Minha vida em Crepúsculo
10 Pesadelo e inicio da viagem
Notas iniciais

POV Olivia
Já fazia alguns dias que eu não tinha pesadelos. Digo, desde a morte dos meus pais eu sonhava com o acidente deles, ou como eu imaginava que teria acontecido. Logo depois do episódio que ocorreu na escola, em que o Edward me salvou, em circunstâncias suspeitas, eu comecei a ter sonhos estranhos com o mesmo envolvido, mais já fazia alguns dias que eu colocava a cabeça no travesseiro e quando dormia não sonhava com nada que me lembrasse. Bom, até noite passada.
Noite passada, depois de toda a história louca que o Jacob me contou, sobre os lobos e os frios, eu fiquei muito confusa, não pela a historia em si, mais sim pelo fato de está cogitando a ideia louca de que os Cullen pudessem ser vampiros. Como disse, noite passada eu tive um sonho muito estranho, não chegava a ser um pesadelo daqueles que você acordava assustada de madrugada, mais sim daqueles que deixava você acordada com os pensamentos a mil.
No sonho, eu estava andando por uma rua deserta e era noite de lua cheia, mais a frente eu vi uma silhueta e quanto mais eu me aproximava mas nítida a pessoa ficava, era um homem, especificamente, Edward Cullen. Ele estava estranho, mais estranho do que normalmente é, ele estava com os olhos negros, como estava na primeira aula de biologia que tivemos juntos. Ele também estava sujo de sangue e com uma feição ameaçadora, quando olhei para a boca dele eu vi presas, como as de um vampiro. Eu fiquei assustada quando ele se aproximou de mim, mais eu não conseguia me mexer. Quando ele parou na minha frente, eu já estava com a respiração descontrolada, ele disse:
— Vamos, temos que sair daqui. — ele praticamente ordenou — Eles já estão perto. — Edward pegou na minha mão e praticamente me arrastou dali.
— Eles? Eles quem? — me peguei perguntando. Eu sinceramente não estava entendendo nada, eu sabia que era um sonho, era como se eu estivesse vendo toda a situação de cima, como uma simples telespectadora, não tinha controle do meu próprio corpo.
— Não importa, eu só tenho que te tirar daqui. — ele respondeu quase rosnando.
Antes mesmo de falar qualquer coisa, ele simplesmente para e se coloca na minha frente. Quando eu olho ao redor eu vejo varias pessoas nos rodeando, eu não conseguia ver seus rostos, mais lá no fundo sabia que eles eram perigosos.
— Nos entregue a garota e deixamos você ir. — um deles falou autoritário diretamente pro Edward.
— Se a querem, vão ter que passar por mim. — ele disse muito irritado. Ele olhou ao redor e disse agora pra mim — Olivia, quando eu mandar, você terá que correr. — ele mandou e o olhei desesperada — Vou segura-los o máximo que eu puder. — neguei com um aceno de cabeça, não por mim, mais sim porquê eu não queria deixa-lo pra trás. Eu vi as pessoas ao nosso redor virem diretamente pra cima de nós, Edward pegou um pelo pescoço e o jogou longe enquanto puxava o braço de outro — Corre Olivia, vai agora. — ele mandou enquanto me empurrava pra longe.
Não sei o que me deu, eu somente corri indo diretamente para a floresta que rodeava a rua deserta. Eu corria tão rápido que chegava a tropeçar em alguns galhos. Corri por uns minutos até que tropecei em alguma coisa e cai no chão, quando me levantei, eu senti algo molhado na minha testa, quando vi percebi que era sangue. Escutei alguma coisa ao meu redor, parecia ser um animal, olhei pra trás e não tinha nada, quando voltei meus olhos pra frente dei de cara com um enorme lobo marrom, ele era muito grande, pra ter uma ideia era um pouco maior que eu. Me sobressaltei e dei um passo pra trás, quando pensei em voltar a correr outra coisa ocorreu, Edward parou a frente do lobo, como se estivesse me protegendo, os dois rosnavam. Quando eles iam se enfrentar eu acabei acordando, molhada de suor e respirando com dificuldade, como se eu tivesse corrido uma maratona.
Depois desse sonho estranho eu não consegui mais dormi, estava com os pensamentos a mil. E agora estou aqui, deitada, olhando pro teto, sem saber como agir. Estava me achando louca por considerar a hipótese dos Cullen serem vampiros.
Dei um longo suspiro e resolvi me levantar, hoje era sexta feira e eu ainda tinha aula e logo mais a tarde eu teria um voo para Boston. Tomo um banho, visto uma calça jeans clara, uma blusa preta, um enorme casaco preto, meus coturnos e deixo meu cabelo solto. Pego a mochila e vou até o andar de baixo, vejo um bilhete na geladeira do meu tio falando que não poderia tomar café comigo mais que ele iria comigo até o aeroporto.
Saio de casa sem tomar café e vou até o meu carro. Chegando no colégio, saio do carro e vou até minha primeira aula. As aulas da manhã passam tranquilas e na hora do almoço eu resolvo sentar sozinha, não estava com cabeça pra conversas hoje. Depois de uns minutos sentada na "minha" mesa particular, olhos ao redor e vejo Alice Cullen vindo na minha direção. Eu não era a única olhando pra ela, os outros que estavam na cantina também a encaravam enquanto a mesma se sentava a minha frente. Percebi que Jasper e Rosalie Hale olhavam pra Alice confusos e com um pouco de receio talvez.
— Ola, como vai Olivia? — Alice perguntou e a olho.
— Estou bem Alice, e você? — pergunto tentando ser educada. Não era nada contra a Alice, eu até que gostava dela.
— Eu vou bem. — ela respondeu animada — Eu fiquei sabendo que vai sair da cidade. — ela comentou como quem não quer nada.
— É, eu vou pra Boston. — confirmei — Como ficou sabendo? — perguntei um tanto confusa.
— Foi o Edward. — ela respondeu me olhando. Fiquei nervosa só com o pronunciamento do nome dele — Ele também me contou que se ofereceu pra ir com você, mais que você recusou.
— Ele disse é? — dou um suspiro, eu juro que não entendia Edward Cullen.
— Disse. — ela confirmou mais seria agora — Eu gostaria de perguntar por que você recusou?
— Não é nada pessoal Alice. — pensei bem no que diria, afinal Alice não tinha culpa de nada — Olha, eu e o seu irmão não nos damos bem. Já vai ser uma viagem muito... hã... — pensei na palavra que usaria — ...complicada e eu não ia ter paciência pra discussões.
— Mais vocês não iriam brigar. — ela afirma aquilo convicta.
— Sem querer ser chata, eu e o seu irmão não conseguimos ficar em um mesmo ambiente sem brigarmos, isso é um fato, não da para contrariar. — eu explico e ela me olha preocupada. Depois dela ter me encontrado pálida dias atrás no meu carro, eu e ela conversamos algumas vezes e ela era muito legal, me fazia rir com o jeito Alice de ser, eu a considerava uma amiga, mesmo que tivéssemos começado a conversar a poucos dias — Alice, não precisa se preocupar, a viagem vai ser rápida, eu só irei buscar algumas coisas minhas, nada de mais. — digo meias verdades.
— Tudo bem. — ela concorda meio contrariada — Eu só queria dizer que o Edward se preocupa mesmo com você, e se ele se ofereceu pra ir, é porquê não queria deixar você ir sozinha. — ela me olha atentamente — Ele, provavelmente, vai me matar por dizer isso, mais ele gosta de você, de verdade. — a olho estranho, pois não acreditava muito naquilo, pelo simples fato que eu e Edward só brigávamos quando nos encontrávamos, então aquela informação estava muito equivocada.
— Alice, eu não quero discutir com você... — paro de falar sem saber o que dizer — Olha, posso te pedir algo? — eu pergunto e ela concorda — Não vamos falar do seu irmão, por favor. — eu peço e ela concorda.
Depois daquela conversa meio estranha, eu e ela conversamos amenidades e o nome do Edward não foi mais tocado por nenhuma de nós duas.
(...)
No fim das aulas, eu já estava no meu carro a caminho de casa. Assim que chego, vou direto tomar um banho rápido pois meu tio logo chegaria pra me levar pro aeroporto. Me olho no espelho do quarto e pela primeira vez gosto do que vejo. Eu estava vestida com um vestido azul escuro, que batia no joelho, uma meia calça preta, tênis, meu cabelo estava preso em uma trança lateral. Pego minha mochila, que estava com algumas coisas que eu ia levar na viagem, pego também uma mala pequena que tinha algumas roupas para eu usar esses dois dias que ia ficar fora. Escuto a porta da frente bater e eu sabia que era meu tio, então resolvo ir até o andar de baixo.
— Oi tio. — o cumprimento assim que chego na sala.
— Ola querida, já está pronta? — ele pergunta e eu concordo — Ótimo, temos que ir, o seu voo é daqui uma hora. — concordo e logo saímos de casa.
(...)
Já tinha chegado no aeroporto a alguns minutos, meu tio já tinha resolvido tudo e eu só estava esperando o meu voo ser chamado, e isso não demorou nada a acontecer.
— Voo de número 231, com destino a Boston, embarque na plataforma 02, primeira chamada.— alguém diz no auto falante.
— É meu voo tio. — me levanto e fico a sua frente.
— Tem certeza que você quer ir? — ele pergunta receoso — Digo, não é muito cedo pra você voltar a Boston, depois do que aconteceu, ainda mais sozinha?
— Tio, eu vou ficar bem, não precisa se preocupar. — digo mais pra mim do que pra ele, dou um suspiro e resolvo ser sincera com ele — Eu não vou mentir, é difícil pra mim voltar, ainda mais sozinha, mais eu preciso ir, preciso visita-los. — digo em relação aos meus pais.
— Não quer que eu vá com você? — ele pergunta — Eu posso ligar pra delegacia, dou uma desculpa qualquer, eu só não quero que fique sozinha.
— Tio, eu vou ficar bem, de verdade. — eu o conforto, pois sabia que ele não podia faltar ao trabalho esse fim de semana, pois estava ocorrendo muitos assassinatos na cidade vizinha e ele precisava ir pra lá para ajuda nas investigações.
— Voo de número 231, com destino a Boston, embarque na plataforma 02, segunda chamada. — a voz no alto falante diz novamente.
— Eu realmente preciso ir. — andamos até o portão da plataforma 02 — Eu ligo pro senhor quando chegar lá, prometo. — eu digo para ver se ele se tranquilizava mais.
— Tudo bem, não se esqueça da promessa que fez. — ele diz mais calmo.
— Ligar pro senhor a cada três horas, eu sei, eu vou ligar. — afirmo — A tio, tem lasanha no forno, salada, arroz e suco na geladeira, é só esquentar, tudo bem? — pergunto o olhando preocupada.
— Ei, eu sei fazer o jantar, ta bom. — ele diz — Afinal, eu sobrevivi todos esses anos sozinho, não foi?
— Eu sinceramente não sei como, sem ofensas tio, mais você não sabe cozinhar nada. — eu exponho aquilo pois ele não sabia mesmo cozinhar.
— Você não tem um voo pra pegar? — ele pergunta se fingindo de ofendido pelo o que eu disse. Era a primeira vez desde que vim morar aqui com ele que eu percebia o meu tio mais solto — Se cuide e me ligue. — ele pediu.
— Sim senhor. — concordo dando um rápido abraço nele.
Assim que me afasto, vou até uma mulher que estava vendo as passagens, mostro a minha e alguns minutos depois já estou sentada na poltrona do avião olhando pela janela do mesmo.
Eu estava com uma sensação estranha, como se algo nessa curta viagem fosse acontecer e que isso mudaria a minha vida. Dou um longo suspiro, coloco meus fones de ouvido e logo pego no sono.
Eu sinceramente esperava ser forte pra enfrentar essa viagem sozinha!
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