Minha vida nas mãos Dele....

22 Um novo significado para "dor".


Notas iniciais
Antes de tudo, queria agradecer pelas recomendações!!! Dianelli ,Amanda Mellark e Bel Tonkin, vocês não sabem como me senti quando cheguei em casa do trabalho, estressada fudida de cansada e vi as recomendações de vocês! Estou radiantes, de verdade, muito obrigada mesmo! Também queria me desculpar, deixei vocês mal acostumados postando diariamente e não posto desde domingo a noite... Sorry! A proposito, capitulo continua sendo narrado por Khali tah? Segurem os corações!

O templo estava aparentemente vazio, ouvia ruídos vindos das câmaras subterrâneas. Desci as escadas que ficavam ocultas pelos escombros do que um dia foi um altar.

– Chame-o! Implore pra que ELE venha salvar-te! — Ouvi os gritos daquele imprestável. Corri na direção da sua voz.

– V-você ainda não entendeu não é? — "Anne?" falava baixo, quase não pude ouvi-la, ria enquanto tentava continuar a frase — Não vou implorar, não vou te dar esse prazer. E não importa o que faça seu merda, nunca irá se comparar a Ele. — "Não faça isso minha Pequena, não fale mais, estou aqui!" pensava enquanto tentava achar onde estavam. O lugar era enorme, parecia um labirinto.

O cheiro do sangue dela ficava cada vez mais forte, sentia que seus batimentos cardíacos estavam mais fracos, sua respiração falha.

" Vou sentir saudades de vocês. Por favor não fiquem tristes." Ouvi sua voz ecoar na minha mente. E enfim a dor parou, já não ouvia mais seu coração bater. Desesperei-me e comecei a derrubar as paredes. " Não... Não... Não me deixe Anne!"

Cai de joelhos quando encontrei a maldita cela onde Ela estava. Não podia acreditar em meus olhos, correntes erguiam seu corpo à alguns centímetros do chão, estava com os olhos fechados e um sorriso no lábios , havia cortes por todo seu corpo, sangue pingava de seus ferimentos fazendo aumentar a poça de sangue no chão. Soltei-a das correntes.

– Vou tira-la daqui minha pequena. — Sussurrei pegando-a em meus braços com cuidado. Suas costas estavam dilaceradas. — Você é a criatura mais forte que eu já conheci! — andava para fora do templo, lagrimas saiam dos meus olhos.

Não vi o Lugh desde que entrei no templo, mas já não me importava. Estava acabado. Mais uma vez havia chegado tarde demais. Ela não respirava. Não vi Teutates, e mesmo que o tivesse visto, não me importaria. "Eu perdi."

Minha força não foi o suficiente, minha velocidade não alterou o resultado, eu havia perdido. Estava morto por dentro. O corpo sem vida da minha Pequena pesava em meus braços e coração. Uma vez mais estava lá, perguntando-me o por que disso tudo? O que havia feito de tão grave para merecer tal castigo. A Last Umbra parecia-me confortável comparado ao vazio que sentia agora."Nada, eu não fiz nada pra merecer tanta dor! Nunca pedi pra ser um Deus ou qualquer coisa. Sempre fui um guerreiro honrado." Pensava enquanto sentia o calor do ódio consumindo-me por dento.Ajoelhado na neve que agora estava manchada por seu sangue inocente, apertava-a junto mim." O único crime que essa humana cometeu foi libertar-me. Ela de todas as criaturas que conheci em minha existência, tinha uma força e uma bondade que nunca vi em ser algum. Mesmo seu cinismo era carinhoso..."

– Ah minha Pequena — acariciava seus cabelos encharcados de sangue. Minhas Lagrimas caiam em seu rosto. — Mesmo nesse momento leva consigo esse sorriso. Ánillo avatyarë! Me perdoe minha Anne! Ánillo avatyarë! — Chorava e gritava com toda a força de meus pulmões. Não queria aceitar, não podia aceitar!

"Oh grande Dannan, rainha da vida e da morte, escute o pranto deste seu humilde servo! Há muito não clamo por ti minha Senhora, rogo-lhe agora para que me leve no lugar desta humana. Imploro para que perdoe minha arrogância, mas, não posso aceitar que a leve! Não permito que a tire de mim! "

Não sabes o quanto me agrada vê-lo assim Khaliadronosh.- Ouvi Teutatis latir atrás de mim. -Sou obrigado a admitir que me surpreendi com essa humana. Acredita que ela não gritou uma vez sequer?- "Ele está rindo?"– Juro que teria pegado mais leve se ela me obedecesse. Com Lanellus foi bem mais fácil, peguei-a de surpresa, devia ter visto o quanto Iane implorou-me. — coloquei Anne cuidadosamente no chão e beijei sua testa. Meu sangue fervia, via tudo em vermelho.

O primeiro soco ele nem viu chegar. Livrei-me de minha armadura, não iria precisar dela pra acabar com esse desgraçado.

–Levante-se! — gritei pra ele que se contorcia no chão. — Me chamou até aqui pra conversar? — Chutei seu abdômen. Ele conseguiu ficar de pé, agora empunhava sua espada.

– Acha mesmo que pode derrotar o Deus da Guerra?- Transportei-me pra suas costas

–Deus Menor da Guerra! — no segundo que girou seu corpo pra atacar-me, segurei sua espada arremessando-a pra longe. — Você não passa de um bastardo imundo! — soquei seu estomago. Segurei seu pescoço forçando-o a olhar pra mim. — Você cavou sua própria cova Maldito! — Joguei-o contra uma das paredes da ruína, que por ironia desabou em cima dele. — És um covarde. Sabia que não teria força para enfrentar a mim, então foi atrás delas!- ele se arrastava tentando sair dos escombros.

– Se me matar Dagda irá trancafiá-lo novamente! — me olhava assustado, eu ria.

–Acha que tenho medo de teu Pai ou de qualquer um? — comecei a chutar sua costela. — Você matou a única coisa que poderia me parar agora!!- Segurei sua cabeça e alcei voo , estávamos além das nuvens negras de inverno, larguei -o e desci logo em seguida usando o impulso pra pisar em sua coluna. Vi quando ele vomitou sangue. Com o pé vire-o fazendo com que olhasse em pra mim.

– Sabe por que você é fraco Khaliadranosh? — tentava falar. — Porque você se permitiu ter um ponto fraco. Quando isso acabar você será acusado por minha morte, e pela morte da sua Cadela.

– Não! Não vai! — alguém falou antes que eu pudesse responder. Conhecia aquela voz.

–P-pai? — Teutatis gaguejou assustado.

Olhei pra trás e vi Dagda acompanhado por Lugh. Dagda tinha decepção e arrependimento no olhar.

–Khaliadranosh...- Olhou pra mim e depois para Anne. — Eu sinto muito.

–Sente muito? — respondi-o. — Você sente muito?? — gritei. Ele abaixou a cabeça. Lugh me olhava com pesar. — Não abaixe sua cabeça Dagda! Olhe!! Eu quero que você olhe bem pra ela!! Acha que o seu 'Sinto muito' vai trazê-la de volta? — odiava-o com todo meu ser! Talvez até mais que odiava o próprio Teutatis. — O sangue dela está em suas mãos!!!

Estava furioso, não notei quando o covarde "sumonou" uma lança e a atravessou nas minhas costas. O cara era tão lixo, que a lamina não atingiu nenhum ponto vital. Segurei na ponta da arma e a puxei terminado de atravessá-la. Voltei-me para ele.

– Covarde. — disse com desdém. Encravei a Lança em seu abdômen prendendo-o ao chão. — Mata-lo seria muito pouco. Irá viver. E recordarás eternamente o quão fraco e inútil é.

–Pai, ajude-me!! Faça algo! — implorava.

– Você traçou esse caminho sozinho. — Dagda tinha desprezo no olhar. — Não sei como podes ser meu filho.

Deveria me sentir feliz, finalmente minha honra estava restaurada. "A que preço?" pensei caminhando de volta para Annie. "Como posso levar você de volta? Eu prometi que a levaria a salvo." Olhava, ela estava tão machucada. Não consigo nem imaginar o quanto sofrera nas patas daquele infeliz. Tirei a neve que havia coberto parte do seu corpo.

Lugh pôs uma mão no meu ombro.

–Eu não sei o que dizer meu irmão.

–Não diga nada Lugh!- Sabia que a culpa não era dele, mas não havia nada que pudesse ser dito para amenizar o vazio e a dor que sentia.

– Nobre guerreiro por que choras?

– Quem está ai ? — não conhecia aquela voz e não via ninguém.

– Escutei teu apelo filho meu. — "Dannan?" — Mas não posso perder-te, não irei tirar tua vida e dá para outrem!

– Porque?

– Por que és um servo valioso!- parecia irritada.- Entendo tua dor e como não fui capaz de ajudá-lo na primeira vez que clamou por mim. Fá-lo-ei agora. -Não a via, mas sabia que me sorria. Fechei meus olhos liberando uma lagrima de esperança. — Porém isso terá um preço. Estás disposto a paga-lo?

– Sim.

–Não concordes antes de sabê-lo. — Fui interrompido. — Posso trazê-la de volta, mas a humana não se recordara de nada. — Meu coração falhou algumas batidas. — Tudo que viveram juntos até aqui será apagado.

– Não..- sussurrei.

– Sei que parece um preço alto, mas para atender a ti, terei que alterar o destino dessa jovem.- senti uma mão tocar meu rosto. — Tuas memórias não serão alteradas, mas estarás impedido de procurá-la. Responda filho meu, aceita o preço?

Notas finais
Ánillo avatyarë = Perdoe me. =/ capitulo complicado de escrever, espero que tenham gostado. Quanto aos comentários que não respondi.... Eu li a todos, so que tava tão focada em escrever esse cap que não deu mesmo pra responder todo mundo!!!