Notas iniciais
Eu fiquei sem postar nada... Há 84 anos... MAS AGORA, VOLTEIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! FELIZ DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES!!!!!!!!!!!!! (Ou reflexivo, depende do seu ponto de vista.) Atrazado. Eu queria muito ter postado alguma coisa ontem, mas infelizmente, não deu. Mas, tudo bem, porque eu considero essa fic um tipo de especial para as mulheres, já que teremos muitas personagens femininas fortes, como a... (Censura de spoiler, se quer saber quem é, continua acompanhando. HUEHUEHUE!) E, sejam bonzinhos, esse é o meu primeiro akumatizado... :3 Para finalizar os avisos: antes do mimimi por ships, sim, essa fic vai ter um momento Chatbee ou QueenNoir, como você quiser chamar. Se isso é motivo para você deixar de acompanhar a história, VAI COM DEUS!!!!!!!!!!!! BOA LEITURA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Marinette/Ladybug

Um bom tempo de um silêncio constrangedor passou antes de que a Queen B tivesse alguma ação. Parecia que nem ela estava acreditando na unanimidade de “sim's” para a sua proposta... Na verdade, nem eu estava acreditando que eu disse “sim” para uma coisa como essa! A própria Queen B disse que era perigoso e doloroso, porém, ela tinha razão, era necessário. Não podíamos apenas combater akumatizados para sempre.

Queen B caminhou um pouco mais para perto.

— Olha, não é que eu não esteja satisfeita por vocês terem aceitado a minha proposta, mas é uma situação muito séria e quero ter certeza que vocês pesaram direitinho todos os riscos e que não vão me culpar se algo sair errado.

É claro que eu examinei todos os mínimos detalhes antes de aceitar essa loucura! Por um minuto, senti raiva de ela, mas me policiei e levei em conta a última parte. Nada nos impedia de por a culpa na novata, mesmo.

Dei um passo para frente assentindo.

— Pensei muito bem sobre isso, sim. Não se preocupe, nós assumimos os riscos. – Respondi firme.

Queen B concordou com a cabeça.

— E você? – Ela se virou para Chat.

— É... Eu também assumo os riscos. – Respondeu ele meio morto.

A desconfiança dele deve ser maior que a minha. Deve.

— Bom. – Ela disse fria. – Assim que o próximo akumatizado aparecer, não deixem ele ir embora até que eu fale.

— Beleza. – Chat concordou ainda pensativo. – Podemos ir andando dessa vez? – Chat tentou aliviar a tensão.

— Claro, tudo bem. – Queen B deu de ombros; ela caminhou até o centro da bolha e segurou nossas mãos. – Fechem os olhos e se visualizem de volta ao campanário. – Fizemos como ela disse. Me senti sendo sugada pelo chão e em seguida ouvi alguns pombos. Abri meus olhos e estávamos novamente embaixo do mesmo sino de antes.

Queen B largou nossas mãos e saiu na nossa frente. Fiquei parada no mesmo lugar, pensando, mas Chat foi o primeiro a segui-la.

— Ei, Loirinha! – Ela se virou. Queen B parecia surpresa e um pouco tímida enquanto Chat pensava em milhares de coisas para dizer, mas o que saiu foi isso: – Feliz terceiro dia. – Ele disse com um sorriso forçado.

Queen B também sorriu, porém meiga.

— Obrigada. – Ela ficou o encarando com um sorriso e olhar tristes, durante um tempo, quando percebeu que iria chorar, ela desamarrou uma das fitas que prendia seu rabo-de-cavalo; isso não desfez o penteado que ficou preso com um elástico.

Queen B correu até uma passagem e saiu pulando de prédio em prédio amarrando a fita enquanto balançava... Exatamente como eu fazia com o ioiô.

Chat a observou saindo, depois veio ver se eu estava bem. Entrou novamente no sino e me viu apoiada de costas em um canto. O observei chegando perto e parando do meu lado fazendo como eu.

— E agora...? – Ele parou no meio para me obrigar a responder.

— Agora é só esperar... – Respondi pesadamente olhando para meus pés.

“Só espero que valha a pena. ”— Refleti torcendo para a Queen B não me ouvir.

***

Em algum lugar, longe de nós...

Lá pela emissora TV-5 uma mulher chamada Daphné trabalhava como repórter.

Alguns detalhes importantes para essa história são que ela ama a natureza, principalmente as plantas, e se esforçava muito para fazer reportagens mostrando a importância de uma cultura ecologicamente correta; sempre tentando mostrar os crimes ambientais, sempre tentando mostrar histórias de como viver de bem com o planeta... porém, ela não era levada a sério, o assunto do momento passou a ser a Ladybug ou o Hawk Moth. A maioria dos outros tópicos foi perdendo o brilho. Então, imagino que ela não seja muito a minha fã. Imagine quando souberem da Queen B.

E é assim que começa o terceiro dia da novata.

Daphné corria muito animada para o seu chefe. Em suas mãos, ela trazia uma pasta com uma reportagem, até que bem-feita, sobre projetos ambientais que precisavam de apoio e ela pensou que uma reportagem especial poderia ajudar. Ela foi atropelando alguns colegas pelo caminho e pedindo desculpas até chegar na porta do patrão. A jornalista respirou bem fundo algumas vezes pare se acalmar e arrumou o que podia do cabelo e roupas. Bateu na porta bem nervosa e escutou a voz:

Entre!— Falou o homem por atrás da madeira.

Daphné respirou novamente e entrou na sala de Alec Cataldi.

Alec estava olhando alguns papeis e se virou para o visitante, interessado, contudo, ao ver o rosto de Daphné, ele bufou e balançou a cabeça.

— Dessa vez, o senhor vai gostar! – Disse ela fingindo animação quando percebeu o desinteresse.

— E o que é dessa vez? – Perguntou Alec cheio de desdém.

Daphné engoliu seco, tentando manter o sorriso.

— É sobre um grupo de jovens...— Daphné ressaltou a palavra para atrair a atenção do chefe. Sem sucesso. –... que têm vários e vários projetos ambientais muito bons. – Alec assentiu sem humor. – Um é sobre florestas verticais... – Ela parou aí de propósito para despertar interesse. – Maquiagens feitas de poupa de fruta... – Repetiu o ato. Ainda sem sucesso. – E tintas também a base de frutas, e...

Alec levantou a mão para cala-la.

— Daph... – Alec se levantou, caminhou até a jornalista e segurou em seus ombros fingindo ser amigável.

“Você só me chama de ‘Daph’ quando quer me dizer coisas ruins. ”— Refletiu a ambientalista disfarçando uma careta.

—... minha pequena guerreira do arco-íris... – Seu sorriso era amável, mas seu olhar era de desdém. – Essa reportagem parece ótima...! Mas... Será que vamos ter ibope?

Daphné apertou a mandíbula.

— Talvez, não... – Daphné se esforçou ao máximo para não responder entredentes.

— Sim, provavelmente. – Alec se separou e andou pela sala como se estivesse pensativo. – Então, o que poderia nos dar ibope? – Pequena pausa. – Já sei! Não tem um boato sobre uma nova heroína na cidade? – Ele dizia interpretando suas ações, como se ela fosse uma criança boba.

— Tem. – Dessa vez, ela não pode deixar de responder de boca cerrada.

— Isso! Que tal você ir falar com quem começou esse boato e me conseguir informações? – Ele fingiu um olhar de cachorrinho faminto.

— Claro, chefe, pode deixar comigo. – Ela disse isso como um zumbi, apertando a pasta com a reportagem.

— Obrigada, você é ótima, não mude. – Alec a empurrava enquanto falava, expulsando-a da sala e fechando a porta com força na cara da repórter.

Um tempo de silêncio, até perceber que estava sozinha, depois Daphné bateu o punho em uma parede.

— Malditos, heróis! – Ela serrou os dentes cheia de ódio. A repórter saiu batendo o pé e resmungando. – Do que adianta salvar a cidade se o verdadeiro inimigo somos nós mesmos?

No mesmo instante...

Uma escotilha se abriu para uma janela com desenho simples de mariposa. Era Hawk Moth, sentindo o tamanho da frustração da moça. As borboletas que ainda lhe restavam se agitaram com esse sentimento e seu líder abriu um sorriso esperançoso.

— E não é que ela tem razão? A natureza é quem mais precisa de ajuda nos dias de hoje. Reclamamos de baratas e ratos, mas a praga do mundo é o ser humano. – Hawk Moth esticou a mão aberta e uma mariposa pousou. – E toda praga, precisa de um exterminador. – Ele cobriu a borboleta com a mão livre e a energia negra impregnou o pobre inseto. – Voe, meu pequenino akuma. Seja o herói desse planeta injuriado! – A mariposa negra saiu voando pela abertura atrás do novo dono.

***

Daphné sentou na calçada depois de sair da sua emissora, foleando a sua matéria que deu tanto trabalho para ser feita. A jornalista cerrou bem os olhos, contendo o choro de raiva, quando o akuma pousou nas folhas grampeadas. Como uma tinta na água agitada, seu maior orgulho manchou-se de negro. Já Daphné, ficou com a área envolta dos olhos vermelha ardente e o icônico símbolo do vilão de Paris apareceu.

Selvase...— A voz de Hawk Moth ressoou na mente de sua mais nova vítima. Daphné levantou a cabeça com olhar morto. — Eu sou Hawk Moth, e eu escutei o pedido de socorro da Mãe Terra e os seus gritos implorando para lutar a favor dela. Eu posso te dar o poder para fazer isso, mas você já deve saber que milagres não são de graça.

Daphné abriu um sorriso ainda morto.

— Não se preocupe, Hawk Moth, eu sei o que você quer... – Daphné se levantou e uma aura negra e viscosa se formou ao seu redor; sua pele ficou verde mato com desenhos de trepadeiras e uma textura de folha, seu cabelo se transformou em algo como um chapéu de botão de flor e suas roupas mudaram para um vestido com a saia feita de bromélia e um top de pétala de lírio rosa. Ela estava descalça e seus olhos ficaram amarelos. Seu Objeto Akumatizado, sua matéria, se transformou em uma rosa presa no “cabelo”. -... E não tem problema! Está aqui é tudo o que este planeta precisa. – Ela riu e saiu fazendo uma raiz crescer no chão e carrega-la por aí.

***

Adrien/Chat Noir

Voltei para a escola ligeiramente arrependido por ter pedido para ir andando. O teletransporte tinha efeitos muito chatos, mas pelo menos me ajudavam a manter minha agenda. Sai do armário do zelador olhando para todos os lados garantindo que ninguém me viu. Dessa vez foi o armário, porque eu montei uma rotina onde a cada horário e cada dia eu mudo de ponto de transformação na escola; dias em que não tem ninguém e eu sei que não vão me ver.

Pelo menos quando eu posso, né?

Fui andando pelos corredores até a sala de aula refletindo sobre a Queen B... Eu não confio muito nela. Provavelmente, por causa da atitude dela com a Ladybug. Foi intenso demais. Ela pareceu muito instável pra mim. Ela pode explodir a qualquer momento. Não sabemos nada sobre ela. E acho que estou só um pouquinho com medo.

— Você tá legal? – Plagg saiu da minha camisa pouco antes de eu abrir a porta da sala.

— Vou ficar. Se esconde logo. – Empurrei a cabeça dele de leve.

Não sei se vou ficar bem, mas eu não tenho tempo para discutir isso agora.

Olho levemente para trás e percebi que a Marinette estava tão pensativa quanto eu, e parece que ela chegou pouco antes de mim. O problema é que eu não estava com cabeça para pensar na minha teoria conspiratória, apenas sentei e respirei fundo.

— O que foi? É seu pai de novo? – Nino sussurrou preocupado.

Outra respiração profunda.

— Sim, ele quer que eu faça outra sessão de fotos hoje à noite, mesmo com as provas chegando, acredita? – Apoiei o rosto a mão e fiz minha cara de coitado. O meu pai é uma boa desculpa para algumas coisas do meu trabalho, mas eu não queria fazer todos pensarem que ele é um monstro. Já comecei a me sentir mal por isso.

Nino segurou minhas costas e sorriu consolador. Retribui com a minha melhor atuação possível.

Na boa, como a Ladybug aguenta mentir para todos que ela conhece? Ela já provou milhares de vezes que não é fraca, mas eu lembro que quando nos conhecemos ela parecia tão nervosa e assustada... Eu sei que tem riscos, mas é para isso que existem pessoas como o Gorila! Mesmo se ela não tiver a mesma condição financeira que eu, tenho certeza que alguém vai querer pagar alguém para cuidar dela. A Chloe com certeza é uma.

“Chloe.”— Me lembrei.

Olhei para o lado e a Chloe parecia normal. Mais preocupada com o celular do que com a aula, porém, enquanto olhava o celular, percebi que ela estava concentrada demais. Tensa. Como se estivesse lendo algo muito importante.

Me inclinei de leve para ver o que ela estava lendo. Ela percebeu e se virou escondendo o celular entre as mãos, depois disfarçou sorrindo para mim e mandando uma piscadela. Virei a cara por instinto, mas continuei achando estranho.

“O que você tá planejando?”— Falei mentalmente a olhando com o canto dos olhos.

Não consigo evitar de me preocupar com ela, já que crescemos juntos e tal, e ela estava estranha nesses dias. O abraço daquela hora, por exemplo, parecia muito carente, como se ela precisasse de verdade daquilo.

Ela está muito estranha ultimamente.

Sou tirado desses pensamentos quando ouço um som estranho; som de uma parede abrindo. O som começa aos poucos e logo todos da sala pararam o que estavam fazendo para prestar atenção. Todos olharam em volta assustados, eu olhei prestando atenção em tudo. Um som mais alto foi ouvido perto da janela ao lado do lugar da Sabrina. Chloe a puxou instintivamente no momento em que uma flor rosa sinistra, parecia pré-histórica, saiu do chão da parede e espalhou ramos pela sala toda. A Chloe foi puxando a Sabrina para longe, assim como a maioria fez com quem estava mais próximo. A flor se abriu de leve e de lá saiu um sussurro distorcido, ainda mais sinistro, dizendo o seguinte:

Ouçam-me...! Ouçam-me, humanos ingratos...! Meu nome é Selvase...! A grande salvadora e guardiã da mãe terra...! O planeta terra já sofreu muito nas mãos da humanidade...! Hoje é o dia da vingança...! Se os humanos não podem viver em harmonia com as plantas... então as plantas não irão mais aturar os abusos...! Ladybug... Chat Noir... E você, também, Queen B... São bem-vindos para tentarem me impedir...! Mas caso não consigam... Já sabem qual é o meu preço...!

“Mais um.”— Cerro os punhos de raiva. – “Justo hoje?!” – Praguejo.

— Professora...! – Chia Rose.

— Não. É melhor vocês ficarem aqui. – Diz ela olhando pela janela. Dou uma olhada de leve também. Fico tenso ao ver que a cidade toda está virando um tipo de floresta pós apocalíptica. Tudo crescia muito rápido. Um medo que acreditei ter melhorado volta com carga total.

— E-e o que vamos fazer...? – A voz da Sabrina treme.

— Fiquem abaixados embaixo das suas mesas, é mais seguro.

Gritei internamente. Seguro é a última coisa que eu deveria estar agora, mas sou obrigado a obedecer. Sentei de lado de frente para o nino me encolhendo ao máximo e tento não dar bandeira. Olho para Nino preocupado e percebo que ele está mesmo com medo.

Não preciso ter o poder da Queen B para saber o que ele está pensando: “Ladybug, Chat Noir, rápido, por favor!”. Algo parecido com isso.

Um lado meu grita para eu tomar uma atitude. Engulo toda a minha hesitação e procuro palavras.

— Ei, você não me prometeu me mostrar aquela música que você fez? – Nino levanta o rosto para mim. – Tá no seu celular, não tá? – Sorriso falso.

Nino entende o que eu quero e tenta, com mãos tremendo pegar o celular que ficou na mochila logo ali ao lado. Quando, de repente, ele começa a parecer sonolento e desmaia. Só tenho tempo de virar ele pro lado para não ficar exposto quando aqueles favos de mel dourados e brilhantes me levam para um canto vazio do lado de fora da escola. Caio de cara no chão infestado de raízes com o estômago embrulhado.

“Sem tempo para corpo mole! Vamos!” – Queen B grita em minha cabeça. Assumo que ela tem razão e faço um grande esforço para levantar.

— Ai... Chama o Doutor Dolittle... – Plagg balbucia caindo na minha mão.

— Força, Plagg, temos que ir! – Forço uma voz firme. – Plagg, Mostrar as garras! – Dou um soco no ar para forçar a transformação.

Plagg entra no anel girando e o símbolo do Chat Noir aparece, passo meus dedos na frente dos olhos para criar a máscara e a mão pelo cabelo para fazer as orelhas, abro os braços e giro para criar meu uniforme e a calda nasce atrás de mim, arranho o ar e termino com minha pose de felino.

Ainda um pouco tonto, uso meu bastão para pular uma boa distância até encontrar aquelas duas. Depois de um tempo, finalmente as encontrei. Para minha surpresa, Queen B pareceu chegar lá primeiro enquanto eu cheguei junto com a Ladybug.

Pousamos juntos. Ladybug ainda devia estar um pouco tonta, porque ela pendeu para baixo. Consegui segura-la com o braço na frente de sua barriga e a mão segurando seu ombro. Queen B se virou e pareceu meio incomodada.

— Desculpa, eu estou bem. – Rebateu a Bugboo forçando uma voz firme. Ladybug se levantou e ficou ereta.

— Tem certeza? – Queen B se virou por completo com olhar preocupado, porém, com sua postura fria.

— Tenho. – Ladybug deu algumas piscadas. – Não é isso que vai me derrubar. – Ela posou com as mãos na cintura. – Mas e você?

— O que, isso? – A loirinha apontou para atrás das costas. – Sim, eu queria que meu primeiro akumatizado fosse fácil, mas fazer o que? – Ela voltou a olhar a destruição.

— Sabe onde a Selvase está? – Perguntei voltando ao foco.

— Vou descobrir. – Queen B juntou dois dedos na têmpora; de lá nasceu um óculos de lente única cor de mel com desenhos hexagonais que brilhava. Queen B olhava para os lados com cuidado procurando alguma coisa. Me entreolhei com a My Lady e tínhamos caras de “Eu queria fazer isso...” até que a loirinha achou seja lá o que for. – Emissora TV-5. E parece que ela tem um refém. Vamos logo. – Ela estava calma demais.

Queen B soltou usando mais uma vez a sua fita de cabelo, fazendo quase o mesmo que a Ladybug sempre faz. Nós dois a seguimos como se ela fosse a líder até a caminho da emissora.

Cheguei a me perguntar o que tinha acontecido com os que estavam do lado de fora quando tudo começou. Minha pergunta foi respondida quando meus braços cansaram e parei por pouco tempo no chão. O suficiente para ver um civil.

Ei!— O chamei preocupado. – Estão todos bem?! Precisam de aju...?

Me calei quando o vi caminhando até mim como um zumbi. O motivo? Uma flor rosa claro e brilhante grudada na área da boca e nariz e um caule longo preso no chão. O pior é que ele se esticava. O “zumbi” fez um ruído e de cada canto apareceram mais como ele; principalmente idosos, mulheres e crianças. Logo eu estava cercado. Congelei um minuto, voltei ao normal balançando a cabeça e preparando o bastão. Apesar de ser inútil. Quando eu estava quase aceitando que iria morrer, sou segurado por algum corpo feminino e voo para longe da confusão. Sorri por um instante, pensei que fosse a Ladybug, mas noto um cabelo loiro balançando e me dou conta que é a Queen B.

— Segura. – Ela ajeita meus braços para abraça-la pelo pescoço só para largar a fita por milésimos de segundo, girar o corpo, pegar alguns dardos da bolsa e jogar nos “zumbis”. Ao atingirem os alvos, a maioria é presa por fitas que saíram do nada. Respiro aliviado.

Paramos em cima de um prédio qualquer. Me separei da novata rápido e fiquei encarando sem saber nem o que responder.

— Er... Obrigado. – Finalmente falo depois de me recompor.

— De nada. – Ela sorri.

Ladybug pousa apressada quase tropeçando.

— O que aconteceu?

— A prova que ninguém realmente sobreviveria a um apocalipse zumbi. – Ironiza a Loirinha.

O que?! Zumbis?!— Grita.

Queen B escorrega na frente da Ladybug e põem a mão em sua boca.

[OST: https://youtu.be/btmSuNcxiIU?list=PLgM9f9lUw8i7JQnxqOPmb7vE30hwPU2FA]

— Cuidado, acho que eles respondem a sons. – Queen B olha em volta com cuidado. – O Chat já chamou a atenção de um grupinho. Prendi alguns, mas não sei se isso vai segura-los para sempre. Se e quando eles se soltarem, podem seguir nossos passos ou até cheiros, então quieta.

Ladybug pareceu impressionada. Assim como eu. Essa não lembra nada a Queen B do primeiro dia.

A novata – Ou “Novata”. – destampou a boca da Ladybug e se afastou devagar.

— Alguma pergunta?

“Um monte!” — Provavelmente, eu e a minha parceira tínhamos esse pensamento em comum.

— Sim. Os zumbis são só para nos pegar ou eles têm alguma outra função? – Ladybug decidiu entrar no jogo.

— Provavelmente. Além da aparência de desnutrição, meus óculos capitaram uma diminuição assustadora de força vital e as flores pareciam ser a causa. Resumindo: é melhor correr.

Engolimos seco.

— Tá bom, vamos de uma vez. – Ladybug forçou a determinada.

— Mais uma coisa. – As atenções votaram para a Queen B de novo. – Como tudo o que fazemos emite algum som, procurem evitar lutas desnecessárias. Não quero ser conhecida como a heroína que assumiu depois de Ladybug e Chat Noir virarem zumbis.

— Joia! – Soltei tentando engolir meu medo.

“Tome cuidado.”— Ouvi um pedido com a voz da novata. Um pedido realmente preocupado. Estranhamente, me pareceu que a Ladybug não recebeu o mesmo pedido.

Queen B deu o primeiro passo e pulou do prédio, a seguimos. Amortecemos a queda com cambalhotas e não fizemos muito barulho. Olhei em frente e vi que estávamos na frente da emissora TV-5.

— É aqui. – Soltei de novo.

— Bem... Vamos acabar logo com isso. – Ladybug quis retomar o controle da situação e deu o primeiro passo para abrir a porta. Forçando os olhos, Ladybug puxou a maçaneta. A porta abriu sem problemas. – Parece que estão nos esperando.

Queen B bufou.

— Cuidado redobrado.

— Zumbis? – Perguntei.

— Ou pior.

Apertei bem o bastão e senti minhas pernas tremendo. Esse medo é novo. Eu já senti medo uma vez, eu acho, mas esse é pior... É pânico! Nunca senti tanta vontade de ir para casa correndo como agora.

— Tá tudo bem. – Queen B me puxou para um tipo de abraço coletivo me envolvendo pelo pescoço e puxando para bem perto, assim como fez com a Ladybug. – Aquela garotinha que só fazia besteira está morta e enterrada, fiquem perto de mim que vamos sair juntos dessa. Certo? – Um sorriso, mas seus olhos estavam gritando.

— Queen B... – Ladybug deixou escapar.

— Vamos fazer o seguinte: quando acabarmos com essa Selvase, vamos todos comer um bolo que eu mesma vou fazer para vocês, tá bom?

— Um bolo? – Fiquei confuso.

— Por que você tá nos oferecendo um bolo? – Ladybug franziu a testa.

— Se eu fizer uma promessa antes de uma luta, vou ter uma desculpa para sair viva. – Ela disse como se fosse a coisa mais natural do mundo e entrou no prédio.

Eu e a minha parceira nos entreolhamos de novo e a seguimos.

***

Marinette/Ladybug

— Eu ficaria longe das paredes. – Queen B acrescentou quando entramos.

Olhamos em volta e entendi o motivo: flores roxas e amarelas esperando uma desculpa para desabrochar.

— O que será que isso faz? – Chat soltou novamente. Ele estava muito nervoso para ficar quieto, e eu para falar alguma coisa.

— Quer descobrir? – Rebateu a novata.

— N-não, obrigado. – Chat gaguejou.

Ficamos um tempo quietos, até que eu não me aguentei mais.

“Queen B, você não sente...” — Mandei uma mensagem privada.

“Um pouco, mas eu estou bem. Cuida do Chat, eu me viro.”

“É claro. Mas eu posso cuidar dos dois.”— Fiz a decidida.

“Não nessas condições.”— Quando ela pensou isso, disfarcei o máximo que pude. – “Eu confio minha vida a você, mas se houver uma hora que você precisar escolher, escolha o Chat.”

“Mas você...”

Eu disse que me viro!— Ela me interrompeu. O olhar que a Queen B me mandou e eu recuando devem ter denunciado a nossa conversa. — “Me deixe provar que mereço ser parte dessa equipe.”— Não consegui interpretar direito essa frase, parecia completa, mas era como se faltasse uma palavra.

“Tudo bem...”— Me rendi.

“Legal. ”— Curta e grossa.

Enquanto andávamos, comecei a pensar sobre tudo o que estava acontecendo ao meu redor, torcendo para não ter mais ninguém na linha.

É possível esse seja um plano. Quer dizer, ela mudou de uma hora para a outra. Até ontem ela era uma novata, agora ela age como se fosse uma veterana. Em termos de aparência, ela não mudou muito, mas há a possibilidade de ela ter dado seu miraculous para outra pessoa; como eu tentei fazer com a Alya no meu primeiro dia... Ou ela pode mesmo ter planejado tudo para roubar nossos Miraculous. Quando eu foleei o livro do Adrien eu vi algumas imagens, como o Hawk Moth e a Volpina. Não lembro de ver nenhuma Queen B...! Mesmo que eu tivesse visto, não garante que ela não pode ser do mal e Hawk Moth está de prova. Mas a Tikki e o tal Mestre Fu disseram que...

Paro de andar, paralisada com os meus pensamentos. Chat e Queen B param quando notam a diminuição do meu ritmo.

— My Lady...? – Ouço o tom preocupado do Chat atrás de mim. Isso me chama para o mundo real.

Balanço a cabeça bem forte.

— Eu estou bem.

Que bom...— Ouvi o mesmo sussurro distorcido da escola. Todos ficamos atentos e nos juntamos de costas coladas, armados e prontos. – Porque preciso de vocês muito atentos.

Notas finais
Ferrou. ._.