de todo o julgamento que existe envolta da competência da autora, eu mais do que a aprovo. As pessoas rotularam suas histórias por causa do filme que, infelizmente, não chega nem aos pés do livro. Crepúsculo, mesmo com todo seu clichê e personagens melancólicos, me tirou o ar. Foi o primeiro livro que eu li. Depois desse, pronto, me apaixonei. E, a partir desse, foram vários. Portanto, está aí minha recomendação da semana "A Hospedeira", é excelente! E vocês? O que me recomendam dessa vez? (Confesso que tenho uma queda por romances bobinhos, daqueles que a menina dá uma de difícil pra cima do menino mais bonito da classe que é um canalha - vem daí os problemas na fic , hahaha) .
Curtam o capítulo.
AVISO: Há um mínimo palavrão. Mesmo que eu os odeie nas histórias, não pude evitar. As vezes, só palavras assim podem expressar certos sentimentos e o grau que eles nos atingem.

Depois que se aquietou, Jonas, repentinamente, levantou-se para deixar a sala.

— Onde você está indo? — perguntei-o antes que fugisse, agarrando-o pelo braço.

Ele não me olhou nos olhos e nem ao menos me respondeu. Livrou-se de meu aperto e foi pegar a prancheta que deixara para trás. Pude ouvir, ao longe, o primeiro apito de um dos treinadores anunciando o fim do intervalo. Jonas passou por mim sem me olhar e começou a tentar abrir a porta. Sacudiu a maçaneta violentamente, dando insistentes e fortes batidas na mesma para tentar abrí-la.

— Cadê a droga da chave, Emily? — gritou o garoto, ainda tentando arrancar a fechadura.

— Por que toda essa raiva?

Ignorando-me, ele agachou para procurar a chave pelo chão. Mas desistiu assim que chegou perto de uma das beiradas da sala. Voltou para o batente da porta, para berrar por ajuda. Socando a madeira com força desnecessária.

— Para! Para! — berrei para que me ouvisse, mas ele não parou. Continuou a insistir, socar e chutar a porta. — Jonas, eu não tô brincando com você! Para com isso! — falei, no tom mais alto que pude, para que ele ao menos me entendesse. Corri para perto dele e o agarrei pelos braços, travando uma ridícula luta para conseguir, ao menos, imobilizá-lo.

— Chega. Me solta. — ele pediu entredentes. Não soltei.

Jonas tentou empurrar-me para longe, mas me prendi em seu pescoço pulando em suas costas. Tentei enlaçar sua cintura com as pernas e prendê-lo em uma chave de braço, mas ele se livrou da pressão de minhas coxas e bateu suas costas na parede, para que eu batesse as minhas do mesmo jeito. Larguei-o ao sentir o protesto da minha coluna. Ele se virou de frente para mim e agarrou meu pulso para prendê-los sobre minha cabeça na parede. Seus olhos ardiam.

— Eu disse chega. —ele repetiu. Eu podia sentir em sua respiração quente e descompassada algo selvagem que eu desconhecia. Um Jonas furioso de verdade. — Eu falei para você se afastar porque eu não quero te machucar. Mas você é a droga de uma idiota, teimosa, demente, que não me escuta! Depois me xinga pelos cantos quando eu faço algo errado!

— Jonas, eu... — Estava com medo. Mesmo que eu fosse a Hell Girl, naquele momento, eu estava genuinamente longe de parecer a justiceira destemida. Tinha medo do lado dele que eu desconhecia. O lado que ele guardara tão empenhadamente no fundo de seu coração, por tanto tempo. Eu despertara nele algo que ele não podia controlar.

— Cala a boca. —ele disse, baixo, mas rudemente. Fechando os olhos logo em seguida. Uma veia em sua têmpora saltava. — Não quero que você me responda, senhora esperteza. Eu já ouvi demais de você, já ouvi tudo o que você tinha para dizer sobre mim, sobre como você me odeia. Nunca foi tão difícil para mim controlar a raiva perto de alguém, mas você... —ele fez silêncio por alguns segundos, enquanto me encarava. — MERDA! — berrou, socando a parede ao lado da minha cabeça. — Como você pode? Como você faz com que eu perca o controle desse jeito? Pirralha, idiota. Eu não acredito nisso! — Jonas prendeu-me com seu corpo na parede e deixou sua cabeça cair ao lado da minha cabeça, testa na parede, o queixo delicadamente apoiado em meu ombro. — Merda... Como você consegue?

Fechei os olhos ao sentir meu coração disparar. Sua fragrância única exalava de seu pescoço exposto, tão perto de mim. Eu queria tocá-lo, queria abraçá-lo, beijá-lo. Queria sentir o gosto de seus lábios nos meus mais uma vez. Aquele cheiro estava me deixando louca, bem como sua proximidade e o calor de seu corpo contra o meu. Jonas se afastou um pouco para me encarar, seu rosto estava tão próximo que eu poderia beijá-lo se quisesse. Ele fechou os olhos e encurtou a distância a alguns milímetros. Sua boca quase roçava a minha. Eu o quis, mais do que qualquer coisa, naquele momento. Queria tê-lo só para mim. Nada mais importava, nem mesmo a raiva. Apenas ele e aquele momento mágico.

Ele beijou o canto de minha boca e eu senti suas mãos deslizarem pela curva de minha coluna até a base de minha cintura. Mas, antes que eu pudesse impedí-lo, seus dedos viajaram pelo cós de minha calça jeans e agarraram a correntinha que prendia o molho de chaves da sala. Ele as puxou e selou minha bochecha, correndo logo depois para abrir a porta e sumir.

Minhas pernas, bambas, desabaram. Levei minhas mãos ao peito imediatamente, minha respiração descompassada era como a de alguém que acabara de correr a maratona. Não havia nada que fosse mais forte que o poder magnético de Jonas, eu não podia lutar contra ele e as sensações entorpecentes que ele me proporcionava. Eu o amava, inegavelmente. E isso me traria muitos problemas. Marcela nos colocaria na forca se nos visse juntos, principalmente se eu representasse uma ameaça ao romance dela, uma ameaça ainda maior do que já era. Deviamos evitar aquele tipo de tentação. Mesmo que eu não fosse tão forte quanto Jonas para resistir a isso.

Notas finais
Jonas, jonas! Diga-me quem és de verdade!