Minha vida nas mãos Dele....

17 Nada é tranquilo quando Ele está por perto.


Notas iniciais
=D Comentem por favor! E se acharem que mereço, recomendem a fic!

Estávamos ainda abraçados quando o sol nasceu. A visão era linda, vendo a explosão de cores que era aquele amanhecer, lembrei-me de tudo que aconteceu até aqui. Sorri.

– Por que esta rindo ? — Khali me olhou intrigado.

–Você é mesmo um Deus do Caos.Bastou um fim de semana pra você virar minha vida de ponta-cabeça! — disse-lhe rindo. Ele abriu um sorriso, um novo tipo de sorriso, era simplesmente um sorriso perfeito (mesmo com aquelas presas enormes) .

– Da próxima vez, compre um sapato.... — me ajudava a levantar. — Vamos, tenho que te por na cama!

– Não posso dormir... — estava em seus braços e ele começava a voar calmamente. Olhou-me confuso- Tenho prova de matemática hoje!

Uma semana de inferno! Foi o que tive! Provas e mais provas! A cafeteria voltou a funcionar, mas logo tive que pedir demissão! Sim, não conseguia trabalhar tendo uma criatura caótica em casa! Khaliadranosh era um problema cotidiano, depois que ele mandou o filho da vizinha pro hospital e criou confusão com o carteiro notei que deixá-lo sozinho por muito tempo não era uma boa ideia! Além de ser sexualmente insaciável! Khaty veio conhecê-lo , ele foi atencioso com ela, tratava-a com tanto cuidado que nem parecia ele. Dylan ficou um pouco incomodado com o jeito que ele olhava a barriga dela. Tive que comprar um pc novo, pra mim. O folgado tinha dominado o meu. Ele ficava horas a fio tentando entender o mundo novo onde estava. Era sexta a noite, eu estava exausta, e ele estava empolgadíssimo.

–Vamos minha pequena! — gritava impaciente do andar de baixo.

– Tenha calma Khaliadranosh!! -Gritei de volta- Estou quase pronta!

Estava terminando de me maquiar, íamos ao cinema. Não falamos mais sobre seu passado, continuava sonhando com aquela voz estranha, mas Khali sempre me acordava. Acertava o delineador. Parecíamos um casal normal. Ele estava cada dia mais carinhoso comigo, mas sempre acabávamos discutindo por algo, como hoje mais cedo, ele brigou comigo por ter esquecido que ele não gosta de amoras e feito uma torta da fruta, ou quando brigamos feio na quarta, porque ele queria uma moto que havia visto na tv.

–Anne! — Gritou — Se eu tiver que ir até ai, você vai se arrepender! Passei um gloss claro nos lábios e estava pronta.

– Estou pronta caralho!- Usava um vestido azul sem estampa que ia até a altura do joelho , sapatos de salto alto preto, com pedrinhas de strass azuis, cabelo solto e uma maquiagem básica, valorizando meus olhos. A cara que ele fez quando me viu foi impagável.- Está tudo bem? — Não tive resposta verbal. Em um segundo estava sendo prensada contra a parede por um homem completamente excitado que me beijava como se sua vida dependesse disso. Ele usava uma calça jeans escura e uma camisa social, listrada de vermelho e preto e um tênis sport.

– Podemos mudar de ideia sobre o cinema? — murmurou no meu ouvido.

– Não! Precisamos sair um pouco. — continuava beijando meu pescoço e subia a barra do meu vestido.- Khali. — Gemi, ele parou e arqueou uma sobrancelha

– Não gosto desse apelido... — Disse contra meu pescoço. — Mas posso me acostumar se for pra ouvir você gemer assim. — afastou minha calcinha e introduziu um dedo. "Anne controle-se!!!" — Deixe-me ouvir mais uma vez.

–Khali... — gemi mais alto, movimentava o dedo num ritmo cruel. Afastou-se de repente.

–É ... Não gosto mesmo desse nome. — Virou as costas e desceu as escadas.

–F-filho da puta! — gritei arfando e tentando me recompor. — Isso vai ter volta! — desci as escadas indo atrás dele.

– Aguardarei ansiosamente. — Ele sorria de lado enquanto checava sua carteira. Ah sim, descobri depois, que ele havia materializado documentos pra ele. Sim, documentos falsos, mas que enganavam até o melhor perito! Pegou uma chave estranha.

– Que chave é essa?

– Uma surpresa! — tinha um mal pressentimento sobre aquilo. Abriu a porta sinalizando para que saísse. Meu queixo caiu.

–C-como? — tinha uma moto na entrada da minha casa, a moto que foi motivo de briga durante a semana. Ele me olhava satisfeito, com aquele sorrisinho sacana. — Quando?

– Então minha pequena, descobri que alguns humanos simplesmente amam gastar dinheiro.- Começou a explicar enquanto me entregava um capacete. — Vendi a Last Umbra por uma quantia superior a qual você comprou, investi o dinheiro numa coisa divertida chamada "Bolsa de Valores" e hoje de manhã enquanto você tava na aula, comprei.

– Você o que? — eu não acreditava no havia escutado! — Você pelo menos sabe pilotar?

– Tenho plena certeza que não falei em grego e aprendi a pilotar hoje de manhã. — Falava como se fosse a coisa mais normal do mundo — Não é tão difícil, é mais fácil que domar um "Ifrit."² — Subi na moto meio insegura, era uma Ducati 899 Panigale. — Segure-se.

Agarrei firme sua cintura. Quando ele deu partida naquela monstruosidade, que era a cara dele diga-se de passagem, meu coração disparou. Não via quase nada, tudo era apenas um borrão. Era uma vez meus cabelos desembaraçados e arrumados, era uma vez minha roupa perfeitamente passada! Fizemos em 5 minutos um percurso que geralmente duraria 15! Ele tinha um sorriso de satisfação na cara e eu agradecia por estar viva!

–Que cara é essa minha Pequena? — Perguntou enquanto tirava meu capacete.

– Eu quase morri! — ele gargalhou

–Nop. — Tocou a ponta do meu nariz. — Jamais colocaria você em perigo.

–Você é um perigo ambulante Khaliadranosh! — não podia perder essa!

– Eu sou um perigo? — fez cara de ofendido. — Assim você me magoa! — se aproximou e sussurrou no meu ouvido — Mais tarde te mostro o que é perigo de verdade!

Ele era louco, e estava me enlouquecendo!

Assistimos ao filme, ele não gostou muito de ver em 3D, disse que dava dor de cabeça. Estávamos comendo uma besteira qualquer e conversando sobre o filme. Khali estava empolgado falando das cenas de batalhas, ele fazia gestos imitando o brandir de espadas. Quando fomos interrompidos.

–k-Khaliadranosh? — uma voz desconhecida perguntou atrás dele — É você mesmo?

Notas finais
Ifrit² : Um ifrit ou Efreet (ou ifritah) apresenta-se como uma enorme criatura alada constituída de fogo, que vive no subsolo e costuma freqüentar ruínas.