Notas iniciais
I ai docinhos, como estão? Hoje no capitulo vamos ter a ilustre presença de Billy e Jacob Black, espero que gostem. Boa leitura!

POV Olivia

O resto da semana passou tranquilo, hoje já era quinta-feira e eu estava a caminho de casa, tinha acabado as aulas do dia, neste resto de semana Edward não me procurou mais, ele também não apareceu nas aulas de Biologia que tínhamos juntos, na verdade nem ele e nem o tal Emmett apareceram na escola esses dias, o que eu agradecia internamente, pois eu não estava mais suportando discutir, com ninguém. Assim que chego em casa, tomo um banho relaxante, visto uma calça jeans de lavagem escura, uma blusa de manga 3/4 azul e pego um casaco preto, calço um coturno também na cor preta e deixo os meus cabelos soltos. Eu estava me arrumando pois o tio Charlie ia chegar cedo hoje, pois iríamos a La Push visitar um amigo dele, eles iriam assistir um jogo e o meu tio resolveu me arrastar pois como ele mesmo disse "eu estava trancada demais em casa" em outras palavras eu estava passando muito tempo trancada no quarto e ele tinha medo que eu entra-se em depressão por causa da morte dos meus pais.

Alguns minutos se passaram e vejo o meu tio entra em casa.


— Já está pronta querida? — ele perguntou enquanto guardava as chaves do carro, o distintivo e a arma dele.


— Sim tio. — confirmei.


— Certo, eu vou tomar um rápido banho e logo poderemos ir. — ele falou enquanto subia as escadas, eu só confirmei — Vamos no meu carro ou no seu? — ele perguntou alguns minutos depois, ele já estava tomado banho e arrumado.


— No meu. — eu o respondi entregando as chaves do mesmo.

Eu e ele saímos de casa e fomos em direção do carro, entramos no mesmo e ele começou a dirigir em direção a La Push.


— Então querida, como está indo a escola? — ele perguntou olhando de lado pra mim.


— Está indo bem. — o respondi calmamente, mais vi que ele não estava satisfeito com a resposta — Fiz alguns amigos, algumas das matérias eu já tinha visto na antiga escola que estudei então está mais fácil, nada muito empolgante. — complementei dando uma pequena explicação.


— Hum, sei que tem saudades da sua antiga vida — ele começou a falar receoso uns minutos depois — e que aqui não é a mesma coisa, mais vai ser feliz, eu garanto. — ele me olhou de lado e só fiz confirma com um leve aceno de cabeça. Eu amava meu tio de verdade e o agradecia por tudo que fez e estava fazendo por mim, mais as vezes eu só queria que ele não tocasse nesses assuntos, que indiretamente ia a morte dos meus pais, pois me fazia lembrar de coisas e eu não gostava de demonstrar o que estava sentido para não preocupa-lo, então quando ele começava com esses assuntos eu só fazia concordar e dar um sorriso fechado.

Alguns minutos depois do nosso pequeno dialogo, eu comecei a ver a praia de La Push e era incrível. Era fim de tarde e as cores do lugar eram incríveis a esse horário, a chuva tinha resolvido dar uma trégua e o céu clareou um pouco, então dava um ar mais bonito a paisagem que passava pelos meus olhos rapidamente, talvez eu der uma andada na praia enquanto meu tio assisti o jogo dele.

Eu já tinha vindo a La Push, pra ser mais exata, na mesma semana em que vim pra Forks pro aniversário do meu tio. Saímos um pouco da costa e seguimos em direção as casas de lá. Uns minutos depois chegamos ao nosso destino, a casa de Billy Black. Saímos do carro e o amigo do meu tio já estava nos esperando na frente da casa.


— Ei velhote. — meu tio o cumprimentou assim que chegamos perto do senhor Black.


— Ranzinza. — o senhor Black voltou o cumprimento e assim que vi a cara que meu tio fez, dei uma risada contida. Eu tinha esquecido como eram esses dois quando estavam juntos. Billy Black era um homem na faixa etária de 50 a 60 anos, eu não saberia dizer, tinha cabelos longos e pretos, olhos num marrom escuro e um sorriso marcado no rosto ele também usava uma cadeira de rodas, tio Charlie me explicou que foi por causa de complicações na diabetes que fez o senhor Black ficar confinado numa cadeira de rodas.


— Lembra-se da minha sobrinha Olivia? — tio Charlie perguntou, depois dos dois terem parado de se alfinetarem, pareciam crianças.


— Sim, como vai querida? — o senhor Black perguntou.


— Vou bem, e o senhor? — perguntei educadamente.


— Eu vou bem, mais por favor me chame só de Billy, "senhor" me faz parecer velho, o que não sou. — ele pediu rindo e eu só confirmei — Agora vamos entrar que o jogo já vai começar. — ele disse enquanto ia na nossa frente — Fiquem a vontade.


(...)

O jogo já tinha começado a algum tempo e sinceramente eu estava entediada, dei um suspiro assim que vi que estava no intervalo do jogo.


— E onde está Jacob? — meu tio perguntou em direção ao senhor Black.


— Ele foi, levar umas ervas para fazer um chá pro pai do Seth, ele está com uma gripe forte. — o senhor Black explicou. Eu estava um pouco distraída.


— Por que não o levaram ao hospital da cidade? — meu tio questionou, mais sem esperar uma resposta ele continuou — Não me diga que é pelo fato do doutor Cullen ser um medico de lá. — meu tio falou com os olhos questionadores, logo me interessei pela conversa, o que posso dizer, sou curiosa.


— Você sabe qual é a minha opinião sobre esse assunto, não quero discuti com você de novo por causa desse assunto. — o senhor Black disse com a expressão fechada.


— É claro que sei, pra você os Cullen são todos errados. — meu tio murmurou, franzi a testa confusa.


— Não quero discuti, já falei. — o senhor Black disse — Olhe o jogo vai recomeçar.


— Tio, eu posso dar uma volta pela praia? — perguntei o olhando.


— Claro querida, mais esteja aqui em 40 minutos sim, que vamos pra casa. — ele respondeu e eu concordei saindo dali.


(...)

Eu estava sentada na areia olhando a praia a minha frente, era lindo. A água era de um azul escuro, pois já estava de noite e haviam encostas de pedra, de um cinza pesado. As ilhas apareciam nas águas do porto rodeadas por recifes de corais, alcançando ápices desiguais, e coroadas com coqueiros que flutuavam com a brisa. A praia propriamente dita, só tinha uma fina faixa de areia perto da água, onde eu estava sentada no momento, atrás das águas apareciam milhares de pedras grandes e com aparência suave que pareciam uniformemente cinza bem escuro de longe, mas olhando de perto elas eram de todas as cores que uma pedra poderia ser: terra-cota, verde-mar, lavanda, azul cinzento, dourado-areia. A pequena encosta estava lotada com grandes árvores, descoloridas numa cor branca de osso, por causa das ondas do mar, algumas muito próximas umas das outras contra os limites da floresta, outras sozinhas, fora do alcance das ondas. Havia um vento fresco vindo das ondas, fresco e revigorante.

Essa paisagem dava a sensação de paz e era super agradável, principalmente o silencio. A lua era crescente, mais ainda assim linda.

Um tempo se passou, acho que uns vinte minutos, depois de sair da casa do senhor Black, que eu acabei ouvindo passos atrás de mim se aproximando, olhei pra trás e vi um garoto, ele devia ser mais novo que eu. Ele tinha cabelo longo da cor castanho escuro, olhos da mesma cor, tinha cara de menino, era alto, bonito, ele parecia muito com o senhor Black e eu já sabia quem era. Jacob Black, filho mais novo do senhor Black.


— Oi, Olivia Swan né? — ele perguntou assim que se sentou do meu lado na areia.


— Isso. — confirmei — É Jacob Black? — perguntei só pra confirmar.


— Sim, nós conhecemos no aniversario do Charlie. — ele explicou enquanto me encarava.


— Eu lembro. — disse logo depois voltando os meus olhos para a paisagem a frente.


— O seu tio queria comprar a caminhonete velha do meu pai, mais ele logo desistiu. — ele comentou, acho que ele queria puxar assunto na verdade.


— É, eu sei, meu tio falou, ia ser pra mim, mais como eu já tenho um carro quase novo, ele resolveu não comprar. — expliquei pra ele — Espero que o seu pai não tenha ficado chateado com o tio Charlie.


— Não, ele não ficou. — ele disse, dei um leve aceno de cabeça — Apesar deles já estarem brigados naquele dia.


— Eles estavam brigados? — perguntei com a testa franzida o encarando.


— Sim, eles brigaram depois do meu pai ter dito que ninguém daqui de La Push iria mais se tratar no hospital de Forks. — Jacob explicou.


— Por que seu pai diria isso? — perguntei me lembrando da pequena discussão que presenciei entre o senhor Black e o meu tio, no intervalo do jogo.


— É que o meu pai e alguns dos membros do conselho não gostam muito dos Cullen e quando o doutor Calisle Cullen começou a trabalhar no hospital da cidade, eles meio que proibiram, nós de La Push, a não se tratar lá. — ele respondeu.


— Só por causa do doutor Cullen? — perguntei um pouco confusa. Porquê pelo o que me lembro o doutor Cullen parecia ser uma boa pessoa.


— É, e eles, os Cullen, também não podem entrar aqui na reserva. — ele expôs.


— Por que não? — perguntei confusa e curiosa.


— Eu não posso falar sobre isso. — ele murmurou.


— Por que não? Eu não vou contar pra ninguém, o que disser aqui, vai morrer aqui. É que eu estou curiosa pra saber. — eu disse tentando convence-lo a me contar.


— Tudo bem. — ele aceitou me contar — Gosta de historias assustadoras? — ele perguntou me olhando.


— Gosto, mais o que isso tem a ver? — perguntei franzindo a testa levemente.


— Você sabe sobre a nossa historia, de onde viemos, os Quileutes, eu digo? — ele perguntou.


— Não. — neguei.


— Bom, existem muitas lendas, algumas delas datam da época do Dilúvio, supostamente, alguns dos nossos ancestrais Quileutes amarraram suas canoas nos topos das árvores mais altas da montanha pra se salvarem, como Noé fez com a Arca. — ele sorriu pra mostrar o pouco crédito que ele dava a essas histórias — Outra lenda diz que nós somos descendentes dos lobos e que os lobos ainda são nossos irmãos. É contra a lei tribal matar eles. Então tem as lendas sobre Os Frios. — a voz dele ficou um pouco mais baixa.


— Os Frios? — perguntei intrigada.


— Sim. Existem lendas sobre os frios como existem sobre os lobos, e algumas delas são muito mais recentes. De acordo com a lenda, o meu próprio tataravô conhecia alguns deles. Foi ele quem criou o tratado que os mantêm fora das nossas terras. — ele disse revirando os olhos.


— Seu tataravô? — eu o encorajei, estava bastante curiosa.


— Ele era um líder tribal, como meu pai. Sabe, os frios são os inimigos naturais dos lobos, bem, não do lobo, mas os lobos que se transformam em homens, como os nossos ancestrais. Você os chamaria de lobisomens.


— Lobisomens têm inimigos? — perguntei, essa história estava me deixando mais confusa do que já estava antes, e sinceramente não sabia aonde os Cullen entravam nessa história.


— Só um. — ele respondeu — Entenda... — Jacob continuou — Os frios são tradicionalmente nossos inimigos. Mas esse grupo que veio para o nosso território na época do meu tataravô era diferente. Eles não caçavam do jeito que os outros caçavam, eles não representavam perigo para a nossa tribo. Então meu tataravô fez um trato com eles. Se eles prometessem ficar longe das nossas terras, nós não iríamos expor eles para os cara-pálida.


— Se eles não eram perigosos, então porquê...? — eu estava tentando entender toda essa história.


— É sempre um risco para os humanos ficar perto dos frios, mesmo se eles forem civilizados como esse clã era. Nunca se sabe quando eles podem estar com fome demais pra resistir. — Ele deliberadamente colocou um tom de ameaça na voz dele.


— O que você quer dizer com "civilizados"?


— Eles diziam que não caçavam humanos. Ao invés disso, eles supostamente eram capazes de se alimentar de animais. — ele respondeu.


— Espera, o que eles tem a ver com os Cullen? Eles são parecidos com os frios que seu avô conheceu?.


— Não. — ele parou dramaticamente — Eles são os mesmos. — ele deve ter pensado que a expressão no meu rosto era medo inspirado pela história, mais na verdade eu estava confusa, impactada e me achando louca por está levando essa história a serio. Ele sorriu, satisfeito, e continuou — Tem mais deles agora, uma nova fêmea e um novo macho, mas os outros são os mesmos. Na época do meu tataravô eles já conheciam o líder, Carlisle. Ele esteve aqui e foi embora antes que o seu povo chegasse. — Jacob estava lutando pra não sorrir.


— E o que eles são? — eu finalmente perguntei — O que são os frios?


— Bebedores de sangue. — ele respondeu com uma voz arrepiante — Vocês chamam eles de Vampiros. — Eu olhei para o mar a minha frente depois que ele disse isso, sem ter certeza do que o meu rosto estava demonstrando — Ficou assustada?


— Talvez um pouco. — respondi sem o olhar, dei um longo suspiro — Espera, estão é por isso que o seu pai e os outros não querem ser tratados no hospital? Por acharem que o doutor Cullen e sua família são vampiros? — perguntei estupefata.


— É basicamente por isso, apesar da história ser bem louca, o meu pai e os outros levam muito a serio isso. Quando o Charlie ficou sabendo que o pessoal não estava indo se tratar no hospital por causa do doutor Cullen, ele ficou bem irritado e ai ele e o meu pai brigaram, mais logo depois fizeram as pazes, mais se esse assunto vier a tona de novo é capaz deles brigarem de novo. — ele me olhou receoso.


— Não se preocupe, não vou contar pra ninguém, como disse antes essa história morrer aqui. — o confortei. Também não queria o meu tio brigando com o amigo dele, olhei pro relógio e vi que já devia ter terminado o jogo faz tempo, me levantei, sendo seguida por ele — Tenho que ir, meu tio deve está preocupado comigo.


— Vamos, eu também tenho que ir pra casa. — ele disse.

Saímos dali em silencio, eu ainda estava tentando não levar a história que Jacob contou a serio, não queria parecer louca ou nada do tipo, mais do mesmo jeito que essa historia era louca, também fazia muito sentido, afinal, poderia explicar o fato do Edward ter parado aquela van só com a mão, ou o fato deles não comerem nada na hora do almoço, mais "vampiro" era muito louco, até pra mim.

Assim que chegamos na frente da casa do senhor Black eu vi o meu tio me olhar preocupado, mais seu olhar logo mudou para reconhecimento.


— Desculpe tio, eu estava conversando com o Jacob e acabei perdendo a hora. — me expliquei assim que cheguei perto dele e do senhor Black.


— Tudo bem querida, não faz mal. — ele falou — Mais agora temos que ir, você tem aula amanhã cedo e eu ainda tenho que trabalhar. — confirmei com um leve aceno de cabeça, nos despedimos do Jacob e do senhor Black e entramos no carro em silencio — I ai como foi o passeio? — ele perguntou um tempo depois interessado.


— Foi, foi legal. — respondi distraída olhando pela janela do carro.

Quando chegamos em casa, fui direto pra cozinha, só pra esquentar a lasanha que eu tinha feito mais cedo. Eu e o tio Charlie jantamos em silencio, logo depois lavei a louça e quando acabei dei boa noite ao tio Charlie e fui pro meu quarto. Tomei um banho relaxante, mesmo com a água gelada, vesti uma calça larga amarela de dormir e uma blusa branca com um urso desenhado e fui direto pra cama.

Desde que cheguei em casa estava fazendo de tudo pra não pensar na historia maluca que o Jacob me contou e estava tentando não ligar a mesma história aos Cullen, o que estava sendo difícil. Já deitada, me virei pro meu lado direito onde ficava a janela do meu quarto e uma poltrona confortável azul escura que ficava perto da mesma. Dei um longo suspiro, não ia conseguir dormi tão cedo, e a única coisa que passava na minha mente, mesmo a hipótese sendo maluca, era: Será que os Cullen eram vampiros?

Notas finais
* Imagem tirada do google. Espero que tenham gostado, beijos e até o próximo!