Mirrors
12 No Feelings.
Lorenzo chega à empresa em sua Mercedes e nem perde tempo estacionando, jogando a chave para o manobrista e entrando correndo na empresa, subindo direto para o escritório do primo, o qual não via há seis dias.
— Pode parar de chorar porque o melhor primo do mundo já está de volta. – Exclamou Lorenzo, entrando no escritório de Ian, que se assusta de primeira, mas ao ver que é apenas o primo extrovertido sendo ele mesmo, se levantou sorridente e foi abraçá-lo. É quinta-feira feira e faz praticamente uma semana que os dois não se veem. E para quem está acostumado a ficar junto todo santo dia, seis dias pareceram semanas.
— Como foi a viagem? – Ian perguntou, voltando-se a sentar. Lorenzo sentou em sua frente e cruzou as pernas, esticando a coluna.
— Tranquila. Geovana está mais feliz do que nunca, essas férias estão fazendo bem a ela. – Lorenzo respondeu sorridente.
— Se Alicia resolvesse fazer coisa do gênero, mandaria todos os homens atrás dela. – Ian comentou, não se conformando que seu tio, Miguel, permitiu que Geovana viajasse sem nenhum segurança a acompanhando.
— Se Alicia ficar bonita do jeito que esperamos, eles iriam com o maior prazer. – Lorenzo sussurrou sorrindo brincalhão enquanto Ian o encara mortalmente. Seus olhos chegaram a ficar escuros de raiva.
— Ei, calma aí primo, foi só uma brincadeira. Mas você tem que entender que, liberdade, é o que aproxima as pessoas. Mantê-las presas sobre vigia o tempo todo só as afasta.
Ian deu de ombros.
— Só que não podemos esquecer em que tipo de mundo nós vivemos, Lorenzo. – Disse sério.
— Eu nunca me esqueço. – Retrucou ele. – Bom, eu tenho que ir. – Anunciou se levantando.
— Já? Aonde vai? – Perguntou Ian curioso.
Lorenzo respirou fundo, sorrindo logo em seguida.
— Eu tenho um encontro.
O primo franziu o cenho, se perguntando com quem seria.
— Um encontro? – Indagou.
— Isso mesmo, um encontro.
— E com quem seria? Aliás, você não estava saindo com a Chloe? Por favor, Lorenzo, não ferre comigo magoando essa garota, Emily me mataria! – Exclama.
Lorenzo apenas ri do primo.
— Não se preocupe, mas é com ela mesma com quem eu vou sair hoje. Gostei dela. Irei buscá-la as sete.
Ele fica surpreso com a notícia e concordou com o primo que se virou, indo em direção à porta todo sorridente. Ian olhou para o relógio, 18:45, e depois para sua mesa, verificando que seu trabalho do dia estava feito.
— Lorenzo, espere. – Chamou Ian. – Eu vou com você!
É a vez de Lorenzo ficar surpreso.
— Vai? – Perguntou. – Não sabia que você gosta de ficar de vela. – Brincou.
Ian revirou os olhos.
— Não estou indo no encontro com você, irei com você até o apartamento das meninas. – Explicou-se. – Chamar Emily para sair.
— E se ela já tiver algum compromisso? Vai simplesmente aparecer lá? Devia ligar primeiro. – Questiona Lorenzo.
Ian sorri metido.
— Primo, por favor, não questione minhas habilidades com as mulheres.
Lorenzo riu do primo e os dois caíram na gargalhada. Na hora de irem para a casa das jovens, optaram cada um ir com o seu carro, caso acontecesse algum imprevisto. Ambos dirigiram com calma até o endereço e estacionaram em frente ao prédio. Os dois saíram do carro e enquanto Lorenzo ia apertar a devida campainha do apartamento de Chloe, Ian se encostou no carro e logo depois Lorenzo está ao seu lado, esperando pela ruiva. Já dentro do apartamento, Chloe pula quando ouve a campainha ser tocada e não consegue conter a alegria. Emily que tenta se concentrar a todo custo no roteiro de Romeu e Julieta, intercala seus olhares entre as falas e a prima dando pulinhos de felicidade com a chegada de Lorenzo.
— Para quem odiava o dito cujo, você está bem alegrinha para o segundo encontro. – Emily resmungou sorrindo do jeito da prima.
— Para quem acordou seis horas da manhã para ir tomar café com um estranho que nem ao menos chegou a beijar, você não tem que questionar nada. – Retrucou Chloe colocando as mãos na cintura e encarando a morena do um modo desafiador. Emily abaixou o roteiro e observou a prima, indignada.
— E por acaso você chegou a beijar Lorenzo? – Perguntou ela para provocá-la.
Mas quando Chloe cora e sorri de um jeito malicioso em resposta, Emily praticamente pula do sofá sem acreditar.
— Ai meu Deus, você beijou ele e não me contou? Que tipo de prima você é? – Pergunta fingindo estar magoada, mas a curiosidade fala mais alto.
Chloe dá de ombros e caminha para o quarto, voltando com a bolsa pendurada de lado.
— Eu preferi guardar para mim mesma. Afinal, fui eu que o agarrei. – Explica.
Os olhos de Emily se arregalam.
— Você o agarrou? Chloe Thierry Gavin, eu exijo que me explique isso de maneira descente. – Indaga sem reação.
— Longa história.
Chloe deu de ombros e foi checar a janela, para ver se era mesmo Lorenzo quem está a esperando lá embaixo e se surpreende ao ver Ian ao lado dele. Ela olha de Ian para Emily e se pergunta se aquilo seria um encontro duplo. Mas ao julgar pelas roupas da prima, um pijama curto e folgado, ela teme que não seja isso. Depois de intercalar o olhar quatro vezes, Emily se irrita e pergunta o que ela tanto olha.
— Suas roupas. – respondeu Chloe por fim. – Ian também está aqui e bem arrumado. Vocês combinaram de sair?
Ao ouvir o nome de Ian o coração de Emily pula e por um segundo ela fica sem ar, correndo para o lado da prima olhando para a rua, vendo dois homens encostados em um dos carros bem arrumados jogando conversa fora. Ficou as duas observando seus respectivos acompanhantes com um sorriso bobo nos olhos. Mas Emily logo chacoalha a cabeça, fechando os olhos com força tratando de espantar os pensamentos perversos que sempre tem com Ian.
— Marcamos para o final de semana. – Disse ela. – Que dia é hoje?
— Quinta-feira.
— Que estranho. – Murmura Emily. – O jeito é ir lá ver o que ele quer.
Chloe sorri maliciosa para a prima.
— Você sabe bem o que ele quer. — As bochechas de Emily queimam de imediato e ela repreende a prima por ter falado daquele jeito. — Me desculpa Em, mas você sabe que é verdade. – Defendeu-se Chloe. – Sei que eu não tenho experiência nenhuma nesse assunto, mas ele é o Ian então...Você já cogitou a ideia de...
— Perder minha virgindade com ele? – terminou Emily, a olhando seriamente. – Já, e puta merda, de diversas vezes. – Confessou, se jogando no sofá encarando o teto. – Mas Ian parece ser tão vivido, tão experiente. Tenho vergonha de... Você sabe. Ele vai se afastar quando souber que eu não sei nem um quarto do que ele já fez. – A ruiva sorri amigavelmente para a prima, são raras as vezes que Emily parece ser tão inocente.
— Ian está atrás de você feito rato atrás de queijo. Eu acho que ele gosta de você e não vai se afastar quando souber que você é virgem, muito pelo contrário, vai se sentir lisonjeado. — Emily sorriu.
— Minha virgindade virou prêmio agora? – Brincou ela, fazendo a prima revirar os olhos. – Não, tudo bem, eu entendi o que você quis dizer, mas Ian...
Emily jogou a resposta no espaço. É difícil definir Ian, ele é tão instável e diferente de qualquer pessoa que já conheceu. Ela já tentou diversas vezes saber os efeitos que ele tem sobre ela, mas ela nunca chegava a uma resposta concreta. E se ela finalmente fosse para a cama com ele, a pergunta maior é o que seria dos dois depois? Seria apenas uma transa? Um caso? Aquilo se tornaria frequente? São essas respostas que deixam Emily maluquinha, e querendo acabar de uma vez com elas. Já chegou até querer não ser virgem, para saber se aquilo facilitaria as coisas em momentos como esse. Mas repreendeu a si mesma, pois mesmo não acreditando em coisas clichês, queria uma noite, não especial, mas decente. Uma noite que pudesse se lembrar com carinho e não com arrependimentos. Querendo ou não o cara teria que ser especial. E Ian parecia ser o cara especial. Parecia.
— Você quer que eu dispense ele? – Chloe perguntou, se preparando para sair.
— Não, eu vou lá ver o que ele quer.
Dito isso ela se levantou e, junto com a prima, desceu até o hall do prédio. Chloe destrancou o portão de ferro e as duas saíram, fazendo Lorenzo e Ian se desencostarem do carro e irem até elas.
— Você está linda. – Elogiou Lorenzo, dando um singelo beijo na bochecha de Chloe, fazendo a mesma avermelhar.
— Obrigada.
— Eu gostaria de dizer o mesmo Emily, mas não sei se essas roupas se enquadram no padrão de beleza. – Brincou Ian.
O pijama que Emily usa é bem curto, e Ian não para de reparar nas belas pernas que ela possui. Ela, percebe, é claro, pigarreando em seguida.
— Desculpa, Ian, mas nós combinamos algo para hoje? – Perguntou curiosa.
— Não, mas eu pensei que você gostaria de sair um pouco, o que acha?
Emily olhou para a prima que já se encontrava abraçada com Lorenzo e os dois sorriam um para o outro feito dois adolescentes apaixonados. Até seria divertido sair com eles, como naqueles encontros duplos de filmes, mas para ela, não existia coisa mais idiota do que isso e realmente precisa estudar as falas de Julieta para o teste na semana que vem.
— Eu não posso. – respondeu ela, deixando todos surpresos, principalmente Ian. – Eu tenho que estudar para um teste que vai ter semana que vem. Julieta não se faz da noite para o dia sabia?
Ian parece chocado com o fora que levou, encara a morena boquiaberto. Lorenzo, que conhece bem o primo, tenta segurar o riso, chamando Chloe para entrar de uma vez no carro enquanto eles se resolviam.
— Cuida bem dela Lorenzo, caso contrário, eu acabo com a sua raça. – Emily diz antes que o mesmo entre no carro, batendo patente para ela e sorrindo logo em seguida.
— Então, — Ian começou. – Julieta, não é? Você sabia que ela morre no final?
Emily sorri.
— É, eu sei.
— E mesmo assim quer passar a noite toda estudando para interpretar uma personagem que morre no final? – Indaga ele enquanto se aproxima, em uma tentativa boba de fazer ela desistir. Mas Emily se mantém forte.
— Exatamente. – Respondeu. – Sabe, se você tivesse ligado antes, não teria perdido seu tempo.
Ian imediatamente se lembra de Lorenzo dizendo a mesma coisa e resmunga ao em italiano, fazendo Emily sorrir curiosa.
— Eu sei que devia ter ligado, mas é que isso nunca me aconteceu antes. – Respondeu ele. – Nunca levei um fora. — Emily ri assim que ouve isso, se sentindo até mesmo lisonjeada por dar um fora no grande Ian.
— Sempre tem uma primeira vez. – Diz ela. Ian concorda com a cabeça dando um sorriso simpático, se sentindo um pouco constrangido por dentro. Ele já estava se despedindo de Emily e indo até seu carro quando a morena interveio. — Sabe, se você quiser, pode ficar aqui. – Exclamou ela de olhos fechados, sem acreditar no que estava fazendo. – Sua companhia seria agradável.
Sua companhia seria agradável? O quão ridículo isso pareceu? – Emily se pergunta, condenando a si mesma mentalmente.
Mas Ian sorri abertamente, aceitando de bom agrado o convite da morena, que não pode evitar de sentir mil e uma borboletas voando em seu estômago ao ver que havia convidado um deus grego com alto teor sexual para seu apartamento. OK, Emily, não é nada demais. É apenas Ian, o cara com quem você tem sonhos eróticos, entrando na sua casa. Só isso. Emily abriu a porta do apartamento e, como qualquer um, pediu educadamente que não reparasse na bagunça. Bagunça essa que não existia, pois Chloe odiava ter a casa desarrumada e se ela tivesse que passar a noite toda arrumando, ela ficava. Ian entrou e observou com atenção a casa das jovens.
— É um belo apartamento.
— Obrigada. Você quer algo para beber ou comer? – Ian fez que não com a cabeça. – Então tá, olha, pode se sentar e ficar à vontade. Se quiser ligar a TV e assistir algum programa, ou filme.
Ian concordou e se sentou no sofá, enquanto Emily se dirigiu a uma pequena mesa um pouco afastada dele, mas que não limitava sua visão dele e começou a ler o roteiro de Romeu e Julieta mentalmente, mas de nada adianta, pois ela mantém um olho no papel em suas mãos e o outro em Ian que por sua vez, procura algo decente para assistir.
— Só tem filmes de romances para assistir. – Ian comenta, já ficando injuriado de apertar o botão do controle e não achar nada descente para ele assistir.
— Aproveita para assistir um e aprender a como ser romântico com alguém. – Emily retruca sem tirar os olhos do roteiro que lê.
Ian olha para ela contrariado e ela se esforça bastante para não olhar de volta, sorrindo como resposta. Ele também sorri e volta a procurar algo na TV. Mas nada do gênero de ação, suspense ou terror nos filmes, apenas o romance toma conta. Talvez seja por ser mês do dia dos namorados e, como consequência, todos os canais estariam comemorando a data. Ainda faltam nove dias para essa porcaria e eles já estão infestando a TV com isso. Por fim, ele acaba por ficar assistindo um filme que lhe parecia ser o menos clichê de todos da programação. Mas não foi fácil para Emily, pois Ian, no começo do filme, simplesmente não parou de reclamar por um só minuto!
A cada cena ele faz comentários sobre como os protagonistas são ridículos e suas atitudes românticas piores ainda. Foi mais na metade do filme que Ian finalmente calou a boca e, por incrível que pareça, começou a prestar atenção no filme. Quando Emily passou cinco minutos em seu mundo formado pelo universo de Romeu e Julieta sem ser interrompida pelos comentários ácidos de Ian, ela estranhou, olhando para ele logo em seguida. Ian parece assistir o filme com atenção e a morena estica o pescoço para ver se não é alguma cena de sexo ou coisa assim, mas não. Emily então sorri encarando Ian prestando atenção no tal filme meloso e mal consegue acreditar no que está se passando. Ela fica boquiaberta, mas aproveita a chance para se concentrar em suas falas.
— Que porcaria. – Ian diz ao final do filme. – O cara teve que largar uma reunião com os chefes da empresa na qual ganharia um belo de um emprego para correr atrás da mocinha e ainda comprou mil rosas de diferentes cores, o que deve ter custado uma fortuna a propósito, para no fim ela finalmente confiar nele o bastante para transar com ele. Patético. Tudo isso para no final eles finalmente transarem! – Ian checou a duração do filme. – Uma hora e meia de filme para eles só transarem no final, e só mostra eles caindo na cama. Eu já disse que esse filme é patético? — Ian parecia de fato estar revoltado com aquele filme e Emily cai na gargalhada. Porém ele continua. — Transar devia ser como dirigir um carro! – Expõe.
A morena o olha encabulada.
— Em uma hora e meia de filme você chegou à conclusão de que mulheres são como carros? Como mulher eu devia bater em você!
Ian lhe dá um sorriso torto.
— Se serve de consolo, eu sou louco por carros. Enfim, o que eu quero dizer é que as pessoas dramatizam demais apenas para fazer sexo. Deviam ser como motoristas. Por exemplo, você ama dirigir, mas não dirige o tempo todo, certo? E quando você tem tempo para dirigir você aproveita cada segundo e quando acaba, você estaciona o carro e continua com a vida. Sexo é mais ou menos isso. Você se encontra com uma pessoa, rola o clima, e pronto, vocês ficam. Sexo é apenas sexo. – Conclui. Emily concorda, se sentando ao lado de Ian no sofá.
— Certo que existem pessoas que amam, mas existem aquelas que só gostam do prazer carnal. – Continua ele.
—Você tem razão. – Emily diz sorrindo. – As pessoas envolvem muito sentimento com o desejo sexual e, quer saber, eu adoraria ter um carro. – Confessou, sinalizando com os dedos as aspas ao falar carro, se referindo a um amigo colorido. E sem perder a oportunidade, Ian sorri malicioso para a morena.
— Se você permitisse, eu adoraria ser o seu carro. — Então eles se olham e foi impossível não notar a temperatura subindo naquele cômodo.
Ambos mentalizando cenas nada convencionais um do outro e loucos para se entrar aquele desejo que sentiam. Emily morde o lábio inferior nervosa e também para provocar e Ian a observa com cautela. Ele não aguentaria por muito tempo, precisava provar o gosto dos lábios dela e ela tem consciência disso. E é então que ela toma uma medida inesperada.
— Se fomos mesmo fazer isso, — Começa. – transar sem compromisso, devemos estabelecer algumas regras. — Ian se surpreende, afinal, não sabia que ela havia levado a sério o lance dos carros. Mas fica contente em saber que ela o compreendia.
— Nesse jogo só existe uma regra Emily, nada de sentimentos. – Ian revela com os olhos cheio de desejo e se aproxima ainda mais dela, colocando sua mão atrás de seu pescoço e a puxando para si bem devagar. Emily concorda, começando a ficar nervosa.
— Tá, só mais uma coisa. – Sussurra ela com os lábios a centímetros do de Ian. – Eu... Eu sou meio inexperiente.
— Impossível. – Sussurrou Ian de volta, apenas querendo beijá-la, mas Emily delicadamente o afasta.
— Não, Ian, eu falo sério. Eu sou totalmente inexperiente.
Ian fica confuso e pisca algumas vezes ao pensar na probabilidade dela estar falando sobre o que ele pensa ser.
— Inexperiente em sexo sem compromisso ou inexperiente em... sexo? – Perguntou, tentando não parecer um idiota. Emily encolhe os ombros meio envergonhada, mesmo que não tivesse motivos para se sentir assim, ela está constrangida com a situação que a cerca. Ela balança a cabeça confirmando e sente suas bochechas esquentarem. Quando ela levanta o olhar novamente para Ian, se surpreende ao encontrar seu habitual sorriso de lado encantador.
— Você tem certeza do que quer? – Questiona, não deixando de se sentir lisonjeado e tentando deixar o clima o mais calmo e normal possível para a morena.
— Não é como se eu fosse me apaixonar por você por causa disso. Como eu disse, eu não sou como as outras garotas, Ian.
Ele fica mais do que encantado com ela. Emily é uma caixinha de surpresas e nunca pensaria nela desse jeito. E mesmo que ele soubesse que ela não é como as outras, acha estranho ela querer ter sua primeira vez com ele, com cara que conhece a pouco menos de um mês. Mas Emily se sente confiante ao lado dele, ela sabe que Ian é um homem, e não um garoto. Mesmo com o jeito brincalhão e meio metido dele, é um cara com personalidade que demonstra confiança e, bom, bons modos. Emily sabe que vai acabar indo para a cama com caras comuns e sem significados que pode encontrar em um bar ou uma festa. Mas ela não quer ter sua primeira vez com um cara qualquer. Quer ter boas lembranças e, o melhor, não quer se arrepender.
— E se você não se sentir pressionado, ou qualquer coisa do tipo, eu adoraria que você fosse o meu primeiro, Ian. — Emily diz aquilo de uma maneira que apenas ele ouça, cabisbaixa e mantendo o tempo todo contato visual com ele. Seus olhos cinzas estão escuros, assim como os azuis de Ian. Ele sorri quase de imediato ao ouvir aquilo e estica o pescoço o suficiente para tocar seus lábios em um singelo selinho que a fez corar.
— Se vista. – Pede ele, se afastando.
— O-o que? – Pergunta Emily meio desnorteada. – Você tem que tirar a minha roupa e não pedir que eu me vista.
Ian sorri ao ouvir aquilo e se levanta, colocando sua jaqueta.
— Emily, me pedir para ser o seu primeiro é como ter um desejo realizado. – Ian revela de um modo natural e ela sorri internamente, se sentindo única. – Mas mesmo que você não queira que seja de um modo especial, eu irei fazer com que seja. Por favor, coloque algo rápido, irei te levar a um lugar.
Emily sente seu coração pular uma batida e engole em seco, ainda encarando Ian parado a sua frente esperando que ela se troque rápido. Demorou alguns minutos até que retornasse para a realidade que a atingiu como um belo banho de água gelada. Não demora muito para correr até seu quarto e fechar a porta, certificando de que ela estava bem trancada. Em um segundo estava completamente segura de seus sentimentos e do que queria: perder aquele grande rótulo chamado virgindade que a rondava desde que completou quinze anos e aquele assunto se tornou importante nas rodas de amigos de colégios.
Respirou fundo e retirou o pijama solto e fresco que usava, o jogando longe e se encarando no espelho. Ficou horas observando seu corpo procurando qualquer imperfeição que a deixasse constrangida na frente de um homem como Ian, que já ficou com tantas outras. Por mais que isso fizesse com que seu corpo se tremesse diante do nervosismo, precisava deixar aquela informação grudada em sua cabeça pelo simples motivo de estar prestes a entrar em algo. Algo que está entre um relacionamento sério e um relacionamento inexistente. O que alguns chamam de amizade colorida e outros chamam de furada. O que talvez seja, de fato, afinal...
Quantas pessoas já tentaram algo sem compromisso e saíram machucadas no final?
Mas Emily não se importava. Pelo menos, não queria se importar com isso agora. Correu para o banheiro e tomou um banho gelado e demorado, aproveitando a deixa para se depilar, apesar de ter feito isso a poucos dias. Se olhou no espelho enquanto escovava os dentes e secou os cabelos na pressa, penteando os fios sem nenhum cuidado.
Seu reflexo mostrava o quanto parecia patética tentando de várias maneiras se ajeitar para um garoto, ou melhor, um homem que conhece a pouco tempo, mas é o cara perfeito para o que está prestes a acontecer. Aquilo lhe dava um frio na barriga. Como se um inverno frio e gelado tivesse se instalado bem no meio do seu estômago. Nunca pensou que estaria tão nervosa para algo assim. Principalmente porque nunca se importou com essas coisas banais que garotas normais geralmente se importam. Mas lá estava ela agindo como uma verdadeira garota normal.
Voltou para o quarto e abriu a mala que estava jogada no canto do cômodo, não se contentando com nenhuma roupa existente ali. Olhou então o pouco que havia guardado na cômoda repleta de gavetas em frente a cama de solteiro onde dormia. Abriu uma por uma e retirou todas as roupas intimas que tinha. Colocou uma de cada vez com cautela observando em seu corpo. Optou por usar uma preta rendada e por cima, colocou um vestido branco de alças. Uma jaqueta jeans e uma bota de cano curto da cor marrom. Amarrou o cabelo em um coque frouxo que o deixou com um ar natural. Pegou a bolsa de couro e franjas, jogando sobre as costas e destrancando a porta quando o celular toca e nota pela tela o nome de sua mãe piscando. Mordeu o lábio inferior e depois de muito pensar, não atendeu, desligando o celular e saindo do quarto. Andou em passos lentos e demorados até a sala onde Ian observava uma fotografia de Chloe e Emily, que haviam tirado no Brasil, em frente à casa da família. Ele então sente sua presença e a observa dando um sorriso maravilhoso que acabou fazendo ela se sentir confiante. Não muito, mas o suficiente para andar até ele e observar a foto.
— Sei que estamos fazendo isso por sermos pessoas sensatas e não acreditarmos em coisas melosas, mas, é a minha primeira vez então pensei em te fazer um pedido. – Sussurrou ainda observando a foto e ele deposita a fotografia onde a mesma estava e encara a morena. – Não vai embora enquanto eu estiver dormindo. Por favor.
— Eu prometo, Emily. – Murmurou colocando seu rosto miúdo entre suas grandes mãos. Emily parecia uma boneca de porcelana. Era como se ela pudesse ser facilmente quebrável diante de qualquer toque. – Vamos?
— Vamos. – Diz depois de respirar fundo.
Ele conduz a morena para fora do apartamento, que ela certifica duzentas vezes depois de trancar e os dois caminham até o elevador em silêncio. Quando as portas se fecham, Emily sente um calafrio traçar um caminho entre seu dedão do pé até seus cabelos e mordeu o lábio inferior com força ainda pensando se aquilo era uma boa ideia. Observa Ian por alguns segundos, e o mesmo a encarava desde que entraram ali. Em um minuto, seus olhos estavam conectados feito imãs que não se desgrudavam por motivo algum e em outro, se beijavam loucamente como se fosse a última vez que se veriam. Quiseram fazer isso por tanto tempo e aquilo parecia mais um sonho, e eles precisavam muito de algo que fizesse os mesmos acreditarem que tudo não passava da prazerosa realidade. Rapidamente, a morena sente o ácido gélido em suas costas, mas não se importa, pois estava ocupada demais explorando a boca de Ian que fazia o mesmo sem pestanejar.
As mãos dela acariciavam a sua nuca já o deixando animado o suficiente para transarem ali mesmo. Aonde iriam parar? O fôlego dos dois pareciam estar se esvaziando aos poucos, mas não se importavam. Aquilo era como uma droga e precisavam de mais. Jamais estariam satisfeitos. O corpo de Emily estava prensado na parede e suas pernas em volta do homem a sua frente que já começava a tocar seus quadris, deixando um calafrio imenso no corpo dela. Ian a solta em um movimento rápido quando ouve as portas do elevador se abrindo e ela continua ali parada, perto da parede respirando como se tivesse acabado de se afogar e fosse sido salva por alguém. Quando ela não está mais fora de si, nota que está na cobertura de seu prédio e não na recepção. Já ia avisar Ian, mas então nota o helicóptero e ele a encara de maneira sedutora.
— Você, você... – Ela gagueja por alguns minutos e ele dá uma risada.
— Eu? Antes que pergunte, não foi nada demais, só uma ligação. – Murmurou erguendo as mãos em rendição ainda rindo da expressão da bela morena em sua frente.
— Para onde vamos? – Pergunta enquanto era conduzida até o helicóptero, onde entra e coloca os fones de ouvido ainda sem obter uma resposta de Ian. Ele mesmo arruma seu cinto de segurança e depois se ajeita no bando enquanto o piloto já estava ali dentro, ligando e preparando tudo antes de levantar voo.
— Surpresa! Mas sinceramente... O que importa agora é voltar aonde paramos. – Diz puxando o rosto da morena para perto e a beijando com fervor.
A pequena viagem durou cerca de duas horas e os dois aproveitaram o máximo que podiam, seja beijando ou observando a bela vista que possuíam do lado de fora através dos vidros. Entre sorrisos e olhares intensos, chegaram até o destino. Nova York os esperava com uma bela vista no quarto do hotel mais caro da cidade. Mal se importaram em observar toda a decoração, apenas continuaram se beijando até fechar a porta do lugar, sobrando somente os dois ali.
— Sem sentimentos? – Pergunta Emily uma última vez, encarando os olhos azuis e intensos do homem a sua frente. Ainda era estranho a ideia de estar ali prestes a ter sua primeira vez com alguém que conheceu há pouco menos de um mês. Mas queria agilizar isso logo para deixar todos esses meros rótulos banais de lado. A verdade era que não existia contos de fadas ou príncipes encantados. Se era isso que ela esperava esse tempo todo, deveria desistir e encarar a realidade.
— Sem sentimentos. – Concorda ele acariciando as bochechas rubras da bela morena em sua frente. Ian conseguia ver de longe o quanto ela estava tensa. Queria a todo custo deixar seu corpo relaxado e livre de qualquer nervosismo, mas sabia que isso era algo extremamente impossível. Ele já havia dormido com tantas outras... Então por que estava um pouco nervoso também? Queria e muito que fosse algo especial para aquela garota dos olhos acinzentados.
As mãos de Ian vão até as costas dela, aproximando seus corpos um pouco mais enquanto ela segurava sua nuca com cuidado, forçando aqueles olhos intensos ficarem frente a frente com os dela. Um sorriso de lado escapa de seu rosto, misturado a ironia diante daquela situação. A boca dele se aproxima dela vagarosamente, beijando o canto de seus lábios, descendo até seu pescoço, deixando várias marcas ali. Por mais egoísta que pareça, ele não se importava em admitir que queria mostrar ao mundo que foi o seu primeiro. Gostava dessa ideia. Emily ficou estática, com os olhos fechados se entregando de cabeça aquelas novas sensações. Então seus lábios vão em direção aos dele, sendo rapidamente capturados em um beijo de tirar o fôlego de qualquer um. Ian não pensou duas vezes, invadindo aquela boca e decorando cada pedacinho daquela garota...
Como quis desde que a viu. A língua dos dois trocavam carícias e ela abre ainda mais os lábios desejando ainda mais contato. Ian vira ela, a colocando de costas para ele, beijando seu pescoço mais uma vez enquanto descia a alça de seu vestido branco fazendo o corpo dela estremecer diante do seu, fazendo sua cabeça se jogar para trás, ficando à deriva de seus lábios e descansando em seus ombros largos. As costas dela sentiam com facilidade cada nuance de seus músculos e principalmente, seu membro pulsando dentro da calça. Por mais que odiasse pensar nisso, sabia que aquele tipo de coisa era comum para ele. Tentou espantar esses sentimentos, tomando o comando do gesto e terminando de retirar aquele vestido de seda. Agora, apenas uma calcinha cobria o corpo da morena e os olhos de Ian brilhavam diante da visão que ela acabara de lhe proporcionar. Seus seios não eram grandes, mas também não eram pequenos e cabiam perfeitamente bem em suas mãos. Luxuria. Era isso que os olhos dele transmitiam e faziam ela ter arrepios indesejáveis em seu ventre.
— Linda! – Elogia Ian, a deixando frente a frente com ele de novo. Emily o beija com ainda mais desejo, no intuito de esconder o constrangimento que teve diante da situação. Estava se sentindo mais exposta do que nunca. Ele segura seu rosto com delicadeza, aprofundando aquele beijo. Com um rápido movimento, ele a pega no colo, depositando seu corpo na cama e ficando sobre ele, jogando toda sua força para os cotovelos sobre os lençóis temendo machucar ela.
Plantou beijos por toda a extensão de sua pele, fazendo Emily arquear as costas e trocar as posições, ficando sobre ele e sorrindo maliciosamente. Ian se surpreende com o movimento da morena, e se encanta com a bela visão que ela o proporcionou ficando naquela posição. As mãos dela retiram com facilidade a camiseta dele, e só então o mesmo notou que ela já havia desabotoado todos os botões. Um sorriso surpreso escapa de sua boca e ele mais uma vez muda suas posições, atacando mais uma vez aqueles lábios cheios e inchados, o que o deixava ainda mais excitado. Os dois se separam a tempo de Ian dar a devida atenção aos seios da morena.
Ian era muito bom no que fazia. A começar pelo fato de tudo nele cheirar a puro sexo e excitação... A experiência dele na cama o tornava melhor em meras coisas banais. Ele era profissional. Literalmente falando. Emily sente um arrepio percorrer todo o seu corpo, se aglomerando em seu próprio ventre. As mãos dela agarram os fios castanhos de Ian o deixando ainda mais animado.
Gemeu baixinho quando ele morde delicadamente o bico de seu seio, massageando o outro de maneira prazerosa. Ela fecha os olhos por alguns segundos, mas acaba os abrindo quando sente os dedos ágeis dele em sua intimidade, sobre a calcinha já encharcada.
— Vejo que já tem alguém animada. – Murmurou brincando com seu clitóris, ainda chupando seus seios sem pudor algum.
— Ian! – Grita ela em um gemido.
— Não fale meu nome assim, Em... Assim não conseguirei me controlar. – Sussurrou, descendo os lábios até sua intimidade e retirando a sua última peça de roupa com facilidade.
— Então não se controle. – Diz já puxando o rosto de Ian para perto do seu. – Eu quero você agora.
Os olhos dele ficam ainda mais escuros diante daquelas palavras e ela retira suas calças, segurando seu membro com força arrancando um gemido de Ian. Emily sorri, completamente orgulhosa por ter dado prazer a ele com um simples toque, e retirou então sua cueca boxer branca, fazendo um toque ainda mais ousado.
— Quem está animado mesmo? – Pergunta ela com um sorriso no rosto, e em um rápido movimento, ficando sobre ele e abocanhando seu membro. Estava óbvio que Emily não tinha nenhuma experiência e por mais prazer que estivesse sentindo com aquele simples toque, não queria deixar que ela fizesse isso se sentindo desconfortável diante daquilo.
— Por que não me deixa assumir daqui? – Questiona quase que em pedido, segurando seu rosto entre as mãos e colando seus lábios mais uma vez.
Emily assentiu e ele a colocou deitada decentemente sobre a cama, a encarando com intensidade levando dois dedos a boca, lambendo vagarosamente e penetrando na morena sem aviso. Os olhos cinzas dela se escureceram diante de tamanho prazer e desconforto, sem deixar de manter contato visual, o que o fez mais uma vez sentir uma vontade louca de tomá-la para si rapidamente, mas se segurou. Ela arqueia as costas e Ian chupa seu seio com voracidade sentindo as paredes dela apertando seus dedos. Quando a morena estava prestes a atingir seu ápice, ele para aos poucos e com cuidado, leva seu membro até sua entrada, beijando sua testa suada antes de penetrar calmamente. Em questão de segundos, Emily sente um desconforto ainda maior e uma incrível vontade de chorar, mas se segura, ficando presa naqueles olhos azulados que observava cada movimento seu. Ian sente um pouco de sangue escorrer pelo seu membro e demora um pouco antes de fazer qualquer coisa esperando que ela se acostumasse aquilo. Vagarosamente, começou a se mexer e quando viu, já estavam gemendo de prazer enquanto seus corpos se fundiam em um só. A morena não tira os olhos dele, que faz o mesmo, observando seus lábios se abrindo e soltando gemidos baixinhos. Aquilo lhes dava ainda mais prazer: o simples fato de saber que o outro estava gostando e assim sucessivamente. Era uma sensação diferente, mas maravilhosa que rapidamente atingiu os dois, fazendo ambos gozarem ao mesmo tempo, sorrindo feito dois idiotas enquanto Ian se jogava na cama suspirando pesadamente. Ela o encara com cuidado, sem tirar aquele sorriso lindo do rosto.
— Como fui? – Perguntou a morena o encarando e ele dá uma risada.
— Acho que sou eu quem deveria perguntar isso. – Murmurou arqueando a sobrancelha. – Mas eu sei que fui perfeito.
— Convencido. – Ironizou ela. – Então será isso?
— O quê?
— Isso. Sexo. Sem compromisso. – Diz e os olhos dele mudaram rapidamente.
— Quer desistir?
— Depois do que aconteceu? Não mesmo! – Sussurra rindo e o beijando com vontade.
— Acho que estou começando a gostar da nossa nova amizade. – Disse Ian durante um beijo e outro. A noite havia apenas começado e o que se iniciou não parou até que ambos estivessem cansados e com sono.
Ian foi o único que não dormiu, observando aquele belo corpo misturado entre os lençóis enquanto bebia um belo drinque. Por mais que odiasse admitir, também estava com medo. Porque o que menos precisava agora era se apaixonar... E Emily, definitivamente tinha chances de ser aquela que pudesse deixá-lo de quatro sem pestanejar. Aquilo o assustava, mas contanto que nada mude e a regra de não haver sentimentos nenhum continuasse, tudo estava maravilhosamente bem.
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Sophie observava o Rio de Janeiro com uma preocupação enorme estampada no rosto, segurando o celular nas mãos e usando apenas as roupas íntimas e um roupão de seda preto completamente transparente e aberto. Sente braços quentes em volta dos quadris e um cálido beijo na nuca, sorrindo involuntariamente. Ethan. Ela continua de costas observando a bela visão que sua sacada lhe proporcionava.
— Está tudo tão calmo. – Sussurrou ainda recebendo beijos do marido que passou a dar total atenção a ela.
— Emily atendeu as ligações? – Pergunta ele notando que a esposa ainda segurava o telefone e ela nega com a cabeça. – Provavelmente está nos rachas ou se metendo em encrencas a mando do avô. Meu pai ainda vai nos colocar em roubada a usando para fornecer o que precisamos aqui.
— É exatamente disso que eu estou falando. Estamos a tanto tempo aqui no Brasil sobre a proteção dessa cidade carioca e desse povo tão caloroso que ás vezes esqueço do perigo que ainda corremos. – Murmura ela e Ethan inspira o perfume doce que emanava no pescoço da amada.
— Mas é bom esquecer. Enquanto as meninas não entrarem em problemas, estamos bem e seguros. Daqui a pouco irão se formar e estarão de volta. Chloe irá trabalhar enquanto Emily irá assumir nossa máfia e tudo voltará ao normal. Nada vai mudar. Não entendo por que está pensando nisso agora.
— É, eu também não tenho a mínima ideia. Quando dei por mim já estava me perguntando se estamos seguros mesmo.
— Está tudo sobre controle, agora vamos fechar as portas da sacada e ir para a cama porque eu estou com saudades. – Diz Ethan com um sorriso malicioso no rosto e Sophie o segue sem pestanejar.
Mal sabe Ethan que ela estava certa... Sua adorável filha não só estava no terreno inimigo como também estava na cama com ele.
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