Miraculous: Who Are You?
20 Destinos selados?
Notas iniciais
— Marinette ! — Chamou Sabrine — Tem um amigo seu aqui te esperando, filha!
— Já vou mãe! — Respondeu Chang, saindo do seu quarto indo em direção a sala de visitas. A azulada já sabia quem era, sabia que precisaria resolver essa situação de imediato para conseguir deixar um pequeno pedaço de seu coração em paz. Por esse motivo, ela sentia suas mãos soando a cada degrau que descia, o frio na barriga parecia se expandir pelo corpo todo, deixando suas pernas trêmulas.
Como combinado, Couffaine estava à espera de Chang. Um grande sorriso se formou no rosto do rapaz ao ver a garota. Estava tão feliz ao vê-la que nem se deu conta da tensão que se apoderava dela. A azulada nunca fora boa com essas situações, sempre se preocupara mais com os outros do que com ela mesma, dessa vez não era diferente, ela sabia do quanto Couffaine gostava dela, Juleka fazia questão de deixar isso claro, mas ela não poderia continuar criando expectativas nele apenas para ajudá-la a esquecer do Agreste e ela não podia negar, a última visita do Chat Noir mexeu com o seu coração.
— Mãe, eu vou sair com o Luka, já volto! — Disse a garota indo de encontro ao rapaz. — Vamos? Prefiro conversar com você lá fora.
— Tudo bem! — Confirmou Couffaine percebendo que o assunto era realmente sério. — Tchau senhora Cheng, até a próxima!
— Tchau crianças! Se comportem! — Respondeu Sabine rindo.
— Mãe! — Protestou a azulada fechando a porta.
As luzes da ruas começavam a se acender, já era possível notar as estrelas aparecendo no céu da cidade. Os dois já conseguiam sentir a brisa gelada em seus rostos. Couffaine andava ao lado de Cheng, curioso para saber o que estava incomodando a garota, mas preferiu ficar em silêncio, esperando que ela se sentisse à vontade
— Luka, eu preciso muito conversar com você. – A azulada começou falando, procurando todas as forças que tinha para conseguir falar ao rapaz tudo o que se passava no seu interior.
— O que está acontecendo Mari? – Perguntou Couffaine, não conseguindo conter sua curiosidade e sua aflição por ver a garota daquele jeito.
— Luka! – Disse Cheng, parando de caminhar, olhando nos olhos do rapaz que acabou voltando sua atenção a ela. – Eu queria que as coisas fossem mais fáceis, gostaria de poder me sentir livre, assim como você se sente, mas eu não consigo.
— Mari, me desculpa...- Disse o rapaz, passando uma das mãos na cintura da garota e levando a outra mão até o rosto dela, procurando enxugar as lagrimas que já se faziam presente. Pensando o que falar para conseguir consola-la, continuou dizendo. – Mas eu não estou conseguindo entender onde você quer chegar com esse assunto. Estou fincando preocupado Mari! Não gosto de te ver assim.- Finalizou colocando uma mecha do cabelo dela para trás da orelha.
A azulada acabou se soltando do rapaz, virando de costas para ele, respirando fundo, procurando a melhor forma para colocar um fim naquela situação que a deixava tão dividida. Ela não queria machucar os sentimentos dele, mas também não queria fingir gostar dele dessa maneira.
— Luka, eu que te peço desculpas. – Disse Cheng, voltando a olhar para o rosto do rapaz que continuava confuso. – Você é muito gentil, legal...você é incrível! Mas eu não posso Luka.
— Não pode o que? – Questionou ansioso por uma resposta.
— Eu não posso continuar! – Disse a garota não conseguindo mais conter as lagrimas que escorriam pelo rosro. – Luka, eu gosto de você, mas não da mesma forma que você gosta de mim. Eu tentei, mas não consigo e....
— Mas eu posso esperar! – Disse Couffaine, interrompendo a garota, sentindo seus olhos lacrimejando. – Eu já disse para você, Mari! Eu posso esperar o tempo que for. Eu sei que um dia você vai corresponder os meus sentimentos.
— Luka, não é assim! – Respondeu a azulada.
— É por causa dele, não é? – Questionou o rapaz de imediato.
— O que? – Perguntou Cheng – Não é o que você está pensando! Eu quero esquece-lo!
— Esquece-lo? – Perguntou Couffaine com ironia – Bem que a Juleka me avisou. Eu sei o quanto você gosta do Agreste, mas ele nunca te correspondeu não é mesmo?
— Luka, não fale assim! – Disse a garota em meio as lagrimas.
— Como não falar Mari? – Questionou o rapaz. – Tudo bem, não falo mais então! – Fez uma pequena pausa. – Era só isso que tinha para me dizer? – Perguntou, mas Marinette já não tinha mais forças para responder, então tudo que ela fez foi concordar com a cabeça. – Então vou indo nessa. Tchau Marinette!
— Tchau! – Respondeu ela com a voz fraca, ao ver nos olhos do rapaz que seguravam as lagrimas, então ela teve a certeza que havia o ferido também com falsas esperanças.
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Não muito longe, na Place des Vosges, Adrien se dirigia para o local marcado com a chinesa, ele tinha tantas coisas para perguntar, queria explicações, desvendar esse mistério.
Enquanto caminhava, o loiro ia se recordando do acontecimento daquela tarde, o momento em que quase beijou o amor de sua vida, estava tão próximo da sua Lady, ela estava tecnicamente em seus braços. Seu sonho teria se tornado realidade, se não fosse um detalhe:
“ Nino! Você é meu melhor amigo, mas tinha que atrapalhar? Pode ter certeza que isso vai ter volta! ”; Pensava Agreste distraído, mergulhado em seus pensamentos.
O modelo estava tão focado e seus pensamentos que nem percebera a aproximação de outra pessoa naquele local.
A Place des Vosges é uma praça muito movimentada em Paris, os turistas costumam passear pelo local. Por ser a praça mais antiga da cidade do amor, acaba atraindo a atenção de muitos. Construída em 1612, sua arquitetura por ser muito antiga, deixa o local com um ar de mistério, principalmente em locais mais isolados, como o local onde Agreste se encontrava.
— Te peguei!
O modelo ouviu essas palavras e logo pode sentir o chão batendo em suas costas, antes que pudesse dizer algo ou, fazer algo, percebeu seu corpo imobilizado e pode sentir o seu miraculous sendo retirado de seu dedo.
— Hey! Me devolva isso! – Falou se colocando de pé, ao perceber que tinha sido solto.
— Eu disse que seria fácil! – Ele olhou para onde vinha a voz e notou que era a chinesa. Ela estava segurando o miraculous, olhando com atenção para cada detalhe do anel.
— Eu não acredito que cai nessa emboscada! – Falou se lamentando, sentido raiva de si mesmo por ter sido tão ingênuo. – Como você pode fazer isso comigo? Eu confiei em você?
— Você deveria prestar mais atenção em quem você confia. – Disse Yang rindo da situação do loiro. – Você quer isso de volta? – Fez uma pequena pausa para observar a expressão do garoto. – Vem pegar! – Finalizou correndo e saltando pelos monumentos da praça.
Agreste foi correndo atrás da estrangeira, procurando usar as habilidades que adquiriu como Chat Noir, mas por mais que tentasse, não era tão ágil como quando transformado no herói. Apesar da dificuldade de acompanhar a garota, ele permaneceu tentando alcança-la. Ele precisava recuperar o miraculous, não podia deixar cair em mãos erradas. Já tinham muitos problemas com Hawk Moth, não poderiam ter mais um, ainda como ele sendo o culpado.
Kumiko vendo que o modelo estava um pouco distante dela, que não conseguia acompanha-la, resolveu parar para espera-lo. Ficou observando-o de longe. Agreste percebeu que a chinesa estava parada, apenas olhando em sua direção, achou a atitude dela um pouco estranha, mas achou melhor não questionar, queria apenas recuperar o seu miraculous e acabar com essa situação. Ele procurou se aproximar o mais rápido dela e ataca-la, porém, foi inútil, a garota se defendia de cada ataque realizado pelo rapaz. Ela manteve o ritmo de defesa até que o loiro se cansasse e caísse no chão.
— E isso é tudo? — Perguntou Yang com ironia — É sério mesmo? Eu esperava mais do Chat Noir.
— Isso não vai ficar assim! — Disse Agreste já ofegante, tentando se levantar, mas seu corpo estava exausto.
— E o que você vai fazer? — Questionou a chinesa olhando para ele esperando uma resposta. — Olha, acho que já chega né? Vamos acabar com isso! — Essas palavras ecoaram na cabeça do loiro, deixando-o preocupado com o que ela iria fazer, mas tudo o que ele viu foi ela estendendo a mão para ajudá-lo, porém dessa vez ele ficou com receio de aceitar a ajuda dela. — Vamos! Se levanta logo! — Disse ela fazendo o rapaz aceitar a ajuda. Então ela o levou até um banco onde pudessem se sentar e conversar. — Aqui, seu miraculous! — Falou Yang devolvendo o anel para o loiro. — Você deveria andar mais atento, os miraculous são uma grande responsabilidade.
— Espera! — Disse Agreste pensando em tudo o que acabara de acontecer. — Mas não era o seu plano pegar o meu miraculous?
— Não! — Respondeu a chinesa rindo. — Isso foi apenas para te mostrar que seria fácil pegar os miraculous de vocês e também, eu queria me divertir um pouco.
— Você acha isso divertido? — Questionou o modelo indignado com as palavras da garota.
— Acho! — Respondeu a estrangeira. — Você deveria ver mais sobre isso. — Falou pegando um livro de dentro da bolsa. — Le Parkour, vi que é muito popular aqui na França, gostei muito desse esporte.
— É sério isso? — Questionou Agreste não acreditando no que acabara de ouvir.
— Não liga não Kumiko! Ele é sempre assim. — Disse o pequeno kwami.
— Oi Plagg! — Cumprimentou a chinesa sorrindo. — Tenho um presente para você. — Foi tirando de dentro da bolsa um pedaço de queijo e entregou para o pequeno.
— Meu preciso! — Disse o kwami abraçando o queijo e devorando-o em seguida.
— Qual é de vocês dois? — Questionou o loiro não aguentando mais de curiosidade. — Desculpa Kumiko, mas será que poderia me explicar tudo por favor?
— Eu não disse? Ele é sempre assim, ansioso. — Comentou Plagg.
— Está bem! — Disse a chinesa — Vou explicar, mas pega aqui. — Foi alcançando uma garrafa de água para o modelo. — Você deve estar com cede.
— Obrigado! — O loiro pegou a garrafa agradecendo.
— Para responder todas as suas perguntas, vou te contar uma parte sobre minha história. — Disse Yang explicando. — Eu nasci no antigo templo onde ficavam guardados os miraculous. Meu pai era um dos guerreiros que protegia o lugar das forças das trevas, ele era portador do miraculous chien. Meu sonho sempre foi ser uma guerreira como ele, ser digna de receber o miraculous que pertenceu ao meu pai, mas as coisas não funcionam assim, não basta querer ter um miraculous, você precisa ser um escolhido.
— Então existia um templo só para guardar os miraculous? — Questionou o modelo.
— Sim! O templo era lindo! — Disse Yang empolgada ao falar de seu lar. — Com a natureza ao redor, era um lugar maravilhoso, mas infelizmente foi destruído pela magia negra. Felizmente o mestre Fu, você deve conhece-lo; conseguiu fugir com a caixa dos miraculous.
— Sim, eu conheço ele! — Afirmou Agreste.
— Eu sou parente distante dele. Ele é irmão da minha tataravó. — Comentou a chinesa. — E por eu ter crescido nesse meio, eu tinha dentro de mim que eu precisava seguir os mesmos passos de meu pai, ser uma portadora. Mas eu não era uma escolhida, então não tinha acesso aos treinos e aprendizagem que os escolhidos tinham. Um certo dia, eu estava tão frustrada por ver o meu sonho tão distante, que acabei chamando a atenção do Chat Noir da época, ele tentou me explicar como funcionava a questão dos escolhidos, mas eu não aceitei. Então ele começou a me treinar e me ensinar tudo. Naquele momento, eu não havia percebido que foi uma forma que ele encontrou para me explicar que só aqueles que tem um bom coração e se importam com o próximo podem ser um futuro portador.
— Então existiram outros Chats Noirs ? — Questionou Agreste.
— Sim, sempre que necessário, surgem novos portadores. — Yang continuou explicando. — Porém com o surgimento de novos portadores, as histórias se repetem. Por serem pré destinados, os portadores acabam vivendo um destino já selado.
— Como assim? — Perguntou o loiro.
— O Chat Noir sempre vai ser apaixonado pela Ladybug. — Comentou a estrangeira fazendo com que o Agreste ficasse surpreso. — Por eu ter ficado muito próximo do Chat, acabei acompanhando o sofrimento dele pela refeição por parte da Ladybug. Ela não queria misturar o romance com sua responsabilidade como heroína. Cansado de sofrer, com o tempo, Chat Noir acabou se envolvendo com a magia negra, por influência dele, acabei indo junto, tive como resultado essas mechas brancas no meu cabelo por ter gasto parte de minha energia vital, mas isso é outra história. — Fez uma pequena pausa.- Enfim, tomado de ódio, Chat Noir acabou ajudando na invasão do templo, aquele dia foi terrível, muitos acabaram mortos, inclusive meu pai. A Ladybug tentou o impedir, mas não teve sucesso e acabou morrendo e o Chat, o poder da destruição acabou por consumi-lo. — Finalizou tentando conter as lágrimas que se formavam em seus olhos ao se recordar das cenas.
— Mas eu a Marinette não somos como os antigos portadores.- Comentou Agreste.
— Mas vocês estão repetindo a história de uma forma diferente. A destruição e a criação precisam andar juntas! — Disse Yang.
— Eu estou lutando para ficar junto dela. — Falou o loiro.
— Dela quem? — Perguntou a chinesa. — Da Ladybug ou da garota por trás da máscara? Você precisa definir isso Kitty. Se vocês querem vencer o Hawk Moth, vocês precisam trabalhar juntos. — Fez uma pausa para se concentrar em algo. — Acho que você deveria ir visitar a sua joaninha.
— O quê? — Perguntou o modelo surpreso — Como assim?
— Ah Adrien! — Suspirou o pequeno kwami. — Todos sabemos que você está ansioso para ir lá visitá-la.
— Escura o seu kwami! — Disse a chinesa sorrindo.
— Desculpa Kumiko por ter duvidado de você. E não se preocupe, dessa vez o fim da história vai ser outro. — Disse Agreste se transformando em seguida, se despediu da chinesa e foi saltando pelos prédios.
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