Minha vida em suas mãos. Spemily
14 14 - Ajustado
Notas iniciais
No meio daquela semana, tinha mandado Emily para um quarto separado, um quarto hospitalar privativo, ajustado também como uma semi-UTI, ela estava estável, mas nada de acordar, e aquilo me deixava sim preocupada, pois ela podia passar o resto da vida vegetando, e ela não merecia isso, ninguém merece. Assim como o combinado, o quarto dela foi arrumado, e colocaram uma cama a mais para mim, um pouco mais longe, na parede oposta, num canto, envolta em uma cortina de pano, para que eu pudesse ter alguma privacidade, pelo menos para dormir.
Minha vida estava assim, acordava com cheiro de hospital, tomava banho e me arrumava no meu escritório, atendia alguns poucos pacientes que eu havia resolvido continuar acompanhando no tratamento, almoçava com Aria num restaurante ali próximo, voltava para o quarto, e para me distrair acabava pondo alguma música baixa num rádiozinho — que se encontrava na bancada, ao lado da cama da Emily — sentava ao lado dela, numa poltrona que havia providenciado, e ficava lendo alguma coisa, para poder ter alguma distração. Tomava algum café forte, e comia alguma torrada no refeitório á tarde, voltava para o quarto, onde ficava até á noite, saindo apenas para tomar banho e jantar, logo voltava e mais um dia se acabava, ou com meu sono profundo, ou com meu olhar sobre Emily, eu sentada na minha cama, apenas vendo o luar bater em seu rosto, vindo pela vidraça enorme que tomava quase toda uma parede.
Seu rosto era de fato lindo, apesar de agora pálido. Seu corpo bem defino, estava aos poucos se desfazendo, evidenciando mais magreza, mesmo que pouca, era possível notar que ela estava diferente do primeiro dia que a vi. Seus olhos um pouco puxados, uma boca carnuda, agora um pouco mais seca e sem vida, não deixavam de mostra-la bela, com certeza se ela pudesse sorrir abertamente, seria possível ver o grande brilho maravilhoso de seu rosto. E mesmo daquele jeito "dormindo", era como se ela estivesse sorrindo. Perdia algumas madrugadas, apenas apreciando a vista e imaginando, como ela seria acordada, como seria seu jeito. No momento que Hanna havia me dito sobre a namorada de Emily, eu realmente fiquei chocada, não que eu fosse o tipo que condena uma pessoa por seus sentimentos, mas isso também não queria dizer que eu achava isso certo, eu apenas respeitava a vontade de cada um, mesmo sendo contrária ao ato. Alguns dias depois a tão falada namorada apareceu por lá
– Oi, posso entrar? — perguntou calma, no batente da porta
– Claro — respondi gentilmente. Eu que estava na mesma poltrona de todos os dias, lendo meu livro, e com o rádio baixinho ligado ao lado da cama
– Obrigada — agradeceu, já entrando e indo em minha direção — É tão difícil vê-la assim — revelou enquanto se aproximava e me estendia a mão
– Realmente, ninguém merece passar por isso — Usei como forma de consolo, me levantando rapidamente de onde estava e a cumprimentando — Drª Hastings — me apresentei
– Maya, sem doutora — riu triste, olhando por cima de meu ombro á procura da outra
– Bom, foi um prazer Maya, agora acho que vou deixá-las a sós — entendi que ela gostaria de falar alguma coisa mesmo que não fosse ouvida, apenas para poder desabafar
– Obrigada — agradeceu
Então me pus a sair, voltando a olhar apenas quando já estava debaixo da porta, e pude ver, Maya depositando um beijo casto na testa de Emily, e de relance pude também perceber que algumas lágrimas começavam a escorrer lentamente por seu rosto. Deixei o tempo passar, e depois acabei voltando para o quarto, e pude encontrar Maya ainda lá sentada, segurando a mão de Emily e a encostando na boca, beijando amavelmente e acariciando, e ela parecia confortável com o gesto, que por um momento passei a achar aquilo certo, aquele tipo de relacionamento, mas logo me repreendi e me lembrei dos meus princípios. Chamei-a
– Acho que seria melhor você descansar agora, ela precisa receber alguns medicamentos e... — ela logo me interrompeu
– Sim, sim, eu entendo que não posso ficar muito tempo por aqui. Posso? — apontou para a máscara de oxigênio que cobria o rosto de Emily. Olhei-a confusa, sem entender o que ela queria fazer — Eu só quero dar um beijo nela — me olhou tão docemente, com os olhos brilhando em pedido, e então percebi que ela queria retirar a máscara
– Ah, sim, pode, mas rapidamente — não podia recusar um pudido assim, pois se fosse um homem ali, um namorado dela, eu nem questionaria
Ela sorriu e acenou com a cabeça agradecendo, se virou e olhou por mais alguns segundos para Emily, virou para mim novamente, confirmando mais uma vez, acenei que sim e novamente ela virou, puxou a máscara para baixo, deixando a boca dela livre, se inclinou e selou seus lábios com os dela, de uma forma tão apaixonada, logo se distanciou e colocou de volta a máscara, e afagou a testa da morena deitada. Na hora que ela depositou o beijo, senti um pequeno desconforto, mas para minha estranheza, não foi por achar aquilo errado, mas um desconforto diferente o qual eu não sabia explicar, balancei minha cabeça, tirando os pensamentos da mente e me despedi de Maya. Hanna vinha todo dia ver Emily, mas não passava mais o dia todo no hospital. Senti um clima estranho rondando os ares envolta dela e Aria, não sei qual era a razão, mas Aria parecia fugir da loira, tão descaradamente, que as pessoas de fora da bolha delas percebia a um quilômetro de distância, não aprofundei o assunto com Aria, me limitei a apenas reparar, afinal de contas poderia ser apenas uma impressão minha. E mais uma semana se passou, e outra logo em seguida, com a mesma rotina.
–-----------------------------–--------------
Cada dia se tornava mais estranho e torturante para mim. Cada vez que Hanna aparecia no hospital, eu me lembrava nitidamente de meu sonho louco, o qual eu tentava evitar ao máximo, pois era errado demais, pensar numa garota daquela forma, ainda mais minha cunhada, com quem Mike parecia estar tão feliz, e tão mudado, comparando com seus anos colegiais. Toda vez que eu a via eu simplesmente me desmanchava no meu próprio eixo, tentava evitar, mas era difícil, e acabava olhando toda sua estrutura, imaginando se a textura de sua pele era como a que eu tinha sentido no meu sonho, se sua saliva tinha realmente sabor de menta. Tentava até me reprender, mas não estava sendo possível, ocultar toda aquela loucura da minha cabeça.
Spencer estava decidida mesmo, e passaria todos os dias, o dia todo no hospital, cuidando de Emily, e eu ficaria sozinha em casa, se não fosse por Ezra que com o maior prazer, se ofereceu para ficar a noite comigo, enquanto eu estivesse sozinha. A primeira semana foi ótima, eu saia do trabalho e sabia que Ezra dormiria comigo e não me deixaria sozinha com medo dentro daquela imensa casa. Mas como sempre, alguma coisa tinha que estragar minha felicidade. No meio da semana ele recebeu uma ligação, chamando-o para uma conferencia de professores, e algumas palestras que durariam duas ou três semanas no máximo em Nova Iorque. Pronto, eu estava sozinha novamente.
Mais um sábado havia chegado, e agora, regularmente, Mike resolvia aparecer em Londres, claro que não pela irmãzinha, mas pela namorada. E nesse mesmo dia, ele me convidou para tomarmos um café em algum lugar, ou jantarmos juntos. Seria muito desconfortável não aceitar, pois eu não teria nenhuma explicação o mais razoável que fosse, nem mesmo dizer que sairia com meu namorado, já que nem na cidade ele se encontrava no momento. Aceitei um jantar, combinamos o lugar, e também que eles me buscariam em casa, para irmos até o restaurante. Eram oito da noite, e como planejado eles lá estavam na porta da minha casa me esperando, mais precisamente, Hanna estava na porta, Mike estava esperando dentro do carro.
– É... o..oi — ultimamente eu estava assim, gaguejando como uma idiota na presença dela
– Oi — esboçou um lindo sorriso para mim — Posso? — estendeu os braços para me abraçar
– Claro. — abracei-a e senti seu corpo. E como eu tremi. Me distanciei, tentando disfarçar ao máximo minha cara corada — Não precisa pedir, me sinto uma boba pelo outro dia, me desculpe
– Pare de se desculpar — riu — agora vamos?
– Claro. — sorri e acompanhei até o carro
Fomos por uma rua qualquer, andamos por cerca de uns vinte minutos ou menos, conversando coisas á toa, até que chegamos ao restaurante. Descemos, Mike logo pegou a mão de Hanna, e foi andando em direção a entrada, e aquele simples gestos das mãos me deixou aflita. Como sempre, disfarcei e os acompanhei. Até o momento não tinha me dado ao trabalho, mas agora indo atrás deles, fiquei reparando na roupa que Hanna vestia. Uma calça preta, bem colada ao seu corpo, uma blusa branca por baixo de uma jaqueta de couro preta formal, e um ankie boots vermelho, o cabelo quatro ou cinco dedos abaixo do ombro, com as pontas ondulas, a deixava tão deslumbrante. Ela não só andava, mas também rebolava conforme se movia, mas de uma forma sutil e do meu ponto de vista, extremamente sexy.
Fiquei tão distraída olhando seu corpo, que só percebi quando já a dor me veio. Bati na porta de vidro, tão limpa e transparente, do restaurante, que aposto que outras pessoas já fizeram o mesmo. Minha cabeça latejou com a pancada, que também causou um bom barulho momentâneo. Merda! Só me faltava essa. Levei a mão á cabeça, e era evidente que formaria um "galo". Hanna se voltou para mim, e mesmo não tendo visto o que havia acontecido, era irrefutável que ela havia se dado conta do que havia acontecido, não tudo na verdade, apenas que dei de cara com a porta.
– Você está bem? — perguntou ela já na minha frente me causando minhas famosas palpitações
– Sim, não foi nada — ri da minha própria idiotice
– Deixe-me ver isso — pegou minha mão que estava na minha testa e a afastou para poder ver o estrago — Nossa, bateu feio, hein — disse e riu
– É — sorri de volta
Assim de mais perto, pude sentir o cheiro de seu perfume, o qual eu queria ter maior proximidade, afundar meu rosto em seu pescoço e senti-lo sair diretamente de sua pele. O engraçado era que em qualquer outro momento, com qualquer outra mulher que fosse, eu gostaria de saber qual era a marca do perfume, qual era ele, para mim poder compra-lo e usa-lo, mas ali não era isso que se passava na minha mente. Tinha até me esquecido da presença de Mike ali, só voltei a nota-lo quando chamou nossa atenção
– Tudo bem com você Aria? — perguntou todo carinhoso e sorridente, como que tirando sarro de mim
– Sim, sim, é que tinha um mosquito na minha testa, mas pronto, já o matei — sorri ironicamente
– Entendi — riu de mim, e esperou que fossemos para dentro do restaurante
– Vamos lá? — perguntou Hanna, ainda de frente para mim, apenas sorri e confirmei com a cabeça
Adentramos o local, nos ajeitamos numa mesa e logo chamamos o garçom. Hanna antes mesmo de pedir qualquer coisa do cardápio, requisitou ao homem com o menu na mão, um pouco de gelo e um pano. Logo ele trouxe as coisas da loira. Ela as pegou e sentou na cadeira ao meu lado, enrolou as pedras de gelo no guardanapo de pano, e o levou até minha testa. Estava doendo, mas deixei de sentir qualquer coisa a minha volta e em mim mesma devido a aproximação da mulher á minha frente. Ela ajeitava o gelo na minha testa, olhando o galo, que tão rapidamente havia se formado, e que com certeza estava vermelho, enquanto ela me ajudava assim, eu observava seus olhos atentamente, de um azul instigador, assim como a profundeza dos mares, voltava minha atenção para seus lábios, um formato perfeito, num batom vermelho os destacando, enquanto ela os entreabria, tentado a todo custo fazer o machucado melhorar.
Mike olhava o menu, atentamente, procurando algum vinho bom. Voltei a olha-la, novamente dando total atenção a seus olhos, entrei ainda mais no meu mundinho colorido, quando seus olhos, fitaram os meus, bem dentro, como se estivesse tentando raptar minha alma. Nos encaramos, sem expressão alguma, mas havia um tensão em torno de nós duas, apenas nós.
– É... acho que já está melhor — disse e sorri para ela, distraindo a mim mesma do rumo da minha mente
– Tudo bem — não sei se foi apenas impressão, mas ela corou levemente
– Tudo bem — se levantou e foi se sentar ao lado do Mike
Escolhemos nossos pratos, um ótimo vinho e ficamos conversando aleatoriedades. Entramos no assunto Emily, e ela nos contou que são amigas desde antes mesmo de se conhecerem por gente, desde sempre. Relatou algumas travessuras que aprontavam quando mais jovens, contou também que Emily sofre muito na adolescência, tendo que sofrer com o preconceito das pessoas a sua volta, e mais ainda por sua mãe fazer descaso dela, por ser gay. Não que eu me importasse muito com isso, pois para mim, toda forma de amor é válida, eu já sabia sobre a opção sexual de Emily, Spencer tinha me contado. Mas ouvir Hanna falando sobre o assunto me deu um gelo de repente. Elas moravam juntas, tinham um amor incondicional uma pela outra, pelo que a loira falava. Será que elas já ficaram alguma vez?
Isso me provocou um frio no estômago, mas não sei se era nojo, medo, ou até mesmo... ciúmes. E dentre as três opções, a que me pareceu a mais viável foi ciúmes, para minha própria surpresa. Eu estava em conflito com meus próprios pensamentos. Como eu podia estar nutrindo sentimentos como esse por ela? Não fazia sentido, e o pouco que fazia, eu não aceitava. Nunca tive preconceito nenhum, quando a situação é com os outros, nós sabemos opinar, aconselhar e tudo mais, mas quando as coisas começam a acontecer com nós mesmo, tudo muda, nós ficamos fora do eixo, não sabemos o que fazer, para onde correr. Logo me dei conta dos meus devaneios, e voltei prestar mais atenção na conversa.
– E agora eu estou sozinha lá em casa, já que a Emily não está e mãe dela não pode ficar. Consegui arranjar um serviço para não ficar tão só, mas ainda sim é muito difícil, essas semanas, estão parecendo meses para mim — ela esboçava um sorriso triste de canto
– Eu queria ficar por aqui amor, mas eu tenho que trabalhar também, e a noite estudar lá em Cambridge, eu até tentaria arranjar um serviço por aqui, mas eu comecei faz pouco tempo e estou indo tão bem, que tenho medo de depois não conseguir nada a altura. — Mike se explicou
– Eu sei Mike — Hanna disse sorrindo gentilmente — fique tranquilo, isso vai passar logo
– Você poderia ir pra lá comigo por enquanto. — pediu ele, a ela
– Amor, eu não posso deixar a Emily aqui sozinha, prometi a mãe dela que cuidaria dela, e agora que consegui esse emprego, não posso ir menos ainda — justificou ela
– Entendo — disse e logo em seguida me olhou com intenções — Irmãzinha, o Ezra está viajando não está?
– Sim. — respondi instantaneamente
– E vai ficar algum tempo fora não vai? — perguntou ele
– Vai sim. Por que? — minha curiosidade estava aguçada diante das perguntas
– E a Spencer também não está "morando" — gesticulou as aspas com os dedos- lá com você por enquanto, por isso você também está sozinha não é? — continuou com o questionário
– Sim, estou, mas por que quer saber? — já comecei a ficar impaciente
– Porque eu estava pensando, que você poderia fazer companhia para a Hanna, já que as duas estão morando sozinhas, vai ser melhor e vocês não terão medo de andar pela casa a noite — pronto.
Se vê-la apenas no hospital, já estava me deixando louca, agora minha sanidade ficaria fora totalmente de meu corpo. Eu queria, ao mesmo tempo que não queria, fazer aquilo. Mas vendo a cara de Hanna não pude negar. Ela tinha uma carinha de pidona, parecia uma daquelas garotinhas medrosas que tem medo de dormir sozinha com a luz apagada, sem a presença da mãe. Sorri para eles e dei minha resposta
– Tudo bem, tudo bem então. Mas nós vamos ficar na minha casa não é? — franzi o cenho
– Imagina! — exclamou — dou muito trabalho — riu — vamos para a minha casa, ok? — foi mais uma ordem que um pedido
– Mas... — tentei contestar, porém, ela me interrompeu
– Nada de mas. Eu não quero ser um estorvo, e só assim vou me sentir bem — explicou
– Não será estorvo algum Hanna — dizer o nome dela em voz alta fazia meu coração palpitar — mas já que você se sentirá melhor, eu vou para lá
– Perfeito, segunda você já se muda — piscou para mim
– Pode ser então — concordei
– Ótimo, agora tenho as duas protegidas — riu ironicamente
– Claro eu protejo ela e ela me protege — falou ela e riu, olhando para mim e piscando novamente
Minha cova estava sendo cavada, pelas minhas próprias mãos. Eu estava entrando num beco sem saída, indo diretamente para um paraíso, onde eu não desfrutaria de nada. Eu precisava tirar aquele sonho louco da minha cabeça, pois era ele que estava me deixando tão confusa, era ele que estava me segurando, na minha mente suja. A partir de segunda, minha vida estava prometendo ficar mais agonizante, e conturbada.
–-----------------------------–-----------------------------–--
Os dias foram se passando lentamente, acabei conseguindo um serviço, e ele ia me distrair bem, da falta de Emily. Cada dia eu rezava mais e mais para ela acordar logo, sorrindo e voltar contudo para sua vida. Mas eu estava ciente que o coma não tem hora certa para acabar, e eu não podia ter certeza de nada. Eu tinha que seguir minha vida, mas jamais deixaria Emily para traz, e por essa razão não fui para Cambridge com Mike. Ele pediu muito, mas todas as vezes eu recusava. Assim como não exigia dele, que deixasse sua vida para vir e ficar cuidando de mim. Agora eu teria coisas para ocupar minha cabeça. Trabalharia em Londres e estudaria em Cambridge, então eu não teria tempo para ficar me martirizando e me acabando, por uma coisa que ninguém pode explicar ou resolver, nem eu mesma.
Aria parecia ficar cada dia mais bonita, mas também, parecia ainda fugir de mim, porém de uma forma mais sutil. Ela era toda fofa e brincalhona, traços seus que deixavam, cada dia mais instigada. E diversas vezes eu me sentia acuada e intimidada com sua proximidade, a qual eu mesma provocava. Com a melhor das intenções Mike, fez a ela uma proposta de morar comigo, e eu queria, mesmo parecendo tão errado. Só meu olhar á convenceu, disso eu tenho certeza. O combinado no fim das contas, era de ela ir para minha casa. Talvez agora eu teria a chance de desvendar os mistérios dela, o que ela tinha, que tanto me chamava atenção. Mas de uma coisa eu tinha certeza. Quando ela estava perto tudo dentro de mim se agitava, e fervia.
Fale com o autor