Miranda: Coven
17 Date Night
Thay Scott
Passaram-se alguns dias, cerca de uma semana. Estava tudo tão tranquilo; as ameaças tinham acabado e nenhum feitiço seria lançado contra nós. Eu já estava desacostumada com essa paz.
No momento, nossa única preocupação era encontrar Juan, porém, isso exigia muito do nosso tempo tempo, então decidimos esperar e procurá-lo com calma, voltamos todos para nossas atividades normais; Greeny treinando seus feitiços, lendo livros de magia, cultivando flores; Minkis lendo seus livros de algum tipo de gênero literário; e eu, que não sei o que estou fazendo da minha vida, mas ainda mantendo o foco de reabrir o portal.
Nós nos encontrávamos sempre no iglu de Greeny ou de Minkis, já que eram próximos um do outro, para fazer alguma coisa, assistir a um filme, comer, dormir, tanto faz, o importante é que estávamos sempre juntos. Todos se davam bem, menos eu, que moro no meio da floresta! Nunca tive muita sorte.
Certo dia nos encontramos no iglu de Greeny, e como já sabemos, ele fica no alto da montanha, e lá é muito frio, sem contar que o ar é rarefeito
— Ei, ei! Alguém... Pode... abrir para mim? — eu disse ofegante, pois corri do meu iglu até o esqui, e subi a montanha correndo. Eu tenho asma, isso é muito triste, ok?
— Já vai! — respondeu Greeny, enquanto destrancava a porta e se deparava com a maravilhosa cena de uma Thay caída no chão, e Minkis vindo atrás, super calma, e entrando sem nenhuma dificuldade.
— O que aconteceu com ela? — sussurrou Minkis para Greeny, mas pude ouvir claramente.
— Posso não estar respirando, mas ainda te ouço, ok? — eu falei com grosseria.
— Ih, calma! Entra que vou pegar uma água para você. Eu já te disse para não subir correndo! — disse Greeny enquanto ia para a cozinha e abria a geladeira, ele pegou uma garrafa de água e me entregou.
— Eu subi correndo porque está muito frio. — Eu falei enquanto me abraçava e tentava me esquentar. — Queria entrar aqui correndo para me aquecer.
— Isso que dá morar longe. — comentou Minkis. — Deveria se mudar para algum lugar perto de nós.
— Não, obrigada. Estou bem vivendo ao lado de puffles coelhos. — Eu disse e nós rimos.
Nós assistimos alguns filmes e comemos pipoca. Aquela tarde foi bem divertida, porém, Greeny se lembrou de algo.
— Nossa, verdade! — ele disse se levantando do sofá. — Nós combinamos de ir ao sótão, não é?
— Ah, está muito tarde. — Resmungou Minkis.
— Eu estou com frio. — Eu disse enquanto me cobria com um cobertor rosa e marrom que Greeny havia me dado de presente.
— Ah, então tá, preguiçosas! Vou com o Marcus, preciso procurar alguns livros para abrir o portal. — Greeny falou enquanto pegava seu chapéu que estava na mesa de centro. Nesse havia algumas pipocas, e quando percebemos a situação, começamos a rir, porém, Greeny não parecia contente.
— Esse chapéu é importado! — ele parecia nervoso. — Ainda bem que não caiu manteiga. Bom, vou sair, não quebrem nada enquanto eu estiver fora, tchau sisters!
— Tchau! — falamos, e depois, um silencio tomou toda a sala, exceto a televisão, que estava ligada.
— Minkis. — A chamei.
— Oi?
— Tive uma ideia.
— Qual? — perguntou, virando-se para mim.
— O que acha de nós fazermos um jantar à luz de velas para Greeny e Marcus?
— Eu não acredito... — Ela disse rindo. — Vamos, é claro!
— Ok! Como vamos começar?
— Precisamos fazer alguma coisa para comer, certo? O que acha de pedirmos pizza? Pode não ser algo tão romântico, porém, é muito bom!
— Claro! — eu disse enquanto me levantava e pegava meu celular que estava na mesa de centro. — Vou pedir duas, uma para eles e outra para nós, afinal, não vamos deixar só eles com a parte boa.
Eu liguei para a pizzaria e pedi duas pizzas sabor algas e flor de sal e uma soda. Minkis preparava a sala de jantar e arrumava os pratos e talheres.
— Ok, já está tudo pronto? — perguntei.
— Sim, só tem um problema... — Minkis disse enquanto batia sua nadadeira em sua testa.
— Qual? — perguntei.
— Não temos vela! — respondeu.
— Ah, não... Não é possível! Greeny tem que ter alguma vela, nem que seja uma só! Deve estar em alg...
No momento em que ia para a cozinha em busca de alguma vela, a campainha tocou. Minkis disse que iria atender, então comecei a procurar nas gavetas da cozinha. Não achei. Procurei no armário. Não achei. Decidi ir procurar em algum outro lugar da casa, talvez no quarto dele? Não gostava de ser invasiva, mas acho que não haveria problema dessa vez, certo?
Subi as escadas em busca da porta do quarto dele, e então, achei finalmente e a abri. O quarto era lindo! Tinha vários detalhes dourados e várias coisas verdes, plantas, pinturas, esculturas, mas enfim, não era hora de reparar nisso.
Fui em busca de alguma gaveta e achei uma que tinha uma placa escrita “Objetos Para Aquilo Que Eu Já Sei” a abri e achei diversos potes, resolvi não ler o nome pois eram coisas bizarras que eu nunca imaginei que poderiam servir pra alguma coisa. Procurei e achei algumas velas, acabei pegando somente duas, pois não gostaria de gastar nada. Acho que não tem nenhum problema de usar velas de bruxaria para um jantar romântico...
Fechei a gaveta e saí do quarto, felizmente não deixei cair nada, estava tudo em seu devido lugar.
— Achei! — gritei enquanto descia as escadas. Minkis já havia colocado a pizza e a garrafa de refrigerante na mesa.
— Achou? Onde? — ela perguntou enquanto as pegava e colocava em um tipo de suporte para velas que estava em cima da mesa, acho que o nome era candelabro.
— Estavam na gaveta do quarto dele. — eu disse e ela olhou surpresa para mim. — Calma, eu não mexi em nada, só em uma gaveta com coisas de feitiços e tal. Mas não há problema, certo?
— Acho que não... Enfim, já está tudo pronto! Só falta tirar algumas coisas da sala para deixar mais organizada, porém, acho que eles não irão notar.
— Ok, então, temos que ligar para o casal, certo? — eu disse rindo, e Minkis assentiu.
Ela ligou para Greeny, inventando alguma desculpa aleatória, e eu pedi para Marcus me ajudar a arrumar alguma coisa, não expliquei direito, pois eu não sei inventar desculpas.
— Deu tudo certo? — perguntou Minkis e eu assenti, e então, comemoramos com um highfive.
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