Minha vida em suas mãos. Spemily

7 7 - O destino se faz presente - part 1


Notas iniciais
Olá, meninas fiquem calmas, era pra ser nesse, mais eu fui desenvolvendo e como o capítulo ficou muito grande dividi em duas partes, então que tal uma troca: uma recomendação pela segunda parte. Espero que gostem. Até lá embaixo e boa leitura!

O sol entrava pela janela, pela cortina não fechada, dando uma irritação nos olhos dela. Foi assim acordando lentamente com aquele maldito sol. Abriu os olhos e ficou olhando pro teto, imaginando cada momento que passou com ele, cada segundo feliz, desde o começo. O dia em que se conheceram na faculdade e ele tão galanteador, roubando sorrisos bobos dela, aqueles olhos claros que naquele começo sempre a hipnotizava, de uma forma ardente, depois o namoro cheio de alegria e cumplicidade, parecia que jamais teria um fim. Ninguém os vendo naqueles dias dizia que teria. O tempo passando e o brilho se acabando, aquela chama diminuindo dela mais e mais e um iceberg se formando. O pedido de casamento sem fundamentos. Seus beijos, não eram mais inesquecíveis, suas noites de amor, não eram mais noites de amor, eram apenas transas sem sentimentos. Ela até passou a tentar mudar, a tentar sentir algo lá no fundo, algum sentimento repreendido dentro de si, alguma luz que pudesse se fazer presente novamente e trazer de volta aquele sentimento de antes, tão indomável. (Parece que não era tão indomável assim).

A dor de cabeça começava a voltar, então resolveu se levantar e fazer algo para ocupar os pensamentos, e ficar em paz, uma vez pelo menos dentre tanto tempo. Levantou- se lentamente esfregando os olhos e foi para o banheiro, escovou os dentes, depois ligou a torneira para encher a banheira branca (a qual era grande demais para ela sozinha), pegou sais de banho e despejou na banheira, a qual foi se enchendo e formando muita espuma e liberando vapor pelo banheiro todo, deixando os vidros e espelhos todos embaçados, devido á água totalmente quente. Quando estava já toda cheia a banheira, tirou toda roupa que vestia e adentrou a banheira que se encontrava quente e convidativa demais.

Não trabalharia aquele dia, então ficou um bom tempo por ali, ouvindo as músicas que havia colocado para tocar em seu celular. Tentou e até por breves momentos conseguiu não pensar, mas não era tão simples assim, estava tudo ali á todo momento, ela se forçava em não pensar e quanto mais o fazia mais pensava. Ficou ali por volta de uma hora e sua barriga já dava vestígios de fome. Então saiu da banheira, voltou para o quarto, colocou um moletom quente, e foi para a cozinha. Tudo estava quieto demais, Aria não voltara para casa desde a noite passada. Fez um café bem forte como gostava, e comeu muffins, depois foi correr, precisava espairecer. O fez por duas horas e voltou para casa e tomou outro banho, agora uma chuveirada quente. Toby ligou para ela marcando um encontro á noite, um jantar, ela aceitou, e ficou formulando jeitos de dizer tudo á ele.

O feriado estava passando rápido demais, depois do banho fez uma sopa e se Aria chegou bem na hora do almoço. Puseram- se a comer juntas e ficaram por ali conversando, depois lavaram a louça e foram assistir á um filme. E assim ficaram até o começo da noite.

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Emily não teve uma noite boa, acordando várias e várias vezes na madrugada, conseguiu realmente dormir só ás 4 da manhã. Acordou ás 8h muito cansada e ainda frustrada pela noite passada. Tomou um banho quente, e saiu para tomar café fora, foi até o shopping, lá parou numa cafeteria e se serviu. Depois foi andar pelo shopping, onde passando pela vitrine de uma joalheria viu uma peça que lhe encantou. Dois colares unidos por um pingente, que se completavam, formando um coração de um tamanho significativo. O pingente era dividido em duas partes com pequeníssimos diamantes na frente, dando espaço á cima para uma gravura. Entrou na loja e os comprou. Assim que o fez já pediu para atendente para os encaminhar para fazer as gravuras desejadas. As gravuras demorariam em torno de duas horas para ficarem prontas, informou o que desejaria que estivesse escrito em cada metade do coração, e saiu para continuar andando, á fim de esperar passar o tempo, andou andou, e comprou um cartão, sentou- se no refeitório do restaurante e se pôs á escrever, depois que acabou, pediu um hambúrguer com batatas fritas e um refrigerante diet, e fez daquilo seu almoço, saindo da dieta que sempre á mantinha em forma.

Acabando de comer viu que o tempo necessário já havia passado, e voltou á joalheria buscar os colares, estava dentro de uma caixa preta envolta em um pequeno laço vermelho, sofisticado e delicado. Assim que o pegou voltou para casa.

Nos fins de semana não ia ao escritório para trabalhar, o que não á impedia de faze- lo em casa. Mas como estava tão sem inspiração resolveu ir á um lugar que sempre ia quando precisa de paz e sossego.Chegou em sua casa e aprontou uma mala com roupas quentes e aconchegantes, depois foi para a cozinha e preparou algumas sacolas com comidas e bebidas para levar, deixou no balcão da cozinha o cartão vermelho com brilhos dourados em forma de coração, "FOR: Hanna", e por cima do cartão, a caixinha que continha o presente. Tinha a intenção de passar o restante do fim de semana no lugar, trabalhando, então não sabia se chegaria entes de Hanna em casa para dar o presente logo. Então resolveu deixa- lo lá como uma surpresa. Escreveu um recadinho na geladeira avisando Hanna onde havia ido e o fixou na geladeira. Colocou tudo que precisava no seu fusion titanium preto, e saiu de casa para ir aquele lugar.

Andou por pouco mais de uma hora, adentrando um floresta totalmente fechada e indo por um estrada de terra, até chegar á aquela cabana. A cabana era de madeira rustica mas também muito elegante. Tinha uma chaminé, na sacada havia um cadeira de madeira de balanço muito bonita. Pegou sua bolsa e dentro dela as chaves do local. Dentro da cabana tudo era muito sofisticado, dois sofás com estofados em marrom escuro, para quem nunca tivesse ido ao local diria que os sofás eram os mais aconchegantes, uma lareira grande, tudo bem decorado com vasos de flores artificiais e quadros de paisagens, até mesmo uma cabeça de alce pendurada na parede. Do outro lado da sala separada por uma parede se encontrava a cozinha, muito sofisticada para uma cabana no meio da floresta, uma mesa de madeira redonda toda trabalhada. Armários também em madeira envernizada, fogão embutido á pia, tudo lindo, e principalmente limpo. A cabana era de Emily, e ela sempre mandava uma empregada ao local para deixar tudo limpo e arrumado. Era um refúgio para si, longe da cidade, das pessoas, sem sinal de celular, nada que pudesse á atrapalhar. Ainda era de tarde, voltou ao carro para pegar tudo que trouxera, comida, roupa e instrumentos de trabalho. Foi para o escritório da cabana, e arrastou de lá sua mesa profissional de desenho, e colocou na sala, em cima dela várias folhas e lápis, borrachas, réguas, tudo que precisaria. E começou á desenvolver suas idéias agora com a calmaria do local, surgidas em sua mente. E por ali ficou trabalhando.

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O dia de Aria foi tranquilo, ficou com Spencer vendo filme e aconchegando a amiga que se encontrava desolada com a própria vida. Sabia que á noite a maior teria outro encontro com o noivo, já quase ex- noivo, então aconselhou- a á ser forte e falar de uma vez. Sairia com Ezra á noite também, então enquanto pudia ficava com a amiga dando- lhe força.

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Hanna passou o dia andando pelo shopping com Mike, á noite sairiam para uma boate, junto com outros amigos da faculdade, para descontraírem, festarem, beberem, dançarem, curtirem. Por fim: saírem da rotina.

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A noite já se mostrava e Spencer cada minuto mais angustiada, era a hora da verdade. Sairia com Toby pra jantar, depois iria para um lugar reservado e falaria tudo para ele. Pôs- se a se arrumar com a ajuda de Aria, o frio não cessara a semana toda, e essa noite não estava sendo diferente. Quando Toby chegou seu coração foi pela boca, ao perceber que era o seu ultimo dia de "noiva", segurou o choro. Apesar de não ama- lo como ele a amava, considerava- o um grande amigo e companheiro. Atendeu á porta se despediu de Aria e saiu, mas pediu á ele que cada um fosse no seu carro, ele no começo não entendeu, mas não questionou, apenas aceitou e foram para o restaurante. Durante todo jantar Spencer parecia longe e dessa vez o rapaz percebera, ela enrolou-o mais um pouco e o chamou para irem á um lugar mais calmo e reservado. Ele assentiu e foram cada um em seu carro para um parque que á noite costumava ser quase um deserto. Era a hora da verdade, foi puxando Toby para um banco iluminado pela lua. E começou a falar:

– Toby eu preciso te falar uma coisa séria, e também muito difícil não só para você, mas para mim também. — Spencer tinha uma expressão muito triste, e os olhos já marejados, olhava diretamente nos olhos de Toby esperando por uma resposta

– Spencer eu... não to... entendendo — Toby estava extremamente confuso com as palavras da garota

– Toby eu... eu... — Ela não estava conseguindo completar sua frase, e começou a chorar

– Ei — Toby vendo as lágrimas nos olhos dela, a puxou para um abraço, tentando a confortar

Spencer estava nos braços de Toby chorando e soluçando, mas precisava realmente ser mais forte que nunca e falar, então se soltou dele enxugou suas lágrimas respirou fundo cessando os soluços, tomou força e voltou a falar

– Toby eu quero terminar — dessa vez ela foi firme, mas ainda expressava muita tristeza

Toby á olhou boquiaberto, franzindo o cenho instantaneamente, e as palavras sumiram completamente da sua boca, não sabia o que dizer, o que pensar, como agir, ficou assim por um minuto, um minuto longo e crucial para Spencer, que chamou- o para obter alguma reação do rapaz

– Toby... eu — Spencer foi prontamente interrompida

– Como é? Você está louca? Só pode ser. — Ele estava inconformado

– Desculpa Toby mas eu não posso mais mentir para nós, eu não sinto mais nada, me desculpe. — Depois de ter dito a palavra mais difícil "terminar", sentia mais firmeza em si mesma

– Sua... vadia, você acha que eu sou idiota — Ele começou a gritar as palavras, e agarrou os pulsos dela começando á aperta- los

– Toby me desculpa, mas eu não posso mais fazer isso, eu não fiz nada de errado, não precisa me xingar, e você está me machucando — Começou a ficar com medo da reação dele e já tentava se soltar das mãos firmes e apertadas dele em seus pulsos

– Você não pode. Não vai fazer isso. Não vai me deixar. Você sabe o quanto eu te amo o quanto dei minha vida por você, você ... você... sua ordinária — Toby gritava mais alto apertando mais ainda os pulsos dela e á chacoalhando

– Toby me solta, por favor, me desculpa, me solta Toby — Spencer viu que ele estava super alterado, estava a machucando, e ela só queria sair dali

– Não. Eu não vou te soltar. Você é minha — os olhos dele pegavam fogo de tanta raiva, seus músculos incharam em razão da raiva, sua expressão era de dar medo á qualquer um

– Não Toby, eu não sou mais, me desculpa, eu não posso fazer nada quanto á isso, meu coração não é de ninguém, nem mesmo seu, tenta entender que não tem mais nós, e tentei mudar, tentei voltar á sentir, mas foi impossível e eu não quero sofrer mais tentando, e não quero levar isso a diante e te machucar mais pra frente. Agora me solta que você está me machucando — Estava chorando, derramando todas palavras sufocadas em sua garganta, já alojadas ali á muito tempo

– Não — Gritou mais alto ainda e apertou- a mais e dando mais um chacoalham forte

Ela estava com muito mais medo agora, queria rapidamente se soltar, sair dali correndo como nunca correu, mas ele não á soltava nem um pouco, diferente, apertava- a mais ainda cada segundo que passava. Sua reação mais rápida e adequada ao momento para se defender foi se mover rapidamente e chutar as partes dele com a parte debaixo do pé. O chute o fez cair rapidamente, e solta- la no mesmo instante, e logo ela saiu correndo em direção ao seu carro. A melhor coisa que tinha feito foi pedir para irem em seus próprios carros.

Ligou- o e quando já estava saindo, olhou pelo vidro, e pode perceber Toby se levantando e gritando algo que ela não entendia. Logo saiu em velocidade moderada, chorando desesperada, quando percebeu pelo retrovisor o carro de Toby á seguia, acelerou o carro, iniciando uma fuga, e ele acelerando ainda mais. E perseguição se fazia presente. Cortava os carros, "costurando" a pista, de uma forma perigosa como nunca imaginou que faria. Ele acelerava cada vez mais mostrando a ela que não desistiria. Ela se aproximava de um cruzamento, quando estava a poucos metros o sinal ficou amarelo, mas ela não podia parar acelerou mais ainda e logo que passou o sinal ficou vermelho. Toby vinha logo atrás com alguns segundos de diferença, o sinal que acabara de ficar vermelho, não o parou e ele acelerou ainda mais, mas quando ia atravessar o cruzamento, um carro na horizontal veio em sua direção, e por poucos centímetros ele conseguiu evitar um acidente fatal, e sua própria morte.

Notas finais
E ai o que acharam? Espero que realmente tenham gostado, sei que estão loucas pelo encontro. A troca está de pé ok. E comentem por favor. Beijinhos.