Miraculous: Who Are You?
21 Inseguranças
Notas iniciais
A noite seguia junto com os seus mistérios. Apesar do frio que se fazia na rua, muitas pessoas ainda se encontravam passeando pela noite iluminada.
" Isso precisa dar certo! Não pode haver outra falha na história da humanidade, o mundo precisa manter seu equilíbrio natural e a perda de mais miraculous significa destruição total do planeta. Por que o ser humano precisa ser tão ganancioso e egoísta?", Pensava Yang enquanto corria para casa, já havia passado muito tempo desde que saíra, mestre Fu com certeza iria lhe fazer muitos questionamentos sobre sua demora e não era uma opção levantar suspeitas, logo agora que conquistara a confiança do mais velho. Estava tão focada em chegar logo em casa que acabou por se desligar de todos os outros acontecimentos ao seu redor, por um momento se distraiu e acabou esbarrando em alguém.
— Hey garota, vê se olha por onde anda! — Falou uma voz familiar para a chinesa.
— Desculpa, desculpa! — Respondeu com a voz baixa e ofegante, enquanto passava a mão na cabeça onde havia batido e olhando lentamente em quem tinha esbarrado.
— Kumiko? — Disse a garota.
— Alya? — Questionou a estrangeira. — O que você está fazendo por aí a essa hora?
— Eu é quem devo te fazer essa pergunta. — Disse Césarie de uma forma irônica. — Pois não sou eu quem está correndo desesperada pela rua sem olhar por onde anda, mocinha! — Finalizou piscando para a chinesa.
— Eu...tive que... resolver uns problemas e acabei me atrasando. É ...foi isso! — Respondeu Yang sorrindo.
— Aqui Alya! – Disse Nino se aproximando de sua namorada. – Eles não tinham mais sorvete de morango, então achei que fosse gostar de chocolate. Ih! Você não me disse que tinha convidado a Kumiko para participar da sua investigação, se não teria comprado um sorvete para ela também. – Fez uma pausa e olhando para a estrangeira logo em seguida. – Fala aê!
— NINO! – Gritou Cesaire colocando a mão na testa, balançando a cabeça em sinal negativo.
— Boa noite Nino! – Cumprimentou a chinesa. – Que investigação é essa? Está acontecendo alguma coisa?
— Não é nada Kumiko! Sério! – Começou explicando a morena. – Só o Nino que viaja demais nas ideias e ...
— Eu que viajo nas ideias? – Retrucou o moreno, interrompendo a namorada. – Você que me chama para sair à noite pelas ruas da cidade, na esperança de ver o Chat Noir saltando pelos prédios, só porque uma noite anterior você teve a impressão de tê-lo visto! Depois sou eu quem viajo?
— NINO! – Disse a morena serrando os dentes, dando cutucadas no rapaz.
— Tá bom! Tá bom! – Respondeu Lahiffe levantando as mãos para o alto se rendendo. – Não sei...
— Espera um pouco! – Disse Yang interrompendo o moreno. – Vocês estão aqui apenas para tentar localizar o Chat Noir? – Fez uma pequena pausa. — Isso é incrível! – Finalizou com um sorriso no rosto.
— Você acha isso mesmo? – Perguntou Cesaire, um pouco desconfiada, pois não queria parecer tão fanática assim pelos heróis como o Nino dizia que ela era.
— Claro Alya! – Respondeu a estrangeira piscando. “ É hoje que eu descubro se essa garota sabe de algo a mais do que aparenta. “; pensou.
— Ótimo! Agora está oficializado, são duas caçadoras de heróis! – Comentou Lahiffe.
— Para de reclamar Nino! – Disse a morena, dando leves tapinhas nas costas do namorado. – Vamos Kumiko! É por ali que vi ele uma noite dessas.
“Espero não arrumar confusão com o mestre. Mas é para uma boa causa. “; pensou a chinesa. – Estou indo!
— Hey! Não é por aqui a casa da Marinette? – Questionou o moreno.
— Sim, ela mora para aquele lado. – Disse Cesaire, apontando em direção a casa da Marinette.
— É mesmo! – Concordou o rapaz. – A gente podia chamar ela para ir junto.
— Isso não vai acontecer. – Disse a morena cabisbaixa. – Hoje ela não vem.
— Mas aconteceu algo com ela? – Perguntou Yang. – Ela está doente?
— Não! Ela precisava resolver uns assuntos pendentes. – Comentou a Cesaire.
— Esses assuntos têm nome? – Perguntou o moreno. – Por acaso é Luka?
— Como você sabe? – Questionou Cesaire.
— Digamos que as notícias se espalham muito na escola. – Respondeu com um sorriso no rosto.
— A Marinette é namorada desse tal de Luka? – Questionou Yang. “ Isso não é nada bom. “; pensou.
— Não Kumiko! – Respondeu Cesaire. – Eles estavam só se conhecendo. Mas o Luka gosta muito da Mari, porém a Mari não sente exatamente o mesmo pelo ele e ela não quer engana-lo.
— Entendi! – Comentou a chinesa pensando.- E essa busca hoje à noite pelo Chat, qual seria o seu objetivo?
— Meu objetivo? É meio obvio não acha? –Questionou a morena. – Eu sempre quis saber quem era a Ladybug e claro, a identidade do Chat também. Então, como eu acredito que os dois são um casal, então fica mais fácil de conseguir mais informação sobre isso. Descobrindo quem é o Chat Noir, descubro quem é a Ladybug!
“ Ela tem razão! Mas ela não pode saber quem são os heróis, é muito perigoso! Preciso impedir que isso aconteça! E se ela ver o Chat indo para a casa da Marinette? ”; pensou a estrangeira – Faz sentido! – Comentou sorrindo.
— É sério? – Exclamou Cesaire animada.
— Eu não acredito! Mais uma obcecada pelos heróis. O que eu fiz para merecer isso? – Comentou Lahiffe.
— Ah! Fica quieto Nino! – Falou a morena demonstrando estar brava. – Chega de conversa! Vamos logo!
Então, os três seguiram o caminho indicado, procurando por alguma aparição do herói de Paris.
“Espero que quando eu chegar em casa o mestre Fu já esteja dormindo... Ou que pelo menos ele entenda que era realmente um assunto importante. Já imaginou o que aconteceria se a Alya descobrisse a verdadeira identidade da Ladybug e do Chat Noir? Ou ainda, se ela visse o Chat indo para a casa da Marinette! Isso não pode acontecer! ”; pensou Kumiko.
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Não muito longe dali, enquanto os três amigos estavam em sua investigação, Marinette estava em seu quarto, deitada em sua cama observando a luz das estrelas através da claraboia. Ela ainda sentia partes de seu travesseiro úmidas, devido as lagrimas que escorriam pelo seu rosto. Por mais que ela se sentia aliviada por ter resolvido essa situação, antes que piorasse, ela também se sentia culpada por ter feito seu amigo acreditar que teria chances com ela.
O jogo do amor é sempre um tanto complicado. Uma escolha errada e os dois saem feridos. Lidar com sentimentos é sempre muito difícil, ainda mais quando eles usam a incrível habilidade de nos deixar confusos sobre o que escolher no final. E Tikki sabia o quão difícil estava sendo para a sua portadora, sabia que assim como todos os outros sentimentos iria passar, por isso ela preferiu ficar em silencio, esperando que tudo passasse.
Ainda com as lagrimas nos olhos, a azulada resolve ir para a sua varanda, na tentativa de “esfriar a cabeça”. Sentou-se no chão escorando na parede, limitou-se apenas a observar as estrelas.
— Boa noite princesa! – Disse uma voz familiar para Cheng, que respondeu com um grito. – Calma! Calma! Sou eu....o Chat Noir!
— Chat Noir? — Questionou a garota. — O que está fazendo por aqui?
— Meu sexto sentido felino me disse para vir aqui. – Explicou o herói. – E parece que ele acertou, quando me fez pensar que uma certa garota da varanda precisava de uma ajuda. – Finalizou piscando para ela.
— Ah...Chat! – Cheng se levantou e foi de encontro ao gato abraçando-o, ele por sua vez, correspondeu ao carinho da garota, permanecendo assim por um tempo em silencio, tudo que podiam ouvir eram as batidas de seus corações que parecia querer tocar uma melodia, ambos estavam no mesmo compasso. Podiam sentir a respiração um do outro, mas ninguém se sentia incomodado com a aproximação. E os acontecimentos ao redor deixaram de ser importantes, era como se o mundo inteiro tivesse parado.
Mas tinha algo sim que incomodava o herói de Pais, as lagrimas que vira no rosto de sua amada e que agora, podia sentir escorrendo em seu peito e isso fazia seu coração se sentir apertado. Não gostava de ver sua Lady triste.
“O que fizeram com My Lady para deixa-la assim?”; pensava o rapaz. – Marinette, o que aconteceu com você para estar assim? – Perguntou, chamando a atenção de Cheng que procurava enxugar as lagrimas, tentando esconde-las.
— Não é nada Chat! – Disse ela. – Eu apenas tive um dia ruim, só isso. – Respondeu forçando um sorriso. – E você....Não tem nada de super herói para fazer hoje?
— Tenho....e é o que estou fazendo. Que tipo de super herói eu seria se deixasse uma princesa importante como você sozinha depois de um dia ruim? – Falou sorrindo. – Você pode até não querer me contar o que te deixou assim, mas pode ter certeza que ficarei aqui te fazendo companhia. – Finalizou se sentando no chão e se escorando na parede.
Cheng ficou um tempo observando a atitude do gato, parecendo não estar acreditando no que estava acontecendo. Foi então que ela resolveu se sentar ao lado do bichano. – Obrigada Chat! – Disse ela, escorando a cabeça no ombro do rapaz permanecendo assim em silencio por um tempo. – Então Chat....Como é...Ser um herói? – Perguntou a garota quebrando o silencio do local e chamando a atenção do rapaz que estranhou a pergunta, já que ele sabia que estava falando com a garota atrás da máscara da Ladybug, era obvio que ela sabia como era. – Digo, como você consegue lidar com toda pressão? Pois eu acho que as pessoas devem esperar muito de você, não é? Pois eu....hã...eu acredito muito em você e na Ladybug.
Por mais que a pergunta parecesse estranha nesse primeiro momento, mas ele entendeu o que ela queria, ou seja, tudo que ela queria era uma resposta sincera dele, saber um pouco mais sobre quem está por baixo da máscara e também, compartilhar seus medos e inseguranças.
— Realmente, não só você, mas Paris inteira espera muito de mim e da Ladybug. – Começou explicando. – As vezes o medo de falha invade os pensamentos, mas então eu me lembro que eu e a Ladybug somos uma dupla infalível, pois lutamos juntos e eu confio nela, assim como eu sei que ela confia em mim. Jamais a deixaria na mão! Estarei sempre por perto para protege-la. – Ao terminar de pronunciar essas últimas palavras, Chat Noir notou um sorriso se formando no rosto da garota. – Assim como também sempre estarei aqui, para cuidar de você. – Concluiu, deixando Cheng com o rosto levemente corado.
— Pensei que você só tivesse olhos para a Ladybug. – Disse a azulada, se recordando das diversas vezes que ouviu ele falando essa frase para ela enquanto estava em seu alter ego.
— Infelizmente ela não tem me notado da forma que eu gostaria. – Respondeu um pouco cabisbaixo. – E você, como tem sido com o rapaz que você gosta? Não me esqueci da nossa última conversa e muito menos das lagrimas que eu vi você derramando a pouco. – Foi falando enquanto acariciava o rosto de Cheng. – Um sorriso combina mais com a sua beleza do que essas lágrimas que só partem o meu coração. – Disse olhando nos olhos da garota.
— Chat! – Falou a garota em um tom baixo. – Acho que somos dois invisíveis! O garoto que eu gosto, nunca me notou e nesses últimos dias tem agido de uma forma estranha e isso tem me deixado confusa. Então eu resolvi tenta esquece-lo, até dei uma oportunidade para um amigo que gosta de mim, mas bem! Eu só o machuquei com falsas esperanças. – Concluiu olhando para o chão, sentindo seus olhos lacrimejando novamente.
— Pelo jeito a minha princesa se machucou também nessa tentativa, — Comentou o herói atraindo a atenção da garota.
— Sim! Foi uma péssima ideia essa a minha. – Comentou Cheng abraçando o gato. – Chat, posso te fazer uma pergunta? – Continuou falando atraindo a atenção do rapaz, que assentiu com a cabeça. – Por que você se importa tanto comigo? Digo, nós não somos tão próximos, eu só te ajudei uma vez a derrotar um super vilão...
— Sabe Marinette, acredito que compartilhamos dos mesmos sentimentos, como você mesma disse, nós somos dois invisíveis para as pessoas que gostamos. A diferença é que você sabe quem é a pessoa que você gosta. Já no meu caso, sabemos pouco sobre a identidade um do outro. – Foi explicando. – Acredito que se a Ladybug soubesse um pouco mais sobre quem eu sou, talvez ela me visse de uma forma diferente, ou talvez ela desistisse de mim, pois a minha vida real não é o que parece ser, eu sou muito mais cobrado sedo eu mesmo do que como Chat Noir. No meu dia a dia, tenho muitas pessoas ao meu redor, mas no fundo, sou apenas um garoto solitário. – Suas palavras foram saindo baixo, quase como um sussurro, mas foram altas o suficiente par atrair a atenção da garota, que ouvia atentamente. – Marinette, respondendo então sua pergunta, eu me importo com você porque você é uma garota especial e eu quero te ver feliz. Lembra da promessa que eu te fiz? Caso o garoto que você goste não te de a atenção, o gatinho aqui está disponível.
Essas palavras ecoaram na cabeça da azulada, ela que estava dividida, não sabia se de fato iria desistir do seu amor pelo Adrien e agora ouvindo essa declaração do Chat Noir a deixou em um grande conflito interno. E ela sabia que no fundo, seu coração estava começando a bater mais forte para o Chat, mas ela custava a admitir.
Lá estava Marinette Du-pain Cheng, sem reação. Permaneceu da mesma forma, abraçada no gato e em silencio, sem acreditar que aquilo realmente estava acontecendo.
“ Será mesmo que o Chat Noir está gostando de mim?”, se perguntava. Até que criou coragem de olhar nos olhos do rapaz, que em secreto, estava a admirando.
— Algum problema? – Perguntou o gato, ao perceber que a garota estava olhando em seus olhos verdes.
— Não é nada! – Disse ela procurando forças para questionar o rapaz. – É só que...eu...eu queria sa..saber... Char! V-vo-cê gos-ta de....de mim? – Criou coragem para perguntar, mesmo que gaguejando e sentindo seu rosto corar.
A pergunta pegou o rapaz de surpresa, pois não era a sua real intenção fazer com que a garota gostasse dele como o herói de Paris, ou seja, gostar da pessoa que ele menos poderia ser; mas o que estava feito não pode ser mudado. Foi então que ele percebeu o erro que ele cometeu. Na tentativa de faze-la se sentir especial, ele acabou tocando no coração dela.
Sua reação foi desviar o olhar na busca por uma resposta, sentia suas bochechas aquecerem, mas por conta da máscara, não se fizeram visíveis para a azulada. Foi então que ele sentiu o toque da mão dela em seu rosto, fazendo sua atenção voltar para os olhos azuis que brilhavam mais que o normal, o fazendo mergulhar em um oceano calmo e tranquilo, aquela sensação era tão boa. Sentia seu coração bater de uma forma descompassada com a aproximação de seu rosto ao dela, que quando deu por si, estava envolvido em um beijo doce, sentia sua língua disputando espaço com a língua da azulada. Sentiu um arrepio ao perceber a mão da garota em sua nuca, passando os dedos entre os fios loiros. Esse momento só foi interrompido devido à falta de ar, fazendo os dois se olharem, sem acreditar no que havia acontecido.
— CHAT! – Disse a garota um pouco assustada e ainda retomando o ar. – O...que foi is-so?
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