Minha vida nas mãos Dele....
18 Imprevisível.....
Notas iniciais
O sorriso deu lugar à uma expressão de confusão, e depois de raiva. Virou-se com tudo e deu um soco no homem que havia chamado seu nome. A praça de alimentação parou para ver a cena. O rapaz caído massageava o maxilar.
–É.... É você é mesmo. — O homem aparentava ter menos de 30, tinha o porte atlético, cabelos negros e olhos azuis. Não pude olhar mais detalhes, Khali havia se voltado para mim e arrastava-me pra fora do shopping.
Respirava forte e andava rápido, parecia um trem desgovernado.
–Suba!- ordenou depois de colocar o capacete, eu estava meio confusa com o que havia acontecido, até aquele momento, não tinha notado quando chegamos no estacionamento — Não estou com paciência pra ficar de brincadeiras Anne! Suba logo nessa merda!!! –" Manda quem pode, obedece quem tem juízo!"
Ele estava fora de si, costurava entre os carros , por duas vezes quase bateu a moto. Se achei que morreria mais cedo, agora tinha certeza, bastaria um velhinha desavisada atravessando uma faixa qualquer e meu fim seria trágico. Agradeci quando finalmente aquela coisa começou a parar. Estacionou de qualquer jeito e entrou em casa. Fiquei em duvida se deveria segui-lo.Guardei os capacetes, as chaves, tirei meus sapatos e fui à sua procura. Encontrei-o dentro da piscina , com roupa e tudo. Voltei para a cozinha, preparei um café fresco. Três colheres de açúcar no dele e uma no meu. "A noite vai ser longa." Peguei um maço de cigarros e fui ao jardim.
– Café? — estendi a xícara. Nadou em minha direção. Tomou um gole pra testar o nível de açúcar e depois outro gole que sinalizava que estava à seu gosto. Acendi um cigarro. -Quer um? — me olhava estranho, mas balançou a cabeça positivamente. Acendi um pra ele. Depositei meu cigarro no descanso do cinzeiro. Fui até a sala coloquei um álbum de Ed Sheeran e selecionei a musica "I see fire", troquei a saída de áudio para que pudéssemos ouvir lá fora. — Quando acho que vou perder a cabeça, escuto essa musica pra relaxar. — Confessei sentando-me novamente a beira da piscina. — Sabe , nadar ia ficar mais fácil se você tirasse o tênis.- Semi-serrou os olhos, suspirou e logo depois suas roupas evaporaram e ele estava novamente em sua verdadeira forma. — Isso é trapacear!
Olhava a dança irregular que a fumaça de nossos cigarros fazia no ar. E ele parecia distante. Apenas ficamos ali, ouvindo a melodia que tocava ao fundo. Olhei a lua, estava cheia , nuvens passavam por ela, dando-lhe um aspecto sombrio. Avistei uma estrela cadente, fechei meus olhos, fiz um desejo silencioso com todo meu coração.
– O que desejou? — perguntou-me baixinho. Só então notei que me encarava intrigado.
–Se eu contar, ele não se realiza. — pisquei pra ele.
–Não vai me perguntar sobre o que aconteceu? — Sua pergunta foi vacilante e insegura.
–Nop! — respondi rápido. Olhou-me mais confuso ainda. Tomei fôlego... — Admito que esteja curiosa sobre aquele cara, mas não, não vou perguntar nada sobre o que aconteceu Khaliadranosh. Se, e somente SE você quiser me contar, eu estarei aqui pra te ouvir.
Tocou delicadamente meu rosto, abriu a boca pra falar algumas vezes por fim desistiu. Abraçou minha cintura e colocou a cabeça em meu colo, tomando cuidado para não machucar-me com os chifres. Vaga-lumes brincavam nas flores perto da piscina, acariciava o cabelo de Khali, ele passava a mão em minhas costas. Os minutos passaram, o café havia acabado e eu já estava no quarto cigarro admirando os movimentos de sua calda.
– Ánillo avatyarë . — sussurrou naquela língua estranha que havia escutado no sonho.
–O que disse? — Ele levantou a cabeça e me encarou. Estava realmente estranho. Puxou-me devagar pra dentro da piscina, colocou uma mecha do meu cabelo que caia em meus olhos atrás da orelha, seus dedos traçavam cada detalhe da minha face e em seguida beijava onde tinha tocado. Virou-me com cuidado, deixava um rastro de beijos suaves e gelados no meu pescoço, desceu devagar o zíper do meu vestido. Despia-me devagar e quando as alças molhadas do vestido caíram dos meus braços, puxou a barra do vestido ao mesmo tempo em que acariciava minhas curvas laterais. A peça molhada foi deixada colocada de lado, tocou suavemente a marca que ele havia deixado em mim, causando-me arrepios, gemi quando beijou o lugar e tocou meus seios com uma delicadeza que não sabia que possuía.
Estava encarando-o novamente, seus olhos tinham um brilho diferente. Aproximou nossos lábios, a distancia mínima indicava que pedia permissão pra prosseguir, meu coração pulsava diferente, meu corpo reagia de uma maneira completamente nova. Passei meus braços por cima de seu ombro e coloquei um fim na distancia que torturava a ambos. Calmo, doce e cheio de sentimentos foi o beijo. Minhas mãos percorriam seu corpo como se em algum lugar por ali estivesse escondido minha salvação. Sem interromper o beijo guiou-me até a escada da piscina, onde me colocou sentada posicionando-se entre minhas pernas. Sentia seu tórax encostar-se ao meu a cada respiração. Parou o beijo depositando alguns selinhos até parar de vez e olhando nos meus olhos, uniu nossos corpos. Voltou a beijar-me, nossas respirações se confundiam, nossas mãos se entrelaçaram. Nossos corpos se movimentavam numa coreografia perfeita. Toquei seu peito e pude sentir seu coração pulsar, tinha o mesmo ritmo que o meu. Eu gemia contra seus lábios, estava completamente entregue a ele. Sentia-me completa. Ao ouvir cada suspiro ou rosnado dele, uma onda de leves choques percorria meu corpo, sentia um friozinho gostoso no meu estomago. As mãos de Khali deixavam uma trilha de fogo por onde passava, minha pele ansiava por seu toque, meus lábios imploravam por mais daquele novo tipo de beijo. Amava-o, sorri ao notar, amava-o como nunca achei que fosse possível amar alguém. Beijei seu pescoço provocando um gemido de satisfação. Juntos aumentamos a velocidade dos movimentos, estávamos sincronizados, palavras eram desnecessárias. E abraçados alcançamos o ápice. Ali, sob uma lua sombria, trocávamos carícias e beijos cálidos. Com a testa colada na minha e ofegante, Khaliadranosh sorria. Um sorriso verdadeiro, sincero e que fez meu coração falhar.
Carregou-me em seus braços pra fora da piscina. Minha cabeça estava em seu peito, podia ouvir claramente seus batimentos. Estava acelerado. Eu levava comigo um sorriso idiota.
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