Notas iniciais
Ufa! o capitulo tenso. to até ofegante rapahz! NARRAÇÃO PELO PONTO DE VISTA DO SEU DO MEU DO NOSSO kHALIADRANOSH!^^

Cheguei à casa de Anne em menos de cinco minutos. Coloquei a porta abaixo gritando seu nome. Não podia estar acontecendo. "De novo não!".

– Maldito. — Fui pego de surpresa por um soco. Aquele moleque me olhava com ódio. Chorava. — Ele a levou e a culpa é sua!!! — Ele estava ferido. Antes que pudesse fazer qualquer coisa Lugh o segurou.

–Não é uma boa hora pra brigar com ele garoto.- Dylan se afastou e sentou no sofá apoiando a cabeça nas mãos. Chorava copiosamente.- Conte o que aconteceu.

– Esse cara, com um nome estranho apareceu procurando por ela, quando ia dizer que ela não estava bem pra receber visitas, ele me jogou na parede, SEM USAR AS MÃOS! — a cada segundo eu sentia o desespero e a dor da minha pequena aumentando. Fiz sinal pra que ele continuasse — A tampinha enfrentou o cara. Entrou na sala com um cutelo na mão xingando-o. Pedi pra que ela fugisse, mas aquela testa de ferro não me escutou. Até tirou um sarro da cara do maluco. — Era bem a cara dela, mesmo diante do perigo ela não perde a pose de durona.

– Sabe pra onde ele a levou? — se Lugh não estivesse aqui não saberia o que fazer. Estou a beira de um ataque, não teria saco pra trocar uma ideia "de boa" com Dylan.

–Não. — "Merda" – Mas ele deixou um recado pra você cara!- olhou pra mim. — Tudo termina no lugar onde tudo começou... Faz sentido pra você?

O tempo estava acabando e não sabia o que aquela merda queria dizer. Anne estava fraca, podia sentir. "Por favor pequena, aguente só mais um pouco!" .Pensava em todas a prováveis opções, mas nenhuma fazia sentido no final das contas.

– Lugh, acho que sei pra onde ele a levou! — era o único lugar que combinava com a pista escrota que ele me deixou. — Ele está nas Montanhas, foi onde derrotei seus exércitos! Meu primeiro templo foi erguido lá.

–Meu irmão, sei que é difícil, mas precisamos manter a calma e criar um plano!

–Como posso me acalmar!- gritei tirando a camisa, mostrando a marca que minava sangue. — Vê? Ele a está machucando. Leve-me pra lá agora!

– O que são vocês? — fomos interrompidos pela voz confusa de Dylan que olhava a cena.

– É complicado. Basta você saber que não somos humanos. — Lugh tentava acalmá-lo.

– Dylan- consegui falar. — Eu vou trazer a minha Pequena de volta, nem que isso seja a ultima coisa que eu faça. — ele me olhava estranho.

– Então é melhor você correr, por que ela se foi achando que você tinha partido. — "e eu sai daqui com essa idéia na cabeça."–Não tenho força pra ajudar vocês, sou um humano normal. Mas batam muito naquele filho da puta por mim.

A neve caia pesado. Lugh estendeu a mão pra mim, e nos transferiu para as Montanhas. Uma viajem de três dias e três noites, foi finalizada em três segundos. O lugar era afastado da humanidade. Sempre foi protegido para que aquela raça não se aproximasse. E pelo visto continuava tudo igual por aqui. Assumi minha forma original e vesti minha armadura. "Se é guerra que você quer Teutates, é o que vou te dar!"

Não precisei procurar muito, pra descobri o que aquele cão sarnento queria.Logo aviste seus exércitos marchando em nossa direção.

– I beng nîn linnatha a magol dhîn ¹- Gritou estendendo seu arco.

Ajoelhei evocando meu machado de batalha. E como na primeira vez que estive diante desse exercito, fiz minha prece.

" Oh senhora da vida, mantenha um olhar cuidadoso nas almas dos meus irmãos. Eu entrego a ti as vidas que encontram seu fim na lamina do meu machado. Rogo-lhe para que não me permita morrer em vão. Imploro tua benevolência durante o julgamento deste seu servo. "

Dago din!!!² – Urrei enquanto erguia-me. Os primeiro inimigos já estava próximos, comecei a caminhar a te eles, logo estava correndo. Sentia meu sangue queimar minhas veias, meu ombro doía. Anne precisava de mim, e eles morreram no exato momento que decidiram ficar em meu caminho. O som do meu machado perfurando aquelas armaduras soava como musica. O cheiro de sangue no ar me excitava! dez , vinte , trinta haviam caído antes que pudessem me tocar. Lugh lutava bravamente ao me lado, era belo ver sua habilidade com o arco.Mesmo com seu tamanho quase igual ao meu, parecia flutuar. "Deve ter sido muito bem treinado pelo sogro." Pensei recordando que sua esposa era uma elfa. Senti uma fisgada na perna, esse morreu pelo meu punho, quebrei o pescoço do desgraçado que cravou sua espada em minha coxa direita.

Cercados de todos os lados, sorriamos. " Ah como senti falta disso!". Atravessei uma barreira de escudos usando meu corpo, a lamina que estava presa em minha cauda dilacerava os covardes que pensavam que teriam sucesso se me atacassem pelas costas. Estava me divertindo ali, mas não tinha tempo, minha Pequena sofria.

Subi alto no céu pegando impulso, Lugh previu o que iria fazer e avançou esquivando-se dos inimigos no caminho. Desci a toda velocidade, levantando uma onda de choque ao tocar o chão, uma cratera se abriu sob meus pés e corpos dilacerados pelo impacto enfeitavam o lugar. "Fácil demais!"

Dez mil guerreiros inimigos haviam caído, Lugh mais a frente cravava suas flechas em todos que entravam no seu campo de visão. Eu derrubava os que ficavam para traz. Eles eram fracos, não conseguiam acompanhar nossa velocidade. Usava minhas asas como escudo, a prata de minha armadura que antes brilhava, agora estava manchada com sangue fresco. Em menos de 10 minutos atravessamos o grande vale infestado por cães que serviam a Teutates, avistei as ruínas do que um dia foi meu templo. A brisa trouxe de lá um cheiro de sangue diferente. "Anne!" Pisei forte no chão erguendo um grande pedaço do mesmo e o chutei esmagando os inimigos a frente. Impulsionei-me a frente levando mais alguns comigo. Vi quando um inimigo investia contra o ponto cego de Lugh, segurei-o no ar, e rasguei seu corpo ao meio.

Lugh aproveitou minha cobertura, concentrando-se alguns segundos, libertando uma de suas magias, a luz da lua ficou oculta por uma chuva de flechas que começavam a cair. "Ta ai um cara que odiaria ter que enfrentar numa briga séria."

A neve estava tingida de vermelho quando os inimigos restantes começaram a correr. Normalmente caçaria cada um deles, mas hoje, tinha outra prioridade. Rumei para as ruínas.

– TEUTATIS! — berrei assim que cheguei a entrada principal.

Notas finais
I beng nîn linnatha a magol dhîn = Meu arco irá cantar junto com sua Lamina! Dago din = mate a todos! Então.... não preciso nem pedir para que comentem néh?