Minha vida em Crepúsculo
8 Dia complicado
Notas iniciais

POV Olivia
As aulas da manhã passaram como um sopro que eu nem percebi. Eu estava com tanta raiva que acabei chegando atrasada na minha primeira aula, que era inglês, o que deixou o professor Mason irritado.
Acho que estava com a feição tão feia e irritadiça que ninguém ousou chegar perto de mim, o que eu agradecia internamente.
Entrei na cafeteria impaciente. Não queria ver o Edward na minha frente nem pintado de ouro. Eu nem olhei na direção em que ficava a mesa que os Cullen costumavam sentar de tão irritada que eu estava. Cheguei a comprar apenas uma garrafinha de suco de laranja, não estava com tanta fome. Por sorte a mesa que eu costumava sentar sozinha as vezes, estava vazia, então resolvi sentar pra tomar o meu suco em paz.
A cafeteria estava muito barulhenta mais eu não estava ligando muito para aquilo, muito pelo contrario, eu estava tentando me distrair da melhor forma que eu conhecia, desenhando.
Em um momento, depois de alguns minutos pra ser mais exata, eu percebi a cafeteria ficar silenciada aos poucos, algumas pessoas exclamavam baixinho, mais não dei ao trabalho de levantar a cabeça do papel que eu desenhava, pra ver o que estava acontecendo. Entretanto, minha atenção foi chamada quando ouvir a cadeira a minha frente ser arrastada. Olhei na direção do barulho e minha feição se tornou carrancuda. O ser que eu não queria ver estava sentado a minha frente. Edward Cullen não parecia abalado com a minha carranca.
Agora sei porquê antes a cafeteria ficou tão silenciosa.
— O que faz aqui? — perguntei irritada, mais percebi que meu tom de voz saiu decepcionado. Ele me olhou estranho.
— Queria me desculpar por ter te perturbado essa manhã. — ele respondeu tranquilamente, sem tirar os olhos dos meus.
— Você já percebeu que você só se desculpa. — comentei enquanto guardava o meu desenho.
— Desculpe. — ele pede novamente, arqueei uma das sobrancelhas.
— O que quer? — volto a perguntar.
— Não quero que ache que eu estava te ameaçando quando conversamos mais cedo. — ele diz contido.
— E você estava fazendo o que exatamente? — perguntei com um leve tom de deboche.
— Olha. — ele deu um suspiro — Sei que pareceu que eu estava te ameaçando, mais eu não contaria que você bateu seu carro no meu de propósito. — "droga, ele sabia, mais como?" fiquei calada — Eu não faria nada contra você, não te machucaria de qualquer forma possível. — percebi sinceridade no seu tom de voz. Continuei calada ainda o encarando, não sabia o que dizer — Então desculpe por isso. Eu só queria te acompanhar até Boston, como disse antes, imagino que deve ser difícil viajar pra Boston sozinha.
— O que quer dizer com isso? — perguntei confusa, ele não poderia saber sobre a morte dos meus pais.
— Nada de mais. — ele desconversou — Então, volto a perguntar, você aceitar que eu te acompanhe até Boston?
— Sabe que essa conversa está confusa, não é? — agora era eu que estava desconversando. Desviei meus olhos dele e olhei pra minha garrafinha de suco, que ainda estava pela metade.
— Você está mudando de assunto. — ele retrucou, voltei meus olhos para ele e ele estava sorrindo. Eu estava com a negativa na ponta da língua, mais pensei melhor. Eu ainda estava curiosa sobre o "como ele conseguiu parar aquele carro e como ele tinha chegado tão rápido pra mim salvar". Eu sabia que ele não me contaria nada, então usaria esse fato pra ele me deixar em paz. Apesar de está confusa com certas coisas.
— Tudo bem, você pode me acompanhar em Boston. — eu disse e ele abriu ainda mais o sorriso que estava dando — Mais, com uma condição. — vi a feição dele desmoronar. Ele concordou com um aceno leve de cabeça — Que me conte o que você é. — disse, percebi de imediato que ele contraiu a mandíbula, contudo ele ainda estava sorrindo, um sorriso forçado.
— Não seria sensato. — ele murmura, agora serio — Seria perigoso pra você.
— O que seria perigoso exatamente? Você? Ou eu saber o que você é? — pergunto o encarando, seria também.
— Os dois. — ele responde simplesmente — E como eu disse antes, eu não te machucaria de qualquer forma.
— Certo. — dei um longo suspiro cansado e me levantei da cadeira, o olhando continuei — Você não vai me contar o que é. E essa é a minha condição para que você possa me acompanhar, como não aceitou eu também não aceito a sua companhia em Boston. — percebi que ele estava frustrado e triste, aquilo de certa forma me machucou, mais deixei pra lá — Nos vemos na aula. — digo quando percebo que éramos os últimos ali, antes de sair completamente da cafeteria me virei pra ele e falei — Ah, eu ainda vou descobrir o que você é!
(...)
Na aula de biologia, percebi que meu parceiro de mesa, vulgo "Edward", não apareceu. Na aula o professor Banner achou que seria uma boa ideia sabermos o nosso tipo sanguíneo, eu digo "achou" pois alguns alunos passaram mal. Era um fura, fura, de dedo que chegava a dar agonia, eu até comecei a passar mal também, por causa do cheiro de sangue, que estava muito forte, por causa das janelas fechadas. Mais antes que eu desmaiasse no meio da sala de aula, eu fiz questão de mostrar ao senhor Banner a carteirinha que dizia qual era o meu tipo sanguíneo e ele me dispensou.
Assim que sair da sala de aula, fui em direção a garagem, mais especificamente o meu carro. Entrei nele e abri as janelas pra ver se, com o ar, eu poderia melhorar da minha vertigem. Encostei minha cabeça no encosto do banco do motorista e fechei os olhos.
— Você está bem? — escutei uma voz musical me perguntar. Olho pro meu lado e vejo uma garota, era uma Cullen, a que parecia uma fadinha.
— Sim, estou bem. — a respondi educadamente.
— Ha, desculpe, é que você está pálida. — ela parecia realmente preocupada.
— Pálida? Não, eu estou bem, é serio. Obrigada por se preocupar. — disse educadamente.
— Tudo bem. A propósito sou Alice Cullen. — ela se apresentou.
— Olivia Swan. — apertei a mão dela. A mão dela era fria, mais não liguei muito.
— Eu sei. — afirmou animada.
— Claro, cidade pequena. — resmunguei desanimada.
— Não, não foi pelas pessoas da cidade. Apesar de muitos ter falado sobre a sobrinha do xerife. — ela murmura — Mais na verdade quem me contou sobre você foi o meu irmão.
— Irmão? — perguntei a olhando.
— É, o Edward. — ela respondeu risonha — Ele vive falando de você lá em casa. Fala tanto que minha mãe está louca para conhecer você.
— Como? — perguntei confusa, duvidava que ele tivesse falado algo bom de mim.
— É, ele fala de você o tempo todo. — ela afirma — Mais acredito que você não queira falar sobre isso. — acenei imperceptivelmente — Olha, se você quiser ir pra casa, pode ir. O professor de educação física ainda está doente e não vai vir pro colégio o resto da semana toda. — ela disse com tanta certeza que eu acreditei.
Nos despedimos e comecei a dirigir pra casa. Que dia mais complicado e ainda era terça-feira.
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